À procura de um amigo.
Alana: kkkkkkkkk, pronto, já atualizei. Desculpe se demorei muito, mas eu to realmente atolada de coisas, por ex, estou na semana de provas mas eu to aqui na Floreios postando. kkkkkkk, espero que goste do cap. beijos ;@
Doug: Obrigada! é muito bom saber disso ;D
beijos ;*
Anya: Atualizei! atualizei! atualizei! atualizei! atualizei! atualizei! kkkkkk, bom, nesse cap, uma das suas suspeitas irá se confirmar...só nao digo o que é! tem que ler pra descobrir!kkkk, bjs ;*
bom, o que eu posso dizer do cap? hum...não vai haver ação, isso eu vou deixar pro proximo (olha como eu sou boazinha, nao era pra mim ter dito que vai ter isso no proximo xD)kkkkkk, nesse vocês vão conhecer a vida do Harry, já que os 3 primeiros caps. foram sobre a Gina. tomara que gostem! boa leitura e beijos ;*
________________
Mal se deitara e já amanheceu. Parecia que havia dormido apenas alguns segundos. A claridade invadia o quarto pelas cortinas alvas, mas o Sol se levantara a pouco tempo.
Harry revirou-se na cama tentando adormecer novamente, cobrindo o rosto com o travesseiro, mas de nada adiantou. Desistindo, levantou da cama passando a mão pelo rosto para espertar. Sentiu uma dor de cabeça aguda; talvez tivesse exagerado um pouco com a bebida na noite anterior.
O moreno caminhou pelo corredor silenciosamente, a fim de não incomodar. Sua intenção agora era tomar um banho quente para relaxar. Passou por vários quartos, e já estava chegando ao banheiro quando passou pelo de Mel. A porta estava entreaberta, e a menina estava deitada com Ferdinando, o gato, ao seu lado. Já ia passando direto quando ouviu soluços. Parou à porta do quarto da filha para escutar melhor; novamente soluços. Harry suspirou; não suportava ver sua filha triste.
Abriu cuidadosamente a porta do quarto e caminhou silenciosamente até a filha, que parecia não ter notado a presença dele. Sentou devagar ao lado de Mel, que estava virada para o lado oposto, mas percebeu o movimento do colchão, e segurou o choro e os soluços. Harry acariciou os cabelos da filha por algum tempo, sem dizer nada. A garotinha também se manteve calada.
- Mel, não vai olhar para mim? – perguntou Harry baixinho, em tom carinhoso.
A menina virou-se devagar, deixando a vista o rosto manchado pelas lágrimas e olhos vermelhos. Harry percebeu que ao lado dela havia uma foto virada para o colchão.
- O que aconteceu, meu anjo? – perguntou ele enxugando o rosto molhado da filha.
Mel pareceu hesitar, mas decidiu falar. Sentou-se na cama devagar e abaixou a cabeça.
- É que... Sinto falta deles.
Harry sentiu um enorme aperto no coração. Ninguém pode preencher o lugar de alguém amado. Ele mais do que ninguém sabia disso. Abraçou a filha e beijou-lhe a testa. As lágrimas começaram a brotar novamente nos olhos da morena.
- Sei como deve estar sendo difícil para você Melody. Eu também já passei por isso.
Melody enxugou o rosto com as costas da mão, intrigada.
- Passou papai? Seu pai e sua mãe também foram para o céu?
Harry sorriu tristemente e pegou a foto que estava na mão da garota. Virou-a; nela havia um homem de cabelos castanhos, com uma mulher de cabelos extremamente negros, assim como os da garota, os dois abraçando Mel à beira de um lago.
- Foram. E eu era mais novo que você. Sei como é difícil perder os pais Melody, mas com o tempo você acaba superando. – o moreno abraçou-a novamente. – E eu estou aqui, para cuidar de você e para te ajudar.
Ela enxugou mais uma lágrima que caía e sorriu, abraçando o pai fortemente.
- Obrigada papai.
Passaram um curto tempo abraçados, e Mel fechou o sorriso, parecendo novamente triste, separando-se dos braços do pai.
- Mas... Não é só isso.
Harry olhou nos olhos da filha, que encheram de lágrimas novamente.
- Ora, o que é isso, meu anjo... Não gosto de ver você chorando... Diga para mim Mel, sabe que sempre faço o possível para te ver feliz.
- Mas eu sei que não vai concordar papai. – respondeu tristemente.
- Concordar com o que, Mel? – perguntou em tom compreensivo.
Ela olhou rapidamente para o pai, desviando novamente o olhar para as unhas da mão, num gesto de hesitação. De repente, começou a chorar frenética, soluçando.
- Eu queria ir à escola papai! Eu queria ter amigos! – disse com a voz estrangulada.
