Uma discussão e um Porquê

Uma discussão e um Porquê



Passados uns dias.
- Onde é que está? – Joana revirava o dormitório de uma ponta a outra.
- Onde está o quê? – Hermione estava sentada na cama ainda a bocejar – é tão cedo e tu já tas assim.
- A minha margarida, aquela que o Cedric me deu – Joana espreitava para debaixo da cama – ela estava aqui na minha mesa-de-cabeceira, mas agora simplesmente não a encontro.
Nesse preciso momento Parvati Patil e Lavender Brown entram no dormitório que estava num caos.
- Afinal do que é que andas à procura? – Lavender
- Daquela margarida branca que estava na minha mesa-de-cabeceira – Joana
- Ah… Aquela florzita? – Parvati – era horrível usei as pétalas para fazer um efeito no caderno.
- O QUÊ? COMO É QUE FOSTE CAPAZ? – Joana não se conseguia conter Hermione agarrava-a, não com medo que ela fizesse algo a Parvati (o que era muito provável), mas como medo de que esta se aleijasse, pois não para de dar murros na sua cama. – Tu por acaso – baixou a voz mas falava num tom irritado – tens noção do significado que aquela flor tem para mim TENS?
- Joana desculpa eu não queria… não sabia – Parvati tentava falar mas Joana já tinha pegado nos livros e batido com a porta com agressividade.
No salão comum Joana sentou-se irritada.
- Joana que se passou, tas com cara de quem provou e não gostou – Fred.
- Sim… queres falar sobre isso? – George
A rapariga tinha agora uma cara tristonha, mas acenou negativamente. Sem ninguém dar por isso olhou para trás e viu Cedric que reparou na amiga e lhe esboçou um sorriso que esta não retribuiu virando-se para o seu queque de amêndoas.
Era quinta-feira e Joana e Cedric não se falavam há alguns dias. Quando saia de História da Magia viu Cedric passar apressado, mas ainda tentou chamá-lo e apressou-se até ele.
- Cedric – chamou mais uma vez tentando recuperar o fôlego.
- Andava mesmo à tua procura – Cedric.
- Ah desculpa… Não tem dado para falarmos – Joana parecia triste – desculpa a sério, não te censuro por ficares chateado comigo mas… – Cedric agarrou-lhe a face e beijou-a.
- Não fiquei chateado, para mim também não tem sido estes últimos dias também – Cedric suspirou.
- Olha sabes a margarida que me deste? – Joana por momentos deixou de falar – a Parvati destruía, disse que era feia e por isso sentiu-se no direito a tirar da minha mesa-de-cabeceira e de lhe arrancar as pétalas.
- Oh… É por isso que não me retribuías os sorrisos no salão? – Cedric fazia-lhe festinhas na cabeça.
- Sim… Desculpa Ced só que era muito importante para mim… simbolizava aquilo que se passou em Hogsmead no outro dia. – Joana
Os dois olharam carinhosamente um para o outro e beijaram-se até ouvirem um novo toque para a entrada. Joana levou Cedric até à porta que levava às masmorras e subiu as escadas para ir ter Defesa Contra as Artes das Trevas.
Os dias haviam passado e estavam quase a chegar as férias de Natal. A neve caía do lado de fora da janela da sala comum provocando um saborzinho amargo aos alunos por não poderem ir passear.
- Estão prontos? – Hermione falava para a equipa de Quidditch: Fred, George, Angelina, Ginny, Joana, Katie Bell e Harry – os Slytherin estão muito convencidos de que vão ganhar.
- Ah se dependeram da Pansy para marcar pontos e do Malfoy para apanhar a Snitch acho difícil – Ron sem papas na língua falou, fazendo o resto da equipa rir.
- Bem está na hora, pessoal “bora” para o campo. – Angelina Johnson a capitã da equipa chamava os companheiros – vamos lá cortar a língua a serpente.
A equipa trocou olhares mas riram-se e entraram em campo.
A neve cobria o relvado por debaixo deles e as bancadas envolta do campo. Os cachecóis vermelhos e dourados e verdes e prateados eram visíveis pelas várias bancadas. Ouviam-se gritos de júbilo a apoiar as duas e respectivas equipas.
O apito tocou, começou agora o primeiro jogo para a taça.
Harry por entre os pequenos flocos de neve procurava ferozmente a Snitch. Pansy desmarcava-se violentamente, dando uma cotovelada a Ginny e a Katie. Mas apesar da forte marcação Joana como Keeper, agarra na Quaffle e manda-a para Angelina que consegue marcar. Fred e George estavam a divertir-se de tal maneira que as Bluggers acertaram como por acidente na cabeça de Bill e de Flint. Com um jogo empatado a 150 pontos, a luta era cada vez maior. Bill, Flint e Pansy fazem uma estratégia para marcar nos aros de Joana, apesar de esta defender é empurrada com muita força para os aros caindo da sua vassoura.
Mas algo estranho surgiu. Joana estava prestes a cair no chão quando algo a envolveu, um gás branco, este impediu que a rapariga se estatelasse no chão pousando-a delicadamente sobre o solo.
- Meu Deus não é possível – Madame Hooch aproximando-se da rapariga que estava no chão – é impressão minha ou este gás parece…
- Gás de Nuvem? – Dumbledore – assim me parece.
