As Recordações

As Recordações



Era Domingo e os exames e trabalhos por agora já acabaram, pois no dia seguinte iam todos para casa passar o Natal.
As coisas estavam bem, provavelmente melhor que nunca. Ron e Hermione já se falavam, era óbvio que no fundo Hermione ainda tinha ciúmes de Ron por namorar com outra, mas sentia-se melhor se fosse ficando a par da situação. Joana tinha conseguido tirar excelentes notas como tinha prometido aos pais, e no que se refere a Cedric, falavam-se quando passavam um pelo outro mas este não foi capaz de lhe dar uma explicação plausível, esta esqueceu o que se tinha passado e continuou com a sua vida. Harry com a ajuda de Hermione e Joana tinha conseguido tirar uma nota positiva ainda baixa a Poções o que lhe tinha dado muita alegria.
Salão Comum ao jantar:
- Harry vens passar o Natal connosco não te esqueças. – Ron
- Ron não fales com a boca cheia – Ginny chamava a atenção do irmão que falava com a boca cheia de bolinhos de caldeirão.
- Têm a certeza? Não quero incomodar – Harry
- Nada disso – Ginny sorria – és sempre bem-vindo sabes bem, e tu Joana? Falei com a mãe se querias lá ir ter, passavas a véspera e a manhã de Natal com a tua família e passavas o resto das férias connosco.
- Hum… não sei Ginny, a Hermione também vai e depois a tua mãe fica com muito trabalho encima – Joana
- Não te preocupes com isso, a mãe esta desejosa de te conhecer – George falou sentando-se ao lado de Joana e Fred à frente.
- Mas… a tua mãe já ouviu falar de mim? – Joana parecia surpresa que Mrs.Weasley pudesse ter ouvido falar dela.
- Sim – Ron – nas cartas que escrevemos contamos algumas coisas que se passam, e no início do ano contamos que te tínhamos conhecido e que eras agora um membro do nosso grupo.
- Ah… – Joana – Bem se é assim, eu acho que vou aceitar – sorria.
Depois de uma boa noite de sono, chegou a manhã em que todos se despediam para uns dias passados fora da escola. O comboio já estava a andar. Joana estava numa cabine com Harry – pois Ron e Hermione estavam a patrulhar o comboio – quando entra Cedric que não fala, mas que deixa um embrulho vermelho de laço amarelo perto da rapariga. Esta agradeceu e deu-lhe também um pequeno embrulho que tinha no bolso, disseram adeus e Cedric foi-se embora.
Draco Malfoy apareceu pouco depois na cabine e sentou-se perto de Harry.
- Potter então vais para a pocilga dos Weasley passar o Natal?
- Não vou para a casa dos Weasley – Harry – e tu é melhor saíres daqui antes que te aleije.
- Oh o Potter está a fazer-se forte em frente á amiguinha é? – Malfoy.
- Ai Draco, Draco já pensas-te em ir lamber as botas à Pansy, ao menos ela ia gostar – Joana
- Talvez…, mas se calhar se fosses tu ainda ia gostar mais – Draco
- Não gosto de paus mandados especialmente aqueles que não tem senso comum, quando fores inteligente nós conversamos – Draco ia tirar a sua varinha mas Joana avisou-o – é melhor guardares isso, já te venci uma vez outra não custa nada.
- Agente vê-se – Malfoy levantou-se e beijou Joana à força como a provocá-la.
George entra na cabine e vê o que acontece. Por trás, agarra Malfoy e dá-lhe um soco nos queixos os dois envolvem-se numa briga mas Joana e Harry separam-nos. Depois de umas nódoas negras e uns quantos palavrões Malfoy vai-se embora e os restantes permanecem na cabine.
- George não devias…- Joana limpava-lhe os lábios com um lenço.
- Ele estava-te a agarrar, gosto demasiado de ti para te ver com um tipo daqueles – George
- O quê? – Joana parecia admirada – que queres dizer com isso?
- Que és uma boa amiga e sinto-me no dever de te proteger. – George
- Ah… ok. – Joana sorrira e Harry que estava no banco em frente fizera o mesmo.
Finalmente tinham chegado. Quando estavam à entrada da estação Joana correu para duas pessoas que os amigos identificaram como sendo seus pais. Joana pediu-lhes para esperar um pouco, visto que queria ir-se despedir dos amigos.
