Mensagens Inesperadas
Harrry pensava que já sabia o que estava por vim, mas se enganara redondamente. As brigas anteriores de Rony e Hermione não foram tão ruins como esta, parecia que a briga ficava mais leve quando se tratava de deveres ou outras discussões banais, nem a briga do ano passado, de Hermione e Rony por causa de Lilá Brown, fora tão desagradável. Rony estava extremamente insuportável e totalmente infantil, na aula de defesa contras as artes das trevas, o garoto nem virou a cabeça para o outro lado com receio de ver Hermione, sorrindo, abraçada ou, até mesmo, conversando com Krum. Harry detestava quando os amigos brigavam, ele sempre ficava dividido entre eles dois. Desta vez ele não sabia nem pra quem olhar, sentia muita pena de Rony por descobrir que seu amor estava namorando com outro, e achava que Mione deveria ter pensado nisso antes de se relacionar com Krum, porém Hermione não sabia que estava afetando Rony profundamente, ela não sabia que o amigo tinha um amor secreto por ela, ficava completamente confusa quando chegava perto de Rony e este saía do lugar, ou simplesmente virava as costas e começava a conversar com a pessoa que estivesse do seu lado, mesmo que fosse alguém com quem nunca se dera bem ou mesmo alguma pessoa com quem nunca conversara antes.
Harry estava um pouco de dificuldade extra nas aulas, não conseguia acompanhar o raciocínio dos professores, que pareciam estar falando mais depressa, para que pudessem ensinar outras coisas mais importantes ainda para o resto da turma. Praticamente ninguém da sala de Harry estava conseguindo acompanhar os professores, para falar a verdade, só Hermione e Krum estavam entendendo tudo o que eles falavam. Se qualquer outra pessoa fosse perguntar a eles para explicar mais uma vez, eles davam respostas do tipo: "Não vou repetir porque você não prestou a devida atenção, eu bem vi que estava conversando, ah... faça-me o favor!" ou "Estude na sua sala comunal, ou nos pequenos intervalos livres que tem entre as aulas ou todas as noites antes de dormir, tenho certeza que você agüenta menos meia hora de sono!" Rony insistia para Harry que os professores estavam agindo daquela maneira porque Hermione e o Krum estava conseguindo acompanhá-los, mas o pior de tudo... não era isso, quando Harry tentava pedir para Mione uma explicação, Rony dizia que se ele fosse falar com ela a amizade entre os dois estava terminada, então Harry tinha que estudar com a garota como um fugitivo de Azkaban, Hermione não podia ir ao dormitório dos meninos, pois corria o risco de Rony acordar e apanhar os dois conversando, ele não podia ir ao dormitório das meninas, então tinham que se encontrar na sala comunal altas horas da noite. Porém, Harry ainda não tinha presenciado o pior, o auge da briga até aquele dia não tinha acontecido ainda e estava longe de acontecer, mas a aula de feitiços não foi uma das mais agradáveis, diante dos olhos do professor Flitwick.
O professor dizia com sua vozinha fina quando entraram na sala de aula:
__Hoje, eu quero que vocês dêem toda atenção na aula de feitiços. Primeiramente, quem poderia me dizer o que o bruxo sempre carrega com ele e que sem essa coisa seria um completo desmiolado e não poderia fazer feitiço algum?
__Mas isso é muito óbvio professor! - falou Rony, com um tom um pouco mais grosseiro do que usaria com qualquer professor, até mesmo com Snape, se este ainda lecionasse em Hogwarts.
__Já que é tão óbvio para o senhor, Sr. Wesley, - retrucou o Prof. Flitwick, no mesmo tom gorsseiro que Rony usara contra ele. - nos reponda com segurança!
__A varinha, professor.
__Um grande erro de sua parte, - Rony olhou para Harry sem entender o que um bruxo tinha de tão poderoso, o garoto também achava que era a varinha. - sim, a varinha tabém é muito importante, mas... senhorita Granger a senhora podia responder para a sala então o que o bruxo tem de tão poderoso, podia fazer-nos esse favor?
