Telhados Quebrados
Minhas férias foram incríveis! Eu e papai fomos para o Brasil, lá no Amazonas um lugar completamente incrível visitei também uma escola de magia de lá, sem contar na cultura rica e plantas exóticas. Viajei, também, para França com a mamãe para visitar sua amiga Alícia uma professora de adivinhação da escola de Beauxbatons, ela é uma veela e realmente elas são lindas, seus cabelos compridos dourados pareciam balançar sem ventou algum, seus olhos verdes esmeraldas hipnotizava e era muito normal acordar de manhã na casa dela e ver um homem diferente a cada dia; ela dividia a casa com o seu sobrinho Louis (eu não sabia, mas garotos também podem ser veelas, ou veelos) que a mãe teria morrido no parto, ele era meio veelo (deve ser assim que se pronuncia), mas ele era lindo, tinha o cabelo enrolado dourado como o da tia ele era bem parecido com ela, aliás, a única diferença era seus olhos castanhos brilhantes. Mamãe a conheceu antes de me ter e conhecer meu pai, ela morou alguns anos na França. Louis era um garoto super bacana e meu quarto ficava em frente ao seu, o que nos permitia ficar conversando até tarde sem ninguém perceber, mas a semana durou pouco e logo nos voltamos para casa (mas é claro nos combinamos de mandar cartas ou pro outro).
- Oh mãe o pai chegou? – Tonks gritou do seu quarto.
- Não querida! Pergunte se suas amigas querem mais suco – a Sra.Tonks gritou de novo para a filha.
- Vocês querem suco? – Tonks perguntou a todas nós e se começou a ler uma revista.
Um coro de “Não, obrigada” surgiu no quarto e Tonks novamente gritou para a mãe. Estávamos todas na casa da Tonks esperando seu pai chegar e nós levar até o Beco Diagonal para comprarmos nossos materiais, Tonks estava sentada no chão lendo uma revista de moda trouxa, Eleanora e eu estávamos conversando sobre nossas viagens e Rosa estava olhando as fotos penduradas na parede de Tonks.
- Você adora chamar atenção sabia Tonks? – ela disse sem se virar olhando apenas para as fotos.
- Quando se é perfeita, normalmente se chama Zeller – Tonks se levantou e foi ver as fotos que Rosa olhava – Mas que diabos de fotos você esta vendo?!
Rosa apontou para fotos da Tonks com mais ou menos uns 13 anos.
- E quem é esse? – Rosa perguntou retirando o quadro da parede, onde estava uma garota de cabelos azuis acenando e um homem de cabeços castanhos bem arrumados.
- Ah era meu pai – ela respondeu.
- Cadê? – me virei e vi o homem, e meu Merlim que homem lindo! – Nossa ele estava lindo.
- Nossa ele era bem mais magro – Eleanora comentou.
- Sim ele era mó gatão, mas hoje esta completamente velho! – Tonks disse.
- Ninfadora, eu ainda sou gatão – o Sr. Tonks tinha acabado de entrar no quarto e o que nos deixou um pouco com vergonha.
- Pai! – ela gritou e seu cabelo ficou vermelho – Sabia que se deve bater na porta antes de entrar! E Ninfadora não!
- Ah okay querida, estão prontas para ir? – ele perguntou gentilmente e acenamos com a cabeça que sim, descemos até a sala e fomos e paramos em frente a uma lareira para usar a rede pó de flu, todas entraram na lareira e eu fiquei por último era estranho a sensação, mas é legal. A coloração do cabelo de Tonks voltado ao normal o seu rosa chiclete, mas logo ficou um vermelho claro ao ver Remo.
- Jamezito você por aqui! – beijei seu rosto.
- Paixão que saudades!- ele me abraçou e cumprimentou as outras meninas.
- Meninas, às 18h eu encontro vocês no Caldeirão Furado, okay? – o Sr. Tonks disse – E cuidado com os meninos – ele riu.
Tonks ficou completamente envergonhada, mas se despediu do pai que sumiu entre as pessoas.
- Remo! – o abracei que retribuiu – Você não acredita nos livros que eu comprei!
Saímos todos, eu contando para Remo dos livros e James falando com as meninas sobre as férias. Compramos tudo na companhia de Remo e James e mais ou menos às 17h fomos para o Caldeirão Furado, cada um com seu copo de cerveja amanteigada, então decidi perguntar de Sirius.