Harry sentiu o nó no coração apertar-se cada vez mais. Passou as mãos pelos cabelos rebeldes num gesto nervoso.
- Calma meu anjo, calma... – disse o moreno, abraçando a filha fortemente.
- Não papai! Eu quero amigos! Todos os garotos do parque têm menos eu! Eu quero alguém para brincar, quero ser normal, quero ser igual a todo mundo! – explodiu Mel.
Harry repentinamente endureceu a expressão. Afastou um pouco a filha e olhou-a nos olhos.
- Primeiro, Mel: Você é normal. Você é igual a todo mundo. Não é o fato de ser bruxa que te diferencia das pessoas. Entendeu? – perguntou carinhoso e Mel confirmou com a cabeça. Harry abraçou-a novamente. – Segundo: Nós já conversamos sobre esse assunto de escola meu anjo. Você sabe que não pode estudar numa escola de trouxas. Daqui a um tempo você entrará em Hogwarts, a escola de bruxos. E quanto a ter amigos meu amor, eu prometo que vou resolver isso para você tudo bem?
Ela confirmou com a cabeça, enxugando o rosto com as mãos.
- Mas papai... Eu não entendo. Agora você é trouxa, porque também não posso ser?
Harry sorriu triste.
- É diferente Mel. Um dia você entenderá.
- Você promete que vai trazer um amigo pra mim?
Harry sorriu maroto para a filha.
- Prometo. Mas só com uma condição.
A morena franziu o cenho.
- Qual?
- Que você me dê um abraço bem apertado! – respondeu Harry, fazendo cócegas na filha, que bolava de rir.
Mel abriu um grande sorriso e jogou-se no pescoço do pai, atendendo o seu pedido.
_________
- Harry, porque acordou tão cedo? O Ferdinando que te acordou? Porque só assim você acorda...
- Não começa Kath. – disse Harry descendo as escadas. – Hoje eu não estou muito bem.
Kath era parte da “equipe”. Harry a conhecia a pouco tempo, mas já se tornara a pessoa de inteira confiança do moreno.
- Ok, foi mal, garanhão. – Harry odiava quando ela o chamava assim. – Ok, eu paro. Mas e aí Harry, qual a parada? – perguntou ela indo ao encontro dele aos pulos.
Harry suspirou e passou a mão pelos cabelos, preocupado.
- É que...
- EU TE ODEIO!
Harry arregalou os olhos para Kath, que olhou para o chefe entediada.
- Nam, não é nada de mais. Só mais uma de Jane e Sam.
Harry suspirou e revirou os olhos.
- Como se já não bastasse tudo isso. Só me faltava essa.
Ele andou decidido em direção à cozinha com Kath em seu encalço. A casa era enorme e bem iluminada, mas os móveis eram um pouco antigos. O moreno atravessou a sala e parou à porta da cozinha.
A cena que viu foi bem bizarra: de um lado estava Jane, tinha os cabelos castanhos e olhos cor de mel amendoados, tinha uma beleza diferente; e do outro estava Samantha, uma morena muito bonita de olhos azuis, pronta para atirar um vaso de plantas em Jane.
As duas eram irmãs, primas de Kath. Embora fossem novas na equipe, eram as mais responsáveis. E também as únicas que brigavam. Sempre achavam um motivo para isso. Mas Harry já estava acostumado; na verdade, até achava graça.
- Samantha. – chamou Harry severamente, na hora em que ela ia atirar o vaso na irmã. – Solte isso agora.
Sam fuzilou Harry com o olhar e bateu com força o vaso na mesa.
- Posso saber o motivo de hoje? - perguntou cansado.
As duas começaram a falar ao mesmo tempo, deixando Harry e Kath atordoados.
- Chega! – gritou Kath para as duas que pararam imediatamente.
Harry passou as mãos pelos cabelos, e apoiou-as na mesa, fitando as duas irmãs com uma expressão séria.
- Não quero mais saber motivo nenhum. Vocês não se cansam de viver brigando? Estão sempre achando um motivo bobo para isso! Mais que droga! Não Sam, eu não quero ouvir explicações. – disse Harry quando Samantha fez menção de falar algo. O moreno continuou, irritado. – Vocês duas, vão fazer as obrigações de vocês, e eu não quero mais ouvir nem uma briga por pelo menos hoje. Vão. Agora.
Sam e Jane saíram zangadas, pisando fortemente. Mal as duas saíram e Harry desmontou na cadeira, escondendo o rosto nas mãos. Kath olhou-o piedosa, e sentou-se à frente do amigo.
- Qual o problema Harry? – falou baixinho, num tom consolador.
O moreno suspirou e encarou a loira.
- O problema Kath, é que eu mal acordo e a primeira coisa que vejo é a minha filha chorando. Esse é o problema. Talvez eu não tenha nascido mesmo para ser pai.