__O que é mais importante para um bruxo é o seu pensamento, sua mente.
__Parabéns senhorita Granger, parabéns. Agora você aprendeu senhor Wesley?
__Humhu. - fez Rony com a boca.
__Bom, ano passado vocês aprenderam a fazer feitiços mudos, esse ano vocês irão aprender a fazer feitiços sem a varinha.
__Mas isso é impossível professor Flitwick! - exclamou Simas Finingan.
__Não, não é não senhor Finingan, deixe-me demonstrar para vocês. - e o professor colocou a varinha de lado e disse em vós alta: Vingardium Leviosa! E os livros onde ele estava em pé para poder ver a turma inteira começaram a levitar, ele então, depois de ter recolocado os livros no seu devido lugar, recomeçou a falar. - Muitos bruxos acreditam que com uma varinha de condão o feitiço produz maior efeito, mas isso é pura bobagem, claro que se eles pensam assim seus feitiços terão mais poder com uma varinha, mas se eles acreditam que com ou sem uma varinha, como falando ou não pronunciando o feitiço, o feitiço, a azaração, terá o mesmo poder. Mas tenho mesmo que falar com vocês que não há muitos bruxos que conseguem fazer os feitiços sem varinha, os bruxos que temos certeza de que sempre deram conta de fazer isso foram Merlin, Godric Griffindor, Helga Heflepuff, Rowena Ravenclaw, Salazar Slythrin, Armando Dippet, Fineus Niggelus e o nosso querido ex-diretor Alvo Dumbledore, mas o segredo para um bom feitiço é a prática, e claro que temos que começar pelos feitiços mais simples. Hoje então, vamos começar a praticar com uma pena, - dizendo isso várias penas se materializaam na frente de todos os alunos. - digam o feitiço Vingardium Leviosa corretamente e pensem no movimento que fazemos com a varinha para que o feitiço dê certo, por favor, vocês já não têm a mesma idade de quando fizeram esse simples feitiço pela primeira vez, não quero ver catástrofe nenhuma, e não queime sua pena Finingan, ainda não esqueci o horrível cheiro de queimado que a minha sala ficou naquele dia em que o senhor queimou sua pena. Boa sorte para todos, podem começar, ah!... e se eu ver alguém tocando em sua varinha antes de sair da sala de aula, não vou dar moleza na detenção, ouviram?
Todos começaram a praticar, Rony não gostou da resposta que Hermione tinha dado ao professro Flitwick, quem não o conhecesse diria que estava com inveja da inteligência da amiga, mas isso não era verdade, ele agora arranjara qualquer desculpa para implicar com ela, virou-se para Harry e disse;
__Você viu como ela respondeu a pergunta do professor Flitwick? - Harry, que tinha acabado de começar a praticar o feitiço sem a varinha, indagou:
__O que você disse Rony?
__A Hermione Granger, você viu como ela respondeu a pergunta do professro Flitwick?
__Sim, ela respondeu corretamente, pena que este ano não vai haver distribuição de pontos, senão já teríamos ganho uns cento e vinte pontos somente com as respostas certas da Mione, não é mesmo? - mas, só depois Harry percebeu que tinha dito a coisa errada. Não deveria ter elogiado a amiga, não para Rony.
__Mas você viu o jeito que ele a elogiou? Deu vários parabéns, e me fez parecer um completo idiota na frente da turma inteira. - Harry segurou para não dizer isso, mas, na frente de Hermione só havia os professores, nenhum dos alunos chegavam aos seus pés, e Rony, comparado a ela, era sim um completo idiota. Harry só concordou com a cabeça, não queria falar mais nada, teve muita sorte do amigo não ter dado um soco em sua cara quando elogiou Mione, a partir de agora só concordaria com a cabeça tudo o que Rony dissesse, não iria nem falar "Hahã." só faria movimentos com a cabeça enada mais.
Harry estava achando muito difícil fazer com que sua pena levitasse sem a varinha, ficava indignado como todos os professores e Mione conseguiam, exceto muitos dos outros alunos. De repente, ele viu algo branco perto de sua, quando olhou para baixo viu que era os cabelos do professor, como ele não estava conseguindo ficar da altura dele e do amigo, usou o feitiço levitador para ficar cara-a-cara com eles.
__O que houve senhor Wesley, o que o senhor quer me falar de tão importante que não pôde ir perto de mim?
__Bom professor, - começou Rony, o garoto tinha chamado o professor na carteira, o que dera nele? - não quero ser dedo-duro mas, olhe só para a Hermione Granger, juntamente com Victor Krum, ela não está fazendo nada, está conversando com ele quando deveria estar praticando o feitiço. - o professor se virou e viu a aluna mais aplicada da escola conversando com Victor Krum, o que deu na Mione para não fazer o dever passado em sala de aula?, pensou Harry. O professor foi flutuando até chegar na mesa onde ela e Krum estavam sentados conversando. Flitiwik estava muito engraçado flutuando pela sala de aula, estava parecendo uma mistura de Papai Noel baixo e magro com um gnomo que tinha cabelos.
__Por que a senhorita não está praticando o feitiço? - indagou ele jetilmente.
__É porque eu estou ensinando para o Vitinho como fazer, ele não aprendeu diretio em Durmstrang.
__Mas... e a senhorita está dominando fetiço perfeitamente? - perguntou o professor, mas já sabendo a resposta.
_Sim, professor, eu treinei em casa antes de vir para Hogwarts, li quase todo o exemplar do "Livro Padrão de Feitiços, 7ª Série" em casa não havia nada para fazer mesmo, eu acabava minhas tarefas domésticas em um tempo muito mais reduzido, porque meus pais são muito liberais e não viam problema nenhum eu usar magia, então eu usava e depois lia meu exemplar, este ano quis comprar meus livros logo quando passei de ano, no ano passado, não queria ter problemas nas compras. O senhor quer ver minha pena levitando? - o professor fez com que sim com a cabeça. Então Mione disse em voz muito baixa. - Vingardium Leviosa. - e apena começou a voar por toda a sala, somente com o olhar da garota ela controlava o destino do objeto. Todos ficaram fascinados é claro com a façanha de Hermione, Rony "amarrou" a cara na mesma hora. Então Mione se voltou para Flitwick. - Já estou treinando para fazer os feitiços não-verbais sem o uso da varinha, mas eles são um pouquinho mais complicados.
