Um Grande Problema.



Hannah Burnett: Aaai. obrigada mesmo! :*

Danielle Weasley Potter: OIASHOIAHSOAISOAIO ,depois de taaaaanto tempo, eu finalmente atualizei. Mas eu vou entender perfeitamente se quiser me matar *medo* OIHSIOAHSIOAHSO, obrigada, beijo!

Gabi condurú: Bom, se você esperava um beijo do Harry e da Gina..ah, não posso estragar o capítulo. Mas acho que vai gostar dele...OISHASHASO. e realmente bateu um surto mesmo, tava completamente sem idéias. e obrigada pelos elogios, não sabe o quanto eu to feliz em saber disso!

maionese: ok, também vou entender perfeitamente se vocês fizerem greve. oihsoaihsoiahsoiashaosaisho, e nãããão, não esqueci de vocês! é que a criatividade foi dar uma voltinha e esqueceu o caminho de volta.. em resumo, fiquei completamente sem idéias. Mas consegui, e espero que o capítulo esteja bom, e que tenha valido a pena toda a espera de vocês :D

Priscilla: Aquiii, finalmeeente!

Alana Santos Donola Quaresma: sério que é uma das melhores? MESMO? *cai pra trás da cadeira, sai correndo e se joga na parede* aaaaaaaah! *-*

MarciaM: sim, sim, ele também trouxe de volta minha inspiração! desculpa por todo esse tempo de espera, e esse capítulo promeeete! oiashaoihsoiahsioas, beijos!

Gê Gehrke: que nada, todos os comentários são ótimos pra mim! obrigada por acompanhar a história, de verdade *-*

Lúthien: Pronto, pronto, tá aqui! *-*

Jeh: Ai, levei carão :~
oiahsaiohsoasihahsoiahsoias, pronto, tá aqui finalmente :D

Tucca Potter: sim, sim, os dois seriam Harry e Gina, mas um seria meio trágico :x
oiahsioashahsahsoiaoisa, não posso falar mais nada!

llua: obrigada moça!

Vitoria.Potter: que booom então! como eu disse à tucca, seriam sim, mas um seria meio trágico :D

André Maia: mesmo? ah, obrigaada! também espero que eu consiga :S
beeeijo :*

Mandy Malfoy: minha fã? AEAEAEAEAE! oaihsahsioahsiahshaois, pode deixar, prometo que passo lá :D

Mari Macedo: oaishahsoaihsioahsoiahsoiahsahoishaoishaoishoaisaoaoisho, tá aqui a verdadeira consequência então!
nooossa moça, você não sabe o quanto seu comentário me deixou feliz, de verdade! não sabia que podia tanto! obrigada mesmo, beijos *-*


Abriu os olhos e sentiu a claridade bater abruptamente. Fechou os olhos imediatamente devido ao reflexo. Uma dor de cabeça lancinante pareceu atingir-lhe.

- Ai! – gemeu colocando o lençol sobre o rosto. Afastou-o aos poucos e olhou em volta. – Mas o que...?

Ouviu a porta abrir devagar e fechar com um estampido. Passos pequenos e rápidos iam em sua direção.

- Gina! – gritou Mel, prolongando o grito. Gina levou as mãos à têmpora, rezando para que sua cabeça não explodisse. – Gina! Gina!

O grito de Mel era tão alto que poderia acordar todos nos quartos vizinhos, pensou Gina. A não ser que...

- Mel, que horas são? – perguntou a ruiva sentando com dificuldade, os olhos semi cerrados devido à claridade.

- Bom, da última vez que perguntei ao papai, porque sabe, aqueles tracinhos me confundem toda, eram nove e meia...

- O QUE? – gritou procurando desesperadamente o relógio na mesa de cabeceira. Eram dez horas. Então sentiu uma dor forte na cabeça, como se o teto tivesse caído sobre ela. – Ai!

E despencou na cama, puxando o lençol sobre o rosto novamente. Mel olhou-a com atenção; não parecia bem.

