Histórias antigas



“ — Você me faz rir – aquela voz fria provocava arrepios na garota de cabelos cheios – Acha mesmo que conseguirá me fazer algo?
Ela não conseguia vê-lo, não conseguia ver nada ao seu redor, apenas o escuro, o medo invadindo seu corpo e sua cabeça.
— O que acha que irá acontecer? – ele se divertia com o desespero dela – Você mal consegue empunhar sua varinha.
Apesar de não ver o rosto do dono da voz, podia sentir o desdém estampado nele. O que ele queria? Por que não conseguia ver nada? Onde estava?
—Sabe por que estamos aqui? – “está sendo mais fácil do que imaginei”, pensou ele – Você não é forte ou inteligente como todos dizem, você é apenas uma vergonha para o nosso mundo.
O medo tomava conta de seu ser, como enfrentar algo que não se vê? A mente estava vazia, a esperança já havia se evaporado. Apenas os piores pesadelos haviam restado, como iria sobreviver?
— Você e sua família não passam de Sangues – Ruins – Ele podia ver o brilho que aparecera no olhar da garota, parecia raiva,mas isso não importava – Que tal, vamos brincar? – Ela havia dando um passo a traz. -Crucio.
A raiva começava a tomar espaço em seu ser, agora sentia ódio do ser que estava falando, quem ele pensava que era?
Antes que pudesse fazer algo a dor a tomou por completo, cada parte de seu corpo gritava em desespero, sentia seu crânio sendo esmagado, seus ossos virando pó diante de tanta dor, por mais que gritasse as dores não paravam, pareciam cada vez mais fortes.
— Vejam só – ela estava deitada de barriga pra baixo no meio da sala – Ela não passa disso uma sujeitinha de Sangue – Ruim – Ela ofegava cada vez mais a cada palavra sua – Ou seja, um nada!
A dor lancinante havia finalmente parado, ela estava jogada no chão de qualquer jeito, encarava o tapete a sua frente. A voz começara a falar novamente e com isso aumentar sua raiva cada vez mais, sentia a raiva e o ódio crescerem dentro de si e não sobrando espaço para o medo.
Quando finalmente levantou a cabeça podia ver um braço estendido apontando a varinha para si, seguiu em linha reta o braço e quando levantou mais os olhos pode ver de quem era a odiosa voz.
Ali na sua frente a matando estava Lucius Malfoy”.

— HERMIONE ACORDE – e foi assim que meu dia começou – Alguém vá chamar a professora McGonagall, anda.
Não foi uma bela maneira de se acordar, ainda mais depois de ter pesadelos da qual você mal se lembrava.
— O que está acontecendo aqui ? – Já deu tempo dela chegar? Isso que é velocidade- Por que todo esse alvoroço?
Boa pergunta minha querida Minerva, eu realmente amo minha professora de Transfiguração, ela é como se fosse Dumbledore versão feminina. Melhor que ela só o próprio Dumbledore. Mesmo sendo minha querida professora que entrou quase gritando no quarto, não foi uma boa maneira de se dizer bom dia.
— Não sabemos professora – acho que era Parvati – Ela estava gritando, gritava muito alto e flutuava em cima da cama.
— C-como senhorita? – Minha professora estava gaguejando? Ainda estou dormindo, só pode ser .
— Isso mesmo professora – Parvati ainda? – Minha irmã ta falando a verdade, Granger estava gritando a plenos pulmões e flutuando em sua cama – Acho que era Padma agora – E veja, sua varinha foi jogada com tudo na minha cama, incendiou meu dossel.
Eu não conseguia abrir os olhos, a pálpebras pareciam chumbo, estava sentada na cama porque Parvati me amparava, não conseguia mover um centímetro do meu dolorido corpo. Mas senti quando a professora sentou-se ao meu lado na cama e levantou minha cabeça caída para frente.
— O minha nossa!! – O que será que ela viu? O pavor estampado em sua voz, seus dedos tremiam enquanto examina meu rosto – Por favor Padma, vá chamar Papoula e o Professor Dumbledore, mas vá depressa sim.
O que estava acontecendo de tanta urgência? Eu estava tão mal assim?
