Interrogatórios
CAPÍTULO 20 - Interrogatórios
-Já vou lhes dizendo – falou Charles Sheppard, ao sentar na cadeira. – Eu sei quem são as duas pessoas que estão matando os alunos. Aliás – ele olhou para Hermione – já te contei no dia em que encontraram aquele garoto da Grifinória, não é?
-Contou sim – disse Hermione. – Sua suspeita já foi anotada pelo Harry.
-Suspeita? – estranhou Charles. – Eu não tenho “suspeitas”... Tenho certeza.
-Mas nós não – respondeu Harry. – Charles... Você permaneceu na sala comunal na noite do assassinato do Dino Thomas.
-Isso – falou ele. – Draco e Kevin que saíram naquela noite. E com aquela conversa esquisita de “Pegou tudo?”, “Acho que agora podemos ir”... Pegou tudo... Garanto que foi a faca que cortou o garoto, além das cordas que o amarraram.
-Então depois que você ouviu isso, você foi até seu dormitório para dormir?
-Foi. Fiquei pensando um pouco sobre essa conversa esquisita. Depois adormeci.
-Alguém pode provar isso?
-Não, Potter, mas... Eu adormeci sim! Como pode desconfiar de mim se os assassinos são Draco e Kevin?
-Por favor, acalme-se – pediu Harry. – E no dia da morte de Crabbe. O suco dele foi envenenado. Você viu algo suspeito?
-Não... Acho que não. Mas também faz tanto tempo, como poderia me lembrar?
-Obrigado, Charles. Terminamos com você.
-Tudo bem. Mas minha afirmação foi anotada, não? – olhou para Mione, que anotava o pergaminho e afirmou com a cabeça. – Ótimo.
Harry consultou a lista.
-Draco Malfoy! – chamou.
* * *
-Isso tudo é muito ridículo, Potter – debochou Draco. – Você parece aqueles detetives idiotas de contos policiais. Você afundou no cúmulo do ridículo.
-Obrigado pelos elogios, Draco. Aliás, você se esqueceu de acrescentar que os detetives idiotas dos contos sempre descobrem quem é o culpado. E é isso que eu, o Rony e a Hermione estamos tentando fazer.
-Ah, quem garante que o assassino não é um de vocês? – perguntou Draco.
-É uma questão de bom senso, Draco. Mas, por que todo esse nervosismo? Cuidado... Nós sabemos muito bem quais as pessoas que estão nessa sala não prestam.
Draco fechou a cara.
-Agora, já que você é tão direto... Onde você esteve na noite do assassinato de Dino Thomas?
-Onde eu estaria tão tarde da noite, Potter? Claro que estava dormindo...
-Engraçado Harry – intrometeu-se Hermione – você falou em algum horário para o Draco? Como será que ele sabe que o que houve foi tão tarde?
-Está me acusando, Granger? Sua...
-Fique quieto, Draco, você só está se prejudicando – interrompeu Harry. – Quer dizer que você estava dormindo? É interessante, pois ouvi falar que você não permaneceu na sala comunal e que saiu para um passeio noturno naquela noite...
-Isso é uma tremenda mentira – falou Draco, o rosto avermelhando.
-A pessoa viu você, Draco. E conversando com seu amigo Kevin... Perguntando um para o outro se tinham pegado tudo, se já podiam ir... O que isso queria dizer, Draco?
-Nada que te interessa, Potter – falou Draco, levantando-se. – Agora chega desse interrogatório estúpido. Não sei o que vim fazer aqui.
E saiu, batendo os pés. Todos os outros olharam para a fúria do garoto. Draco foi para um canto da sala e permaneceu de braços cruzados.
-Agora... James Smith!
* * *
-Onde eu estive naquela noite em que o Dino Thomas morreu? – começou James, pensativo, coçando a cabeça. – Bom, já que tenho que dizer a verdade...
-É melhor dizer – concordou Harry.
-Eu não permaneci na sala comunal naquela noite. Saí para procurar a Laurie e...
-Por favor, James, explique-se melhor – pediu Rony.
-O que aconteceu é que a Laurie estava nervosa com a gente, porque dissemos que... bem... é...
-Por favor, não hesite em contar tudo – pediu Harry. – Ninguém mais ficará sabendo o que você disser aqui.
James suspirou.
-Dissemos para Laurie que tinha sido muito estranho o desaparecimento repentino dela, na hora do jantar. Hora essa que vocês três foram atacados pelo assassino.