- Gina, você está bem? – perguntou a garotinha puxando a ponta do lençol da ruiva e espiando embaixo cautelosa. – Você não está doente, está?

- Estou apenas com um pouco de dor de cabeça Mel, nada demais...

- Então está doente! Não se preocupe, vou chamar papai, ele saberá o que fazer – disse eficiente, correndo em direção à porta e pegando o coelhinho de pelúcia de jogara ali momentos antes.

- O q-que? – atrapalhou-se a ruiva – N-não Mel, não é preciso...

A porta fechara.

- Ah não, ah não, ah não... – murmurava passando as mãos nervosamente pelas mechas ruivas.

Agora Harry faria perguntas. Perguntas embaraçosas. Perguntaria o que andara fazendo na noite anterior para ficar nesse estado, e então... Espere. O que andara fazendo? Sentou-se na cama e olhou para o vazio, tentando lembrar. Tudo bem Gina, acalme-se, pensou.

Tivera um sonho ruim e resolveu descer para tomar algo. Então tomara mais do que deveria e começou a sentir-se tonta; queria voltar para a sua cama, mas as forças das suas pernas pareciam ter se esvaído. Então Jack aparecera e...

Oh não. Oh merda. Oh droga.

Beijara Jack!

- Que droga, como pude fazer isso com ele? – gritou Gina consigo mesma, batendo com força no colchão.

O que deveria fazer agora? Tudo bem Gina, pense, pense... Tinha que sair dali. É. A qualquer momento Harry apareceria na porta e faria perguntas que Gina não podia responder.

Desceu da cama de um salto e sentiu sua cabeça latejar. Talvez estivesse parecendo ridícula fazendo tudo aquilo, mas no momento não conseguia pensar em nada melhor. Correu para a porta e a abriu, espiando o corredor para verificar se estava vazio. Saiu na pontinha dos pés, sentindo a frieza do chão. Então acelerou o passo e quando menos esperou estava correndo pelo corredor em direção à escada.

Seu quarto nunca parecera tão distante da escada como agora; então finalmente avistou-a no fim do corredor. Acelerou o passo, e notou que corria desesperada para alcançá-la. Então seu pé prendeu em algo; sentiu seu rosto bater na madeira do piso.

- Ah! - deixou escapar um gritinho agudo. Olhou para os pés e viu o coelhinho de pelúcia de Mel. Levantou desajeita, e continuou caminhando escorando-se na parede, tonta e cambaleando.

- Gina, está... Tudo bem?

- AH! – levou a mão ao peito – Nunca-mais-faça-isso.

Harry estava ali, atrás dela, olhando perplexo para a ruiva. Gina piscou os olhos para limpar a visão, ainda embaçada em conseqüência da queda. Não, não podia deixar Harry perguntar nada. Ou melhor, falar nada. Seria um desastre se ele soubesse...

- Ah...Certo. Só queria saber se está tudo bem. – respondeu confuso.

- Er... Tudo, claro. Tudo... – e começou a andar novamente, sem olhá-lo. Apertou o passo novamente, e viu-se correndo escada abaixo.

- Gina, espe... Gina!

Tudo bem, conseguira evitar Harry, pensou. E agora, pra onde ia? Começou a andar sem rumo, deixando-se levar. Tudo bem, não vamos entrar em pânico, pensou novamente. Beijara Jack e... Talvez ele tivesse bebido também. Isso. Talvez ele nem se lembre! E se lembrar... Bem, não dará importância. Afinal, fora ela que beijara e... E ele correspondera. Céus, ele correspondera! Certo Gina Weasley, ache-o se quiser evitar uma grande confusão. Levantou o rosto, que até então estivera vidrado no chão, e viu-se à porta da cozinha. Agora era só procurar por...

- Gina?

Péssima mania dos homens de assustá-la. Péssima.

- J-Jack. – falou ofegante. – Eu estava, ah, procurando você.

- Bom, então... achou. - disse desconcertado.

- É que... É que eu... – um grupo passou conversando animados ao lado deles, e o rapaz aproximou-se, percebendo o desconforto da ruiva. – Eu... B-Bem, queria falar sobre... Ontem.

