Planos e Acertos
Fui em busca do Harry e da Gina. Tomando cuidado para fazer bastante barulho para avisar que eu estava chegando, no caso de eles estarem se beijando ou algo parecido. Não demorou muito e os encontrei. Estavam parados de mãos dadas, observando dois gnomos carregarem uma coisa estranha nas costas. Mas percebi, logo de primeira que seus olhos estavam longe, bem longe dali. Sem querer pisei num graveto podre e ele se quebrou fazendo um pequeno estalido.
Mais do que depressa Harry se virou para trás. Já resmungando porque não tinha trazido sua varinha, junto, mas quando se virou Gina emitiu uma forçada risada: -Ah Harry é só a Mione... - Sim, é... somente ela. Mas Mione sabia o que Harry pensou que viria a seguir, pois ele lhe contara: na noite em que os pais de Harry foram assassinados, Tiago estava sem sua varinha, desprotegido... exatamente como Harry deve ter se sentido. Harry sem querer resmungou: - Ah, isso jamais terá fim... Sempre estarei em constante vigilância... - O que foi...? perguntou Gina a Harry - Não, nada, não... só pensei alto. Não é nada. Dizendo isso me perguntou? E onde está o Rony, Mione? - Ele disse que preferia que eu viesse sozinha procurar vocês. E eu até compreendo, não é mesmo? - É, talvez...
Quando chegamos na Toca, estavam lá quase todos os Weasley, acompanhados por sua mais nova recém chegada. Filha de Gui com Fleur. Esta tinha os cabelos misturados em relevo: prateado, com um intenso vermelho. Herdado da grande família Weasley. Jorge parecia tão deslocado; o sorriso brotava em seus lábios como uma folha enrugada do frio e da chuva. Até Percy estava encurvado... onde andaria sua habitual arrogância e devoção ao Ministério da Magia. Suspeito que foram levadas pelo vento no furacão que arrematou tantas vidas... Harry mesmo sendo muito mais do que simples amigo da família estava como eu sentindo-se como se não devesse estar vivendo aquele momento com a família. Mas desejando muito estar. Afinal, nossas vidas se resumem às lembranças e boas partes de nossas lembranças concentram-se na Toca!
De repente Harry se levantou despertando boa parte dos weasley. - Acho que está na hora da Mione e eu nos retirarmos. Disse Harry em um tom que pretendia ser de amigável conclusão. - Ah, sim, claro que sim. Então, ta. -O quê? disse alarmada a Sra Weasley. -Vocês vão ficar para almoçar e passarão a tarde como fazemos todos os seus momentos livres. Que são raríssimos, diga-se de passagem. Falou ela tentando passar uma convicção na voz. Fleur imediatamente se levantou e já foi convocando-nos para a cozinha. Porrr favorrr- dizia ela. Em seu bastante melhorado inglês. Graças ao Gui.
Sem escapatória e por mais que disséssemos que devíamos estar em casa. O Harry tentou inventar que precisava fazer uma pesquisa e eu (bem, não deixava de ser verdade), precisava passar um pouco mais de tempo com meus pais. Mas simplesmente não resistia ficar longe dos weasley e de Um em especial. O almoço foi agradável na medida do possível. Quando estava sendo servida a sobremesa (que era). Rony disse com uma voz alterada, que parecia estar sendo controlada na medida do possível ou até onde seu teor de exasperação estivesse... - Então, vamos enfim nos mudar... não é mesmo? Ninguém disse absolutamente nada, mas despertaram como se tivessem dito “pessoal os comensais da morte estão vindo para cá” estou sendo dramática, mas é que desde o terrível ano que passamos, uma coisa para nos assustar só pode ser tão grande assim. - Enfim mamãe terá sua sonhada cozinha espaçosa... Continuava Rony, do ponto onde tinha parado. Estará livre de tantos gnomos que fazem festa e dizem palavrões no jardim. Não teremos mais um vampiro no sótão, que tanto nos foi útil no ano passado... ah, é mas ele é um simples vampiro, mesmo. - Rony, não aja como criança. Falou em voz de censura o sr. Weasley. - Deixa ele papai. Afinal dessa vez o Rony disse uma coisa bastante sensata. Disse Jorge em tom de quem conclui a questão. - Com licença. Falando isso, Rony se retirou da mesa.
Levantei-me e fui atrás do Ronald sem olhar para trás. Cheguei em seu quarto. Bati na porta e ouvi uma voz que disse – pode entrar -Ah, és tu Mione.