-E então?
-Bom, ela disse que não devia satisfações pra ninguém. Aí saiu da sala comunal, como que nos desafiando. Christian, preocupado, saiu logo atrás dela, besteira, na minha opinião, já que a Laurie tem esses chiliques de vez em quando. Mas ele foi. Eu e Jennifer fomos dormir. Só que, quando percebi que o Christian não voltava, comecei a ficar preocupado... Essas ondas de ataques. Os dois corriam perigo. Aí saí atrás deles.
-Então na noite em que Dino foi morto, você, Christian e Laurie estavam fora da sala comunal?
-Isso. E a Jennifer também. Ela saiu logo depois de mim.
-Você encontrou Laurie?
-Não. Procurei, procurei... Mas nada dela. Ela contou que estava escondida atrás de uma das estátuas do corredor que leva pra nossa sala comunal. Imagine, brincando com coisa séria. Praticamente expôs eu, Christian e Jennifer ao perigo.
-Depois você voltou pra sala comunal?
-Sim. Mas antes eu esbarrei com Jennifer no Saguão de Entrada. Vimos gotas de sangue que iam em direção as portas de entrada. Apavorados, voltamos rapidamente à sala comunal.
-Christian já tinha voltado?
-Não. A cama dele estava vazia. Fiquei esperando na sala comunal, junto de Laurie e Jennifer. Alguns minutos depois, ele chegou. Logo, todos nós estávamos na sala comunal. Aí demos uma bronca em Laurie.
-E, andando nos corredores, enquanto o assassino também andava pela escola atrás de Dino, você não viu nada de suspeito? Nada de estranho?
Os olhos azuis de James encararam profundamente os olhos de Harry.
-É, eu vi uma coisa estranha sim. Padma Patil, perambulando pela escola.
-Padma Patil – murmurou Harry. – E ela... segurava alguma coisa?
-Eu não vi direito... Quem pode lhe responder isso é a Laurie.
-Obrigado, James. Seu depoimento foi de grande ajuda. Agora, por favor, chame a Laurie. Ela responderá essa pergunta.
* * *
-Sabemos que você saiu na hora do jantar naquele dia – começou Harry. – E mais ou menos na hora que eu, o Rony e a Hermione fomos atacados... Onde você esteve, Laurie?
A garota engoliu em seco.
-Eu acho que não devo satisfações a ninguém – falou Laurie, rispidamente.
-Por favor, Laurie, precisamos de sua ajuda... A não ser, é claro, que esteja com medo de nós descobrirmos alguma coisa.
-Não estou com medo de nada, Potter. Eu não tenho nada a esconder. Só acho que tenho o direito de ter assuntos particulares, assuntos que não dizem respeito a ninguém.
-Então, tudo bem – suspirou Harry. – Não irei força-la a nada, nem posso, aliás...
Laurie ainda o olhava com desdém.
-Na noite em que o Dino foi morto, você permaneceu na sala comunal?
-Não adianta dizer que não fiquei, já que meus amigos sabem que eu não fiquei na sala comunal... Eu saí, sim, pois briguei com eles, que queriam vigiar minha vida, e eu detesto isso.
Ela lançou um olhar malicioso a Harry – aquilo era uma indireta para ele.
-Você foi para onde Laurie?
-Pra lugar nenhum. Fiquei escondida atrás da estátua de Slytherin, perto da de Ravenclaw, que é a entrada da nossa sala comunal. Vi todos saindo atrás de mim.
-E você ficou vendo? Não sabe que é perigoso andar por aí durante a noite?
-Sei, sim... Mas foi uma brincadeira, pra eles aprenderem a parar de pegar no meu pé.
-Laurie, mais alguém saiu da sala comunal naquela noite?
-Sim... Saiu – disse ela, balançando exageradamente a cabeça em sinal de afirmação. – A Chang.
-Só ela e seus amigos? Mais ninguém?
-Só ela Potter – falou ela, com o rosto corando. – Se tivesse saído mais alguém, eu falaria...
-Você não viu ninguém saindo com uma faca? – indagou Harry, astutamente.
-Claro que não... De onde tirou isso? – Laurie parecia muito nervosa.
-Tenho testemunhas, Laurie...
-Os meus amigos? Ah... A história da Padma... Eu menti pra eles. Aproveitei que James tinha visto uma das gêmeas e disse que Padma tinha saído com uma faca...