Jack fitou-a por alguns segundos. Em seguida colocou as mãos nos bolsos e baixou os olhos para os sapatos.

- Olha Gina, me desculpe, eu...

- Não! Jack, eu que tenho que pedir desculpas, a culpa não foi sua! – olhou-o
ofegante, com o semblante aflito, esperando uma resposta.

- Gina, você estava bêbada. Não sabia o que estava fazendo. Não foi a intenção nem... Queria que isso acontecesse, mas de certa forma, me aproveitei da situação. – falou depois de algum tempo. Então tentou explicar novamente. – Bem, não que eu tenha me aproveitado, digo em outro
sentido...

- Entendo.

O rapaz suspirou, tentando encontrar as palavras certas.

- Olha, me desculpa Gina, de verdade. Nunca fui muito bom com as palavras, mas eu sei que eu realmente deveria ter controlado esse impulso.

- Não, está tudo...

- Não Gina , não está! – suspirou frustrado, passando a mão pelo cabelo. – Olha, preciso lhe pedir uma coisa.

- O que quiser. – disse compreensiva, abrindo um pequeno sorriso. Porém ele manteu-se sério.

- Gina, eu... Preciso me afastar um pouco.

- O-O QUE?

- Olha...

- NÃO! – a ruiva colocou as mãos em seu ombro – Jack isso não está certo! Não posso perdê-lo por causa de uma besteira que eu fiz!

- Gina, por favor, já disse que você não teve culpa! – disse ele tirando as mãos dela de seus ombros – Me escute. Eu... Eu nunca falei nada parecido a alguém antes. No momento em que eu mais precisei você me ajudou. Você me acolheu na sua casa, e acabou se tornando uma grande amiga e uma das pessoas mais especiais pra mim. O tempo foi passando, e a cada dia estávamos mais próximos. E... E então quando eu via você conversando com algum cara, eu sentia algo estranho. Como se eu quisesse protegê-la do resto do mundo. Então, o sentimento que eu tinha por você foi... Foi crescendo. E me desculpe por não ter conseguido controlá-lo ontem. Agi apenas por... Amor.

A ruiva abriu e fechou a boca várias vezes, mas não conseguia emitir som algum. Sentiu seu olhos queimarem.

- Você me ajudou e me acolheu quando eu mais precisei – continuou Jack – Então saiba que também estarei aqui se você algum dia precisar. Durante todo esse tempo eu me mantive ao seu lado, mas agora eu preciso de um tempo pra pensar Gina. Pra cuidar um pouco de mim. Mas sempre estarei olhando por você. Nunca vou te abandonar, minha flor.

Deu-lhe um beijo na testa e saiu de cabeça baixa. Jack sempre a chamava de flor quando estavam a sós; segundo ele, a ruiva tinha a mesma beleza, o mesmo encanto, e o mesmo perfume. Ficou parada durante alguns minutos, encostada na parede. Precisava subir, tomar um banho e trocar de roupa; mas suas pernas não obedeciam. Não acreditava no que estava acontecendo. Não podia ter perdido seu maior amigo. Começou a caminhar lentamente por um corredor que normalmente era vazio, pois levava aos fundos da casa. Olhou para a esquerda, e viu um espelho antigo, um pouco manchado pelo tempo. Então deparou-se com seu reflexo banhado em lágrimas.
______________________

Desceu as escadas preocupado, perguntando-se porque a ruiva trancara-se em seu quarto o dia todo, e era quase noite. Estavam todos reunidos na sala, prontos para o que parecia uma sessão de cinema. Os rapazes estavam sentados no sofá, discutindo algo alegremente e rindo alto; as garotas, no chão. Harry sentou-se ao lado de Samantha e Jane, que narravam algo para Kath bastante empolgadas.

- Alguém tem notícias de Gina? – perguntou puxando uma almofada de alguém sentado no sofá.

Sam e Jane se entreolharam, e riram baixinho.