Ela continuou me examinando, sentia-a apertar meu rosto e cada lugar que ela tocava parecia agulhas que entravam em minha pele. Parvati continuava a me sustentar, tadinha, eu sou pesada e ainda mais para Parvati que era tão magrinha.
— Professora o que aconteceu com Hermione? – Ela estava preocupada comigo ?- Ela chegou tarde ontem, deveria estar na biblioteca como sempre, mas estava perfeitamente bem.
Quando cheguei ontem estavam todas dormindo, não vi ninguém acordada. Fiz um baita esforço para não tropeçar em nada e não fazer barulho, como Parvati estava acordada e eu não vi?
— Professora?
— Senhorita Patil, eu tenho uma idéia do que aconteceu com a senhorita Granger – ela continuava a tortura, apertava cada centímetro do meu rosto – Mas preciso de uma confirmação – Ela puxou minhas pesadas pálpebras e finalmente pude ver algo, seu rosto estava pálido, seus olhos apertados, e continha uma grande ruga entre as sobrancelhas - Mas fico Feliz de ver que são tão boas amigas.- Ela havia parado, Merlin seja louvado.
— Não somos amigas professora – Ela parecia triste ao dizer isso – Somos apenas colegas de quarto. – Ela me ajeitou melhor e eu mantinha a cabeça deitada em seu ombro. – Todas nós gostamos de Hermione, mas nunca conseguimos nos aproximar, parece que ela só se dá bem com o Harry e o Ron.
— E não se esqueça da biblioteca e do seu diário – completou Lilá – Acho que a única garota que ela tem amizade é irmã de Ron.
O que estava acontecendo aqui? O clube da Luluzinha havia se rebelado? Claro que eu gostava das minha colegas de quarto, agente só não conseguia manter uma conversa por mais de dois minutos. Isso não era tão mal, era?
Ta bom, agora estou me sentindo um ogro. As meninas sempre tentaram manter uma amizade comigo, mas eu sempre me mantive longe, sempre estive na biblioteca ou enfiada dentro de um livro. Acho que só Ron e Harry nunca me abandonaram por que se acostumaram com meu jeito.
— Bom dia - Dumbledore havia chegado, como ele subiu as escadas? – O que houve Minerva?
— Bom dia Alvo, Papoula – Madame Pomfrey também havia chegado – Eu tenho receio de que eu esteja correta sobre o que aconteceu Alvo. – Sua voz estava tremula, o que estava acontecendo de tão ruim?
A professora se levantou dando lugar a outra pessoa que começou minha tortura novamente, não apertava tão forte como professora McGonagall e possuía os dedos mais finos.
— As suas colegas acordaram com ela aos berros Alvo – Haa então era Dumbledore dessa vez – e disseram que ela flutuava em cima da cama.
Quando ele puxou minha pálpebra para cima, pude ver que seu rosto estava sério, mas não possuía uma grande ruga no meio das sobrancelhas igual Minerva.
— Meninas há confortáveis camas que esperam as senhoritas – Ela havia se levantado e logo após ouvi a porta sendo aberta – Estão na sala que fica escandida pela prateleira, creio que senhorita Brown a conhece – Nada mais que o silencio ficou por alguns segundos – Não se preocupem, Hermione ficará bem e aproveitem o resto da noite para descansarem.
Logo após eu ouvi passos, elas estavam saindo do quarto, Parvati tinha me deitado na cama e eu continuei sem conseguir me mexer. Todo o meu corpo parecia peito de pedra. Será que foram os bolinhos que havia comido com Nevil?
— Minha cara Minerva – Pelo barulho dos passos, ele andava de um lugar para outro – Creio que minhas suspeitas sejam as mesma que a sua. – Alguém poderia me explicar quais eram? – Papoula pode começar a administrar a medicação, e peço que de a ela uma poção para resistência física. Teremos uma longa noite pela frente.
— Claro que sim Diretor.
Depois disso ouvi passos que se afastavam da minha cama. Madame Pomfrey aumentava meu travesseiro, deixando-o mais alto do que de costume.
Abriu minha boca e começou a despejar líquidos em minha boca, a princípio eu não sentia gosto algum, era como se minha língua estivesse morta, era horrível a sensação.
Mas o que veio depois não estava nos livros, era uma sensação muito boa, podia sair voando, pulando ou cantando. Sentia-me tão bem, era como seu eu tivesse dormindo por mais de dez horas depois de um longo dia de esforços físicos. Era maravilhoso.
