Brigas e Detenções.
Naquela noite, o jantar não foi muito agradável para Harry, Cécille, ou qualquer um dos seus amigos.A noticia da discussão que aconteceu na sala de Umbridge mais cedo, se espalhou com muita rapidez, e ouvia-se cochicho sobre isso a toda volta, enquanto tentavam comer.
-Ele diz que você-sabe-quem voltou...
-A menina ficou maluca, simplesmente se levantou e gritou com a professora...
-Eles são malucos. Eles e os que andam junto com eles...
-Ele acha que engana alguém...
-E essa tal francesa?Tão quietinha quem diria que iria fazer um escândalo desses...
-Isso se espalhou de um jeito surpreendente, - Gina comentou. – e mentiroso também... Ouvi dizer que você empunhou a varinha contra a professora, e que Harry ameaçou atirar o livro nela.
Harry nem se mexeu. Cécille deu uma risadinha, e sem tirar os olhos de seu prato de comida, falou:
-Hum... que belo jeito de chegarr em Hogwarts.
-Nossa Cécille! – Gina se espantou. – Se fosse eu já estaria histérica, você não se importa com o que estão dizendo?
-Nem um pouco! – Cécille sorriu para a amiga. – Eu fiz o que fiz parra defenderr um amigo.Sei que estava cerrta, e sei também que a tal Umbrridge é uma brruxa velha, nojenta e prreconceituosa....e que non sabe como darr uma aula que prreste, nem que o melhorr prrofessorr do mundo explique prra ela como fazerr isso.
Todos riram menos Harry, ele continuava com o olhar fixo num canto do salão, pensativo.
-Harry – Cécille o chamou. – Você está bem?
-Sim, - Ele respondeu ríspido.
-Não parrece... – Cécille pareceu preocupada.
-Mas estou!
-Credo Harry, que mal-humor! – Hermione exclamou.
-Não agüento que todos falem de mim desse jeito, como se eu fosse um mentiroso em busca de atenção. – Harry tremia de raiva.
-Não é melhorr sairrmos daqui? – Cécille perguntou.
-Sim, eu prefiro, - Harry falou, ainda sem olhar para Cécille. – Não agüento mais ficar nesse salão ouvindo besteiras. – Ele falou a ultima frase intencionalmente mais alta.
Enquanto saiam, do salão, Draco os seguir, e segurou Cécille pelo braço.
-Cécille – Draco chamou, enquanto a puxava. – Você não veio falar comigo o dia inteiro, fiquei preocupado. Que história é essa que está todo mundo comentando?
-Hum... – Cécille gemeu, enquanto os outros paravam para ver o que tinha acontecido. - eu me excedi. – Ela mudara sua feição de sorridente para séria.Harry pensou se ela não estaria com nojo de Draco.
-Hum...esperava isso do maluco do Potter, mas não de você! – Draco não perdeu a oportunidade de insultar o colega., e falou essa frase alto, para Harry ouvir. – Isso é influência, você tem que parar de andar com esses doidos.
-Algum problema aqui? – Harry se intrometeu na conversa.
-Ninguém te chamou aqui, Potter! – Draco olhou para ele com ar de superioridade.
-Acontece... – Harry olhou para Draco – Que você estava falando de mim, e eu não admito que você fale de mim.
-Nossa! – Draco exclamou, em tom de sarcasmo. tirando suas mãos de Cécille – Que meda!Agora pode ir com seus amiguinhos nojentos, que eu quero falar com a [i] minha[/i] namorada – futura noiva.
Harry o olhou com raiva, e apanhou sua varinha.
-Parem! – Cécille gritou, sua face mudara de serena para irada. – Não admito que vocês dois briguem, por bobeira!Draco pare de ser tão criança! – Draco, que tinha apanhado a varinha, abaixara-a, com cara de surpreso. – Harry... – Sua voz tinha ficado calma, como antes. – Vamos para o salão comunal... Por favor.
Harry analisou por um momento o que seria melhor, e resolver que era melhor voltar ao salão comunal com Cécille e os outros. Já tinha problemas demais na cabeça, não iria se importar com o que Draco falava, voltou até o salão comunal, deixando Draco para trás, com cara de quem não havia entendido nada.
-Harry, - Cécille falou, assim que chegaram ao salão comunal, e se sentaram. – Non se imporrte tanto com o que os outrros dizem.Prrincipalmente o Drraco, que é um idiota.