- Eu disse algo errado ou vocês que resolveram fazer o favor de se matarem toda vez que se vêem? – disse com um sorriso maldoso, fazendo as duas fecharem a cara. Harry gargalhou – Vocês sabem que eu estou brincando meninas. Mas ainda acho que há algo errado.

Sam e Jane entreolharam-se novamente e desviaram para Kath; esta estava com um semblante melancólico. Isso apenas serviu para deixar Harry mais preocupado ainda.
- Falem logo. – disse sentindo a garganta seca.

Jane riu baixinho.

- Não se preocupe Harry, não é nada ruim. – disse sorrindo. – é sobre Gina.

- Vimos ontem ela e Jack no bar à noite, e... – Sam olhou para a irmã.

Harry sentiu um nó na garganta. Não podia ser o que estava pensando, não podia... Mas o que estava acontecendo com ele?

- E o que Sam?

- E eles estavam se beijando! – completou Jane, com um enorme sorriso. Kath baixou os olhos e fitou os pés, que estavam encolhidos junto ao seu corpo.

Não podia ser. Não era possível. Gina jamais faria isso. Ela não amava Jack, tinha certeza daquilo, eram apenas amigos, só isso...

- V-vocês tem mesmo certeza disso? – perguntou tentando engolir, mas o nó na garganta não permitia.

- Claro que temos Harry – respondeu a morena sorrindo. – E depois disso ele a levou nos braços para o quarto. Não parece coisa de filme Harry? Queria que isso algum dia acontecesse comigo, deve ser tão... Ei, onde você vai? Ha-Harry!

O moreno levantou-se, jogando a almofada longe. Queria andar por aí... Ou melhor, queria sair daquele lugar que no momento parecia empestado com um perfume floral que o inebriava, penetrava em seus pulmões e parecia bater no coração, causando-lhe uma dor aguda. Sentia sua garganta doer, e engolir já não era mais possível. Pôs as mãos no bolso da calça, e sentiu seus dedos envolverem algo fino e frio. Pegou as chaves e segundos depois sentia o vento gélido que varria o jardim.

Entrou no carro sentindo o nó na garganta aumentar, e seus olhos queimarem. Ligou o som do carro no volume máximo, e acelerou pela estrada de terra. Queria apenas sair sem rumo àquela noite, e quem sabe esquecer o que aconteceu.
Seguiu alguns minutos pela estrada de terra, até entrar na avenida principal; dirigiu ao que parecia até o subúrbio, onde encontrou um bar com aspecto antigo, porém sociável. Parecia mais uma lanchonete, e Harry pôde ver através do vidro algumas pessoas com chapéus em forma de cone e vestes longas. Havia bruxos ali. Mirou seu reflexo no retrovisor, ajeitando o cabelo sobre a cicatriz e enxugando o filete de lágrima que teimava em deslizar pelo seu rosto. Desceu do carro, enfiando a chave no bolso novamente.
___________________________

Abriu os olhos bruscamente, e procurou distinguir algo na penumbra. Seu estômago doía, e sua cabeça latejava devido à fome. Levantou-se da cama e procurou a parede oposta, tateando à procura do interruptor. Ascendeu a luz e procurou o relógio na mesa de cabeceira; eram três da manhã.

Com certeza não havia ninguém acordado, então poderia andar livremente sem ser bombardeada de perguntas; afinal saíra correndo de manhã pela casa à procura de Jack, e muitos ficaram confusos. Abriu a porta com cuidado, e desceu as escadas silenciosamente. Sentiu seus pés tocarem o chão gelado e percebera que na pressa de comer, esquecera de se calçar. Correu na pontinha dos pés até a cozinha, e ascendeu a luz pronta para atacar a geladeira quando o avistou. Ali, em cima da mesa retangular e comprida, encontrava-se no centro, uma caixa de morangos. Gina correu e ficou de joelhos na cadeira, puxando a caixa para si. Parecia que alguém havia mexido antes e esquecera-se de guardar. Há quanto tempo não comia morangos! Lembrou das tortas e doces que sua mãe fazia, e a família se reunia nas tardes de domingo no jardim, para degustá-los... Pegou o maior que pôde achar e deu uma grande mordida.
_________________________

O relógio marcava três e meia, não era à toa que as ruas estavam desertas. Depois de avançar alguns minutos pela estrada de terra, finalmente chegara a casa. Sentia-se completamente tonto, e nem sabia como conseguira dirigir.