- Bem… até dia 25 – Joana ia abraçando os amigos até que chegou a George e lhe deu um grande beijo na cara – esse é por me teres ajudado, fico-te a dever uma – com risos à volta dos dois, este esboçou um sorriso tímido e apenas disse:
-Obrigado – e conforme o disse, viu a amiga a afastar-se com os seus pais, acabado por fazer o mesmo.
A Toca estava coberta de Neve, era dia 25 de Dezembro, dia de Natal, e a família e amigos estavam juntos à espera do almoço.
- Mas a Joana nunca mais chega? – George resmungava enquanto brincava com uma bola amarela.
- Calma filho, ela deve estar a chegar – Mrs. Weasley falava para o filho enquanto acabava de pôr a mesa – tens que compreender que ela também tem família e que é dia de Natal.
- Porque é que me parece que o George nos vai apresentar uma namorada nova? – Mr.Weasley brincava com o filho
- Não é nada disso – George defendia-se – somos é bons amigos e pode ter acontecido alguma coisa.
- Pois, pois… - Fred – ele até já tentou convidá-la para sair, mas infelizmente ela já tinha companhia, eh.
- Vá parem lá com isso – Hermione descia as escadas com Harry e Ron – têm que ter cuidado porque acho que o George não é o único aqui presente que admira assim tanto a Joana – e conforme disse isso olha discretamente para Harry que não reparou nos olhares que o rodeavam.
- Não posso – Ron abriu a boca e olhou para Harry e George, mas antes que pudessem dizer alguma coisa Hermione disse-lhe para se calar, segredando-lhe apenas que depois falavam.
Alem da família Weasley iria estar presentes no almoço de Natal: Sirius (que conseguiu ir com um grande esforço), Lupin, Harry, Hermione e Joana. Estavam todos sentados à mesa quando alguém bate á porta. Era Joana. Quando Bill abriu a porta lá estava ela, vestia uns jeans e uma camisa vermelha e branca de uns tons claros. Mr e Mrs Weasley apresentaram-se assim como os que a jovem não conhecia, sentando-se depois ao lado de Sirius e mesmo em frente de Harry.
Depois de um descuido Mrs. Weasley ia deixando cair a panela mas Joana rapidamente estendeu a mão e pronunciou: Aresto Mumentum. E o objecto caiu delicadamente no chão não derramando a cheirosa sopa que lá tinha dentro.
- Estranho… - Sirius olhava curiosamente para Joana – só um experiente feiticeiro consegue manipular feitiços sem varinha, ou então um mago Encantem.
- Por Merlin Sirius olha bem para a rapariga, não conheces a filha do amor da tua vida? – Lupin
- Não pode ser Remo, a Holly casou-se acho eu mas não teve filhos pelo menos nunca se conheceu… - Sirius
- Talvez porque fui deixada num orfanato quando Voldemort estava atrás deles – Joana falava - não sei se falamos da mesma pessoa mas o meu último nome é Gibson e o nome do meu pai era Jack.
- Oh é ela, eu sabia que a cara dela me era familiar – Mrs. Weasley abraçava-a – oh querida tentámos encontrar-te mas o Dumbledore disse que era mais seguro não o fazermos.
- Não sabia que conheciam os pais meus, é irónico dizer isto mas… nem eu os conheci o Dumbledore é que me contou tudo – Joana – até o facto de eu ser uma Encantem e tudo mais.
Um silêncio encheu a sala, Sirius – principalmente Sirius – e os restantes olhavam para Joana. Mas passado um pouco Fred e George fizeram umas quantas palhaçadas e tudo voltou á conversa.
Depois de almoço, estavam todos na sala prestes a trocar prendas de Natal. Fizerem pequenos montes, respectivos a cada pessoa e começaram a abrir. Estavam todos bastante contentes com os seus presentes, quando estavam quase todos abertos Mrs. Weasley entrega um pacote a Joana:
- Toma querida espero que gostes.
- Obrigado – Joana sorria e agradeceu abrindo o pacote – oh muito obrigado laranja é minha cor preferida – para não escapar á tradição a senhora tinha-lhe feito uma camisola com a primeira letra do seu nome “J”.
- Joana falta o meu – Harry sentou-se no braço do sofá onde Joana estava sentada e pôs-lhe um embrulho castanho no colo. – Espero que gostes.
