Into the Train



- Harry Potter pertence a J.K. Rowling -
N/A: A história se passa no quinto ano de Fred e George e no terceiro ano de Harry.
Para maior compreensão da narrativa, o texto em itálico são os acontecimentos passados pela narradora, e o texto em formatação normal acontece com a mesma no presente, e frases entre aspas duplas são pensamentos da nossa personagem principal. Este símbolo:
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Mostra quando há alteração da situação presente para a passada e vice-versa.
O reconhecimento de nomes não é mera coincidência! Sofia Amundsen é personagem principal do livro 'O Mundo de Sofia' por Jostein Gaarder, e o sobrenome de alguns personagens foi inspirado nos integrantes de uma das minhas bandas favoritas: Franz Ferdinand.
Escrito por Luiza Guerino, com ajuda criativa e betagem por Yumi baka-chan
A história foi dividida em três partes pequenas, que já estão escritas e logo serão postadas ^^
Aproveitem a leitura!
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1st Part -- Into the Train

- Mamãe quando você conheceu o papai? – Uma menininha perguntou curiosa para sua mãe.
- Foi enquanto eu estava estudando em Hogwarts, querida – Respondeu a mãe carinhosamente para ela - No primeiro dia de aula, após as férias, durante a viagem de trem ele ficou no mesmo vagão que eu.
- E como foi? – Continuo a garotinha.
- Deixe-me ver... – Começou – Ainda me lembro que eu estava indo para 6ª série em Hogwarts e havia acabado de chegar da França, era meu quinto ano, mas mesmo assim eu não estava muito contente por ter que me mudar...

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“Aqui estou eu Sofia Amundsen mais infeliz do que nunca, não só estou voltando às aulas, o que já é ruim o bastante, como também estou sendo transferida de escola de novo, e não conheço ninguém! Para você entender melhor, eu estou na plataforma 3 e ¹/2 onde uns alunos estão embarcando no trem, outros estão se despedindo de seus familiares e encontrando seus amigos, resumindo todos estão felizes... e eu? Bem eu estou sozinha procurando uma cabine vazia, para pode olha para esse monte de gente e nem encontrar alguém conhecido, e isso porque meu pai ta ocupado demais trabalhando, pra ter um tempinho pra se despedir da sua ‘querida’ filha, haha até parece! Ok admito que às vezes eu sou meio dramática demais, mas é culpa dele que me obriga a mudar de escola a cada ano só para que ele possa ir trabalhar!”
Quando encontrei uma cabine vazia entrei nela encostando a porta, e sentei-me ao lado da janela observando os últimos alunos fora do trem correndo para não perdê-lo.
Logo o trem estava em movimento e pegando velocidade, deixando para trás a estação junto com vários parentes sorridentes acenando para seus filhos, sobrinhos, e netos. Apoiei minha cabeça na janela observando como esta embaçava com a minha respiração quente, olhando para fora conseguia ver poucas manchas coloridas no meio do branco intenso da neve. Poucos minutos após, já havíamos deixado a cidade para trás. Aconcheguei-me no meu pesado agasalho de modo a me aquecer mais e resolvi ler para me distrair “afinal ninguém merece uma viagem longa, parado se fazer nada certo?” Abaixei, peguei um livro na minha mochila e me pus a ler. Logo já havia lido várias páginas do livro, foi então que 'ele' entrou na cabine parecendo meio desesperado...

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- Oh! Sim foi então que seu pai entrou na minha cabine querida – Falou olhando ao longe com certo brilho no olhar – Ele era alto, ruivo e magro, usava roupas trouxas que combinavam bem com ele em minha opinião.
- Serio que você pensou isso? – Perguntou um homem ruivo com um sorriso maroto, ao entrar na sala onde estavam sua esposa e filha.
- Lógico! – Respondeu ela – Você estava incrível com aquelas roupas estranhas de trouxas! – Sorriu a mulher de volta.

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O rapaz olhou a sua volta, e vendo que eu estava sozinha, encostou a porta atrás de si e fechou as cortinas, então me encarou, “Afinal o que este garoto pensa que esta fazendo entrando na cabine dos outros assim!?” pensei olhando-o surpresa, irritada e com um pouco de receio.
- O que você pensa que está.... – Tentei lhe perguntar, mas fui interrompida rapidamente, por ele que colocara o dedo sobre os próprios lábios em sinal de silêncio, me calei e comecei a observá-lo com uma sobrancelha erguida.Ele por sua vez espiou o lado de fora, tentando certificar-se de que não havia ninguém, mas de repente pareceu se assustar com algo, e escondeu-se debaixo do banco onde eu estava. Fiquei sem ação só olhando-o com uma expressão bem confusa no rosto, que foi substituída por susto, quando ouvi a porta se abrindo novamente, e uma mulher alta e extremamente magra entrou na minha cabine, e me olhou com ar de severidade.
- Com licença Srta..... – Começou ela.
- Sofia Amundsen – Acrescentei rapidamente um tanto assustada.
- Pois bem srta. Amundsen... – Prosseguiu sem parar de me encarar – Por acaso vistes um rapaz ruivo e alto passar? – Me perguntou, eu fiquei sem palavras.
- Eu bem.... – Comecei sem saber se lhe falava que tinha um garoto assim bem embaixo do meu banco – É que..... Aiii!! – Exclamei baixinho ao sentir uma mão na minha canela. A mulher me lançou um olhar impaciente – Não vi ninguém assim – Respondi rapidamente como que estivesse me desculpando, mas como estava muito curiosa me enchi de coragem e lhe perguntei - Senhora, por acaso aconteceu algo?
- Nada por enquanto – Falou simplesmente, depois se virou e foi embora, entrando em outra cabine a procura do tal ruivo.

