Que o jogo comece.



N/As: Viram como a gente nem demorou para postar? ^^ Obrigadinha especial a: Marcia, a Sheila e ao Penny, que nos deram algumas idéias para os proximos caps! Kisses e comentem ok?



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— ANEL DE NOIVADO? – gritara a família, vendo a ruiva dar apenas um sorriso sem graça e voltar a encarar os olhos verdes e flamejantes de Harry, que agora estavam possessos de ódio.

–– Como assim, “anel de noivado”? Você... está... quem foi o filho da...ahn? – dissera Harry sem encontrar as palavras para expressar o tamanho de sua raiva.

Gina estava se divertindo com a situação. Harry estava completamente absorto com a novidade. Será que ele se importava? Se importava que a sua “propriedade”, a garota que sempre o amou sem nunca esperar nada em troca, estava, finalmente, em outra?

Gina apenas sorria sem graça enquanto mexia com a outra mão no belíssimo anel de noivado.

–– GINA! QUEM É ELE? ANDA, FALA! – gritaram os três irmãos juntos.

–– Bom se vocês não gritarem e me deixarem viva até eu terminar, eu posso até explicar. – disse a garota para família ainda sentindo os olhos de Harry seguirem cada um de seus passos. - Mas tem que ser agora mesmo? – disse a garota fazendo todos perderem o resto de sua paciência.

–– Claro que sim Gina! – gritou Rony. – Você esta noiva! E você só tem quinze anos, é uma criança! Quem deu aprovação para isso?

–– De você é que não foi e nem vai ser! – disse a garota começando a se aborrecer com a inconveniência do irmão.

–– Desculpe professor, mas eu acho que é uma ótima hora para a “Gininha” se explicar! Se ela voltou com um anel de noivado, imagine o que mais ela pode ter feito por lá? Afinal, foram dois longos anos, não é? – disse Harry com um tom agressivo e irônico.

–– Como é que é? Que diabos você está insinuando ein? – dissera a garota se aproximando do moreno que se mantinha estático no chão.

Estava com ódio de Gina e ao mesmo tempo encantado com a beleza e amadurecimento da garota.

–– O que você ouviu! Se conseguiu em dois anos achar um noivinho por lá, quem nos garante que você não fez umas coisinhas a mais por lá?

–– E quem é você para falar, ein, Sr. Pegador? Posso ter ficado longe por dois anos, mas estou bem informada da sua nova posição de galã aqui em Hogwarts. A primeira que passa na sua frente é o amor da sua vida, até o dia seguinte, quando você a enxota para fora da sua cama! – gritara a garota, não notando a proximidade de ambos.

–– CHEGA! – dissera Dumbledore em alto e bom tom, fazendo os dois saltarem para trás – Chega de brigas por hoje, está bem? Esta era para ser uma hora feliz com o retorno de Gina, afinal foram dois longos anos. Vamos apenas deixar Gina descansar e amanhã podem ter uma conversa, civilizada , com ela! Está bem assim? - dissera Dumbledore, fazendo todos acalmarem os nervos.

–– Ok! – disseram três ruivos e um moreno a contra gosto, deixando o escritório.

Os pais de Gina foram logo para Hogsmead, juntamente com os gêmeos, já que se continuassem com os garotos começariam novamente o interrogatório.

Harry, Rony, Hermione e Gina seguiram para o dormitório da Grifinória, por incrível que pareça, em silêncio.

Chegaram em frente ao quadro da mulher gorda e Hermione falou a senha, fazendo com que o quadro se abrisse e mostrasse o aconchegante salão Comunal da Grifinória.

–– Nossa. Vocês acreditam que eu estava com saudade dessa sala? Está tão aconchegante como há dois anos atrás. – disse jogando-se na poltrona mais próxima.

Harry, ainda possesso de raiva, decidiu ir para uma janela qualquer, para ver se controlava seus sentimentos.

–– Sentimos sua falta Gi... – disse Hermione, sentando-se no braço da poltrona onde a mesma estava. – Não é meninos? – completou, soltando uma cara não muito amigável aos garotos.

–– É. Senti muita falta sua, Gininha. – falou Ron, que foi em direção à mesma, e a puxando para um grande abraço. – Mas não pense que vai fugir do meu interrogatório!

–– Juro que vou responder todo o seu “interrogatório” amanhã irmãozinho, mas só amanhã. – disse entre risadas.

Rony deu um beijo na testa da irmã.

