Exigências



A primeira semana de aulas acabou. Ninguém estava cansado, pois os professores não deram deveres. Embora já tivessem começado a aprender novas matérias. O sábado estava quente e ensolarado, mas não estava com o clima ruim. Vários alunos estavam aproveitando ao máximo o fim de semana livre. Sabiam que a próxima semana não seria assim. Os professores tiveram uma grande relutância em deixarem os alunos ficarem no pátio, perto do lago negro, nos terrenos ou em qualquer parte que fosse fora da escola. Mas com insistência, os alunos conseguiram a permissão da diretora. Porém, eles tinham um horário a cumprir: podiam ficar das duas até as cinco da tarde passeando pelo lado de fora da escola. Harry estava dentro do castelo jogando uma partida de xadrez de bruxo com Rony. Krum, que não sabia jogar, ficou olhando-os para depois tentar aprender. Rony, que era muito bom no xadrez, só fazia careta. Quando o garoto fazia alguma jogada espetacular ou fazia o jogo virar a seu favor, Krum sempre arregalava os olhos ou soltava algum tipo de exclamação estranha, fazendo Rony revirar os olhos da tamanha idiotice. Ele não compreendia que em Durmstrang os alunos não tinham tempo para se descontraírem e ficar a toa. Os professores eram carrascos não davam trégua para as reclamações dos alunos. Quando Harry e Rony estavam quase no final de mais uma partida, Hermione e Fleur apareceram pelo buraco do retrato. Hermione sentou-se do lado dos três garotos com a cara meio emburrada. Enquanto Fleur subiu para o dormitório, toda sorridente. Hermione estava como um dragão, soltando fogo pelas fendas. Harry perguntou por “curiosidade”:
__O que foi Mione? – Harry fez esta pergunta só para tentar animá-la, pois já sabia a resposta. Todas as vezes que alguém encontrasse Hermione de cara ruim, podia saber que o seu problema era Fleur.
__Você sabe. É ela outra vez. – falou Hermione histérica.
__O que ela fez agora? – perguntou Harry.
__Estávamos no alto da torre norte, quando a senhorita Delacour decidiu voltar para a sala comunal. Então viemos. Mas, quando estávamos quase chegando aqui, ela viu um quadro muito bonito de uma mulher em um jardim brincando com seus três filhos pequenos. Ela ficou apreciando o quadro vários minutos. Depois, viu um outro quadro e ficou-o apreciando também. Aí, quando eu comecei a andar para entrar na sala comunal ela teve uma brilhante idéia: “Vamos andarr mais parra vermos alguns quadros? Porr favorr Mione.” E antes de eu responder, ela disse: “Magnific.” Então nós entramos e ela subiu para trocar de roupa, porque está quente. Ai, sinceramente, eu não sei se eu vou ter uma relação legal com ela até o final do ano.
Harry sentiu, de repente, um puxãozinho em sua veste. Quando ele olhou era o seu bispo que o estava chamando para prestar atenção no jogo. Quando ele olhou, Rony disse:
__É, infelizmente Harry, xeque-mate.
O cavalo de Rony tinha massacrado por completo o rei de Harry. Agora as peças de Rony estavam comemorando a vitória enquanto as outras peças mandavam língua para seu dono. Krum, que estava louco para jogar uma partida, falou:
__Vamos jogar, Rony?
Este, simplesmente, disse:
__Depois. – e começou a guardar as peças e o tabuleiro.
Estava de tarde ainda e o dia estava monótono demais. Harry não tinha o que fazer. E decidiu ir visitar Hagrid, antes que chegassem cinco horas. Perguntou se Rony queria ir com ele. Este respondeu que sim, mas com a condição de que saíssem sem que Krum percebesse. Os dois saíram do castelo e rumaram direto para a cabana de Hagrid. Quando chegaram à porta, ouviram Canino latindo lá de dentro e Hagrid perguntando:
__Quem é?
__A gente. – responderam os dois em coro.
__Ah sim. – e abriu aporta.
Quando adentraram a casa do meio-gigante, repararam que ela estava estranhamente arrumada. Estava mais convidativa do que de costume. Não havia mais aquelas coisas esparramadas no chão ou coisas penduradas na parede e nenhum cheiro estranho pairava no ar. Somente o cheiro do chá que estava no fogão perfumava a casa. Hagrid disse educadamente:
__Podem se sentar meninos.
__Obrigado. – disse Rony, segurando para não rir. – Por que sua casa está mais... normal Hagrid? Você está interpretando alguma... peça de teatro? Ou o quê?