__O senhor não está dando conta de fazer o feitiço, senhor Krum? - indagou o professor.
__Não professor, como disse a Mione, eu não aprendi os feitiços sem varinha em Durmstrang, a escola estava um caos desde o ano do Troneio Tribuxo aqui em Hogwarts.
__Ah... muito bem, então está explicado, é que eu os tinha avistado e percebi que a senhorita Granger não estava praticando o feitiço, obrigado pela esxplicação. - o professor Flitwick voltou levitando para a mesa de Rony e e Harry. - Bom senhor Wesley, a senhorita Granger não está praticando o feititço porque o está ensinando ao senhor Krum. Veja com seus próprios olhos. - Rony e Harry se viraram para a mesa onde Krum e Hermione estavam sentados, neste momento, ouviram a garota falando para Víctor: "Vitinho, você está falando o feitiço errado meu amorzinho, não é Vingardium Leviosá, não se pronuncia o 'a' com o tom mais forte, e o 'gar' é mais longo e melhor pronunciado, e você deve pensar nos movimentos que fazemos com a varinha quando vamos conjurar o feitiço, a gente não gira e sacode a varinha? Então, você deve pensar no movimento, gira e sacode." (depois da explicação, a garota deu um beijinho em Krum, o professor Flitwick deu uma pequena exclamação da mesa dos garotos e voltou para sua pilha de livros, para observar a turma inteira) Rony boquiabriu-se, Hermione dera um beijinho em Krum na frante da sala toda.
__Você viu Harry?
__O quê?
__A Hermione Granger deu um beijo no Víctor Krum!
__Sim, Rony, eu vi. E não tem nada demais, eles são namorados! - novamente Harry tinha dito a coisa errada, Rony o olhou como se fosse chorar mas ao mesmo tempo como se fosse estrangular o amigo. Mas em vez disso ele simplesmente voltou a falar, mas agora havia na sua voz um tom de controle muito suspeito como se fosse explodir a qualquer momento.
__Você viu a Dona Sabe-tudo, falando para seu grande amor, Vitinho, como se conjurava o feititço?
__Bom, - falou Harry aproveitando que Rony ainda não explodira com ele. - você fez a mesma coisa quando estávamos no nosso primeiro ano, cometeu o mesmo erro de Krum, você falou "Leviosá".
__É mas... ah, deixa pra lá Harry, você está muito chato hoje! - e não incomodou mais o garoto durante o resto da aula, quando a aula estava quase acabando Harry conseguiu fazer com que sua pena levitasse um pouquinho, mas não conseguiu com que ela fosse aonde ele queria, mas ficou muito feliz por ter conseguido fazer o que o professor pediu na sala de aula, era a primeira vez que fazia isso. Quando saíram da sala de aula foram direto para a aula de poções, o professor Slughorn estava sentado na mesa con suas vestes verdes. Eles entraram e quando todos já estava sentados, ele falou:
__Bom, hoje como vocês têm dois tempos de poções vamos aprender duas: a poção do morto-vivo e a poção fotográfica. - Harry achou que o professor parecia estar muito preocupado com alguma coisa.
__Professor, nós já aprendemos essas poções, a poção do morto-vivo aprendemos no ano passado e a poção fotográfica, no nosso segundo ano.
__Ah... é mesmo senhorita Granger, - Harry viu Slughorn esfregar as mãos, elas estavam estranhamente suadas. - então vocês vão prepar a poção encolhedora e a poção do esquecimento.
__Professor, - falou Hermione novamente. - também já aprendemos essas poções, ambas no nosso primeiro ano, há alguma coisa errada com o senhor? O senhor parece tenso, aconteceu alguma coisa?
__Alguma coisa?! - exclamou ele, ao mesmo tempo levantou-se da mesa e começou a falar olhando para todos os lados, parecendo procurar alguém, emtão Harry viu que Slughorn não parecia tenso, ele estaa realmente muito preocupado, e pelo visto não foi somente ele e Hermione que perceberam isso, o resto da sal, exceto Rony (ele estava mais preocupado com Hermione, provavelmente rastreando alguma coisa nela, algum defeito que depois pudesse comentar com Harry) - Não, não, não está acontecendo nada comigo.
__O senhor está um pouco disperso hoje, não? - insistiu ela.
__É, só um pouco disperso, então, como eu ia dizendo, hoje como vocês têm dois tempos de poções vocês irão aprender duas poções: a poção do mata-cão e a poção... hum, a poção... hum... deixa pra lá, hoje vocês farão somente a poção do mata-cão, ela é muito difícil e provavelmente vocês vão gastar os nossos dois tempos, por favor, peguem seus materiais para a aula e começem a poção, sigam as anotações da página cinqüenta e três. Iremos dividi-la em três partes, pois ela é muito demorada.