Mas como tudo que é bom dura pouco, a maravilhosa sensação começava a sumir, sentia meus dedos começarem a tremer e por mais que eu tentasse controlar eu não conseguia, sem falar da queimação que sentia na língua, aprecia que estavam tostando ela para fazer churrasco, eu sentia as lagrimas saindo dos meus olhos e não podia evitar.
Eu fechava os olhos e apertava as pálpebras fortemente e mesmo assim as lagrimas corriam livremente. Me segurei nos lençóis da cama para parar a tremedeira, pelo menos isso parecia dar resultado, mas me sentia cada vez mais fraca.
Podia escutar murmúrios vindos do canto do quarto, Professora McGonagall e Dumbledore deveriam estar conversando e enquanto isso Madame Pomfrey não parava de me enfiar líquidos goela abaixo, e pra ajudar era cada um pior que o outro.
Eu não sabia o que estava acontecendo e já nem me importava mais, o que realmente queria fazer agora era colocar a cabeça pra fora da cama e vomitar, vomitar tudo aquilo que a enfermeira estava me dando e que estava afogando os gnomos que moravam no meu estomago.
Eu sentia os coitados se debatendo no rio de poção que havia se formado em seu habitat, eles tentavam sair e se batiam pra lá e pra cá. Era uma verdadeira loucura e toda essa luta era dentro do meu estomago, imagina como estava me sentindo né.
Até que finalmente Madame Pomfrey havia parado, apenas enxugava o suor de minha testa. Eu mantinha os olhos bem apertados as lagrimas ainda não havia parado de correr,alias nada havia parado, minha língua ainda parecia em brasa, meu corpo todo tremia e meus gnomos se debatiam em meu estomago.
Belo café da manhã não acha?
Eu não estava agüentando mais, minha cabeça começava a rodar junto com meu estomago, bela hora para dançar.
Até que Madame Pomfrey enfiou algo gelatinoso na minha garganta e me fez engolir, eu sentia a coisa descendo pela minha garganta lentamente e finalmente para em meu estomago. Isso foi a gota d’água literalmente. Abri os olhos e através das lagrimas vi Pomfrey sentada a minha esquerda, ela sorria para mim, me virei para o outro lado e coloquei a cabeça pra fora da cama e adivinha?
Isso mesmo que está pensando, salvei meus queridos gnomos que depois disso começaram a cantar opera. Coloquei todas as poções e o que mais a enfermeira havia me dado pra fora e o mais intrigante foi constatar que havia uma bacia ali, como se adivinhassem que eu iria vomitar.
—Ho sim, sim – ele parecia animado, realmente ele não bate bem – Finalmente ela vomitou.
Eu limpei a boca e olhei pra ele abismada. O diretor da escola estava esperando eu vomitar esse tempo todo? Com certeza ele não bate bem. Bem que dizem que os gênios são loucos.
Me sentei na cama e acomodei meu gorducho travesseiro as minhas costas. McGonagall havia se sentado ao pé da minha cama e Dumbledore se despedia de Madama Pomfrey. Olhei ao redor, não havia mais ninguém ali além de nós, a cama de Padma que ficava a frente da minha estava com o dossel todo queimado e seu malão continha um mancha escura e uma varinha em cima, que logo reconheci sendo a minha.
Eu havia colocado fogo na cama de Padma? O Merlin o que eu fiz?
Eu me afundei na cama com pensamentos horríveis. O que será que eu havia feito, além de colocar fogo na cama de uma pessoa, um ser humano, uma vida? Eu havia virado uma assassina, era isso?
— Como se sente senhorita? – Eu havia esquecido de McGonagall totalmente- Como está seu braço?
— Estou me sentindo bem – o que havia com meu braço? – o que houve professora?
Ela me olhava com uma expressão que por mais que eu me esforçasse não sabia decifrar. Dumbledore havia se juntado a nós, sentou-se na cama de Parvati, que ficava ao lado da minha e me olhava sorrindo e seus olhinhos azuis brilhavam, parecia uma criança que havia ganhado doce. Onde estava o Dumbledore sério de algumas horas atrás?