__Não, é por que agora eu devo sempre estar bem apresentável para qualquer pessoa que entre aqui. Devo sempre ser bonzinho com as pessoas...
__Não, não, não. Explique isso direito. – pediu Harry. – Como assim? Que regras são essas? Quem inventou isso?
__Bom, se vocês perceberam, eu sou um pouco “grandinho” para a estatura mediana de um homem comum e segundo o Ministério a partir do momento que a segunda guerra foi declarada, todas as pessoas que pareçam descendentes de gigantes, que sejam meio-gigante ou tenham pai ou mãe giganta devem seguir muitas regras. Primeiro: não devemos ser agressivos com quaisquer outras pessoas, pois podemos machucá-las por sermos mais fortes do que elas. Segundo: nossas casas devem estar sempre bem apresentáveis para que possamos receber bem nossas visitas. Terceiro: não devemos deseducar ninguém e nem perdermos a cabeça e quarto: receberemos uma vez por mês um visitante do ministério para nos avaliar, para ter certeza de que não estamos sobre domínio da maldição Imperius ou trabalhando para Vol... Vol...
__Voldemort! – disse Harry.
__É, Voldemort. É por isso que a minha casa está arrumada sem nenhum cheiro esquisito ou incomum e o meu gosto por animais vai ter que desaparecer por um bom tempo. E o pior de isso tudo, é que o ministério não avisará o dia que for vir nos visitar. E é por esse motivo que eu queria pedir a vocês que não venham me visitar depois do horário combinado, porque senão vocês e eu podemos nos encrencar feio, viu?
__Mas Hagrid. Isso é totalmente inconveniente, além de ser, totalmente, contra a ética e a moral das pessoas! – a cada revelação que Hagrid fazia mais argumentos Harry tinha. – Como o ministério pode fazer isso com uma pessoa que sempre teve o apoio de Hogwarts e de Dumbledore?!
__Harry, Dumbledore nunca foi tratado como realmente merecia. Por muitos ele era considerado um amante de trouxas louco, e por outras um bruxo excepcionalmente incrível. Mas, agora com sua morte ele não será lembrado como sempre foi. Muitos não vão estar nem aí. Então, contar com a proteção dele e de Hogwarts é como contar com a proteção de um elfo. – falou Hagrid.
__Mas você é um professor Hagrid, e ainda por cima, de Hogwarts! Isso é um grande absurdo e, e...
__Mas nada Harry, também acho um absurdo, mas fazer o que? –terminou Harry.
__É só você falar com eles e se não aceitarem você briga com eles!
__Se eu fizer isso, eles me mandam para Azkaban Harry! Você não entende? Eu tenho que aceitar.
__Mas é um absurdo! – explodiu Harry.
__É eu, mais do que ninguém, sabe disso.
Harry e Rony não viam mais nenhum clima para ficarem na casa de Hagrid. Então, decidiram ir embora para o castelo, além disso, também já estava quase na hora dos alunos entrarem para o castelo.
__É Hagrid. Agora temos que ir. Já está quase na hora de entrarmos para o castelo. – disse Rony.
__Tudo bem. E pensem no que eu disse não venham aqui depois do horário. Falem isso para a Hermione.
Harry e Rony balançaram a cabeça. Depois saíram. No caminho, Harry ia debatendo com Rony:
__Isso é o cúmulo. Como lês podem fazer isso?
__É para o bem da comunidade, Harry. – insistiu Rony.
__Mas justamente com o Hagrid?
__Se o ministério não fizesse isso com ele, não poderia fazer com mais ninguém. – falou Rony.
Harry não disse mais nada, apesar de ainda estar com a cara emburrada. Quando eles chegaram ao castelo, Filch estava colocando todos para dentro, pois já tinha acabado o tempo de ficarem fora da escola. Quando os dois entraram para a sala comunal, Hermione apareceu de repente toda zangada.
__Aiiiiiiii, não agüento mais ela.
__O que foi Mione. – perguntou Harry.
__ELA VAI ME DEIXAR LOUCA!
__Desculpe, mas agora eu não quero saber. Preciso te contar uma coisa realmente importante. – e explicou para ela o que estava acontecendo com Hagrid.
__É Harry. Não há nada que podemos fazer. E Rony tem razão, se eles não fizessem isso com Hagrid, não poderiam fazer isso com ninguém. Agora, me dá licença. Eu tenho que fugir da Fleuma.
Harry ficou pensando no que poderia ser feito para livrar Hagrid desta perturbação. Adormeceu sem perceber e acordou somente no outro dia com madame Nora puxando suas cobertas.

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