-Hum... – Harry gemeu em resposta.Não estava com vontade de falar.
-Gina, vamos subirr, por favorr? – Cécille tinha a voz triste.
-Claro.
Ao chegarem no quarto, Cécille se sentou em sua cama, e perguntou, sem desviar oso lhos do chão:
-Gina, porr que Harry non gosta de mim?
-Anh? – Gina pareceu confusa.
-Sim...ele nuca olha nos meus olhos, e semprre que eu converrso com ele, ele se resume e gemer um “hum...”, ou então nem fala nada.Non consigo entenderr.
-Ahh Cécille, - Gina sentou-se ao seu lado, e a abraçou. – Deve ser só sua imaginação.Ele está passando por um momento difícil, é normal que esteja assim.
-Dieu Mai vouloir... – Cécille falou, levantando-se.
-Anh? – Gina pareceu confusa, detestava quando a amiga falava Francês.
-Hehe... – Cécille riu. – Desculpe...Deus queira amiga...Deus queira.
-Ah...
O Dia seguinte correu tão chato e cansativamente quanto o anterior, Cécille e Harry pareciam tão empolgados com a detenção que receberam quanto com seus deveres de casa.Quando faltava vinte para às cinco, Hermione voltara da biblioteca, e encontrara os dois amigos deitados no sofá, encarando o teto.Harry estava no sofá maior, deitado com um braço para fora do mesmo, e Cécille estava no sofázinho menos, com as pernas sobre o braço esquerdo do sofá, e sua cabeça apoiada no braço direito.
-Hey...Hey.. – Hermione tentava chamar a atenção dos dois. – HEY! – Os dois olharam para a amiga, assustados, e sentando-se nos sofás direito.
-Sainte mère de Dieu!! – Cécille falou, Com a mão no peito. – Crruzes Hermione, que susto!
-Desculpem, mas já está quase na hora da detenção de vocês!Se eu não os chamasse, ficariam aí até de madrugada, pensando sei lá em que!
-Certo, - Harry falou, entediado. – Vamos indo, Cécille.
Cécille concordou com a cabeça..O caminho até a sala de Umbridge foi silencioso, até que Harry, ao chegar perto da sala da Professora, comentou:
-Essa professora...Não confio nem um pouco nela...
-Eu que o diga, Harry.. – Cécille falou, preocupada. - E acho que tem mais coisa ruim por vir.
Ao baterem na porta, a professora falou, com sua voz melosa:
-Entrem... – Eles entraram,olhando ao redor.
A sala estava completamente...abominavel!Havia vasos de flores secas em cada mesinha e superfície do lugar, e também havia vários tecidos e rendinhas rosas.Havia uma parede, com uma coleção de pratos decorativos, com um gato estampando cada um, as paredes estavam em um tom rosa tão nauseante, que Cécille achou que ia desmaiar.
-Boa-noite, meus queridos! – A professora Falara, com sua voz nojenta.
-Bonsoir. – Cécille respondeu, enquanto harry a olhava.
-Não vai responder, Potter? – Umbridge falava, com sua voz melosa.
-Boa-noite. – Harry respondeu, a contra gosto.
-Sentem-se, Por favor. – Disse, apontando para uma mesinha, com enfeites rosa, na mesma cor nauseante das paredes, junto com duas cadeiras da mesma cor, havia sobre a mesa, junto a cada cadeira, duas folhas de pergaminho em branco esperavam os dois.Eles se sentaram, cada um em uma cadeira.
-O que terremos que fazerr, Prrofessorra? – Cécille perguntou.
-Ora, ora, eu gostaria que escrevessem algumas linhas para mim, meus queridos.Mas não com suas penas. – Falou, assim que eles colocaram a mão em suas mochilas. – vocês irão usar penas especiais que eu tenho.
Entregou uma pena para cada um deles, e deu as instruções.
-Srta.Gallagher, por favor, gostaria que escrevesse nesse pergaminho “Não devo discutir com a professora”, e, Sr.Potter, gostaria que escrevesse “Não devo contar mentiras”.Podem começar
-Com licença, a Senhorra non nos entrregou tinteirro. – Cécille falou.
Umbridge virou para ela com o sorriso enjoado no rosto, e falou, com sua voz meiga:
-Ora, mas vocês não vão precisar de tinta,querida.
-Quantas vezes precisaremos escrever? – Harry perguntou, olhando para a professora.
