Bad Girl.
My Riddle is You
Bad girl
"Menina má!
Você está no topo sentindo a mais legal atenção
Eles não podem ignorar o que eles não entendem"
(Bad Girl – Leighton Meester)
– E Charlus é o cara mais lindo que você pode querer aqui em Hogwarts, exceto é claro o Riddle – ia dizendo Anne enquanto levava Hermione em direção ao Salão Principal. – Mas ele nem conta...
– Porque não? – perguntou Hermione curiosa por saber algo sobre o garoto.
– Porque ele, bom, ele não sai com ninguém. A única pessoa com quem ele saiu foi a Alice Jackson da Sonserina, mas eles acabaram depois de algum tempo. Para falar a verdade, eu acho que foi ele quem acabou, porque até hoje ela é apaixonada por ele. E depois disso ele nunca mais namorou com nenhuma garota, a gente só ouve falar que ele fica com alguém de vez em quando. Sorte a delas – Anne deu de ombros e apontou para um par de portas muito conhecidas de Hermione. – E aqui é o Salão Principal, onde almoçamos e jantamos e onde acontecem as grandes festas.
Ela abriu as portas para Hermione entrar e centenas de pares de olhos se voltaram para elas.
É claro, Hermione pensou, a garota nova de Durmnstrang que foi parar na Grifinória.
– Parece que todos estão muito interessados em você – Anne sorriu e apontou as mesas para ela. – A mesa da ponta esquerda é a da Grifinória, ou seja, a nossa casa; a da ponta direita é a da Sonserina; a do meio ao lado da Sonserina é a Lufa-Lufa, e a que sobra é a Corvinal.
Hermione apenas assentiu com a cabeça, fingindo prestar atenção. Anne, a loira e linda monitora-chefe grifinória, havia se mostrado uma ótima companhia, mas era realmente muito chato ser apresentada para o que ela já conhecia.
– O que você acha de irmos comer? – perguntou Hermione indo em direção à mesa da Grifinória.
– Mas eu ainda preciso te amostrar as estufas...
– Depois, no momento eu estou com muita fome para querer ir até as estufas – Hermione sentou, sob o olhar do salão, e se serviu de torradas e suco de abóbora.
– Você quem sabe – Anne deu novamente de ombros e sentou-se ao lado dela. – Me conta como é Durmnstrang.
Hermione deu uma mordida em sua torrada e mastigou enquanto pensava.
– É horrível – ela respondeu. – É muito, muito frio lá. Sem falar que o castelo é minúsculo em comparação a este. E as aulas, bom, você já deve saber da fama de lá.
– Eles são a favor das Artes das Trevas – Anne afirmou.
– Pois é, eles são.
Depois dessa conversa as duas ficaram em silêncio, pensando.
Hermione achava que seria muito difícil continuar mentindo se as pessoas seguissem perguntando a ela sobre Durmnstrang. Tudo o que ela sabia sobre lá era basicamente o que Vitor havia dito. E algumas coisas que ela havia lido, claro.
Mas não era muita coisa.
– Hey Anne! – alguém gritou para a garota loira.
Um garoto muito alto, com olhos castanhos expressivos e cabelos negros conhecidamente revoltados se aproximou das duas.
– Olá, Charlus – Anne cumprimentou, lançando um olhar atento para os lados, como se estivesse esperando algo.
Hermione franziu a testa.
– Como você está? – perguntou o garoto sentando ao lado de Anne que ficou escarlate. – Você nem fala comigo – Charlus concluiu, sentido.
– Ah, bom é que...
– Eu sei – ele cortou Anne semicerrando os olhos. – Mas então, você não vai me apresentar nossa nova colega? – ele sorriu para Hermione que instantaneamente reconheceu sua semelhança com um de seus melhores amigos.
– Hermione Granger – Hermione se apresentou, não podendo deixar de sorrir.