–– Amanhã você não me escapa! Mas vamos dormir, já está tarde.

–– Vou ficar mais um pouquinho, pra matar a saudade. – disse abraçando o irmão e Hermione, que foram em direção aos seus respectivos dormitórios.

Hermione e Rony subiram sem nem ao menos notar que não deixavam apenas Gina para trás. Harry continuava olhando para janela, já que jurava que se olhasse ao menos por um minuto para Gina seria capaz de pegar aquele maldito anel e pisar nele até virar pó. Será que de fato ela o havia esquecido?

–– “Por que Gina? Quem foi o filho do cão que colocou esse anel no seu dedo?”. – pensava Harry, ainda mantendo a irritação estampada em seu rosto.

–– Bom se eu te disser quem foi você tira essa cara de psicopata sedutor? – disse a ruiva andando em direção ao moreno, que se virou com um sorriso irônico no rosto.

–– Gininha meu amor, quem te deu permissão pra ficar fuçando os meus pensamentos assim?

–– Ora a culpa é sua! Quem mandou jogar esse feitiço em mim? A culpa é sua! – disse a ruiva se sentando em dos braços do sofá que ficava de frente para a janela.

–– Ah, é claro Gininha, eu fiz isso com você. Mas só vamos usar a lógica, se eu fosse jogar um feitiço desses em você, será que eu realmente deixaria você ler meus pensamentos?

–– É, tem razão. Mas eu não estou a fim de discutir isso agora. – disse a ruiva se levantando do sofá – Já vou dormir. Tchau!

–– Ah, desculpa, mas não vai não. – disse o moreno puxando-a pelo braço e enlaçando-a em um abraço forte e predador. – Ta achando que vai invadir meus pensamentos e sair em puni é?

–– Ui, e o que o machão pretende fazer? – disse a ruiva entrando na brincadeira perigosa de Harry. – Me agarrar no meio do salão da Grifinória? Estou noiva fofíssimo... – disse mostrando o anel – ...esqueceu?

–– Não... – disse Harry puxando delicadamente o anel do dedo da garota e jogando-o no sofá – mas quem disse que eu me importo?

Com isso puxou-a para mais perto de seu rosto. O que estava acontecendo consigo? Nunca nenhuma garota o fizera se sentir amedrontado, com a respiração fora de ordem, mãos suadas e geladas, por que justo a “pequena” Gina faria isso? Pequena? Não, ela já não era mais aquela Gininha que conhecera. Agora ela era uma mulher, uma mulher das mais maravilhosas que já havia visto. Diferente, ousada e com um poder de sedução extremamente grande.

- Nem se atreva a chegar mais perto Harry Potter. Finalmente, estou livre de você e só agora percebi isso. Tem outra pessoa esperando por mim e eu não quero que você estrague isso. Você uma vez roubou meu coração, mas sinto muito, ele voltou, e eu já o entreguei para outro. Nunca mais vou deixar ele cair nas suas mãos, portanto faça o favor de me largar. – disse a mesma, segurando nos ombros do rapaz para manter a distância entre seu rosto e o dele.

–– Claro Gininha, como você quiser. – disse soltando a mesma e vendo-a colocar o anel novamente. – Só uma coisa ruivinha! – disse fazendo a mesma se virar enquanto caminhava para o dormitório. – Eu sempre posso roubá-lo de novo. Afinal, eu estou aqui e ele lá. Se eu fosse você, eu o guardaria debaixo de sete chaves, porque eu farei de tudo para pega-lo de volta. - disse se encostando novamente no batente da janela enquanto cruzava os braços e as mãos, sorrindo marotamente.

Agora sim ele conseguira. Irritara Gina e mexera com seus sentimentos por inteiro. E claro, percebeu que a havia atingido. A ruiva apenas subiu as escadas totalmente alarmada. Será que voltar para Londres fora um erro? Será que manter seu coração longe de Harry seria uma guerra a qual ela não poderia vencer? Se logo em seu primeiro dia fora um sacrilégio negar um beijo àquele homem forte e charmoso, como agüentaria o tempo que teria de passar ao seu lado.

O cheiro doce e sedutor de Gina estava mais do que impregnado em suas narinas. Era impossível removê-la de seus pensamentos. Ela estava ali, bela e maravilhosa e mais desejável do que nunca, mas simplesmente não queria nada com ele. Estava desesperado. precisava tocá-la e beija-la, nem que fosse à força mas precisava sentir o gosto de seus lábios macios e vermelhos. Estava sedento pelo toque dela em sua pele, precisava que ela o tocasse. O interior de Harry estava completamente dominado pela ruiva e ele sabia disso, mas nunca deixaria que aquilo transparecesse, nunca! Ela cederia aos seus encantos, afinal ele era Harry Potter, o sedutor de Hogwarts.