-Quantas forem necessário para a mensagem [i]penetrar bem fundo[/i].
Harry olhou para o pergaminho, e começou a escrever:[i]Não devo contar mentiras[/i], soltou um gemido de dor, enquanto as palavras apareciam no pergaminho, com uma tinta vermelha.Harry olhou para Cécille, que havia soltado a pena e segurava a mão com dor.
-O que é isso? – Cécille perguntou, para ela mesma.
-Falou algo, querida? – Umbridge sorriu.
-Non prrofessorra! – Cécille deixou escapar uma lágrima, e voltou a escrever no pergaminho.
Toda vez que escreviam a frase no pergaminho, apareciam as mesmas palavras nas costas de suas mãos, como se tivessem sido cortadas com um canivete ou bisturi, mas logo desapareciam, deixando o local vermelho.Depois de algum tempo, as letras começaram a ficar gravadas na pele.Eles logo perceberam que não escreviam com tinta, e sim com o próprio sangue.
O dia logo se tornou noite, Nenhum dos dois alunos perguntou à professora quando teriam permissão de parar, e nem consultaram o relógio.Sabiam que a professora estava à espreita, procurando qualquer sinal de fraqueza, Harry não iria demonstrar nenhum, e via o quanto Cécille se esforçava para fazer o mesmo, mas via as lágrimas caindo nos olhos da menina.
-Venham cá! – Disse Umbridge, depois de algumas horas.
Eles se levantaram, Cécille enxugou as lagrimas antes de se aproximar da professora.Suas mãos ardiam terrivelmente, agora as palavras estavam ali, em carne viva.
-Deixe-me ver suas mãos. – Umbridge falou, meigamente.
Cécille foi a primeira que estendeu a mão, queria sair dali o mais rápido o possível, logo depois Umbridge examinou a mão de Harry, e concluiu, doentia:
-Parece que ainda não foi fundo o bastante. – Disse ela, com tom meigo. – Venham amanha à noite, queridos, vamos continuar, ver se vocês aprendem a lição.Podem ir, boa-noite!
Cécille saiu rapidamente, e, sem dizer uma só palavra, Harry correu atrás dela.A escola estava deserta, com certeza já era de madrugada.
-Cécille! – Harry chamava, baixo o bastante para nenhum professor ouvir. – Cécill!Cadê você!
Harry a avistou abaixada num canto, e sem pensar duas vezes, se aproximou.
-Cécill!Você está bem? – Harry perguntou, preocupado.
-Como posso estarr bem, com essa prrofessorra maluca fazendo eu machucar minha mão com essa pena do inferrno? – Cécille chorava, Harry nunca a vira falar daquele jeito, e se sentiu surpreso.
-Cécille... – Harry não encontrava o que dizer, então se abaixou ao lado dela e a abraçou.
Passou-se alguns minutos, e Cécille parara de chorar.
-Podemos irr ao dorrmitórrio, porr favorr. – Cécille tinha voz cansada.
-Sim. – Hary se levantou e a ajudou a se levantar. – Cécille, não podemos demonstrar fraqueza para essa professora, ela é louca, eu sei, mas temos que fazer com que ela veja que não somos fracos.
-Non sei se agüento outrra detenção com essa maluca! – Cécille falou, se sentando no sofá da sala comunal. – Non é nem pela dorr, mas eu non suporrto essa velha doente sorrindo enquanto nós sofrremos.
-Cécille... – Harry nunca havia conversado com a colega desse jeito, tão intimo, ele estava achando estranho que, depois de nem olhar na cara dela desde que ela havia chegado, ele tinha tido a coragem de a consolar, e, pior, a abraçar, como se fossem amigos de longa data.Por um momento sorriu por dentro, ao imaginar a reação de Malfoy, se visse, mas conteu a vontade de rir, ao lembrar-se de que o omomento não era apropriado.
-Obrrigada, Harry! – Cécille sorriu. – Non sei se aguentarria essa pervertie, fausse et aliénée femme, se non fosse porr você.Vou dorrmir, Harry.Bonsoir.
-Boa-noite, Cécille. – Harry sorriu.Não se importava, afinal, se tinha a mão marcada pelas palavras que aquela mulher obrigara-o a escrever, só sabia que se sentia flutuando, e sorria a cada vez que pensava em Cécille, não entendia muito o que estava acontecendo, só sabia que gostava.
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