- Veja pelo lado bom Harry, você só bateu em duas árvores. – disse o moreno a si mesmo, inclinando-se sobre o volante para olhar a frente do carro. Estava totalmente amassada. – É, poderia ter sido pior.

Desceu do carro e dirigiu-se à porta, remexendo os bolsos à procura da chave. Tentou encaixá-la na fechadura, mas sua visão estava desfocada; apoiou-se na porta e suspirou, sentindo o cheiro de álcool. De repente lembrou-se do motivo de estar bêbado; seus olhos queimaram. E sem se importar com a hora, sem se importar se acordaria todos, bateu na porta.

- ALGUÉM! ALGUÉM ABRA!

Afinal, não haveria outro jeito de entrar.
_________________________

Estava comprovado que não havia fruta melhor que morango. Já estava ali há meia hora e a caixa estava praticamente vazia. O silêncio marcava a madrugada, sendo interrompido apenas pelo tic tac do relógio na parede.

Enquanto comia, lembrava do que havia acontecido com Jack e do que falara. Ele disse que estaria ao seu lado para o que precisasse. E se... Tentasse com ele? E se fosse o melhor a fazer? Ele a amava, e ela poderia aprender a amá-lo também com o tempo...

- O que está pensando Gina, você nunca conseguiu aprender a amar alguém antes; agora não será diferente. – disse a si mesma, sorrindo tristemente.

Só amara uma pessoa em toda a sua vida. Alguém que roubava todo o seu ar, alguém que fazia seu coração bater frenético, alguém que fazia suas pernas tremerem loucamente, alguém cujos olhos eram impossíveis de se esquecer. Alguém que ainda, depois de tanto tempo, a fazia sentir-se assim.

- Pare com isso. – disse passando a mão nos cabelos ruivos, soltando um longo suspiro. – Você o esqueceu, você não pensa mais nele, é passado, apenas passado...

TOC TOC TOC.

Saltou da cadeira com o susto que levara. As batidas recomeçaram. Agarrou a caixa de morangos e saiu depressa para a sala. Procurou pelo seu revólver, mas percebeu que estava de camisola.

- ALGUÉM! ALGUÉM ABRA! – gritou alguém do outro lado.

Então reconheceu a voz. Mas o que ele estava fazendo de madrugada fora de casa?

- Por favor - a voz do moreno estava falhando – por favor, alguém, por favor...

Poderia ser alguém se passando por ele, poderia ser uma armadilha, mas algo a levou a abrir a porta. E lá estava ele, apoiado no portal, a camisa quase totalmente aberta, os cabelos mais despenteados que nunca, e os olhos, vermelhos e inchados, levemente molhados. Então Harry cambaleou para dentro segurando-se nas paredes; permitindo que Gina fechasse a porta às suas costas. Tentou andar, mas sua cabeça girava loucamente. A ruiva jogou a caixa com os morangos restantes no sofá, e correu para ajudar o moreno que acabara de colidir com um abajur.

- O-o que aconteceu com você? – perguntou começando a se desesperar. Passou um braço do moreno pelo seu ombro e segurou-o pela cintura.

Sentiu o ar fugir de seus pulmões e suas pernas tremerem. Desde quando se reencontraram não haviam ficado tão perto. Harry levantou o olhar para o de Gina, e ela percebeu que ele a olhava cheio de mágoa.

- Porque ele? – sua voz estava falhando – Porque ele Gina?

- O q-que? – perguntou alarmada.

- Porque o Jack? – falou com a cabeça caindo no ombro da ruiva, que sentiu o cheiro de álcool.

- Por Deus Harry, você está bêbado... – falou num sussurro, tentando controlar seus impulsos, e sentir a respiração quente do moreno sem eu pescoço não ajudava em nada.