- Mas Dumbledore para isto acontecer ela teria que ser uma feiticeira… – Madame Hooch abriu a boca de espanto – por Merlin ela não pode ser, já não existem feiticeiros com este tipo de poder, quer dizer é dez em milhões.
- Pois é Rolanda assim o parece – Dumbledore.
- Albus por favor, ela felizmente não caiu como podia ter caído, mas está ferida, rápido para a enfermaria – Prof. McGonagall chamava a atenção aos seus colegas que por momentos se tinham esquecido e nem sequer nas feridas que a rapariga tinha.
Slytherin perdeu o jogo com uma diferença de 30 pontos. Era terça-feira e com o jogo de Domingo Joana ficara muito fraca, mas estava a tomar o pequeno-almoço quando de repente entram os gémeos Weasley.
- Ena visitas – Joana
- Só acordas-te ontem há noite, além de que não podias receber visitas – Fred – hum… esses cortes tão difíceis de curar – reparou Fred ao olhar melhor para o rosto, pescoço e mãos e braços de Joana.
- Sim a Madame Pomfrey disse que foram feitos quando estava a cai da vassoura, e que vão sarar normalmente, mas não me importo – Joana – até me dá uma certa posse, o pior mesmo é a minha perna, está dorida.
- Deixa lá daqui a nada andas praí a voar vais ver – George
Os três ficaram ali a conversar um bocadinho quando chega Pomfrey:
- Joana podes vou-te dar alta, já podes ir às aulas, tem é cuidado com essa perna ok? Vocês podem-na acompanhar até à sala de aula rapazes?
- Claro – responderam os gémeos em conjunto.
- Vou-me só vestir então, já volto – Joana.
Os rapazes levaram Joana para a estufa onde foi recebida com aplausos e abraços da parte dos amigos. A Prof. Sprout disse-lhe para se sentar numa cadeira de maneira a que não forçasse a perna, esta agradeceu mas passado uns 5 segundos já estava de pé.
- Joana… – Ron – aquela coisa branca assim… que parecia fumo.
- Sim Ron… - Joana
- Era o quê?
- Gás de Nuvem – Harry alisava a terra de um tubérculo enquanto explicava – e sim Ron tem a ver com aquilo que nós sabemos.
- Que fixe, Nuvem mesmo daquelas que há no céu? – Ron sorria com uma cara tola.
- Claro Ronald, querias que fossem nuvens de onde? – Hermione – bolas tens 14 anos e pareces que tens 10.
- Mas há quem goste da minha infantilidade sabes – Ron
- Que queres dizer com isso? – Hermione largou o tubérculo dela de tal maneira que acertou na Prof. Sprout que lho devolveu avisando-a para ter mais cuidado.
- Conheces a Emily Wite de Hufflepuff – Ron sorria de um modo provocador.
- Sim… – Hermione parecia fula.
- Acho que namoramos – Ron – ainda não está nada certo, n’é andamos assim juntos.
- O QUÊ? – Hermione não acreditava que no que acabara de ouvir ainda assim disse – olha saber que mais?
- O que foi? – Ron.
- Ainda bem para ti – Hermione.
A aula tinha acabado. Ron e Hermione saíram da aula e ninguém soube deles até à aula seguinte. Harry e Joana mantinham-se juntos, pois nem um nem outro gosto de tomar partido por entre dois amigos. Como não tiveram a ultima hora devido a uma explosão nas masmorras Harry e Joana iam a caminho da sala comum com os gémeos que apareceram mais tarde.
- Onde está o Ron? – Fred
- E a Hermione? – George
- Discutiram outra vez – Harry – o teu irmão tem uma namorada nova.
- Ah percebo… – Fred e George começaram-se a rir – acredita aqueles os dois por mais que discutam daqui a uns anos vão estar casados com uma porrada de filhos.
- Ui já imaginas-te uma porção de Weasley’s e Granger’s por ai? – Harry começava a brincar com a situação e o grupo de amigos ria mas quando chegaram ao sétimo andar aparece Cedric muito agitado.
- Preciso de te dizer uma coisa – falou dirigindo-se a Joana.
- Claro podemos ir para ali convers… – a rapariga foi interrompida.
- Não é preciso como sei que lhes vais contar, mas vale ouvirem agora – Cedric parecia nervoso mas soltou – Joana quero acabar tudo ou pelo menos o que havia entre nós.
A rapariga fez uma cara espantada e os seus amigos fizeram o mesmo.
- Podemos ficar amigos, claro, mas… – Cedric suspirou – não dá mais, não posso e não quero. – E foi-se embora.
Entraram na sala comum e Joana sentou-se no sofá.
- Joana… – Fred ia começar a falar mas ela interrompeu-o.
- Não te preocupes tou bem – estas palavras pareciam convincentes senão fosse o seu olhar triste e confuso – só não percebo é porque é que ele o fez, e porque desta maneira.
Harry sentou-se na ponta do sofá em que estava Joana e esta pôs a cabeça ao colo deste. Não foram jantar mas ficaram ali até tarde, os dois, a conversar e até, por incrível que pareça a fazer alguns trabalhos de casa. Ron chegou seguido de Hermione e deram uma pequena troca de palavras. Harry estava sentado a copiar algumas coisas de um relatório de Joana, mas esta estava deitada no sofá a dormir.
Os amigos levaram-na para o dormitório. Harry contou-lhes o que tinha acontecido e para que se ouvissem comentários na manhã seguinte ignorarem.

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