Joana sorriu para Harry e abria o pacote, e quando viu o que havia por detrás do papel de embrulho pôs o braço á volta da cintura do rapaz e abraçaram-se.
- Oh Harry não estava nada à espera, como é que soubeste que eu queria comprar isto? – Joana exibia o seu presente, era uma caixa de madeira de continha uma colecção de livros encadernados com histórias que Joana adorava – mas… deve ter sido caro.
- Só pelo teu sorriso valeu a pena o dinheiro – Harry
- Oh… obrigado – a rapariga limitou-se a sorrir embaraçada
- Joana importas-te de vir um pouco comigo ao jardim? – Sirius chamava-a – veste um casaco está frio lá fora.
Esta levantou-se e foi com Sirius para o jardim.
- Joana vou-te contar algo mas pedia-te para não me interromperes, porque depois não vou ser capaz de falar – a jovem abanou a cabeça e este continuou a falar – não sei se há pouco te apercebeste mas eu conhecia a tua mãe. Andamos juntos em Hogwarts, ela era de Gryffindor como eu. Vou-te ser sincero mas… desde a primeira vez que vi a Holly algo me fez ser uma pessoa melhor, nunca conseguíamos ter uma conversa inteiramente séria porque olhávamos um para o outro e só nos conseguíamos rir. Nós nunca namoramos, ela era doida pelo teu pai, o Jack conseguia fazê-la sentir-se segura, coisa que eu nunca iria conseguir. Mas sempre gostei dela, como nunca gostei de mais ninguém, ela era a única que me percebia enfim… acho que isto era indicado para ti, quis dá-lo à tua mãe mas ela morreu antes que conseguisse lho dar.
Sirius tirou um medalhão do bolso. Era de prata, com um desenho de uma margarida na sua face. Quando Joana o abriu viu lá dentro uma fotografia que presumiu logo que fosse a sua mãe.
- Obrigado… - Joana por momentos chorava – nunca a tinha visto, nem mesmo em fotografia, e nunca soubera nada a respeito… a sério… muito obrigado
- Sabes uma coisa? – Sirius – pelo que os teus amigos me contam sobre ti, és a cara chapada dos teus pais.
Os dois abraçaram-se e voltaram para a Toca.
A tarde passou-se enquanto os mais velhos conversavam perto da lareira e tomavam um brandy, os restantes estavam na rua a jogar Quidditch. Sem querer Harry desequilibra-se da vassoura e cai no chão, aleijando-se na mão. Joana foi em seu socorro tal como os restantes.
- Dói-te muito? – Joana
- Não só sinto uma leve dor quando tento dobrar o pulso – Harry
- Vamos pôr uma ligadura anda e depois vais-te deitar e nós também – Joana
Os dois foram para dentro da Toca enquanto os outros os seguiam. Joana e Harry foram para o quarto e a rapariga pôs-lhe a ligadura como havia dito. Os restantes não apareciam, e os dois pensaram que tinham apenas ficado na conversa lá em baixo.
- Joana… - Harry
- Sim? – Quando acabou de lhe pôr a ligadura na mão, sentou-se no fundo da cama de Harry (Joana)
- Não tens medo de não conseguir controlar os teus poderes? Quer dizer… sabes que são poderes extremamente poderosos…
- Sabes… já consigo controlar pequenas coisas… Mas acho que vou precisar de um treino e preparação, senão… algum dia que me descontrolar vai haver asneira da grossa – sorria.
Quando Joana se ia levantar caiu-lhe algo do seu casaco, era o pequeno embrulho vermelho que Cedric lhe havia dado no comboio. O amigo disse-lhe para esta o abrir, e quando o fez viu uma fotografia dos dois e uma pequena caixinha laranja que lá dentro tem um pequeno globo de neve do sítio onde os dois deram o seu primeiro beijo. Voltando a pôr a prenda de Cedric no bolso, desceu com Harry para a sala onde se encontravam todos.
- Os meninos demoraram muito... que tal esse pulso Harry? – Lupin
- Está melhor obrigado… A Joana pôs-me um ligadura à volta assim já não me dói tanto – Harry
- A Joana é um amor de menina, não achas George? – Mr. Weasley picava o seu filho pois via que este olha de esgueira para Joana e Harry.
- Arthur… olha a linguagem – Molly sorria pois via que George parecia sério.
Com o passar do dia… já estavam todos bastante cansados. E foram todos dormir relaxadamente depois de um belo dia de Natal.

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