- E vocês falaram com o Sirius? – perguntei tomando um gole.
- Você não falou com ele? – Tonks perguntou.
- Hum não, obvio que não!
- Ele ficou por um tempo em casa e depois voltou para sua casa – James disse.
- Ele voltou pra lá?! – perguntei gritando um pouco e alguns bruxos olharam para mim.
- Eu agradeceria que você não se empolgasse quando falar do Sirius – Remo disse e o fuzilei com o olhar.
- É sério isso? – Eleanora perguntou – Ele voltou pra casa dos pais, uau.
- Ei não é ele ali! – Rosa sussurrou para nós olhando para a porta – Virem devagar, ele esta acompanhado. Alguns de nós virou devagar menos Tonks que levantou a cabeça e foi puxada por Remo que disse pra ela “Devagar Tonks” e por milagre seu cabelo não trocou de cor.
Ele estava realmente acompanhado, mas não de garotas e sim da sua família ele estava com uma capa preta que cobria sua roupa e sua cara não era uma das melhores, sua mãe estava com um vestido um tanto escandaloso azul escuro, seu pai com as vestes pretas iguais a do irmão. Ao passar é claro que trazia olhares de todos do bar.
- O que será que tá acontecendo? – James sussurrou.
- Eu não sei vocês, mas eu estou muito a fim de ir atrás deles – Tonks comentou.
- Mas temos que esperar seu pai aqui! – Rosa disse.
- Podemos deixar um recado para ele – Remo disse.
- Não eu não vou! – Rosa disse – É melhor ficarmos!
- Então você fica Zeller – eu disse.
- Gente! – ela nos censurou.
- Vamos estamos perdendo tempo! – Eleanora disse.
Remo levantou a mão e uma senhora baixinha de cabelos grisalhos veio até nós.
- Diga meu querido! – ela disse docilmente.
- Madame Beth a senhora poderia guardar nossos materiais apenas por um momento enquanto vamos atrás de um amigo? – Remo perguntou.
- Claro querido! – ela agitou e os materiais de cima da cadeira levantaram.
- E a Sra conhece o Sr.Tonks, não?
- Sim, sim! Ele é um antigo cliente que trazia a namoradinha Andrômeda aqui quando eram jovens.
- Poderia dizer a ele que a filha dele e as amigas já voltariam?
- Claro!
- Eu sou filha dele, Tonks – Tonks se levantou – É um prazer.
- O prazer é minha lindinha, podem ir que eu avisarei a ele – ela sorriu – Até mais Reminho!
E saímos da loja correndo.
- Reminho cara? – Tonks perguntou.
- Ela é amiga da minha avó – ele respondeu.
- Amiga da sua avó e sua futura noiva – James disse.
- Menos Pontas!
Corremos um pouco e achamos os Blacks entrando em uma casa que parecia abandonada. Ficamos abaixados atrás da casa vizinha.
- O que será que é isso? – sussurrou Eleanora.
- Parece uma casa abandonada – Rosa disse.
- Temos que entrar pra ver o que é – James disse.
- Qual o plano? – Remo perguntou.
Olhei para cima e vi o telhado.
- Telhado!
- Merlim! – Tonks disse desesperada – Então vamos logo porque tá vindo alguém!
Rapidamente escalamos as paredes de tijolinhos vermelhos e menos de dois minutos estávamos deitados em cima do telhado vendo três pessoas passar por onde nós estávamos.
- Vamos! – eu disse se arrastando até o telhado da casa abandonada onde os Blacks entraram. Ficamos quietos e ouvimos vozes vindas de dentro da casa.
- Temos que entrar na casa! – James sussurrou irritado – Não no telhado.
- Shiu! – Rosa disse.
- Ora, ora é um prazer ver jovens seguindo o lado certo – ouvimos um homem de voz calma falar.
- É uma reunião, em que alguém está se juntando a algo – Tonks disse.
- Mas o que será que os Blacks estão fazendo ai? – Remo disse.
- Vindo dos Blacks não é nada bom – eu disse.
- Comensais! – Eleanora sussurrou assustada – Ali! – e apontou para baixo.
E estavam mesmo, dois comensais parado na porta da casa aparentemente abandonada.
- Ah meu Merlim! Isto é uma reunião de Você-Sabe-Quem! – Rosa disse.
- Temos que ir mais para frente! – James disse.