– Charlus Potter, ao seu dispor – ele piscou para ela e deu um beijo na bochecha de Anne antes de sair rápido.
– Charlus! – Anne repreendeu exasperada.
– Eu já não falei que eu não queria ver você perto desse tipinho? – Hermione quase gritou ao reconhecer a voz.
– Ab, meu amor! – Anne ergueu-se de um pulo e se atirou no pescoço do garoto que a encarava com a cara amarrada.
Antes, porém, que ela chegasse perto o bastante para beijá-lo ele a empurrou para trás.
– O que o Potter queria com você?
– Ele estava se apresentando para Hermione, só isso – Anne respondeu sentida.
– E porque ele te beijou? – perguntou ele inserindo tanto desprezo em sua voz que Anne se encolheu.
– Eu acho que eu vou ir para o quarto – Hermione falou alto, para que os dois ouvissem.
– Mas você pode se perder... – Anne falou tentando obviamente não cair no choro em frente à Hermione.
– Não se preocupe Anne, eu acho que já aprendi o caminho – Hermione respondeu.
– Você é a garota nova então? – o garoto loiro de olhos cinzentos, exatamente igual ao Malfoy que ela conhecia, perguntou.
– Pois é – Hermione deu um sorriso forçado.
Ele a analisou da cabeça aos pés antes de dar um sorrisinho irritante e estender a mão para ela.
– Abraxas Malfoy.
– Hermione Granger – disse ela sem retribuir o gesto. – Até logo Anne.
– Até – ela ouviu a garota responder antes de ela voltar a discutir com seu suposto namorado. – Eu não fiz nada...
– E depois você diz que não é igual às outras... – Hermione ouviu-o falar antes de sair para o pátio.
Anne era uma garota muito bonita, loira, alta, simpática e, aparentemente, legal; havia se oferecido para mostrar à Hermione a escola, e Hermione sem nenhuma outra alternativa aceitou. Como uma garota assim poderia namorar alguém como um Malfoy?
E pelo visto a estupidez dos Malfoy é genética.
O sol da manhã deu as boas vindas a ela enquanto Hermione andava pelos jardins. Algumas lágrimas escapavam de seus olhos enquanto o aperto em seu peito, que ela estava sentindo desde que havia ido parar ali, parecia aumentar a cada minuto. Olhava ao redor, vendo tudo tão igual e ao mesmo tempo tão diferente do que ela estava acostumada.
Harry, Ron, Gina...
Todos tão distantes e, ao mesmo tempo, tão presentes ali naqueles terrenos.
Hermione sentia-se claustrofóbica ao pensar que estava perdida em um mundo que ela não conhecia, com pessoas que ela não conhecia.
Nem todas.
Seu pensamento voltou ao garoto que a havia encontrado no dia anterior. Extremamente bonito, aparência inteligente, certo ar de mistério; tudo isso contribuía muito para Tom Riddle conseguir tudo o que queria. Porque alguém como ele, com todos esses requisitos, iria querer se transformar em um monstro?
– Tome cuidado ai! Essas plantas são carnívoras – alguém alertou Hermione, que estava tão distraída que não havia percebido que estava indo em direção à plantação.
– Nossa, nem havia visto. Obriga... – mas ela parou de falar assim que viu quem a havia avisado.
Ele a encarou por alguns momentos, como se esperasse que ela concluísse o que estava falando, mas Hermione apenas continuou encarando-o.
– Minha beleza causa isso às vezes – ele deu de ombros.
Hermione piscou algumas vezes tentando afastar os pensamentos ele é muito mau, ele é muito mau! da cabeça, até que as palavras que ele havia dito a atingiram.
– É o que? – ela perguntou, incerta.
– Você ficou muda quando me viu – apontou ele. – Isso acontece.
Hermione grunhiu exasperada.
– Como? Sua beleza? – esquecendo-se por um minuto de com quem estava falando ela riu incrédula. – Você não acha que é muita pretensão?