- Sério? – respondeu sarcástico. Incrível como ele conseguia ser irritante até bêbado. Então olhou para o sofá, onde a caixa com morangos estava jogada. – Morangos. Comprei para você... Mas você não desceu o dia todo, então Jane os atacou.

Gina não respondeu nada; estava pasma demais para isso.

- Odeio quando você engole a língua. – falou irônico.

Então a ruiva sentiu uma raiva enorme, e teve a sensação que não tinha nada a ver com a ironia de Harry.

- O que você achou que estava fazendo Harry Potter? – perguntou ela enquanto caminhava lentamente à escada, sua voz aumentando de volume a cada passo – dirigindo bêbado! Você sabe que horas são? São praticamente quatro da manhã! Você não pensou no que podia ter acontecido?

Harry deu um sorriso torto, então falou numa voz arrastada:

- Mas eu só bati em duas árvores então...

- O QUE? – perguntou pulando um pouco de susto – V-VOCÊ ESTÁ FERIDO?

Então começou a procurar alguma parte ferida em seu rosto, passando a mão pelos seus cabelos jogados sobre o rosto, enquanto Harry apenas olhava fixamente em seus olhos. Achou um corte acima da sobrancelha, e desesperou-se.

- Ah meu Deus, você está ferido. – disse passando o dedo na sobrancelha do moreno. Então o encarou, sentindo suas bochechas queimarem ao perceber o olhar dele – E porque você não me responde?

- Porque eu queria sentir seu toque ao menos uma vez.

A ruiva sentiu um grande aperto no peito, e um nó formou-se na garganta. Ficou difícil respirar e uma lágrima deslizou pelo seu rosto. Esse não era o Harry frio e calculista. Era o Harry de antes. O Harry pelo qual se apaixonara.

- Você n-não sabe o que está falando, está bêbado. – disse sorrindo tristemente, olhando para o lado oposto da sala para que ele não pudesse ver seu rosto. Então começou a subir as escadas – Precisa de um banho frio.

Ele estava ali. Ela sabia que o antigo Harry escondia-se em algum lugar, esperando o momento certo para aflorar novamente. Sentiu uma felicidade, misturada com a dor, seguida do desespero. Porque se importava tanto com ele? Porque sentiu-se tão feliz em saber que Harry continuava o mesmo? Porque sentiu tanto medo de perdê-lo?

“Mas você não o tem Virgínia. Não poderia perdê-lo.” Disse uma voz em sua mente.

- Você ainda me ama.

Sentiu um solavanco no estômago e parou abruptamente no meio da escada. Ignorou o que ele disse e continuou a avançar ao topo.

- Você não ama Jack. – ele insistiu; mas a ruiva continuou calada. Então disse com a voz suplicante: – por favor, não me ignore. Diga alguma coisa.

- O q-que Jack tem haver com isso? – foi a única coisa que conseguiu pensar, e também era a única também que não entendia.

- Vocês não estão juntos - perguntou como se implorasse por uma resposta novamente. – Estão?

Gina suspirou e engoliu em seco. Finalmente haviam chegado ao topo da escada, e começado a avançar pelo corredor rumo ao quarto do moreno.

- Vocês estão mesmo juntos então? Porque não me diz nada? – falou alto, sua voz ecoando pelo corredor vazio enquanto a ruiva empurrava a porta do quarto.

- Shiiiiii! Assim você vai acordar todos! – fechou a porta e o conduziu para o banheiro. – Você precisa de um banho Harry, e depois precisa cuidar desses ferimentos. Olha só o seu estado...

- Se preocupando agora? – falou ele. Será possível que nem depois de um acidente ele pararia de ser insuportavelmente irritante?

- Não me teste. – respondeu a ruiva empurrando a porta do banheiro e a fechando com o pé, enquanto segurava Harry.

- Porque se irrita tão facilmente comigo? Aposto que com Jack não é assim.

Então Gina o soltou e ele apoiou-se na pia.