Todos apanharam a balança para pesar, o caldeirão, a faca para cortar os ingredientes, o livro Poções muy Potentes (o mesmo livro-texto que Hermione pegara na biblioteca no segundo ano, para fazerem a Poção Polissuco) e os ingredientes. Rony folheou seu livro com uma ferocidade inexplicável. E falou para Harry:
__Você viu a Hermione Granger falando pro Slughorn que ele estava disperso? Nossa, que garota desagradável, parece que o professor nem pode ficar um pouco desligado do mundo, nossa! Ela é muito imbecil, não é Harry?
__Hum-hum. - Harry não concordava com as atitudes de Rony, ele estava ajindo com muito infantilidade! Mas já bastava por aquele dia, agora não ia mesmo falar nada com ele. A poção do mata-cão era particularmente difícil o chifre moído de arpéu era muito fedorento, não se podia deixar nenhum pozinho cair na mesa pois senão todo o pó estragava, não se podia colocar a mão, nem no saquinho do ingrediente, pois senão sua mão ficava vermelha e pesada e a pessoa não conseguia controlá-la e a mão ia sempre em direção a outros chifres moídos de arpéus o que causava um verdadeiro pandemônio. Neville deixou cair cinco saquinhos de chifre moído de arpéu, e começou a chorar como uma criança, pois, como o pozinho era muito caro (vinte galeões cada saquinho) sua vó o iria xingar muito. Rony estava tomando muito cuidado com o seu saquinho pois a Sra. Wesley o mataria se ele acabasse com o chifre moído. Harry não conseguiu que sua poção ficasse transparente como água como o Veritasserum, mas fez com que sua poção ficasse prateada bem clarinha, antes de ter conseguido terminar a primeira parte da poção, ele viu uma coisa muito estranha acontecer, os únicos a perceberem foram ele e o professor Slughorn, ele estava colocando raiz de gengibre na sua poção quando avistou no céu azul-claro um animal negro, e então parou de misturar sua poção.
Ficou olhando o animal, o bicho ia na direção da sala de aula, ele voava a toda velocidade, parecia que ia bater na parede do castelo, mas quando o bicho foi bater na parede ele simplesmente virou uma fumaça negra e um segundo depois ele estava parado perto da mesa do professor, quando o animal parou, Harry pôde ver que era um corvo e que ele trazia amarrada a perna um envelope preto amarrado com uma fita muito verde. O corvo entrou debaixo da mesa de Slughorn e começou a bicar o pé do professor, mas o homem não fez nada, parecia que não estava sentindo as bicadas do corvo. Mas, de repente, o animal voou para seu colo e esticou a perna onde a carta estava presa, o professor não gritou, provavelmente sua voz havia sumido. Slughorn, o mais devagar que pôde, desprendeu a carta da perna do corvo, quando ele fez isso, o animal virou fumaça negra novamente e desapareceu da sala de aula. Slughorn começou abrir a carta mais devagar ainda do que quando desprendeu-a, Harry viu seus olhos correrem pela mensagem, parecia que a carta não era muito grande pois quatro segundos depois ele já dobrara o papel e queimou-o com a varinha, ele olhou para os lados e então seus olhos recaíram sobre os olhos do garoto, Harry abaixou sua cabeça rapidamente, mas Slughorn sabia que o menino o estava observando desde quando tinha recebido a carta
O sinal tocou e todos saíram da sala, Hermione foi a única que conseguiu fazer a primeira parte da poção do mata-cão, Rony conseguiu fazer sua poção ficar preta e grudenta igual a um piche. Quando Harry estava quase saindo da sala de aula, Slughorn o chamou:
__Não conte a ninguém Harry, estou lhe pedindo. - o garoto resolveu fingir que não sabia de nada.
__Contar o que professor?
__Não se faça de bobo Harry, eu vi você olhando diretamente nos meus olhos. Eu não sou um completo idiota. - Harry percebeu que não adiantaria fingir que ele não tinha visto nada, além disso, decidiu tentar descobrir o que estava escrito na carta que Slughorn tinha recebido.
__Está bem professor, eu não vou contar pra ninguém, mas então me diga o que estava escrito naquela carta de tão apavorante que o senhor não quer que eu conte pra ninguém, porque eu não posso guardar um segredo sem saber qual é a informação sigilosa que eu estou ajudando outra pessoa a esconder. Hein, me diga professor, o que tinha naquela carta?
__Eu não vou te contar Harry... ah não... eu nem deveria ter te pedido pra não contar a ninguém, esquece o que eu te disse então, deixa pra lá, não é nada... - mas ele não acabou a frase, simplesmente saiu da sala de aula e pasou correndo pela porta. Harry chamou-o:
__Professor Slughorn! Volte aqui! Me conte o que houve, professor Slughorn, professor Slughorn! - mas o professor já se fora.