– Eu não acho nada, só estou mencionando um fato - o garoto moreno deu de ombros fazendo o sol reluzir em seus cabelos extremamente negros.
Hermione ficou muda novamente, digerindo a presunção de Tom Riddle.
– Ótimo – foi à única coisa que ela conseguiu proferir antes de dar as costas e sair de volta em direção ao castelo.
– Hey, espere! – ela ouviu-o falar.
Hermione continuou caminhando tentando ao máximo se afastar dele.
Tom foi atrás da garota e pegou-a pelo braço, apenas não esperava a reação que ela teve.
Não foi nenhum arrepio seguido dos sorrisinhos maliciosos que as garotas lançavam sempre que ele encostava nelas.
Era desprezo. Puro desprezo e raiva.
Ela empurrou seu braço longe como se o mero contato a enojasse e Tom sentiu uma fúria descomunal com esse gesto.
– O Professor Dumbledore me mandou avisa-la que ele te espera as oito em sua sala – ele cuspiu as palavras.
– Ótimo – ela respondeu e seguiu andando firme para dentro do castelo.
Tom não tinha idéia do porque fez isso, mas ele a seguiu.
Ele pôde perceber o exato momento em que ela percebeu que ele a seguia. Ela começou a andar mais rápido.
Estranhando o comportamento da garota castanha, Tom apressou o passo também.
Porque ela havia olhado para ele com tanto nojo?
Ele conhecia bem demais aquele olhar; ele usava dele toda a vez que não gostava de alguma coisa.
– Você não tem nada para fazer não? – a voz da garota o tirou de seus devaneios.
Ela havia parado de andar e estava encarando-o. Tom, estranhamente, achou divertido o modo como ela o encarava com raiva.
Como se ela pudesse fazer algo de mal para mim.
– Na verdade eu tenho – Tom respondeu para ela.
– Então porque você não vai fazer?
– Eu já estou fazendo – Tom disse simplesmente.
Ela franziu a testa.
– Me seguir é o que você está fazendo? – ela perguntou brava.
– Não, na verdade, como monitor eu não posso deixar uma aluna nova andar sozinha por Hogwarts, correndo o risco de se perder por ai.
– Eu não vou me perder – ela respondeu exasperada.
– Tem certeza? Você chegou só ontem aqui. Nem Merlim aprenderia um caminho tão rápido – Tom impôs a ela.
– Mas eu não... – ela começou a falar mas parou de imediato. Arregalou os olhos e ficou pálida. Deu as costas e saiu, caminhando rápido, praticamente correndo, em direção às torres da Grifinória.
Tom estava pronto para a hora em que ela desistiria e pediria sua ajuda para achar o caminho.
Mas esse momento não chegou. A garota parecia saber exatamente para onde estava indo.
Eles seguiram em silêncio por algum tempo até que ela virou-se para ele e deu um sorrisinho antes de entrar por uma parede.
– Mas o que...? – Tom olhou para onde ela havia entrado e encostou a mão na parede. Seu toque fez a parede dissolver e ele pôde ver uma passagem que ele jamais havia visto antes e, ao longe, a garota correndo.
– Como que ela sabia disso? – Tom se perguntou antes de correr atrás dela.
Ele precisava saber.
Alguém que soubesse o mínimo que fosse a mais que ele sobre Hogwarts, era um motivo de investigação. Ninguém conhecia Hogwarts como ele.
E como essa garota que veio de fora poderia saber?
O caminho foi parar em um corredor de distância da torre da Grifinória.
Ele alcançou-a antes que ela pudesse fugir novamente.
– Como você sabia daquela passagem? – ele perguntou segurando-a pelo pulso. – Que eu saiba você chegou apenas ontem de Durmnstrang.
– Não te interessa Riddle – ela falou, cuspindo seu nome.
– Sabe que eu me esqueci do seu nome? – Tom disse, querendo irritá-la. – Como é mesmo?