Rony virou seu pescoço em minha direção e pude ver o quanto dizer adeus a Toca era doído a ele. -Sim, sou eu Ronald. Respondi com um leve sorriso. -Ah, disse ele. Gosto quando tu me chamas pelo meu nome. Parece até que sou alguém importante. -Rony, não sejas bobo. Tu és importante sim e tu sabes disso muito bem. Dizendo isso lhe dei um beijo longo e demorado. Ele nada me disse só olhou-me com aquele olhar que só ele sabe dar. Ficamos no quarto conversando coisas bobas. Às vezes, mas só às vezes é necessário dizermos coisas bobas. Aprendi e ainda aprendo muitas coisas com o Rony. Lá pela metade da tarde Ronald convidou-me para darmos um passeio pelo terreno da Toca. É tão grande,dá para se construir mais umas duas casas se quisessem ali.
Andamos de mãos dadas pela tarde ensolarada. Ultimamente o sol não estava querendo abandonar o céu. Nas televisões, jornais e rádios dos muggles diziam que era o aquecimento global da terra. Mas nós bruxos sabemos mais do que ninguém que enquanto estiver brilhando mais que nunca será sempre sinal de que os dementadores e as forças das trevas se foram para muito além do véu... Aquela tarde em que Rony e eu passeamos pelos jardins em volta da Toca, percebemos que podemos ficar juntos mais de dez minutos sem nos matarmos e sem despejarmos ofensas dolorosas um ao outro. Porque cada um de nós tinha medo e receio de confiar seu segredo mais íntimo e mais secreto de nossas vidas. Pensando em tudo isso, fui despertada por uma voz suave que cantava melodias ao pé-de-ouvido...
Era o Ronald que cantava: This time, this place, mused, mistakes, too long, too late… Just one a change/ I love you I love to one a long time and I miss you to far away for far too long… Ah, Ronald, exclamei… Estava aqui pensando, pensando e pensando. Continuei falando: -Ah, Ronald, que graça que terá se não existir mais a Toca para nosso refúgio. A vida de todos vocês foi escrita nas paredes encantadas desse maravilhoso lugar. Ta, eu sei que aconteceram coisas terríveis também. Mas, se apagássemos as lembranças ruins e ficássemos só com as boas, veríamos que são tantas que até encobrem as más. Fui interrompida pelos gritos da sra. Weasley que nos chamava. Voltamos sem perceber de mãos dadas para a Toca. - Finalmente resolveram se assumirrr como un casal verrdadeirro casal de namorrados, então. Dizia uma sorridente Fleur. -Ahn, disse Rony. Com um ar de incompreensão no olhar. -Ah, Ronald. Exclamei tentando soltar a mão, mas ele a prendia junto a dele. -Ué, todo mundo já sabe. Por que não podemos demonstrar isso para o público...? - Sim, Ronald.
Mas se todos já sabem para que então complicar. Disse isso sentindo meu rosto em brasas.Poderia jurar que minha face estava do mesmo tom dos cabelos do Rony. -Está bem, está bem família. Foi dizendo o Sr. Weasley. Querida Mione, só tenho a te dizer que te considero uma filha também. Simpatizei com teus pais desde a primeira vez que os conheci e tinha certeza que tu seria como eles. Bem vinda à família Weasley. - Ah, deixa eu te dar um abraço. Em pensar que eu, bem... esquece. Mas lembrei-me na mesma hora no que a Sra. Weasley estava pensando. No nosso quarto ano aquela maldita Rita Skeeter inventou uma história absurda de amor entre o Harry e mim e a sra. Weasley simplesmente acreditou em cada palavra que esta disse. Mas agora essa mesma, senhora bondosa mirava-nos com uma expressão de satisfatória alegria e compreensão.
-Enfim, uma notícia boa hoje, hein papai...? foi dizendo Jorge, mas não pôde concluir pois sua mãe o interrompeu, falando alto: -Ah, Rony e Mione por favor, não vão querendo se casar depressa. Não sigam o exemplo desses dois. -Mamãe, não te contei...? Começou Jorge... Eles querem fugir da senhora. Disseram que a senhora grita de mais e... - Ah, não seja patético Jorge. Não é por causa disso. Nós já dissemos qual é a razão. Foi dizendo Gina. -Molly, querida, vamos mudar de assunto? Pediu o Sr. Weasley. -Mamãe e papai... Começou Gina quando jantávamos todos numa que pretendia ser uma das últimas vezes que estaríamos sentados lá. Harry e eu estávamos conversando à tarde e decidimos que queremos nos casar aqui no pátio da Toca assim como Gui e Fleur se casaram... Dizendo isso olhou firmemente para a sra. Weasley e ao sr. weasley também. -Artur o que tu achas, querido? Perguntou Molly ao seu esposo. -Não sei. Mas acho que quem já esperou tanto tempo, podemos esperar um pouco mais então... quando será o casamento...? ***************************************************************
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