-Então você inventou tudo?
-Sim, inventei... Agora chega, Potter! Já respondi tudo o que você queria.
-É... – falou Harry, com sarcasmo. – Pode ir. Ah! Vale lembrar que nós descobriremos tudo. Mentiras não colam.
Laurie lhe lançou um olhar cheio de fúria e levantou-se, indo se juntar aos amigos.
-Jennifer Yumi! – chamou Harry. – Venha aqui, por favor!
* * *
-Então, aconteceu tudo como o James lhes contou – dizia Jennifer. – Eu saí atrás da Laurie também, depois o encontrei no Saguão de Entrada. Olhamos para o chão, e várias gotículas de sangue seguiam em direção as portas. Voltamos correndo pra sala comunal.
-Você não viu nada de suspeito enquanto procurava Laurie?
-Nada, Potter.
-Vocês descobriram que Laurie estava escondida atrás da estátua de Slitheryn, não foi?
-Sim. Faz parte dos charminhos dela...
-Quantas pessoas ela disse ter saído da sala comunal?
-Duas, quer dizer, além de eu, James e Christian... Cho Chang e Padma Patil...
-Muito suspeito, não acha?
-Também acho. Principalmente a Patil. Laurie disse ter visto ela com uma faca. Primeiro pensei que fosse invenção dela, mas...
-Mas? – perguntou Harry, curioso.
-Eu subi no dormitório dela e achei uma faca suja de sangue no meio de suas coisas.
Harry, Rony e Hermione ficaram boquiabertos.
-Você pode provar que achou essa faca? – perguntou Harry, depois de recuperar o fôlego.
-Sim. Christian viu também. A idéia de mexer nas coisas dela foi minha e dele. Precisávamos saber se era verdade... Pois era.
-Obrigado Jennifer – agradeceu Harry. – Fique tranqüila que tudo o que você disse ficará apenas entre nós e você. Poderia chamar o Christian, por favor?
* * *
-Quem diria... – começou Christian, debochado. – Harry Potter descobre mais uma qualidade. Agora banca uma de detetive...
-Por favor, Christian, sem suas piadas – pediu Harry. - Não temos tempo. Primeiramente, sei que você saiu naquela noite atrás de Laurie. Mas surgiu uma história de que Padma Patil foi vista saindo da sala comunal com uma faca nas mãos, e que essa faca foi encontrada por Jennifer, suja de sangue. Você viu a faca?
-Vi. Estava suja de sangue mesmo...
-Então Padma saiu com uma faca mesmo?
-Talvez, Potter – disse Christian, as sobrancelhas levantadas, demonstrando entusiasmo. – Só temos a palavra de Laurie em relação à faca. E se Laurie estivesse querendo tirar as suspeitas em relação a ela mesma? Aproveitou que James tinha visto Padma e disse ter visto uma faca com a garota. Quando fomos dormir, rapidamente ela coloca a faca na mala de Padma, onde Jennifer a encontra. Não é uma hipótese viável?
-Com certeza – concordou Harry, enquanto Mione anotava no pergaminho.
-Outra hipótese, embora menos viável, é que Laurie inventou a faca para nos provocar... Jennifer poderia ter se amarrado nessa idéia e, quando subiu sozinha para pegar a faca – eu não pude subir, por ser menino – a tirou do próprio bolso e a trouxe, como se tivesse tirado da mala de Padma.
-É, não deixa de ser uma hipótese – falou Harry.
-Bom, é só isso?
-Já colaborou muito, Christian – sorriu Harry. – Agora, vamos chamar o centro de toda essa história da faca: Padma Patil.
* * *
Harry, Rony e Hermione sentiram uma tensão dominar-lhes o corpo ao se verem cara a cara com Padma Patil. Harry respirou rapidamente, tentando demonstrar calma.
-Onde você esteve na noite da morte de Dino Thomas? – perguntou Harry.
-No meu dormitório.
-Tem certeza? – encurralou-a Harry. – Algumas pessoas dizem ter visto você saindo da sala comunal.
-É um absurdo – falou Padma, inquietando-se. – Só se me confundiram com a Parvati...
-Eu disse que a viram saindo da sala comunal – alou Harry. – Ou seja, viram saindo da sala comunal da Corvinal. A sua irmã gêmea não é da Corvinal...
-A pessoa que disse isso devia estar delirando – disse Padma, se descontrolando.
