Capítulo 1



Capítulo I

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Ginny estacionou o carro numa rua paralela à da cabine que dava acesso ao Ministério, entrando nela e digitando seu número, ao mesmo tempo que pegava um crachá para ela e para Harry.

- Pena que hoje não é sábado – murmurou Harry, bocejando. – Daria tudo para voltar a dormir.

- Seu bobo, você bem que podia ter ficado até mais tarde em casa!

- Mas eu quis te acompanhar – ele sorriu, dando um beijo na ruiva. – Até mais tarde, Gin.

- Até mais tarde...

Os dois seguiram rumos diferentes. Ela iria para a sessão do Profeta Diário e ele para a dos aurores.

Chegando lá, Ginny deu um pequeno oi à sua companheira de sala, sentando à mesa e começando a trabalhar numa de suas inúmeras matérias. Escrevia artigos sobre pessoas do Mundo Bruxo, fossem elas conhecidas ou não. Seu trabalho era achar alguém com um rosto no mínimo interessante e uma história cabível.

- Ginny, eu soube de uma história, do Williams querer que você faça uma matéria com um famoso qualquer... – disse Kayleigh com descaso. Williams era o chefe completamente irritante e grosseiro de Ginny. Vivia querendo que ela fizesse “matérias especiais”, por mais que as pessoas, na maioria das vezes, fossem ricaços arrogantes.

- Certo – bufou.

Antigamente, todos pensavam que a caçula da família Weasley seguiria a carreira de curandeiro do St. Mungus. Realmente, faltou muito pouco para que isso acontecesse. Mas, antes, fora acometida por uma paixão pelo jornalismo, optando por seguir essa carreira. Como escrevia muito bem, foi contratada pelo Profeta Diário, o jornal bruxo que era o mais bem-sucedido. Mas ainda trabalhava num setor um tanto quanto fútil do jornal, e esperava que conseguisse subir dessa posição.

A pergunta do momento era: quem seria o próximo ricaço metido a besta que Williams a mandaria escrever sobre? Só esperava que não fosse Richard Clifford, porque aquele homem nem o diabo merecia. Lembrou-se de quando fora obrigada a entrevistá-lo; ele gabava-se de todas as suas conquistas – roubos, na opinião de Ginny – e vivia falando das milhões de empresas que tinha. Ginny deu graças aos céus quando o trabalho estava terminado. E ninguém poderia dizer que estava malfeito.

Logo, um aviso chegou por Joe, um outro jornalista: Williams queria vê-la naquele exato momento. Correu sem se demorar mais à sala dele.

- Sim, senhor? – perguntou, entrando no gabinete do velho. Observou a bagunça habitual e o homem calvo comendo algum doce.

- Bem, Weasley, eu quero que você faça uma matéria sobre a pessoa mais comentada na atualidade – falou soberbo, colocando um sapo de chocolate na boca.

- E quem seria? – Por favor, que não seja Richard Clifford!

- Draco Malfoy.

- O quê? – Ginny deixou-se cair na poltrona em frente à mesa do chefe. Fitou-o incrédula. – O senhor quer mesmo que eu trabalhe com Malfoy?

- E você não ouviu o que eu disse?

- Ouvi claramente, mas... O senhor sabe que pode não sair matéria alguma dessa junção.

- Eu não estou interessado em saber se você e o Sr. Malfoy se dão bem ou não, o que eu quero é uma matéria sobre aquele jovem até o dia trinta. – Williams fingiu que Ginny não existia mais, continuando a olhar uns jornais e comentar para si mesmo: “Essa concorrência está cada vez mais ousada. Devíamos ter mais jornalistas como Rita Skeeter”.

Ginny saiu estática da sala do chefe autoritário. Então, se a matéria é para o dia trinta, eu só tenho três semanas. Três semanas aturando o Malfoy, pensou. Preferiria trabalhar com o Clifford. Sentou em sua mesa num estado lastimável, e Kayleigh notou.

- O que foi? Vai me dizer que vai ter que trabalhar com o Richard Clifford de novo?

- Quem me dera, Kayleigh – lamuriou-se, girando os olhos. – Mas não, adivinha quem é?

- Quem?

- Draco Malfoy. É, aquele que vivia implicando com meu irmão em Hogwarts. Com meu irmão e com meu namorado. Essas três semanas vão passar devagar... – continuou lamentando-se, sendo ignorada.

O seu horário terminou e ela já tinha decidido que marcaria um horário com Malfoy. Será que ele é tão requisitado assim?, se perguntou, ao ver que só dali a dois dias poderia falar com ele. Só esperava ser bem-atendida nesse dia.
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- Boa noite, Harry – cumprimentou o namorado que jogava-se na cama. – Trabalho cansativo?

- Cansativo é pouco. Se fosse alguma missão, tudo bem, eu estaria até satisfeito, mas a única coisa que aquele imbecil nos entrega são relatórios e mais relatórios! Parece até que eu trabalho na sessão dos advogados agora! – ele afastou o cabelo do rosto, tirando os óculos e massageando os olhos. – E você, Gin?

- Eu? – disse, arrumando uns papéis. – Só estou mais que irritada com o Williams. Ele vai me fazer trabalhar com o Malfoy.

- Não acredito... – ele recolocou os óculos, olhando fixamente para Ginny. – E você aceitou isso?

- Ou eu aceitava ou dava adeus ao meu emprego. E, como está difícil um trabalho assim no Ministério, não tive outra saída.

- Que chefe ridículo. O seu consegue ser pior que o meu – deu um risinho. – Eu nem sei por onde anda o Malfoy. Na verdade, isso pouco me interessa.

- Pois é. E eu agora terei que saber onde ele anda, o que ele faz, com que trabalha... a ficha completa daquele idiota. Ah, se eu ficasse para sempre sem notícias dele, seria até melhor... Não acha?

- Sim, mas, bem, o importante é o seu emprego, não é? É melhor dormir, está tarde e amanhã ainda é terça-feira. – Ginny apagou a luz, deitando-se também. – Não ligue, essas três semanas passarão rápido.

Eu espero que sim, pensou ela.
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Demorei muito mesmo a postar esse primeiro capítulo, não é? Mas só recebi dois comentários! Duvido que alguém acompanhe essa fic... Se acompanhar, obrigada! ^__^

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