Ele girou a varinha, um simples giro e apareceu um mesa em cima de mim que ia até a professora McGonagall, tinha muitas coisas deliciosas ali, os meus gnominhos que estavam cantando opera começaram a dançar. Tantas comidas saborosas, meu queixo caiu.
—Creio eu que a senhorita está com fome, não? – Nesse momento um dos gnomos fez um agudo muito alto, pude sentir minhas bochechas esquentarem, com certeza estavam vermelhas. – Vamos, coma. Não tenha vergonha, está tudo muito gostoso eu garanto.
Sem esperar ele falar de novo eu peguei a torrada que estava na minha frente e comecei a comer e para minha surpresa McConagall também comia e Dumbledore tomava um copo de suco. Me sentia estranha comendo com eles, afinal de contas se tratava dos diretores, a lei suprema de Hogwarts.
— Hermione você sabe o que aconteceu com você esta noite? – o tom que ela havia usado não era bravo ou algo assim, era normal, como se conversássemos sobre o tempo lá fora.
— Não senhora, eu apenas me lembro vagamente de um pesadelo que estava tendo – ela levantou uma das sobrancelhas, isso não era muito bom – e depois Parvati me sacudindo e o alvoroço que virou no quarto e meu corpo parecendo pedra.
— Creio que a senhorita já tenha estudado as maldições imperdoáveis – eu afirmei com a cabeça, a torrada realmente estava muito boa – E estudou também os efeitos que elas causam no corpo – novamente confirmei, torrada com geléia de morango o que mais eu iria querer.. - Procure em sua mente e tente se lembra de tudo que sabe sobre a maldição Crucio.
—A maldição Crucio é uma das maldições imperdoáveis, pois tortura a vítima, causando-lhe profunda e aguda dor por todo o corpo. Podendo levar a vitima a loucura ou causar sérios transtornos psicológicos – os dois pareciam aqueles bonequinhos que tenho em casa que ficam balançando a cabeça pra cima e para baixo – a pessoa que executa o feitiço deve ter ódio no coração e sentir verdadeira repulsa pela pessoa que irá atacar...
— O que mais? – McGonagall parecia anciosa – o que mais Hermione?
—O feitiço meche mais com a mente do que com o físico da pessoa – eles continuavam afirmando – ou seja, é mais fácil deixar a pessoa louca do que quebrar algum osso, apesar que quando a pessoa está se contorcendo ela pode se machucar terrivelmente, tipo caindo em cima do braço ou torcendo o pé, algo assim – ele continuavam ansiosos e estavam me deixando nervosa – as pessoas que levam a maldição se não possuem condicionamento para agüentar a maldição terão terríveis resultados, a mente fica muito aturdida e sem chance de voltar ao normal em alguns casos e o corpo fica...
Eu não estava acreditando nisso, eu Hermione Granger havia sido torturada enquanto dormia, dentro do meu quarto, dentro de Hogwarts. O que só tinha uma explicação, só podia ser uma garota e da Grifinória, não, não e não. Eu ainda estava dormindo, só pode ser isso.
—... pesado como se fosse chumbo – professora Minerva terminara minha fala – e quando relam nele é como se recebesse milhões de picadas no local do toque – se ela sabia por que não apertou tão forte meu rosto? – Você deve estar pensando na primeira hipótese que vem a cabeça, que foi uma de suas colegas de quarto. Não é mesmo?
— Eu não sei o que pensar – eu olhava para a torrada com geléia na minha mão- há uma hora atrás eu estava dormindo e acordo com Parvati me chacoalhando e aos berros e agora percebo que fui tortura por uma maldição imperdoável dentro de Hogwarts... – respira, saiu tudo de uma vez só que acabei ficando sem ar.
—A possibilidade de ser uma de suas colegas fora descartada, veja se não concorda comigo – ela continuava a comer – Enquanto eu a examina pude perceber que suas colegas estavam muito preocupadas com você, apenas a senhorita Padma que não demonstrava muita preocupação – ela deu um sorrisinho, eu não culpo Padma, eu quase a queimei viva – E como você mesmo disse: “a pessoa que executa o feitiço deve ter ódio no coração e sentir verdadeira repulsa pela pessoa que irá atacar”...
— E suas colegas gostam de você senhorita – Dumbledore brincava com o copo vazio em sua mão – Então não poderia ser nenhuma delas que a atacou, por mais que a senhorita Patil tenha ficado com um pouco de raiva de você, foi um sentimento passageiro.