Harry saiu da sala e voltou para o salão principal, já estava na hora do almoço, embora ele não sentia fome alguma. Quando chegou, avistou Rony sentado a um canto da mesa da Grifinória, Harry chegou sorrateiro e cochichou:
__Você não acredita no que eu vi na aula de poções hoje e que você e os outros nem fazem idéia de que aconteceu!
__O que foi? - perguntou Rony ansioso. Harry então contou para o amigo que estivera fazendo a primeira parte de sua poção e que avistou o corvo indo em direção a parede da sala de aula, pensou que o animla ia bater, mas ele virou fumaça... Quando acabou de contar ao amigo o que ocorreu, ele boquiabriu-se e os dois ficaram sem palavras por um bom tempo. Depois, como se ele estivesse saindo de um transe, Rony disse com uma voz aguda:
__Mas o que será que estava escrito na carta dele?
__Não faço a mínima idéia. Mas, também estou muito curioso para saber. Deve ser uma coisa muito ruim para Slughorn se assustar dquela maneira.
__Mas, entre nós Harry, sabemos que Slughorn nunca foi muito corajoso, vai ser por isso ele foi diretor da Sonserina, a maioria dos sonserinos são muito covardes. Igual a Hermione Granger, não sei o que ela está fazendo na Grifinória, ela não é a toda inteligente? Devia era estar na Corvinal, eles não são cultos?
__É, é Rony. - falou Harry no tom mais monótono e intediado que já saíra da sua boca. Eles acabaram de almoçar, e foram para a aula de trato das criaturas mágicas, Harry ainda pensava na mensagem da carta. O que estaria escrito que apavorara tanto Slughorn? Chgando na sala de aula se assustou quando sentou no fundo da sala de aula e ouviu a voz do professor. Não havia nada de errado na voz de Hagrid, porque não foi Hagrid quem falou. Ao contrário da voz grave do gigante quem falou foi uma voz asmática e muito monótona: a voz do professor Binns. O fantasma estava na sua mesa, mas não tinha nenhum livro seguro em sua mãos, ele estava com os braços cruzados e disse:
__Hoje e provavelmente por uns dois meses vocês irão ter aula de História da Magia...
__Como assim professor Binns? Onde está Hagrid? Devíamos ter aula de trato das criaturas mágicas. - indagou Dino Thomas.
__Senhor Dinnorys, vocês terão aula de História da Magia e não de trato das criaturas mágicas, como eu disse no começo, hoje e provavelmente por uns dois meses consecutivos, Hagrid não está mais na escola.
Harry embasbacou-se, era a segunda vez que o amigo se ausentava da escola, o que estaria acontecendo em Hogwarts? Da primeira vez que ele não estava na escola foi por causa de uma missão da Ordem da Fênix, estaria ele novamente em uma nova missão? A cabeça de Harry estava a mil. Não era possível, o garoto tinha a nítida impressão de que as coisas não estavam andando como eram pra andar, havia algo muito errado. Será que ele devia contar para a professora McGonagall que vira três pessoas aparatarem dentro da escola? Ele começou a suar por causa das preocupações e somente ao som de um nome que o professor Binns disse fez com que o garoto voltasse a si.
__Como ficaremos dois meses iremos estudar a vida do mairo diretor que Hogwarts já teve: Alvo Dumbledore.
__Iremos estudar Dumbledore, professor? - perguntou Harry curioso.
__Sim Potter, - o nome de Harry era o único que o professor sabia corretamente, parece que quando ele deixou seu corpo e foi dar mais uma aula o nome dos seus alunos naquele ano ficaram na sua cabeça, por isso ele confundia todos exceto o de Harry. - iremos estudar o professor Alvo Dumbledore. Hoje mesmo vocês vão mandar cartas para a Floreios e Borrões pedindo o livro que acabou de ser lançado sobre o professor Alvo Dumbledore, "Alvo Dumbledore: O Começo do Fim das Trevas". Na aula de hoje iremos fazer um esboço de sua transitória vida, podem começar.
Harry não sabia de nada sobre Dumbledore, por sorte ele conseguiu ver o começo do trabalho de Hermione, que estava algumas carteiras de distância:
"Em 1.840 nasceu um dos maiores bruxos que o mundo da magia conheceu, Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore. Aos onze anos ele entra para a casa de Grifinória, na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Cem anos depois começa dar aulas de Tranfiguração e em 1.955 vira diretor.
Ele é um dos poucos de quem Voldemort teme. Nunca foi Ministro da Magia pois nunca quis deixar a direção da escola." Hermione parara de escrever e encostou a pena em seu queixo. Harry ficou olhando-a, esperando a amiga escrever mais, mas ela ficou uns vinte minutos pensando. Ele desistiu, começou a escrever a carta para a Floreios e Borrões: "Floreios e Borrões, necessito do livro 'Alvo Dumbledore: O Começo do Fim das Trevas' para uso escolar, por favor entreguem-no o mais rápido possível. Atenciosamente, Harry Potter". A aula se passou mas Harry não conseguiu copiar mais nada sobre Dumbledore, mas, para falar a verdade, ele nunca vira falar tanto assim de Dumbledore, como então eles poderiam dar dois meses de aula sobre o mago?