-As pessoas, porque, afinal, você foi vista por duas pessoas – afirmou Harry. – E, aliás, uma delas disse que você levava consigo um objeto...
-Objeto?
-Sim, Padma... Um objeto, aliás, igual ao que matou Dino Thomas...
-É um absurdo! – gritou a garota, trêmula, levantando-se e empurrando a cadeira ao chão, sobressaltando todos os outros.
-E você sabia que encontraram essa faca na sua mala? É, mas ela não estava limpinha não, e sim suja de sangue! Onde você utilizou aquela faca, Padma?
-Esperem! – intrometeu-se Laurie. – Eu já disse, Potter, que foi uma brincadeira, eu não vi Padma saindo com a faca e...
-A faca foi encontrada na mala dela, Laurie – ralhou Harry. – Não adianta tentar desmentir o que você disse. Você a viu com a faca sim. Mas agora mudou de idéia. E sabe o que eu acho? Você mudou de idéia porque fez chantagem com Padma. Deve ter recebido algo em troca pelo seu silêncio.
-É um absurdo, Potter! – gritou Laurie. – Quer saber? Eu vou sair dessa reunião ridícula agora.
-Saia, saia! Aliás, por favor, todos que já foram interrogados, saiam. Por favor.
Laurie saiu revoltada. Padma ficou num canto da sala, ao lado de Parvati. Draco Malfoy hesitou por uns instantes, mas foi convencido por Gina a sair da sala – iriam desconfiar se ele ficasse esperando por ela. Todos os outros saíram.
-Acalmou-se, Harry? – perguntou Hermione preocupada.
-Sim... Lamento, eu... Perdi o controle. Mas pelo menos temos certeza de algo.
-Continuaremos? – indagou Rony.
-Claro... Gina! Venha até aqui, por favor.
* * *
-Gina, você ficou na sala comunal naquela noite?
-Sim – respondeu Gina após alguns instantes, com a cabeça abaixada. – Eu estava dormindo.
-Você está dizendo a verdade?
-Claro que estou, Harry – disse, finalmente olhando para o garoto, que percebeu que o rosto de Gina estava vermelho. – Não tenho porque mentir.
Harry a dispensou. Não havia mais o que perguntar a Gina.
-Não falei, Harry? – disse Rony, entusiasmado, quando Gina afastou-se. – Minha irmã não tem nada a ver com isso. Pode até tirar o nome dela da lista de suspeitos...
-Não sei não, Rony – murmurou Harry, pensativo, olhando para Gina, que saía da sala. – Ela estava muito nervosa.
-Você não acha que...
-Gina está escondendo alguma coisa – falou Harry. – Tenho quase certeza que ela saiu naquela noite sim... Agora... Kevin Wallace!
* * *
-Quer dizer que ouviram esse diálogo entre eu e Draco? – perguntou Kevin, coçando o queixo. – E você quer saber o que significava?
-Claro, Kevin, aliás, você tem que concordar, é um diálogo particularmente interessante... “Pegou tudo?”, “Agora podemos ir”. Será que é tão difícil de explicar?
-Eu tenho a mesma opinião do Draco, Potter... Você não tem nada a ver com isso.
Kevin levantou-se. Antes de abrir a porta, Harry não deixou de alertá-lo:
-Parabéns, Wallace. Você e seu amigo são uns de nossos principais suspeitos...
-Estou pouco me lixando pra sua lista idiota, Potter – vociferou e bateu a porta.
-Cho Chang!
* * *
Harry sentiu um aperto no estômago e no coração quando Cho sentou-se e olhou fixamente para os seus olhos, aguardando o inicio do interrogatório.
Porém, depois desse momento tenso, o interrogatório correu normalmente. Cho disse primeiramente que não tinha saído da sala comunal, porém, quando Harry disse que ela tinha sido vista, a garota não teve escolha:
-Sim, eu saí – respondeu, sem graça. – Tinha saído pra me encontrar com o Dino Thomas.
Harry sentiu o estômago despencar novamente. Cho e Dino? Dino estava sem ninguém, assim como Cho... Mas os dois juntos? Era difícil de acreditar.