Ela revirou os olhos e soltou seu pulso, antes de sair em direção ao corredor da torre da Grifinória.
– Espero que você saiba a senha – ele falou encostando no beiral do quadro da Mulher Gorda.
Ele percebeu que ela ficou corada e sorriu com a vitória.
– Se você me disser como você sabia daquela passagem eu te digo a senha – Tom negociou com ela. – Srtª. ....?
– Granger – ela respondeu exasperada. – Hermione Granger.
– Você não vai me contar?
Hermione o encarou por algum tempo, todo o asco que ele havia visto antes estava ali, estampado em seu rosto.
– Você quem sabe – Tom deu de ombros antes de dar as costas e sair caminhando em direção as escadas.
– Foi a Anne quem me contou – Hermione falou quando ele pôs o pé no primeiro degrau.
Tom deu meia volta e encarou a garota que o mirava com derrota nos olhos.
– Anne?
Hermione fez que sim com a cabeça.
– Agora você pode me dizer a senha?
– Sentidos – ele falou olhando para ela.
– Como eu posso saber se a senha é a certa? – Hermione perguntou estreitando os olhos.
– Como eu posso saber que o que você me disse é verdade? – Tom perguntou.
– Sentidos – ela pronunciou em frente ao quadro que se abriu.
– Obrigado Riddle – ela falou entrando pelo quadro. – Ah, e antes que eu me esqueça, não foi Anne quem me disse sobre a passagem e eu acho que você já sabia disso – ela falou encarando-o.
– É, eu sei – ele deu de ombros e a encarou. – Mas eu ainda descubro como você sabia.
– Eu acho meio difícil você descobrir algo sobre mim – Hermione disse com a voz soturna.
– Você não faz idéia do que eu sou capaz – Tom falou, sério.
– Você que pensa Riddle, você que pensa – Hermione encarou mais um momento antes de bater a porta em sua cara.
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N/A: Okay, sei que devo muitíssimas explicações depois desse sumiço de mais de 3 anos.
Bem, vocês tem que saber que eu sou uma autora de comédia romântica melodramática nata e que para mim, escrever algo mais dark, mais pesado, é bem difícil.
Quando eu me propus a escrever MRIY, eu nunca pensei que seria tão difícil escrever aqui. Entendam, eu tenho a ideia toda da fanfic, incluindo como ela terminará, tudinho em minha mente. O único problema é que não consigo passar isso tão facilmente para o "papel" (word) e acabei me frustrando e desistindo de postar aqui, porque nada ficava bom o suficiente.
É injusto com vocês, eu sei, mas eu sempre soube que voltaria. Por esse motivo é que nunca postei um aviso para vocês, declarando minha desistência ou a exclusão da fanfic.
Depois eu entrei para a faculdade e com o trabalho ficou realmente difícil de pensar em escrever, então acabei deixando de lado todas as minhas fanfics. Estou nos últimos semestres, em meio a um TCC extremamente cansativo e cadeiras complicadas, sem falar que trabalho todo o dia, mas eu sempre amei escrever e eu sentia falta disso todos os dias.
Isso aqui sempre foi a minha forma de descansar a mente, tentar colocar um pouco de emoção para fora. Fazer alguma coisa só pelo prazer.
Então decidi que estava mais do que na hora de tomar vergonha e voltar.
Então aqui estou eu.
E quero agradecer a todas as leitoras que não desistiram da fanfic, que mandaram mensagens por twitter e pelo face, pedindo para voltar, para postar em MRIY ou para, pelo menos, contar o final auahuauha
Vocês foram as maiores culpadas de eu não desistir. As melhores leitoras que qualquer autora poderia desejar.
Espero que tenham gostado do capítulo e que comentem aqui, me xingando pela demora, dizendo o que acharam ou o que for.
Podem ter certeza de que vai me fazer muito feliz!
Beijos e até mais! :*
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