A alma



CAPITULO XI: A ALMA

O assunto durante o resto do dia foi o acontecido entre Malfoy e o Pompomps, todos ficaram surpresos, em exceção de Kitty que parecia considera-lo normal. Draco estava no dormitório masculino, sentado sobre a cama, tentando remover da manga da veste, os pedaços de diamantes, mas eles pareciam fazer parte da própria roupa, uma vez que não soltavam.
Quando finalmente desistiu, o garoto despiu-se, e ficou mirando seu próprio reflexo na pedra, seus olhos cinzentos pareciam ainda mais claros e incrementados de mistérios na imagem torta que se projetava.
Estava apenas com suas roupas de baixo quando alguém entrou pela porta, ele levou um susto, e tentou, inutilmente cobrir-se, ficando a vista o seu bem torneado corpo branquelo, que tingiu-se de rosado quando ninguém mais ninguém menos que Kitty o fitou sem graça.
_Ah... Desculpe-me - disse ela, e saiu correndo pela pouca passagem que seu corpo havia ocupado ate aquele momento.
Draco vestiu-se rapidamente, o que será que Kitty queria? E largou em cima da cama amarrotada, o seu reflexo no diamante.
A garota estava sentada em uma das poltronas na Sala Comunal da Sonserina, as mãos sobre o rosto extremamente corado.
_Oi - disse Draco tentando quebrar o peso constrangedor que pairava sobre os dois.
_ Oi Draco, me desculpe novamente, eu não sabia...
_Não tem problema Kitty... – respondeu o garoto corando também, nenhuma garota nunca o havia visto seminu.
Os dois ficaram por um tempo se encarando, em seguida Draco dirigiu-se ate ela e lhe deu um grande e gracioso beijo.
Ficaram juntos ate a hora do jantar, ali, sozinhos, na Sala Comunal, haviam ate esquecido o que havia acontecido poucas horas antes, tamanho era o amor que recobria os dois.
Desceram felizes para a janta, e logo que acabaram de comer, resolveram dar uma volta no jardim.
Caminharam De mãos dadas por cima da vegetação pálida, o frio abraçava a noite estrelada, as enormes arvores balançavam seus galhos e folhas com o vento forte presente, o lago era um enorme céu molhado.
Sentados estavam embaixo do velho carvalho, observando a lua minguante iluminar a noite, Draco nunca estivera tão feliz, em fim sua vida estava dando certo.
_Kitty... Você quer... Namorar comigo?- perguntou o garoto quebrando o silencio.
A menina não respondeu, o encarou com um olhar forte e decidido e o abraçou.
_Isso seria um sim?- perguntou Draco, ainda meio receoso.
Ela continuou calada, apenas soltou um suspiro.
_Kitty?
Silencio.
_Você esta bem?
A pergunta do garoto foi rapidamente respondida enquanto sua felicidade se esvaiava, ela estava chorando, lagrimas cobriam suas vestes.
_Por que você esta chorando? Foi... Alguma coisa que eu disse?
_Eu vou te perder Draco... – respondeu ela baixinho, soluçando.
O garoto se assustou.
_Do que você esta falando? Eu te amo! Nunca vou te deixar...

Silencio.

_Pede para ele ir embora...- disse por fim Kitty, ainda chorando, sem levantar a cabeça.
_Quem?
_Ele...
_Mas Kitty, não tem ninguém aqui alem de nos dois...
_Você não vê? Vire-se.
O garoto soltou a garota, e se virou para onde ela pedira... Mas nada.
_Viu? Não tem ninguém aqui...
_Olhe com atenção...- falava a garota, os olhos vidrados e apresentando medo.
Draco olhava ao redor, mas continuava sem enxergar nada, e achando que a menina estava tendo alucinações, disse:
_Kitty... Você deve estar com sono meu amor... Deve estar confundindo as coisas...- falava Draco, tentando acalmar a garota que olhava a esmo para a mesma direção, sem piscar.
_Draco... eu estou com medo!- sussurrou ela.
_Não tem do que ter medo vem cá... – e puxou a garota para um abraço.
_Ele ta chegando mais perto Draco... Me protege... Tenha cuidado! – desesperava Kitty afundando em lagrimas.
_Vamos subir, eu te preparo uma poção calmante, vamos? Não tem ninguém aqui, viu?- falava o garoto, agora um pouco assustado.
_Quem é ele Kitty?
_Não sei o nome... Mas ele sempre aparece quando algo de ruim esta para acontecer... Ele... Ele me disse que vou te perder...
_Onde ele esta Kitty?Não tem ninguém aqui, ninguém falou nada...
A menina não respondeu, apenas levantou e levou o garoto ate perto de uma grande e velha rocha coberta por musgos.
_Não tem ninguém Kitty...
De repente Draco sentiu um frio cortante atravessar sobre ele, estremeceu, sua pupila dilatou, todos os seus pelos arrepiaram-se, enquanto Kitty derramava um rio de lagrimas.
_Vamos subir, esta’ frio aqui, e tarde...- disse o garoto por fim, soprando ar quente nas mãos.
Porem a garota estava imóvel, seus lábios tremiam levemente, e seus olhos claros, opacos.
Draco ficou preocupado, e puxou a garota carinhosamente para os seus braços, o que pareceu acalma-la.
_Desculpe... Vamos - falou a menina.
Atravessaram os jardins, o Saguão de entrada e as masmorras sem trocarem uma única palavra, quando entraram na Sala Comunal, Draco disse:
_Você já esta melhor?
_Estou...
Mas ele sabia, ela não estava, continuava tremula e fria, apesar do calor aconchegante da lareira.
_Eu vou preparar uma poção Calmante para você. – disse o menino preocupado, sumindo na escadaria que levava ao dormitório dos garotos.
Ele desceu dez minutos depois, possuía um frasco com um liquido azul turquesa denso, Kitty sequer movera-se de onde estava desde a sua ausência.
_Tome isto- disse draco entregando o frasco a garota, que tomou sem dizer nada.
_Esta melhor?
Ela confirmou positivamente com a cabeça, em seguida começou a chorar novamente.
_Eu não quero te perder Draco, eu não quero...
_Mas você não vai Kitty...
_Me de um ultimo beijo e um abraço, por favor?- perguntava ela entre lagrimas.
_Você sempre vai ter quantos você quiser, meu amor...
Dizendo isto, atendeu o pedido da garota, que chorava cada vez mais, como se aquela fosse a ultima fez que eles fossem se ver.
Logo após o beijo, Kitty falou:
_Eu vou te ajudar Draco... Não vou te abandonar...
Nem esperou o garoto responder, saiu correndo em direção ao dormitório das meninas, deixando o garoto com uma cara de interrogação.
“Amanha ela já vai estar normal novamente” pensava Draco enquanto subia as escadas para ir dormir, porem não estava completamente seguro.
Quando finalmente conseguiu dormir, sentiu aquele frio cortante novamente, e se viu no meio de uma escuridão e dor profunda, onde não tinha controle sobre si mesmo.
No dia seguinte ele acordou, pensando que aquilo tudo fora um pesadelo horrível, porem quando um garoto lhe deu bom dia, ele respondeu:
_Sai daqui!
O menino foi embora assustado... Draco não tinha mais controle sobre suas próprias palavras, aquele Draco modificado, fora acorrentado no meio das trevas...


Fora possuído por um espírito inconformado e maligno, ou apenas o seu lado mal e carente resolveu falar mais alto? Impedindo o dono de ter o que nunca teve? Ser feliz?





p.s: preciso de comentarios por favor! esta eh minha primeira fic... estou aceitando criticas e elogios, serao construtivos para mim! plz!

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