********************************

Harry estava indo para o corujal a pedidos de Hermione e Rony, que estavam treinando desesperadamente para o seu teste de aparatação, para ver se havia alguma correspondência. Caminhava desanimado e com a sua mente completamente fora do ar. Chegou ao local onde viu duas corujas. Uma bela coruja tinha penas douradas reluzentes que trazia as cartas de Mione, as quais o menino recolheu e enfiou no bolso sem muito interesse. Em seguida viu a outra coruja com aparência frágil e desengonçada: era Errol. Recolheu as cartas também sem muita paciência, até que uma delas havia caído.

Era uma carta vermelha com adornos dourados e logo pregada em sua frente havia um bilhete da Sra. Weasley, o qual Harry leu “sem querer”:

“Filha,

Esta carta chegou ontem à noite aqui em casa,e creio que seja de uma de suas amigas de Beauxbatons. Por isso estou enviando-a para você.

Com muito muito muito amor, Molly.”


–– “França é? Rum! Isso aqui ta muito sutil para ser de uma amiguinha sua Gi. Mas, se você quiser... Venha buscar!” – pensou o mesmo com um sorriso malicioso no rosto enquanto guardava a carta em seu bolso.

******************************

–– Bom, é mais ou menos essa a história! – disse Gina deixando Luna e Eve Belamont com o queixo no chão.

–– Ai esse Matthew deve ser um sonho! Tem certeza que quer casar com ele? – disse Eve com a mente no belo loiro.

–– Pior que é! – disse a garota mexendo em seu anel de diamantes.

–– Isso quer dizer que o Harry perdeu mesmo a vez! – disse Luna fazendo Gina parar de fitar o anel imediatamente.

Por que é que toda a vez que pronunciavam o nome de Harry ela se sentia imunda com a idéia de seu noivado? Não conseguia olhar para o seu anel quando falavam no moreno. Era como se toda a vez sua mente se enchesse de culpa e começasse a dizer: “Não engane Matthew! Não engane a si mesma! Ele ainda esta aqui!”. Enquanto seu coração pulava pela boca.

–– Luninha, amor da minha vida, quem vive de passado é museu, e o Harry é o fóssil mais antigo da coleção! – disse a ruiva fazendo Luna e Eve se entreolharem. – Que é, não acreditam? Vocês acham mesmo que eu iria aceitar me casar com Matthew gostando de outra pessoa?

–– Achamos! – disseram em uníssono, enquanto Luna continuava – Gininha, não estamos falando de qualquer um. Estamos falando de Harry Potter. Ele é lindo, legal (do jeito dele) e arriscou a vida dele para te salvar e manter você no anonimato!

–– Ta, mas e daí? Ele mudou! Ta um sacana, galinha e sem sentimentos algum por nenhuma garota. Sem falara que ele não respeita garotas em relacionamentos! Para falar a verdade, ele não respeita nenhuma garota! – gritou a ruiva, completamente exaltada.

–– Sabe o que é estranho? – disse Luna olhando para o além, um tanto pensativa – É que o Harry só ficou desse jeito depois da sua partida!

–– Sabe, agora que você falou... – disse Eve associando as coisas.

–– A qual é! Vocês acham que eu sou a razão dele ter virado esse traste aí? – disse a garota apontando para si – Façam-me o favor!

–– Ué, vai ver ele se sentiu traído por você, já que tipo, você nem se importou em dar uma satisfação para ele!

–– Ah Luna, cala a boca vai. O Harry nunca, presta atenção nessa palavrinha ta? N-u-n-c-a prestou atenção em mim! Nunca quis saber de mim, nem conversava comigo, me ignorava e ignorava os meus sentimentos por ele. Sempre fugia de mim! TINHA VERGONHA DE MIM! Então ele que vá para o diabo que o carregue! Fui para a França para me livrar dele, e consegui. Não vou deixar-lo entrar na minha vida de novo! Nunca! Vou ficar com o Matthew que é o melhor que eu faço. E ponto final nessa merda de discussão! – disse a garota se levantando e rumando para fora do salão.