As horas passaram e quando Harry foi dormir uma coisa chamou sua atenção, uma coruja das torres estava voando em direção ao dormitórios dos meninos, diretamente para a sua janela, mas ao contrário do corvo, ela não virou fumaça quando ia bater na parede, Harry abriu a janela com grande esforço para que a ave não batesse, ela entrou no dormitório e olhou Mutig com grande enteresse, depois baixou a cabeça na direção da fênix como se estivesse fazendo uma reverência. Harry olhou para sua perna e viu que ela trazia uma carta, abriu-a curiosíssimo, quem teria lhe mandado uma carta? Será que era de Hagrid? Ele não conseguia pensar em mais ninguém, somente no guarda-caça-professor.
Mas não era de Hagrid, não era sequer de alguém que o admirasse, o envelope pertencia a uma mulher, ele não estava conseguindo ler pois a pessoa devia estar tremendo muito quando escreveu, além de ter derramodo na carta uma quantidade inacreditável de lágrimas, mas ele coseguiu ver no mínimo a assinatura embaixo da carta, quem lhe escrevera fora sua Tia Petúnia. Harry não acreditou no que seus olhos viam, sua desprezível tia, um Dursley, escrevera-lhe uma carta! Era como se Voldemort aparatasse debaixo de sua cama e começasse matar todos os garotos do dormitório, era simplesmente im-pos-sí-vel. Na mesma hora Harry pensou em jogá-la fora, mas Mutig soltou seu sopro mágico, que virou um bilhete, e o garoto o apanhou: Não jogue a carta fora! Você não sabe o que está escrito nela, LEIA! Depois disso, o animal soprou seu ar na direção da carta que Harry segurava nas mãos, a mensagem ficou legível na mesma hora. Harry leu com os olhos:
"Harry,
Estou muito apavorada, não sei como isso foi acontecer justamente comigo e com Duda! Foi horrível!
Nós três estávamos sentados na cozinha comendo uma torta de maçã que eu tinha preparado. Duda estava assistindo seu programa de auditório favorito na TV, Válter lia seu jornal e eu olhava o movimento da rua - Harry sabia que, na verdade, a tia não estava olhando 'o movimento da rua' mas que estava espiando os vizinhos pela janela - quando faltou energia e a televisão parou de funcionar, a rua toda se apagou, havia dado um pique de energia na nossa rua. Ficamos uns vinte minutos sem luz, Duda começou a se enraivencer porque seu programa provavelmente já estaria quase acabando, então, inexplicavelmente, a televisão ligou sozinha, os créditos finais já estavam passando e então o programa começou a ser rebobinado, como numa fita de vídeo.
Percebi na mesma hora que havia alguma coisa de errado acontecendo, a rua toda estava sem energia, exceto nossa televisão. A casa toda estava escura, nada funcionava, mas não tinha nada de errado com a televisão! Válter e eu nos olhamos e então Duda levantou da cadeira e a torta de maçã voou da mesa, ela ia cair no chão! NO MEU CHÃO! Mas... a travessa começou a levitar e nenhum pedacinho de torta sujou o meu chão limpo!
Válter soltou um berro assustador, e começou a chamar Dudoca e eu de aberrações! Ele saiu da nossa casa e Dudinha me perguntou o que estava acontecendo, então Harry, eu percebi que eu e Dudoca tínhamos feito... nós tínhamos feito... MÁGICAS!!!
Nos oriente! Nos oriente, por favor! Faça alguma coisa por nós! NOS AJUDE!!!
De sua tia,
Petúnia Evans"
O quê? Tia Petúnia e Duda, aquela orca ambulante, tinham feito mágicas?! Era ao mesmo tempo engraçado, porque as pessoas que sempre despresaram qualquer tipo de magia, também era preocupante. O que tia Petúnia esperava que ele fizesse? Não veio nada na cabeça dele, na sua opinião, ele não podia fazer nada pelos Durley. Ele deitou-se, nem tirou os óculos, amassou e jogou a carta no chão, não estava nem aí se os Dursley precisavam de ajuda, eles nunca trataram ele bem, então Harry também não iria tratá-los como se as coisas horríveis que eles o fizeram passar simplesmente nunca tivessem acontecido. Mas, quando Harry já estava dormido, Mutig soltou mais uma vez seu sopro em direção a carta que estava no chão e esta se desdobrou e foi para baixo do colchão de Harry. O garoto dormiu e não desconfiou que a carta que ele tentara jogar fora, nunca mais ia parar no lixo.
No dia seguinte Harry levantou cedo e desceu para a sala comunal, queria esperar Gina, já fazia um bom tempo que eles dois não se viam. Ficou sentado na poltrona onde sempre descansava, pensando na Tia Petúnia e em Duda. Hermione foi a primeira garota a aparecer no pé da escada. Viu Harry sentado em uma poltrona e disse:
__Ah... oi Harry o que está fazendo aqui a essa hora?
__A essa hora? São só oito e meia Mione. Não é tão cedo assim.
__Mas foi ótimo eu ter te encontrado aqui. - Harry imaginou que a amiga quisesse falar sobre Rony, pois na noite anterior eles não estudaram juntos. E acertou em cheio. - Harry, como ontem nós não estudamos, eu quero te perguntar uma coisa. Por que Rony está agindo daquele jeito comigo?