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- Nem acredito que menti para Profa. Mcgonagoll, naquele dia! E o pior é que eu acho que ela percebeu! – Exclamou a mulher.
- Que nada, Sophie, você que se preocupa demais com essas coisas! Ela deve ter pensado que você tinha acabado de comer um feijãozinho de todos os sabores de vomito ou alguma coisa assim... – Depois acrescentou baixinho para filha – Coisa de corvinais, elas são meio histéricas! – A garotinha riu baixinho, olhando para a mãe que encarava o ruivo seriamente, o que a fez rir mais ainda .

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Assim que a mulher fechou a porta me abaixei para observar aquela 'pessoa', e ver o que estava fazendo, mas neste momento ele estava saindo do seu suposto esconderijo e sua cabeça bateu bem forte na minha, xinguei baixinho de dor enquanto ele sentou-se no banco em frente de mim massageando a cabeça.
- Ufa! – Exclamou aliviado apesar da dor – Pensei que você ia me entregar para ela! – Falou apontando na direção que ela acabara de sair fingindo-se de indignado.
- Quem era ela?- Perguntei desviando do assunto rapidamente, ele nem ligou “Eu realmente ia entregar ele” pensei.
- Ela é Minerva Mcgonagoll – Respondeu – Professora de Transfiguração – Completou.
- É você que ela está procurando? – Ele concordou com a cabeça – O que você fez pra deixar ela tão irritada? – Prossegui sem esconder minha curiosidade. Com isso ele abriu um sorriso de orelha a orelha orgulhoso mas disfarçou rapidamente.
- Por que eu faria algo? – Disse fazendo cara de inocente.
- Não sei – Respondi com cara de quem não acreditou nem um pouquinho na sua ‘pequena encenação’. E percebendo minha expressão ele acrescentou divertido:
- Eu não fiz nada demais, afinal todos nós temos acidentes com explosíveis, não? – Falou na maior cara-de-pau.
- Claro outro dia mesmo eu sofri um acidente com um deles! – Concordei irônica.
- Não disse que é fácil? – Continuou como se não tivesse percebido minha ironia. Apenas ignorei seu comentário e olhei pela janela com um pequeno sorriso. Então a moça do carrinho de doces apareceu.

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- Pobre Hagrid, quantas vezes vocês já o enganaram para fazer suas travessuras?? – A mulher comentou – Sorte dele que Dumbledore sabe que não é culpa dele. Senão ele estaria encrencado.
- Claro que não, você sabe que nunca deixaríamos Hagrid levar a culpa por algo que nós fizemos – Exclamou exaltado.
- Eu sei – Respondeu sincera – Estava te testando – Disse sincera.

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- Quero seis sapos de chocolate, por favor – Disse eu enquanto procurava alguns nuques na minha mochila.
- Quanto chocolate – Exclamou ele – Por acaso você está deprimida? – Perguntou em seguida, rindo da sua própria piada "Totalmente sem graça!" Pensei.
- Claro que não – Respondi apesar de ser mentira.
- Então não se importa em trocar um comigo, certo? – Prosseguiu.
- Se você gosta tanto de chocolates por que não comprou um para você? – Comentei, mas vendo que ele queria resolvi aceitar sua proposta – Trocar pelo que? – Perguntei curiosa, alguns instantes depois, ele pareceu refletir um pouco então respondeu:
- Sobre a primeira pergunta eu estava sem dinheiro, e a segunda: você pode trocar um dos seus dez comigo por isso... – Em seguida abriu a mão onde se encontrava uma bala laranja, que parecia saborosa.
- O.K. – Respondi, jogando-lhe um dos meus sapos, e pegando a bala com a outra para guardá-la no bolso do agasalho, é bom fazer caridade às vezes...
- Valeu – Falou ele sem conseguir parar de sorrir, a principio achei muito estranho afinal era só um sapo de chocolate, mas fingi não notar – Ganhei o Fudge e você? – Me perguntou engolindo seu chocolate de uma vez só.
- Nicolau Flamel – Respondi antes de morder a cabeça do sapo – Essas figurinhas nunca mudam ja tenho vinte deles – Comentei olhando para a minha.
- Eu também – Ele respondeu simplesmente.

