Um Weasley vai e outro volta
Fazia apenas três dias que Ron e Violet estavam na casa de Harry, mas para ele pareciam três longas décadas. Harry sabia que o amigo tinha péssimo gosto para mulheres, mas não tanto! Até mesmo as crianças queriam a distância de Violet.
- Ron, eu acho que precisamos ter uma conversinha. – disse Harry puxando-o para um lado distante onde Violet não os pudesse ouvir. – Olha, é que eu...
- Eu também preciso ter uma conversa com você. Deixa-me falar primeiro porque eu acho que o que vou te falar vai deixá-lo meio abalado. – disse o ruivo com preocupação nos olhos, deixando Harry também assustado. – É que eu não vou mais precisar ficar hospedado aqui.
Por mais que Harry quisesse pular e gritar até perder a voz, ele não podia fazer isso, mas por dentro ele fazia. Foi meio difícil disfarçar o alívio que tinha.
- Eu sei que vocês não são muito “chegados” na Vi, mas... Acho que achamos um lugarzinho perfeito, mas primeiro teremos que ficar num hotel.
- Ah, certo. Isso não vai “aperta-los”? – perguntou Harry preocupado.
- De jeito nenhum! Tenho minhas economias. Pode ficar tranqüilo! – disse Ron colocando a mão no ombro de Harry.
- Ahn, e Ron sobre a Violet é que ela... Nós só temos costumes diferentes entende? – disse Harry com o máximo de cuidado, pois não queria perder a amizade de Ron para “aquelazinha”.
Ron concordou, afinal não tinha como não ser verdade. A desculpa de Ron foi de que “mudar de vez em quando é bom”, mas Harry sabia que nem sempre era.
Passados quatro dias, Ron e Violet estavam preparando as malas para partirem. Estava entardecendo quando o táxi estava à beira da casa de Harry esperando o casal.
- Harry, antes de irmos... – Ron o puxou para um canto e conjurou um pequeno punhal então cortou a palma de sua mão de leve para em seguida fazer o mesmo com a de Harry.
- Essa mulher te deixou maluco! – riu Harry.
- Amigos para sempre! Não importa o que houver? – disse Ron estendendo a mão, deixando escorrer um pouco de sangue.
- Não importa o que houver! – disse Harry apertando a mão do amigo.
Após o aperto de mãos, o corte na mão de ambos se fechou instantaneamente. No caminho Ron ficou analisando a palma de sua mão assim como Harry fazia em sua casa.
Passada uma semana, a casa havia voltado ao normal. Harry, Lily e George não teriam mais que ficar limpando a s sujeiras de Violet, ouvir suas músicas até tarde da noite e as crianças não teriam mais que sofrer as azarações que ela lhes jogava.
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Era uma noite quente de verão, e os pimpolhos já haviam ido para cama então Harry aproveitou para contemplar a noite sentado no jardim da casa, nos fundos. Estava tudo normal, quando Harry deparou-se com a lua. Ao seu redor havia um círculo vermelho. Era um sinal de que algo perigoso poderia acontecer.
No instante seguinte, uma coruja veio em direção a Harry. Era Errol. Às vezes Harry se perguntava como Errol ainda estava vivo. Notou que trazia uma carta e um pacote pequeno. Harry entrou com a coruja e abriu primeiro a carta.
“Meu querido Harry,
estou lhe enviando esta carta para alertá-lo, pois há um circulo vermelho em volta da lua e também presenteá-los com este pequeno bolo de cenoura. Espero que as crianças gostem!
Atenciosamente, Molly Weasley”
Depois de lê-la, abriu o pacote e viu um bom pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Comeu um pouco e o resto deixou para os filhos devorarem no dia seguinte. Imediatamente começou a escrever uma carta como resposta.
“Querida Sra. Weasley,
Obrigado pela preocupação, eu notei agora pouco antes de receber sua carta. Agradeço sua gentileza! O bolo estava excelente. De fato, vou comer um outro pedaço mais tarde.
Abraços, Harry Potter”
Ao mandar a carta, enviou sua coruja Edwiges no lugar, já que Errol estava descansando. Momentos depois, Harry foi comer outro pedaço do bolo. Enquanto assistia à TV, deixou a colher em sua xícara de café mexendo o café sozinha e ao perceber, momentos depois, tirou-a de dentro da xícara rapidamente.
Era irritante como ela girava e girava dentro da xícara. Isto o deixava louco! Não queria fazer magia, mas acidentalmente fazia. Mesmo ele querendo evitar, não havia como não usar nem que seja um pouquinho de mágica. Sua casa era magicamente cuidada, seus filhos tinham poderes mágicos e quase metade da vizinhança era formada por bruxos. Mas mesmo assim tentava não usar muito sua magia, apenas em casos necessários.
Por que essa aversão pelo mundo mágico? Nem ele mesmo sabia. Talvez pelo fato de que era pai agora... Mas o que isso tinha a ver? Talvez ele tivesse falta dos amigos! Já que todos adoravam usar seus poderes, isso podia incentivá-lo. É, pode ser... Passados dois dias convidou Sra. Weasley para passar uns dias em sua casa.
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