**

O dia seguinte seguira normalmente. Os hormônios de Gina já haviam se acalmado um pouco. A garota pedira mil desculpas às amigas pelo ocorrido no dia anterior. De fato, aquele assunto mexera muito com as suas emoções e a garota, sem dúvida, não medira palavras para expressar a sua raiva.

A bela ruiva estava estranhando a demora de uma carta de Matthew. Por isso resolveu perguntar a Rony se o mesmo havia recebido cartas da mãe, ou de outro alguém.

–– Rony! – gritou para o irmão, que parou no meio do corredor com os amigos, que ficaram estáticos com a bela figura da ruiva que se aproximava – Rony a mamãe não te mandou cartas?

–– Mandou ué! Ontem chegaram bem umas três.

–– Hum, e não tinha nenhuma com um envelope...sei lá...vermelho? – perguntara a garota.

**************Flasback****************

–– Gina, já que você ainda não quer, bem... declarar para a sua família sobre mim. Que tal um código de cartas para nos comunicarmos? – perguntara Matthew.

–– Como você quiser! Que tipo de código? – disse a ruiva mexendo no anel da mão do rapaz que estava sobre seus ombros.

–– Aff... sei lá. Talvez um símbolo, uma cor de envelopes, um selo... – sugerira o garoto.

–– Eu fico com a cor do envelope. – disse a garota olhando para o mesmo. – Que tal vermelho? É uma cor bem...

–– Romântica? – disse olhando para o belo rosto da garota que estava a um palmo do seu.

–– Hum também, eu ia dizer viva, agressiva, sexy, que nem o bonitão aqui na minha frente.

–– Hum sexy é? – disse o mesmo entrando na brincadeira da ruiva, com um sorriso malicioso no rosto.

–– Muito, muito, muito sexy. Lindo! Maravilhoso, e quer saber o melhor? – sussurrou no ouvido do rapaz. – É todo meu! – disse dando um beijo, no mínimo, escandaloso. - Vermelho, então?

–– Definitivamente, vermelho!


***************End flashback****************

–– Ué, não. Nenhum envelope vermelho! – disse o mesmo com uma cara de pensamento.

–– Ah ta, valeu! – disse a garota virando-se quando...

–– Gina! Pensando bem, o Harry estava com um envelope vermelho ontem no bolso. Eu acho que pode ser a sua carta já que ele foi pegar as nossas cartas ontem!

–– COMO É QUE É?! – gritou a garota.

–– É que eu estava treinando pro meu teste e não pude ir bus... – a ruiva nem esperara a explicação do irmão e saiu em disparada para o vestiário da Grifinória, onde Harry devia estar, já que, os sábados eram os dias de treino do rapaz.

“Ah Potter se você tiver aberto aquela carta... considere-se MORTO!” – pensava a garota enquanto corria em direção ao vestiário.

Gina abrira a porta do mesmo sem cerimônia alguma. Mas algo que lhe parecia extremamente conveniente era que não havia ninguém no vestiário. Era a situação perfeita para esfolar Harry Potter, sem testemunhas.

–– HARRY! APARECE SEU CHACHORRO FILHO DA MÃE! – gritou a mesma passando pelos chuveiros recém-usados.

–– E do pai também, você não pode esquecer! – disse o rapaz aparecendo só de toalha com os braços e pernas cruzados, enquanto estava escorado em um dos armários.

–– Ai, vai pôr uma roupa! – disse a garota virando-se no ato.

–– Para que? Vai dizer que não prefere assim? Todo ao natural? – disse o mesmo andando na direção da garota.

–– Há uns dois anos atrás, pode contar que sim! Hoje? NEM MORTA! – gritou a garota sentindo o calor do corpo do rapaz há um palmo do seu. – Ah se você encostar em mim desse jeito...

–– Como? Assim? – disse enlaçando a garota pela cintura e encostando o seu corpo seminu nas costas da mesma.

Gina se arrepiara por completo. Era tão bom ter aquele peitoral bem definido encostado em si. O calor aumentava, e a garota apenas sentia a respiração de Harry em seu pescoço. Delicioso e ousado. Seu coração estava quase espocando, por causa de suas batidas aceleradas.

–– Desgruda, porque se você não percebeu, eu tenho um compromisso com outra pessoa! – disse sentindo a mão de Harry segurar a mão onde o anel jazia.

–– Ah esse anelzinho não tem significado algum para mim. Afinal eu sou um...“sacana, galinha e sem sentimentos algum por nenhuma garota”. Sem contar que não tenho, respeito por garotas em relacionamentos! – disse com um olhar malicioso no rosto.