- Não seja idiota! Você é o pai mais dedicado que eu já vi! Não se torture Harry. Deve ser algum motivo bobo...
- Não, não é.
- Mas talvez seja Harry, talvez você esteja se preocupando demais à toa...
Harry se levantou bruscamente, e apoiou as mãos na mesa, inclinando o corpo para ficar frente a frente com Kath.
- Você não entende Kath. Ela... – gaguejou. – Ela sente falta dos pais. Você nunca passou por isso, não sabe como é doloroso viver sabendo que nunca mais irá vê-los. Não sabe como é crescer longe deles. E não é só isso. Ela também disse que... – era difícil falar disso. – Que não tem amigos.
- Ora Harry, todos aqui somos amigos dela, todos gostamos dela...
- Não é desse tipo de amigos que estou falando Katherine! Tente entender! – passou a mão pelo rosto, acalmando-se. Depois continuou com a voz controlada. – Ponha-se no lugar dela: seus pais morreram, você passa a maior parte do tempo trancada numa casa, é não há alguém com quem possa brincar, com quem possa se divertir, você se sente sozinha... Eu sei o que é sentir tudo isso. Eu passei por tudo isso. Adotei a Mel porque eu tenho esperanças de que ela não passe por tudo que eu tive que passar, eu tento dar o melhor para ela, tento fazê-la feliz, mas, mas...
E desmontou novamente na cadeira, escondendo o rosto nas mãos.
- Eu não sei mais o que fazer.
Kath atrapalhou-se um pouco. Era constrangedor não ter entendido de início o problema do amigo.
- Harry... – disse pousando a mão dela sobre a dele. – Me desculpe. Desculpe por não ter entendido. Mas agora eu compreendo melhor. E não diga mais que não nasceu para ser pai, porque você é o melhor que eu já vi. Eu queria poder ajudar...
Kath o fitou com um olhar vago, como quem estava pensando.
- An... Harry, acho que não posso fazer nada a respeito dos pais de Mel, mas ao amigo...
Harry levantou o rosto, olhando ansioso para a loira.
- Tenho um sobrinho, o Kevin, é da idade de Mel, o que você acha de trazê-lo aqui?
Harry sorriu agradecido.
- Obrigado Kath. Não sei o que eu faria sem você.
- Que é isso Harry... – disse ela sorrindo. – Você fica me devendo uma.
O moreno fez cara de fingida raiva.
- Sabia que não ia ser de graça...
Minutos depois a cozinha estava cheia. Harry sabia que os colegas estavam ansiosos para saber como fora a noite anterior, e que brevemente iriam bombardeá-lo de perguntas. Justamente o que ele menos queria. Levantou discretamente e já ia saindo da cozinha quando Kath o surpreendeu.
- Aonde vai Harry? – perguntou de modo que só ele ouvisse, para não chamar atenção.
- Tenho um compromisso.
- Se for aquele, fique sabendo que ainda são sete horas...
- Não me interessa Kath, só não quero ser bombardeado de perguntas. E você não fale nada sobre ontem. A ninguém. Nem para onde vou agora. Fui claro? – disse severo.
- Como água. – respondeu ela, chateada com o chefe.
Harry andou decidido para fora da cozinha, não dando atenção aos chamados dos colegas. Passou rapidamente pela sala, apanhando a chave do carro da mesinha central e saiu para o jardim, numa manhã fria.
Ligou o carro e dirigiu devagar. Assim como a de muitos integrantes da máfia, sua casa era bem escondida, atrás de uma grande cadeia de morros, na qual do outro lado desta se encontrava a cidade.
Aproveitou o tempo para pensar. Era incrível que tinha cruzado com Gina numa cidade tão afastada de Londres há apenas alguns dias. Era incrível como isso conseguira mudar o rumo de sua vida. E agora estava indo ao encontro dela, embora esse não fosse o horário combinado.
Perdido em pensamentos, o moreno mal percebeu que já havia chegado. Estacionou o carro e já ia cruzando a praça em direção ao restaurante, mas parou em seu centro, no qual havia uma fonte, bastante conhecida por todos como a fonte dos desejos.
Segundo a lenda, quem jogasse uma moeda ali e fizesse um pedido, ele seria atendido. Harry ficou olhando um pouco a água jorrar, depois tirou uma moeda do bolso e jogou na água.
“Recuperar o que eu perdi há quatro anos.”
Olhou a moeda deslizar até o fundo da fonte e partiu em direção ao pequeno restaurante que havia do outro lado da praça. Ao cruzar a porta, teve uma surpresa: Alguém já lhe esperava.
__________
aráaa, quem será? kkkkkkkk
agora aquele pedido chato de sempre: comenteeeem! ;D
beeijos ;@
Comentários (0)
Não há comentários. Seja o primeiro!