- Vá para o inferno Potter. – respondeu enquanto retirava alguns vidros de perfume da pia, onde Harry se segurava para não cair.

- Você também não o manda para o inferno que...

- CALA ESSA BOCA! – gritou jogando o vidro que estava em sua mão no chão.

Então um silêncio pairou sobre eles. Gina encarou a porta, ofegando de raiva, enquanto Harry continuava a se apoiar na pia, lutando para não cair. Insuportável. Era isso que ele era. Um insuportável metido. Puxou a porta abruptamente, pronta para sair.

- Você vai me deixar aqui? Assim, bêbado? – perguntou o moreno escorregando um pouco, e forçando-se a ficar em pé novamente.

Gina o encarou espumando de raiva, e bateu a porta com força.

- Você é um insuportável. – disse o ajudando a levantar.

Harry abriu um sorriso triste.

- Você vai me dar banho?

Gina ficou escarlate. Encarou o box do banheiro, em seguida olhou desconcertada para Harry, que exibia um pequeno sorriso magoado, e ao mesmo tempo, terno.

- Fica s-só de... – sentia-se patética por estar gaguejando tanto. – De...

- De cueca? – completou; e sem esperar resposta, começou a tirar as vestes.

A cada movimento dele seu corpo queimava, pedindo para estar tão próximo do dele uma vez mais; respirar estava mais difícil que nunca, seu coração batia acelerado, como se quisesse saltar para fora de sua boca, seu corpo estremecia cada vez mais, sua boca estava seca, suas pernas tremiam tanto, que nem sabia como ainda se sustentava em pé. Então passou seu braço novamente pela cintura dele, e o conduziu para o chuveiro. Sentiu alguma coisa fria roçando em seu ombro descoberto, e deu um leve tapa para espantar o que quer que fosse.

- Não faça isso – disse o moreno em seu ouvido, e segurou algo pendurado em seu pescoço – É importante pra mim.

Gina o soltou e o pôs abaixo do chuveiro, o ligando.

- O que é importante pra você? – perguntou verificando a temperatura da água, e em seguida encarou Harry, que ainda segurava o objeto em seu pescoço.

Ele desviou o olhar dela e olhou para a própria mão, a qual abriu lentamente, revelando um pequeno objeto prateado em forma de H.

- O p-pingente – falou mais confusa que nunca – Você a-ainda o tem.

Harry encostou-se na parede.

- Eu nunca o tirei.

- Nunca? – ele balançou a cabeça, então a abaixou, e ficou contemplando os pés, enquanto a água deslizava pelo seu corpo.

Gina ficou olhando fixamente para os cabelos negros, que no momento escondiam seu rosto. Então ele levantou os olhos para a ruiva.

- Porque ele Gina? – perguntou com a voz falhando, como que estivesse à beira das lágrimas. – Porque?

- Harry – respondeu, dando alguns passos para trás. A proximidade dos dois estava perigosa. – Você está bêbado, depois nós podemos...

Então pegando a ruiva de surpresa, ele deu um impulso na parede e segurou seu pulso, a puxando para mais perto e a colando na parede.

- Não, por favor - disse aproximando os rostos. Gina tremia da cabeça aos pés, e se Harry não a estivesse segurando na cintura, ela tinha certeza que estaria estatelada no chão. Estavam agora embaixo do chuveiro, e ela sentia sua camisola colar-se ao corpo; um frio percorreu sua espinha, e teve a impressão que não tinha nada a ver com a temperatura da água. – Deixa...

- Deixa o que? – seus corpos colaram-se, e ela percebeu que seu coração não era o único que parecia querer pular para fora.

- Deixa eu... – a respiração de Harry estava tão ofegante quanto a sua, o impossibilitando de formar as frases. Então acariciou o rosto da ruiva, passando o polegar pelos seus lábios.

- Deixa eu te sentir. – E a beijou.