__Daquele jeito como? - tentou disfarçar Harry.
__Harry, não se faça de trasgo! Ele está me evitando. Agora ele só me chama de Hermione Granger. Ao contrário do que ele pensa, eu ouço o que ele fala de mim com você. Ele acha que eu estou respondendo as perguntas dos professores para implicar com ele, fala que eu estou me exibindo com o Vitinho, mas nada disso é verdade. O que está acontecendo com ele?
__Eu não sei Mione.
__Ah Harry, não tenta disfarçar, eu sei que você sabe.
__Não, eu realmente perguntei ele, mas ele não me disse nada, sempre foge do assunto, eu insisto mas ele nunca me fala. - foi uma daquelas vezes que Harry conseguiu mentir sem que a pessoa desconfiasse dele, porque Hermione (que sempre conseguia dectar mentiras) simplesmente disse:
__Ah não, então tá bom, se ele não quer nem contar pra você, então eu vou ter que descobrir de outro modo. Mas o que você estava fazendo sentado aqui?
__Eu estou esperando a Gina, já faz um bom tempo que não nos vemos, e como você me perguntou do Rony, eu vou te perguntar da Gina. Por onde ela anda Mione?
__Ah, pelo o que eu sei, ela está fazendo tudo direito, está indo nas aulas e tudo, ela está no castelo como todos nós.
__Eu sei que o castelo é grande, mas não tão grande a ponto de você ficar sem nem ver alguém, mesmo que de relance. Eu nunca encontro ela aqui.
__Hum... vai ver é só um desencontro, às vezes ambos andam ocupados que mal têm tempo para se verem.
__Gina, ocupada? Com o quê ela está ocupada?
__Não sei Harry, foi só uma hipótese. - nessa hora Gina apareceu na escada, estava muito pálida, tinha olheiras, parecia que não dormia há, no mínimo, uns três dias. Harry, vendo o estado de sua namorada, indagou com um tom de preocupação na voz:
__Gina, meu amor, o que houve com você? O que você tem?
__Ah... oi Harry. - respondeu a garota, incapaz de reprimir um grande bocejo. - O que você me perguntou?
__O que aconteceu com você? Você está pálida, parece que não dorme há dias!
__Ah não, meu pomo de ouro, - mais um apelido! - você também não. A Fleuma agora só vive dizendo isso pra mim o tempo todo, não começa também não, por favor.
__Gina, mas como eu não vou me preocupar, se me permite dizer, você está parecendo aquela Gina que eu conheci no meu segundo ano, aquela Gina que entrava numa espécie de transe e que era controlada por... Tom Riddle.
__Nossa pomo de ouro! Eu não estou tão ruim assim! Estou muito ofendida por esse comentário.
__Não Gina, me desculpe, eu só estava falando que você está tão pálida quanto daquela vez. Mas deixa pra lá, vamos descer pra tomar café?
__Vamos, estou morrendo de fome. - comentou Hermione de um canto da sala comunal.
Os três desceram para o salão principal, serviram-se de suco de abóbora geladinho, comeram grandes torradas, e várias outras coisas saborosas. De repente escutaram um revar de asas, o correio-coruja estava chegando. Várias corujas adentraram o salão principal, brancas, pardas, das torres e entre elas Harry conseguiu avistar Edwiges. Estava no meio de duas grandes corujas pardas, as três traziam o mesmo embrulho também em papel cor parda. Quando as três pousaram perto de seus respectivos donos (as duas corujas pardas pararam perto de Gina e de Hermione). Os três animais traziam a encomenda da Floreios e Borrões, o livro "Alvo Dumbledore: O Começo do Fim das Trevas". Harry pegou o dinheiro e depositou-o em uma das bolsinhas das outras duas corujas, Hermione e Gina fizeram o mesmo. Quando as outras foram embora, Edwiges voou direto para o corujal. A ave parecia estar preocupada com alguma coisa muito importante.
Quando Harry abriu o embrulho estranhou, os livros de magia geralmente eram bem grandes e grossos, mas este não. Ele era estranhamente fino, Harry olhou o número de páginas que tinha e teve uma grande surpresa, o livro tinha somente duzentas e oito páginas. Não demorou muito e Hermione exclamou:
__Mas o que é isso?! Este é o menor livro de magia que eu já vi na minha vida! Isto deve estar errado! Provavelmente ele está enfeitiçado com algum feitiço de redução, espera um pouco deix-me aplicar o contra-feitiço: Desreduccioum! - nada aconteceu, o livro apenas estremeceu na mesa. Hermione encarou-o perplexa. Gina comentou:
__É, esse é mesmo o menor livro de maiga que eu também já vi. Mas não fica assim não Mione.
__É, - falou Harry. - às vezes o livro é pequeno porque eles não conseguiram tantas informações sobre Dumbledore, às vezes foi isso.