-Eu tinha marcado com ele no Saguão de Entrada – explicou ela. – Dino e eu queríamos ficar num lugar reservado, num horário longe dos olhos de outras pessoas. Quando cheguei ao Saguão, porém, não havia ninguém, exceto umas gotículas de sangue, que, quando vi, me apavorei. Fiquei preocupada com Dino – as lágrimas começaram a rolar por seu rosto. – Imaginei o por. E, infelizmente, o pior tinha acontecido...
-Você viu alguém suspeito pelo castelo?
-Não.
-Obrigado Cho, pela sinceridade – agradeceu Harry. – Agora... Pode ir.
Cho levantou-se, enxugando as lágrimas, e saiu rapidamente da sala secreta.
-Agora sou eu, não é? – aproximou-se Parvati, deixando Padma num canto. – Afinal, sou a única que restou.
-Sim, Parvati. Podemos começar?
* * *
-Não – falou Parvati. – Não saí da sala comunal naquela noite. Subi para a sala comunal depois do jantar, fiz alguns deveres atrasados de História da Magia, e depois subi para o dormitório, me troquei e deitei.
-Você não está percebendo nada de anormal na sua irmã, de uns tempos pra cá?
-Como assim... anormal? – perguntou Parvati.
-Alguma mudança de atitude. Alguma característica que ela não tinha e que agora tem.
-Bom, não sei por que você está perguntando isso, mas... Não, ela não está diferente em nenhum aspecto.
-Tudo bem, então... Obrigado, Parvati.
-Não tem de quê. Olha, Harry, por favor, acredite: minha irmã não tem nada a ver com isso. Por favor, acredite. Ela nunca mataria ninguém.
Ela se levantou e saiu, acompanhando a irmã contrariada e deixando somente Harry, Rony e Hermione na sala.
-Nada para se suspeitar da Parvati – falou Rony.
-É... Mas mesmo assim temos que prestar atenção. Às vezes, surpresas podem ocorrer...
* * *
-Agora, vamos conferir nossa lista de “Probabilidades” – falou Harry. – Por favor, Hermione.
Mione estendeu o pergaminho na mesa. Harry e Rony começaram a ler:
Charles Sheppard
Probabilidades: Poucas
Draco Malfoy
Probabilidades: Muitas – foi visto em conversa estranha com Kevin Wallace (Sheppard) e não conseguiu se explicar.
James Smith
Probabilidades: Poucas – teve chance de matar Dino, pois saiu da sala comunal atrás da amiga Laurie. Viu gotículas de sangue no Saguão, junto de Jennifer Yumi. Viu Padma.
Laurie Sawyer
Probabilidades: Muitas – primeiro disse ter visto Padma com a faca, depois disse que era uma brincadeira. Pode ter pedido algo em troca para desmentir. Parecia muito nervosa.
Jennifer Yumi
Probabilidades: Poucas – encontrou a faca suja de sangue nas coisas de Laurie – porém poderia ter tirado a faca do próprio bolso e depois fingido que tinha encontrado na mala.
Christian Baker
Probabilidades: Poucas
Padma Patil
Probabilidade: Muitas – saiu da sala comunal com uma faca – agora é um fato, pela tentativa de Laurie de desmentir que a tinha visto – provavelmente em troca de alguma coisa. Tudo leva a acreditar que a faca suja de sangue era realmente dela. Demonstrou excessivo nervosismo.
Gina Weasley
Probabilidades: Poucas – porém, demonstrou nervosismo ao dizer que tinha permanecido na sala comunal – talvez uma mentira.
Kevin Wallace
Probabilidades: Muitas – assim como Draco, recusou-se a dizer o que significava a conversa dos dois ouvida por Sheppard – por que esconder se não deve nada
Cho Chang
Probabilidades: Poucas
Parvati Patil
Probabilidades: Poucas
-Draco, Laurie, Padma e Kevin... Os nossos principais suspeitos – falou Harry, ao terminar a leitura.
-Até que surtiu algum efeito essa reunião – disse Rony, sorrindo.
-É... Eu acredito que seja a Padma... Mas, para ter certeza, temos que nos aprofundar ainda mais na vida dos nossos principais suspeitos.
-Tem razão, e...
PAM!
Um barulho de metal sendo atravessado... Lascas de madeira partindo...
Os três olharam para a porta, de onde tinha vindo o barulho. Havia uma lâmina atravessada pela porta. Empalideceram e sentiram o corpo tremer. Harry sentiu os olhos se arregalarem.
Naquele instante, começou a escorrer um líquido vermelho e pegajoso pela lâmina, respingando devagar pelo chão...
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