Acidentes com Magia no Brasil
Quando os Animais Mágicos deixaram as Tocas (e os trouxas nos fizeram rir)
Índios Malvados
O Padre Jesuíta Olavo Oliveira conta-nos, em uma carta a sua mãe, um caso triste de confronto por terras. O que o fazendeiro não esperava será explicado agora:
'(...) A família de meu amigo Rodrigo foi desfeita. Não sei se a srª lembra, Rodrigo é um companheiro meu aqui na paróquia. Foi horrível... Eles eram grandes fazendeiros e a mãe dele tinha prometido que se ganhasse uma filha o mais velho seria padre. Porém eles estavam explorando a fazenda que tinham em Minas Gerais, quando encontraram índios. Não sei que ritual eles fizeram mas todos amanheceram mortos na fazenda, uma cena lamentável que fez Rodrigo voltar a Minas, ontem pela manhã.(...)'
Os índios, por motivo desconhecido, deram algo aos visitantes como que por boas vindas. Creio que vemos aqui um caso de morte por envenenamento. Uma poção indígena antiga que matava na manhã seguinte aquele que a tomasse. Devia ser muito boa, por que todos morreram!
Mulher da Meia Noite
Na década de 1980 os banheiros de colégio e algumas estradas rodeadas por valas negras, foram assombrados por loiras de vestido branco e sangue escorrendo do nariz. Isso mesmo! Os trouxas viam uma loira em cada banheiro e estrada serrana e escura. A Mulher do Banheiro, ou Mulher da Meia Noite, foi a mais famosa forma de patrono do Brasil. Nesta época o Brasil foi infestado por monstrinhos verdes e viscosos (que falaremos mais à frente), os Plats fazendo alguns bruxos do Ministério serem convocados para realizar feitiços antitrouxa nos banheiros, por exemplo. Porém, uma enorme quantidade de trouxas começou a não conseguir entrar nos banheiros, causando assim um enorme constrangimento. Pensando nisso, Matilda Filistéia (do Departamento de Regulação e Controle de Criaturas Mágicas) conjurou o seu patrono (a assustadora Mulher do Banheiro) fazendo com que apenas o medo permanecesse aos trouxas, assim, como o medo é mais fraco do que o “aperto”, nessa hora a Mulher Loira era o menor dos problemas (seja quem for!). O sangue e as vozes deixe pelo boca-a-boca trouxa.
Comilança Sereiaica
Na época em que o Rio de Janeiro era a capital do Brasil houve um êxodo de várias cidades para esta. Os livros de história ensinam que este êxodo ocorreu por causa das oportunidades, que eram maiores no sudeste, mentira! Em 1904 uma tribo de sereianos começou a realizar comilanças de seres humanos em seus rituais, os chamados Cabeças de Cuia. Foi muito difícil para o Ministério agir, então o jeito foi fazer com que boa parte da população da região nordeste acreditasse que o sudeste era seguro e tinha empregos sobrando. Na realidade esta foi uma das decições mais contestadas do Ministério nos últimos anos, pois como sabemos isso originou muitos problemas habitacionais, que não podem ser resolvidos por mágica. Na década de 30 comecaram a ser desenvolvidas, aqui mesmo no Brasil, formas de respirar em baixo d´água, assim o Ministério fez os rios do nordeste tomarem uma coloração vermelha durante alguns dias. A tribo foi dizimada e hoje só existem outras duas: tapiune - bacia amazônica - e mouros - na bacia platina.
Basiliscos na Lagoa de Estremoz
Em fins do século XVII criou-se o aldeamento de S. Miguel de Guagiru. Após alguns anos, em 1760 foi criada a primeira Vila do Rio Grande do Norte. Os trouxas contam que jogaram duas crianças pagãs dentro da lagoa durante as obras. Assim surgiram enormes cobras, as quais você não deveria nem olhar. Realmente isso deve ter sido um sinal para as cobras acordarem. Era um casal de basiliscos, pelo rezam os escritos; que foram logo domados pelo senhor Gerião Bron da seção de controle de criaturas mágicas. Os Comensais são, em sua maioria, bruxos de sangue puro e deixaram os bruxos brasileiros (como já dito todos “mestiços”) com uma extrema quantidade de medo ao conjurarem Marcas Negras pelo Céu do Norte e Nordeste do país. Os trouxas, que felizmente não sabiam da existência dos seguidores de Você-Sabe-Quem, chamara a Marca Negra de Cabeça Satânica numa alusão direta ao demônio.
Aquele-que-não-deve-ser-nomeado e sua marca no Brasil
Não há registro algum de que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado esteve em terras brasileiras. Porém isso não diz muita coisa. É difícil achar qualquer registro sobre ele a qualquer época depois de seu sumiço da Borgin & Burkes, no Beco Diagonal. Porém, sabemos que alguns comensais estiveram por aqui e este livro só nos faz ter mais certeza disso.
'Vila Roceira de Leôncio de Oliveira - Avistei um homem de corpo seco, magro que parecia ter passado pela vida semeando malefícios e que seviciou a própria mãe. Ao morrer, pareceu me que nem Deus nem o diabo o quiseram; a própria terra o repeliu enojada de sua carne. Passou então a assombrar os viventes, por ciúme. Os populares o chamavam de zumbi.'
É um claro caso de Maldição Inferi que é normalmente usada para proteção de algo, ou algum lugar. Será que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado esconde algo em nossas terras?
Outro caso, de pouco tempo antes deste foi uma família que teve sua filha morta pelos Comensais. Acharam que a cabeça dela havia voado em forma de crânio esmeralda para fora do corpo dela, direto aos céus. A Marca Negra é que tinha sido avistada pela infeliz família trouxa, que nada pode fazer. Criou-se o mito da Curacanga, que se espalhou por Maranhão e Pará.
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