__É, não sei porque estou nesse desespero todo. Deve ser isso mesmo Harry, provavelmente eles não conseguiram reunir muitas informações. - conformou-se a garota.
__Hoje temos aula de História da Magia Mione? - indagou Harry curioso, nunca senira tanta vontade em estudar história, mas estudar Dumbledore obviamente seria ótimo.
__Não, são dois tempo de herbologia com o pessoal da Lufa-Lufa, trasfiguração com os da Corvinal e Trato das Ciraturas Mágicas, com os da Sonserina.
__Ah... - lamentou ele.
Os três saíram do salão princiapl com a barriga cheia, o café da manhã estava particularmente gostoso naquela manhã. Harry e Hermione ficaram conversando sobre o livro de Dumbledore, mas não queriam lê-lo, queriam se surpreender com o que iriam aprender. Ficaram falando até que deu a hora de irem para a sala da herbologia, Harry não queria esperar Krum, ele sempre se atrasava quando não estava com a namorada, e Hermione não queria esperar Rony, então eles foram sozinhos. Quando a aula estava quase começando Rony e Krum apareceram na porta e então Harry teve que trocar de lugar, pois Rony recusava-se a sentar perto dos dois. Tudo ocorreu bem, tirando o fato de Harry ser obrigado a sentar longe de Hermione.
Quando a noite chegou Harry estava muito cansado, entrou em seu dormitório trocou de roupa, colocou seu pijama e se deitou, mas o que ele queria não aconteceu. Ele queria dormir, mas não conseguia dormir, pensava no livro de Dumbledore, decidiu que não cumprir o trato que fizera com Hermione, iria começar a ler o livro. Levantou-se, abriu o malão, cuidadosamente para não acordar ninguém, e retirou o livro. Já tinha rasgado o papel mais cedo, para ver o que Edwiges tinha levado, então só precisou abri-lo, mas quando o abriu, viu um envelope preto colocado no canto da primeira página, tinha uma coisa escrita de verde no envelope: Para o "Menino que... 'Sobreviveu'"
Sem demora ele abriu o envelope, seria uma carta do dono da Floreios e Borrões? Mas mesmo se fosse, por que ele escreveria "Menino que... 'Sobreviveu'"? A carta estava escrita com uma tinta vermelha, ou não seria tinta? Harry aproximou os olhos da mensagem e quase soltou um grito, não soltou porque a voz lhe tinha escapado na hora. Estava escrito com a mesma "tinta" que Dolores Umbridge o fizera escrever a frase: "Não devo contar mentiras". Porém, Dolores Umbridge não o tinha mandado escrever com tinta alguma, tinha mandado lhe escrever com o próprio... sangue! Aquilo era sangue, e parecia que ainda estava fresco, que tipo de sangue era aquele que não secava?
Harry ficou com medo de ler a carta, alguém que escrevia com sangue, não podia ser do bem, mas quem teria estômago para escrever? A carta dizia:
"Caro Harry,
Ora, estou com saudades. Espero que nosso encontro aconteça logo, logo. Tenho tantas coisas para fazer sabe? Armo planos e mais planos, e tento escolher qual seria o melhor, mas não é uma tarefa fácil.
Queria lhe dar os pêsames, não tive oportunidade. Primeiro quero lhe dar os pêsames pelo seu querido padrinho, Sirius Black. E também por aquele garoto, sei que ele não era seu parente, mas sei o quanto você sentiu a morte dele, Cedrico Diggory, não é esse o nome dele? Mas não faz importância mesmo, ele já morreu. Mas, a última morte, foi a mais triste não é, até eu mesmo chorei sua perda, era um grande homem o Dumbledore, pena que era um amante de trouxas, mas já estava na hora dele mesmo, mais cedo ou mais tarde o velho gagá nos deixaria.
Mas o que eu relamente quero lhe perguntar é se você já parou pra pensar nessas mortes, você já parou pra pensar? É porque elas todas, exceto a de Dumbledore, aconteceram por sua culpa. Sirius não teria morrido se você soubesse distinguir os sonhos, da realidade. Se seu ato humilde de tornar Cedrico um campeão de Hogwarts, não tivesse se concretizado, ele não teria ido pra outra dimensão, mas a morte de Dumbledore não, essa não foi sua culpa, ele foi tolo o bastante para não se defender.
Mas a morte que eu vou mais sentir falta será a de um garoto, sabe de quem? A SUA MORTE! Mas vamos esquecer isso, é um assunto muito chato. Bom, você deve estar se perguntando como eu sei de tudo isso não é? Simples Harry, muito simples. Eu sei de tudo isso, porque... não adianta tentar esconder as coisas de mim, porque eu sei, EU... SEMPRE... SEI!"
Harry largou a carta enm cima da cama, horrorizado. Mutig, soltou seu sopro e um bilhete se materilalizou. Harry não o pegou, mas o bilhete foi até sua direção e parou na direção de seus olhos, ele leu: "Sempre achamos que não tem jeito, mas Voldemort sempre se supera!"
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