Fora de diferente de tudo que já havia experimentado. Uma corrente percorreu seu corpo, e sentiu seu coração batendo intensamente de felicidade. O beijo de Harry era doce e terno, mas ao mesmo tempo ele parecia querer retomar o tempo perdido. Ele a beijava com vontade, amor, paixão, carinho, saudade, mágoa, tristeza, tudo ao mesmo tempo. “Meu Deus, um pessoa não pode sentir tudo ao mesmo tempo, explodiria”, pensou. E de fato, parecia que estava explodindo; seu corpo gritava cada vez mais para não quebrar o contato, que era o que sua consciência dizia. Gina passou um braço pela sua nuca e acariciou seus cabelos negros, enquanto ele a abraçava carinhosamente pela cintura. A ruiva sentia um calor devastador percorrer seu corpo; os lábios dos dois não se desgrudavam, satisfeitos com o toque um do outro, e as línguas dançavam livremente.

Harry não agüentava mais vê-la rindo e não poder estar ao seu lado. Não agüentava mais vê-la preocupada e não poder reconfortá-la. Não agüentava mais olhar para seus lábios e não poder tocá-los. Precisava acabar com aquela dor que o corroia por dentro; então a beijou. Sentiu o doce sabor de morangos invadir sua boca, e uma onda de felicidade percorreu seu corpo. Tudo estava girando, estava a ponto de cair, mas não se importou. Precisava senti-la perto. Então de súbito, a ruiva o empurrou levemente, e saiu rapidamente do box.

- Eu vou... Vou... Chamar Kath. Ela sabe cuidar de ferimentos melhor que eu. – Então saiu disparada.

Harry a ouviu esbarrar em algo em seu quarto, e a porta fechar violentamente. Ela se fora. E ele não a impediu.

______________________

Correu pelo corredor, tropeçando nos próprios pés e ofegando como uma louca. Como as coisas chegaram a esse ponto? Notou a porta do quarto de Kath na penumbra, e a empurrou com força, fazendo com que a loira acordasse sobressaltada.

- O que? Gina, o que houve? – e vendo como a ruiva estava encharcada e ofegava violentamente, desceu da cama e correu para ascender a luz. – Por Deus, você está bem?

- Estou... Estou... – Então recuou para a porta. – Kath, Harry precisa de você, chegou a pouco com um ferimento, então achei que você seria a pessoa ideal para ajudá-lo.

- Sei, vou lá agora mesmo então, mas porque você...

- Desculpeacordá-laeboanoite! – e bateu a porta.

A loira ficou parada no mesmo canto por algum tempo, perplexa. O que quer que tenha a deixado tão perturbada assim, descobriria mais tarde; agora era a vez de Harry.

Caminhou com passos largos e dobrou o corredor, vendo a fresta de luz que saía do quarto do moreno. Bateu de leve duas vezes na porta, e a empurrou. Harry estava sentado na cama, enrolado nua toalha e com a cabeça entre as mãos.

- Harry? – ele não levantou a cabeça nem deu sinais que tinha escutado.

A loira fechou a porta com cuidado, e sentou-se ao lado dele na cama.

- Harry – perguntou cautelosamente – Você...quer me contar algo? Aconteceu alguma coisa?

Então ele levantou a cabeça, mas não a olhou. Em vez disso, fixou o olhar em um ponto à sua frente.

- Não. Nada que não deveria ter acontecido.

_________________________

AEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAE!

consegui, acabei o capííííííííítulo! embora sem um pingo de criatividade pro título ¬¬
mas eu vou ententer perfeitamente se alguém quiser me linchar. Primeiro por ter passado tanto tempo sem postar :S
segundo pela grande confusão que eu armei pra eles.
OIHAOSIAISHAISHOAIHSOIAHSOIAHSO
maaaaaaans, espero que tenham gostado, de verdade! *-*
aaai, quanto carão eu levei nos comentários :S
mas adoro levar bronca de vocês! :D
obrigada por todo esse tempo de espera gente, de verdade. O capítulo já estava quase concluído há uma semana pra falar a verdade, mas a depressão pós-relíquias da morte me impediu de continuar :S
obrigada demais, de novo. :D
comentem, e beijos!

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.