- Não melhor não, já estamos no telhado vizinho e estamos bem perto – Remo comentou.
- Não é o suficiente!
- Anna para com isso! É sim! – Eleanora disse.
- Vocês tem razão, vamos para o telhado deles – Tonks disse indo, eu e James a seguimos.
- Parem! – Rosa sussurrou e indo atrás.
Mas logo ouve um barulho estrondoso e foram a baixo poeira, pedaços de telhado e três adolescentes. Quando abri os olhos eu estava coberta por pedaços de telhados, olhei para o lado e Tonks se virou para mim indicando silêncio, olhei para o outro lado e James estava sem seu óculos.
- Mas o que isso?! – ouvi uma mulher gritando e logo os pedaços de telhado descobriram nós três e nos deixou bem a amostra. Nós estávamos sujos de poeira e quando levantei minha cabeça vi várias pessoas vestidas de preto, a sala era grande e todos estavam de pé, havia alguns quadros antigos na parede e tinha um odor de bolor. Virei para trás e estava um homem ou uma coisa monstruosa, de olhos vermelhos frios me encarando.
- Crianças, sempre crianças – o ser monstruoso falou calmamente.
Sirius estava com os olhos arregalados e o ser monstruoso percebeu.
- Você os conhece, Sirius?
Ele não conseguiu falar, olhava apenas fixamente para mim, mas Bellatriz fez o favor de falar.
- Ele os conheci sim! – ela gritou – A garota de cabelos rosa chiclete é a filha da desonra da família!
- O-Oi titia – Tonks disse assustada, mas sorriu para a Sra.Black que a encarou.
- É a filha de sua irmã Walburga? – O monstruoso que provavelmente era Voldemort falou.
- Eu não tenho uma irmã – ela disse seca – Mas podemos acabar com esses intrometidos! – ela me encarou – Sempre intrometida né Paixão?
- A garota de cabelo preto era ex-namorada do Sirius e o garoto seu melhor amigo! – Bellatriz continuou gritando.
- Calada – Sirius gritou.
- Vamos mata-los Milorde! – ouvi alguém dizer.
- Vocês não gostariam de nos matar, eu garanto – eu disse me levantando e limpando minha roupa.
- Pois é, nos só viemos perguntar como Sirius está – James se levantou.
- Ele é filho dos Potters! – outra pessoa gritou – E a garota neta do Scrimgeour!
- Ah que isso, nem falo com meu tio avô eu sou neta do irmão dele! – respondi.
- Temos que mata-los milorde! – Bellatriz novamente gritou.
- Bellatriz você acabou de se unir a nos, então quero ouvir sua voz apenas quando ela for pedida – Voldemort falou – Espero que já tenham cumprimentado o amigo de vocês – Me virei para ele e o encarei, segurando minha varinha.
- Avada... – alguém gritou, mas foi impedido por outro grito.
- Petrificus Totalus! – Remo gritou.
- Protego Nerus! – Rosa gritou e uma proteção protegeu todos nós, alguns bruxos miraram feitiços na proteção, mas voltou para eles os atingindo.
- Bombarda! – Walburga gritou e outro pedaço do telhado caiu levando Rosa, Eleanora e Remo.
E cada comensal pegou os três e os ameaçaram com as varinhas.
- Bruxinha esperta você – disse um bruxo completamente nojento com os dentes podres para Rosa.
- Me solta! – Eleanora gritou e o comensal que a aprendia apertou a varinha com mais força em seu pescoço.
- Desfaça a proteção – outro comensal gritou.
- Nunca! – Remo gritou.
- Crianças adoram o jeito mais difícil Imperio – O comensal que prendia Rosa disse e ela ficou imóvel olhando fixamente para nós – Desfaça a proteção – Ele sussurrou em seu ouvido e ela desfez.
- Não! – gritou Tonks e gritou contra o Comensal que prendia Rosa – Flipendo! – Que caiu de costas desacordado.
- Crucius! – gritou um comensal para Tonks que caiu se retorcendo de dor e eu o conhecia trabalhava com meu avô era Edgar Nott.
- PARE! – Remo gritou – Pietro Fatinsky – E Nott virou pedra e Tonks parou no chão desacordada, Remo foi até ela e a puxou para seu colo e eu, James, Rosa e Eleanora fizemos um protego o que os comensais atacavam.
- Não vamos aguentar! – Eleanora gritou.