— Eu não a culpo – eu sentia vergonha pelo que fiz com Padma - Eu não sei como, mas coloquei fogo na cama dela, o que poderia a ter machucado gravemente – O remorso me invadia, minha visão já estava embaçada pelas lagrimas – eu sinto muito pelo que eu fiz, apesar que agente nunca teve muito contato eu nunca quis machucar nenhuma delas... e-eu n-n-não se-sei o que aconteceu hoje.. não f-faria mal..
— Não chore Hermione – McGonagall me estendia um lenço, que aceitei de bom grado – tenho certeza que suas amigas sabem disso. Elas estavam presentes na aula de Moody ano passado, quando ele matou a aranha em sua frente e você ficou visivelmente abalada.
Eu ainda tinha pesadelos com aquela bendita aranha, graça a Moddy. Mas apesar disso eu sorri para McGonagall que retribuiu meu sorriso.
— O que aconteceu essa noite Senhorita Granger – ele ainda brincava com o copo vazio em sua mão – é algo muito sério e extraordinário. Em todo a minha vida conheci apenas uma pessoa que fez o que a senhorita fez essa noite e ...
— Mas eu não fiz nada – eu estava entrando em pânico – professora pode perguntar a Nevil, agente saiu da biblioteca e viemos para a torre, eu cheguei tomei um banho e fui dormi – ela apenas olhou para mim dizendo “acalma-se” , olhei para Dumbledore – Me desculpe professor.
— Não se preocupe minha Cara – ele sorria visivelmente feliz – o que você fez esta noite, muitos e muitos bruxos já tentaram e nunca conseguiram e veja só: a senhorita sem saber e sem querer conseguiu realizar essa façanha. É incrível não ? – eu olhava para ele incrédula, do que ele estava falando? Olhei para McGonagall que continuava com aquela cara “ fique de boca fechada e escute e olhei novamente para Dumbledore em um pedido mudo para que explicasse melhor – Já ouviu falar de Nimüe Hermione? – neguei, nunca ouvi nome tão esquisito – E Vivien a Dama do Lago? – Já tinha escutado algo a respeito em História da Magia, mas nunca prestei real atenção – Vejo que sim, depois que Vivien traiu e roubou o caldeirão de Merlin muitos dizem que ela morreu tentando usar o cadeirão, mas não é verdade, Vivien na realidade está viva até hoje não sei como. Mas vou lhe contar um pedaço de sua história para que você possa compreender melhor o que se passou hoje.
“ Logo após que Vivien traiu Merlin e o aprisionou na árvore, ela passou muito tempo tentando usar o caldeirão roubado mas sem sucesso algum. Depois de muito tentar acabou desistindo, depois de um tempo chegou ao seu conhecimento a história de um velho que todos acreditavam ser louco, pois ele dizia coisa e dizia também que essas coisas eram sobre o futuro, mas ninguém o levava a sério. Vivian ficou curiosa a respeito do velho e procurou saber mais sobre ele, acabou descobrindo que muitos dos feitos de Merlin foi com a ajuda desse velho e por mais que ninguém acreditasse nele ela acreditou e resolveu ir atrás dele. Então começou a caçada a Myrddin- o louco, como o chamavam. Não foi fácil encontrá-lo, Myrddin se mudava constantemente pelo fato de não ser aceito nas comunidades onde morava, as pessoas o insultava e o agrediam da pior maneira existente. Tem idéia de como seria essa agressão Hermione?
— Quebrando-lhe sua varinha? – o que poderia ser pior? – Envenenando seus alimentos, poções?- Ele sorria cada vez mais, como seu contasse alguma piada – Causando feridas profundas e de difícil cura no corpo?
— Sim, isso mesmo – Ele apontou a varinha pra mim enquanto falava, Merlin aponta esse negocio pra lá – Mas essa feridas não eram no corpo e sim na alma, eram tão profundas que o próprio Myrddin não conseguia curá-las, entrava numa depressão profunda sabe, muitas vezes palavras possuem um efeito muito mais avassalador do que um feitiço ou socos – Ele chegava cada vez mais pero com a varinha apontada pro meu nariz, estava ficando vesga já – Os pouquíssimos que o aceitaram como era, dizem que era um homem fabuloso e muitíssimo inteligente, mas eram poucos que o viam desse modo.