–– Você tava me seguindo seu... – disse virando-se e ficando frente a frente com o garoto.

Seus narizes se tocavam, e a pressão dos braços de Harry sobre a cintura de Gina aumentava. Agora não havia escapatória. Gina procurara por isso. Provocou Harry até o último instante, e a verdade era que estava mais do que ansiosa para ser vítima de uma das investidas do bonitão destruidor de relações.

Ah os olhos esverdeados e penetrantes, como sentia saudades deles. Ela sentia que o moreno lia sua mente, seu desejo pelo toque, pela vontade de ser possuída por ele. O fogo entre os dois era intenso e devastador, quase insuportável. Ginny simplesmente adorava sentir as mãos grossas e grandes dele percorrerem suas costas.

–– Eu pensei que você não ia querer se envolver mais comigo. – disse o moreno sentindo os braços de Gina se apertarem embaixo dos seus.

–– Você não tem idéia do quanto eu tô lutando para mexer as minhas pernas. – disse a garota arrancando um sorrisinho sexy do rapaz.

“–– Que merda! Dois anos longe dele, fazendo terapia em mim mesma e ainda por cima noiva, não adiantaram de nada, esse cachorro ta me deixando louca!”

–– Jura? Te deixo tão louca assim? – perguntou o mesmo sorrindo para a garota.

–– Pára de ler a droga dos meus pensamentos!

–– Não deu para me controlar. Sabe o que eu estou pensando agora Gininha? Que você está tão perto, tão indefesa e fraquinha, do jeito que eu sempre quis te ver! Submissa a mim e não ao primeiro perrapado que aparecer!

–– Nossa, estou completamente dominada! Ah, se toca Harry! Tenho mais o que fazer do que entrar nesse seu joguinho de segundas intenções! Pode largar ta?

–– Ah é? Você não se sente nem um pouquinho submissa? Que pena... vou ter que pegar pesado! – disse empurrando a ruiva até a parede de azulejos brancos.

A parede estava completamente molhada devido aos recentes banhos tomados ali. Harry segurou os braços de Gina com força e empresou-os na parede. Jogou seu tronco e suas pernas encima de Gina tornando o contato inevitável e o calor mais do que insuportável. Empurrava e imprensava o corpo da garota contra a parede, aproximando o seu rosto do dela, e sempre olhando-a fixamente. Seus cabelos molhados caiam pelo seu rosto tornando a visão de seus olhos mais misteriosa e sexy possível.

–– Se você encostar esses seus lábios imundos em mim eu juro que...

–– Que o que Gininha? Eu não sei se você percebeu mais não está em condições de ameaçar ninguém. Mas sabe... eu adoro quando a garota dificulta as coisas para mim. Torna tudo mais... gostoso! – disse o garoto olhando para o colo da mesma.

–– Não se atreva! – disse a garota com um olhar psicótico para o mesmo que apenas sorriu e enterrou seus lábios no colo da mesma. – Me larga! Pára! – disse sentindo os lábios do rapaz aprofundarem o beijo.

Sentia a língua do mesmo explorar seu colo. Sua vontade de rebater as investidas de Harry estavam começando a desaparecer. Estava sentindo um prazer infinito com tudo aquilo. Sua luta sua relutância e até o seu sentimento de culpa haviam sumido. Agora tudo estava ali, era apenas ela e Harry, que a “atacava” prazerosamente, sem dó nem piedade.

–– Que foi Gininha, cansou de lutar contra mim? – disse afrouxando a pressão sobre os ombros da garota e descendo suas mãos até a cintura da mesma, que deslizava delicadamente até sua cintura. Gina apenas o fitava com olhos indecifráveis – Eu sabia que você não ia agüentar muito tempo não é? – disse o mesmo se preparando para amortecer seus lábios nos dela.

–– Mas nem sobre tortura! – disse puxando os cabelos do mesmo para trás e impedindo a aproximação do garoto. – Mais uma vez eu vou te avisar Harry... Eu estou noiva de outra pessoa e pra mim você é parte do passado! – disse ainda segurando os cabelos do mesmo para impedir o beijo.

–– Era só isso? Porque se for... – disse puxando com força os cabelos e se aproximando novamente da ruiva.

–– Não... você tem visita! – disse olhando para a porta do vestiário onde, parada, estava ninguém menos ninguém mais do que: Roxanne.

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