- Calma ae gente! – James apontou a varinha para cima e conjurou um feitiço que um raio vermelho saiu de sua varinha. E imediatamente pessoas apareceram na nossa frente, e ai muitos comensais cobriram o rosto e metade deles aparatou junto com seu mestre. Depois de uma luta rápida e três pessoas presas meu avô disse.
- Podem tirar o protego.
E nós tiramos cai de joelhos no chão, cansada e meu avô veio até mim e me abraçou.
- Que loucura foi essa?! – ele me abraçou apertado.
Olhei pro lado e James estava com a mãe, Tonks e Remo com um auror e Rosa e Eleanora com outro.
- Nos vimos algumas pessoas vindo até aqui e a seguimos – menti.
- Mas que ideia de vocês! – A mãe de James disse gritando – Vocês poderiam ter morrido!
- Mas não morremos, mãe! – James respondeu.
- Quieto James!
- Foi uma burrice, nos sabemos, mas não nos contivemos! – Remo disse explicando.
- Vocês viram mais alguém? – um auror velho perguntou nos mostrando dois comensais amarrados, um desacordado no chão e outro transformado em pedra.
Olhamo-nos e eu respondi.
- Não, estavam todos com mascaras.
Foi errado mentir, foi... Mas ou eu dedurava a todos ou eu salvava Sirius.
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Nem preciso dizer que todos nós levamos a maior bronca juntos e separados, mas depois de alguns dias passou. E no dia 1 de setembro nos encontramos de novo.
- Eu mato você se você aprontar alguma coisa! – mamãe me abraçou.
- Prometo que não vou fazer nada Angels – eu disse a abraçando.
- Se cuida – papai disse passando a mão no meu cabelo.
- Pode deixar – sorri – Tchau eu escrevo pra vocês juro! – cruzei os dedos atrás de mim.
- Sem dedos cruzados, dona Anna! – Alfredo veio por trás de mim.
- Ah merda, assim não vale! – eu disse e o abracei.
Despedi-me dos três e entrei no trem. Não havia muita gente, eu preferi chegar cedo pra pegar um lugar bom e esperar o pessoal, mamãe achou desnecessário, mas papai aceitou o que me salvou de não chegar atrasada. Foi arrastando meu malão e vi uma cabine desocupada e entrei, coloquei meu malão no bagageiro, soltei Coky e me sentei com um pergaminho e uma caneta.
“Oi, sou eu a Anna Paixão
Tudo bom? Acabei de entrar no trem para voltar à escola e como vão as coisas ai? Eu tenho...” Fui interrompida.
- Eu posso entrar? – Sirius parou na porta da cabine segurando seu malão, ele estava com uma camiseta branca e por cima uma camisa jeans clara, estava com uma calça jeans e um all star preto e um arranhado no rosto, pequeno, mas tinha. Afastei Coky do meu lado.
- Hum, pode por que não poderia? – sorri.
Ele entrou e guardou o malão e se sentou na minha frente.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu – ele abaixou a cabeça.
- Não foi nada, foi uma ideia idiota – eu olhei para a janela e ele riu.
- Que foi? – perguntei.
- Você me ama tanta que até fica em situações de morte – ele sorriu marotamente.
- Ah da um tempo Six – disse imitando a McKinnon.
- Para com isso, coitada – ele sorriu.
- Eu prefiro você sem esse arranhado – eu disse séria – Foi tudo bem depois?
- Eu prefiro nem comentar sobre isso - ele mudou o olhar – Eu prefiro comentar como sua beleza aumentou.
- Para Sirius – eu olhei para baixo e sorri e quando levantei a cabeça ele estava ajoelhado na minha frente.
- É sério, você esta linda – ele disse marotamente.
- Pra quantas garotas você disse isso hoje?
- Você consegue estragar o clima tão rápido – ele voltou-se para seu lugar – Animada para voltar?
- Ah sim, nosso último ano.
- Sabe, podemos nunca mais se ver depois desse ano – ele disse – Temos que arrumar uma despedida para nós.
- Nós todos? – perguntei.
- Não, eu e você – novamente maroto, ele se sentou do meu lado e eu virei para ele – é sério eu acho que a gente devia ficar e...
- Ficar? – disse indignada – Se você gostasse mesmo de mim, você iria querer namorar comigo como antes – enfatizei o namorar.
- Namoro estraga tudo – ele colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
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