Eu u estava totalmente vesga, com os olhos bem arregalado e a varinha de Dumbledore praticamente no meu nariz enquanto ele falava. Até que nossa atenção fora dirigida a professora McGonagall que ria abertamente.
Tanto eu quanto Dumbledore a olhamos nos perguntando qual era a graça até que ela conseguiu falar.
— Creio Alvo que Hermione está preocupada com que pode lhe acontecer fisicamente neste momento do que na história de Myrddin.
Eu arregalei ainda mais os olhos, ela havia percebido meu receio da varinha do Diretor. E ele pelo contrário nem havia notado até o pronunciamento da professora. Ele olhou pra mim e viu que estava ereta sentada na cama, com a respiração preza e totalmente vesga olhando pra sua varinha no meu nariz.
— Perdoe este velho sim – ele tinha colocado a varinha em cima do meu criado mudo e olhou pra mim com um meio sorrisinho no rosto – Não iria lhe fazer nada, é apenas um costume ficar com a varinha na mão toda hora e nem percebi que estava tão próximo da senhorita.
Eu respirei aliviada quando ele tirou a varinha do meu nariz e me sentei confortavelmente na cama, preciso lhe falar: o travesseiro ficou muito melhor depois do que Madame Pomfrey o engordou.
— Não foi nada Professor – voltei a comer – Então Vivien encontrou Myrddin?
— Sim, ela o encontrou – ele parecia perdido em seus pensamentos – Como ela o encontrou e como conseguiu convencê-lo ela nunca me contou, mas acredito que foi através de provas onde ela mostrou seu potencial. – Meu Merlin, Dumbledore era tão velho assim? – Não, eu nunca cheguei conhecer Myrddin ou Merlin Hermione, não sou tão velho assim. – Ele sorria para mim, como se acabasse de contar uma piada – Como disse Vivien não morreu até hoje, continua viva e uma das teorias que tenho é que ela seja como Tonks, uma metamorfoga.
“ Ela já foi pega varias vezes e como pude ver assim como seu mestre Vivien era uma boa pessoa, tentava ajudar os outros mas sempre algo ruim acontecia e acabavam colocando a culpa nela. Quando a conheci, era uma linda mulher e muito determinada, ela veio até mim para pedir ajuda com um feitiço que estava criando e pela primeira vez em toda minha vida era como se alguém estivesse falando um língua que eu desconhecia. Eu não conseguia compreender e seguir o raciocínio daquela mulher, era uma mente brilhante e que seria uma ótima professora se resolvesse passar seus conhecimentos adiante.
Vivien me explicou tudo que conhecia sobre o digamos que ”poder”, que ela conseguia controlar muito bem e que aprendeu com Myrddin, assim como ele, ela sabia sobre o futuro e diferente de Myrddin ela não saia falando o que iria acontecer e sim fazia algo para não acontecer. Só que o futuro não pode ser mudado, toda vez que ela interferia algo muito pior acontecia e ela não conseguia remediar os resultados. Foi depois de parar em Azkaban tantas e tantas vezes que ela começou a criar esse feitiço na qual que nunca saberia dizer se ela o terminou.”
— O ministério nunca percebeu que sempre prendiam a mesma pessoa? – Se ela tentava ajudar, porque a prendiam? Que injustiça – Porque a prendiam se ela estava ajudando?
— Sim uma injustiça – ele lia mentes?- O ministério nunca soube que estavam prendendo sempre a mesma pessoa, ela sempre se apresentava de um modo diferente e por mais que tentasse provar que era a mesma, não havia meios de fazê-lo.
“ A última notícia que tive foi que ela havia se apaixonado, uma paixão realmente forte mas o seu parceiro a destruiu, acabou com tudo que havia de bom nela e depois disso nunca mais soube o que aconteceu com ela, há muitas teorias e lendas, mas não acredito em nenhuma delas são muito banais para serem reais.
Estou lhe contando isso, pois o que a senhorita fez essa noite apenas ela conseguia fazer, o que quer dizer que nem mesmo eu terei respostas suficientes para suas perguntas.
Agora me diga: O que a senhorita sabe sobre o vácuo?”

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