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- Mal acredito que aquilo que você me deu era uma vomitilha – Falou a mulher lembrando-se da sua ‘agradável’ primeira noite em Hogwarts com uma expressão atordoada. O homem a olhou marotamente.
- Mas, admita que foi engraçado! – Exigiu divertido.
- Você fala isso porque não foi você que passou a noite inteira vomitando o jantar! – Exclamou, olhando-o levemente irritada.
- Também te amo - Completou ignorando o olhar assassino desta.

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- Você não parece francesa – Comentou observando meus cabelos lisos, escorridos e castanhos – Estou certo?
- Sim – Falei rindo – Sou norueguesa, fui para Espanha aos 8 anos, depois pra França aos 14.
- Em qual série você esta? – Perguntei-lhe curiosa – Vou para a quinta, eu acho... – Disse antes de deixá-lo responder.
- Eu estou na quinta também, na Grifinória! – Exclamou orgulhoso – E você?
- Não sei que para qual casa eu vou, já disse... – Respondi pensativa, mas continuei – Só não gostaria muito de ir para a Lufa-Lufa por que... – Comecei a falar quando fui subitamente interrompida pela porta, que se reabriu subitamente e de lá surgiram dois garotos, o primeiro era negro, alto, e usava cabelos rastafari e o outro para minha surpresa era idêntico ao que estava conversando comigo.
- A profa. Minerva ta vindo, corre! – Gritou o rapaz negro e saiu correndo.
- Rápido! - Berrou o segundo ruivo e saiu correndo também, então o ruivo com quem eu estava conversando saiu correndo atrás deles, fiquei parada olhando-o ir embora, mas alguma coisa em mim falou mais alto, sai da cabine atrás dele, e eu lhe perguntei gritando o mais alto que pude pois ele já estava longe:
- Qual é o seu nome?! – Ele parou de correr por um momento, virou-se para mim com um sorriso maroto e gritou em resposta:
- Weasley, Fred Weasley – Lançou-me um último olhar que foi correspondido, e voltou a correr atrás dos outros garotos. Fiquei só o observando virar o corredor ao longe. “Essa transferência pode não ser tão ruim assim" Pensei sorrindo de lado, me lembrando de Fred, até que uma voz me tirou de meus pensamentos me assustando:
-Fred e George Weasley voltem já aqui!!! – Ouvi uma voz gritar, olhei na direção que ela vinha e vi a mulher que me abordara mais cedo na cabine correndo. Observei-a enquanto cruzava o corredor na direção que ele se fora, quando ele se aproximou percebi um homem alto e bem magro com cabelos ensebados atrás dela, ele tinha o rosto sujo de fuligem e os cabelos arrepiados, e parecia extremamente zangado, sorri e só pude pensar uma coisa: “Fred Weasley, você ta ferrado!”. Voltei a minha cabine como se nada tivesse acontecido, mas com a mente um tanto longe, voltei a ler meu livro calmamente. Afinal este seria um ano muito interessante!

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- Em pensar que você pegou duas semanas de detenção por ‘explodir’ o Snape – Comentou a mulher divertida.
- Só posso dizer que valeu a pena – Disse sorrindo – Você não se lembra daquela cara sebosa dele toda suja?!
- Como esquecer, não? – Riu com ele – Foi inesquecível aquele dia – Falou sem conseguir parar de rir.
- Realmente, foi inesquecível te conhecer – Repetiu sério, se aproximando dela, e beijando-a carinhosamente. Só se separando quando ouviram o eco de uma voz conhecida dizer:
- Eca! – Olharam para o lado e viram sua pequena filha observando-os enojada, sorriram.
- Não está na hora de você tomar banho para jantar, querida? – Perguntou a mulher encarando-a de modo intenso como que lhe mandando uma mensagem subliminar de 'Vai embora pra eu ficar sozinha com seu pai!' – O jantar já está quase pronto – Finalizou em seguida ainda encarando-a.
- Mãe, eu já tomei banho – Respondeu a pequena sem perceber as intenções da mãe.
- Tem certeza? – Disse o ruivo piscando para ela, e esta finalmente entendendo o recado concordou:
- O.K. – Disse piscando de volta, enquanto ia embora. Quando saiu Fred se aproximou de sua esposa.
- Agora estamos a sós, eu e você – Sussurrou com segundas intenções. A mulher apenas sorriu de volta percebendo seu olhar e intenções.
- Eu sei... – E beijou-o novamente.




Agradecimentos Finais: A idéia a princípio era escrever sobre como os dois se conheceram, mas minha amiga e beta falou que eu deveria escrever mais, pois a história acabava subitamente e deixava a desejar. Bem, assim ela acabou evoluindo e ficou assim! (Grande na minha opinião nunca escrevi tanto... Apesar dos quase 6 meses que eu demorei a fazê-la XD)
Muito obrigada a todos que leram! E estou esperando reviews! XD

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