A ternura e o medo
(A musica abaixo faz parte do capitulo. Para ouvi-la, clique no Player abaixo)
*Capitulo Vinte e Seis: A ternura e o Medo *
“Escaparemos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos.”
O silencio predominava os cantos escurecidos da casa, o som da noite ao longe podia ser ouvido enquanto os pés adentravam a sala, fechando a porta de vidro em seguida.
Pelo vidro quase nada se podia ver da imensidão negra que se estendia a frente, mas mesmo com a porta fechada podia-se ouvir o som das ondas quebrando-se ao mar, enquanto as espumantes ondas tocavam a areia umedecida da praia, antes de voltarem a se tornar imensidão.
As mãos envolveram a cintura e o som da escada rangendo de leve fora ouvido, enquanto os pés subiam os degraus alcançando o segundo patamar.
Um frio perpassou pela barriga, aconchegando-se a boca do estomago e tornando as mãos levemente tremulas, assim como o corpo que caminhava, lentamente envolvido, até que não conseguisse mais se mover.
Peles se tocaram, a face acariciada tornou-se levemente rubra, sussurros na noite foram ouvidos, enquanto as palmas das mãos, que soavam levemente, deslizaram pelo corpo adorado.
Ansiosamente, se encontraram os lábios, os corpos, os corações que palpitavam no peito aceleraram-se como carros impacientemente velozes. Delicadamente o corpo fora aconchegado sobre os lençóis macios, delicadamente os lábios traçaram caminhos perturbadoramente apreciados, delicadamente as mãos, suando frio, deslizaram desejando muito mais fazer do que apenas tocar.
Arrepios, delírios, calor, tremor, medo, desejo, suspiros e beijos, um turbilhão de sensações e dois corpos, prestes a se tornarem um só.
***
O silencio era quase absoluto, quebrado apenas pelos grilos alegres que entoavam suas canções em alto som em algum canto da enorme montanha a volta. Os sapos coaxavam e podia-se ouvir ao longe o som de alguma musica soando baixa.
No céu mal se podia ver as estrelas, que aos poucos iam sumindo, dando lugar as nuvens densas que encobriam, não muito lentamente, o céu, trazidas pelo vento norte do mar.
Os faróis baixos dos automóveis, parados, iluminavam a noite, levando embora o breu da estrada, enquanto os motoristas pacientemente esperavam o fluxo seguir seu destino.
Dedos impacientes tamborilavam sobre o volante e os vidros fechados impediam que a neblina da serra tornasse a esperava mais fria. A névoa que embaçava o vidro, lentamente, era a todo custo retirada e os ponteiros do relógio sobre o pulso impaciente, que a cada segundo era consultado, demorava mais do que o normal a passar.
Enquanto isso ele esperava, impacientemente ele esperava, enquanto não havia outra escolha, nem sequer outra saída, ele esperava, mas ele chegaria, muito em breve, ele chegaria.
E aquele menino infeliz terá o que merece.
***
Ela pensava estar sonhando quando seu corpo deitou-se sobre a cama, envolvida por aqueles braços, aquelas mãos, aqueles lábios, ah, aqueles lábios, eles a fazia perder a noção de tudo, eles a fazia perder o medo, era como se ela pertencesse a aqueles lábios e nem pudesse sequer questionar isso, por isso ela estava ali, por isso seu corpo era aconchegado à cama cuidadosamente, enquanto aqueles lábios a fazia esquecer-se até mesmo quem era.
Impossível era negar o desejo que os dominavam. Bastava estarem frente a frente para que seus corações começassem a pulsar no mesmo compasso.
Era incrível o poder que ele tinha sobre ela, não, na verdade poder não era a palavra certa, talvez ela não soubesse qual fosse a palavra exata, mas ela sabia que estava totalmente interligada a amor. O desejo era uma conseqüência minuciosamente misturada ao amor que ela sentia por ele, a vontade de pertencer a ele e de ser com ele, e pra ele, o que jamais fora para ninguém mais na vida.
Os lábios de Remo deslizaram pelo pescoço de Patsy e ela sentiu-se estremecer, podia sentir seu coração batendo acelerado no peito e seu corpo tremendo levemente sob o corpo dele, que controlando a si próprio, sentia-se perdendo o controle a cada segundo em que seus lábios tocavam aquela pele e seu corpo sentia o corpo delicado dela sob o seu.
Estremecidos tornaram-se os corpos quando as mãos de Patsy deslizaram sobre a pele macia, tocando com as pontas dos dedos as costas de Remo, levando consigo a camisa que fora erguida lentamente até ser completamente retirada. Retirada também foram as peças de roupas, levando consigo o medo, a timidez, a vergonha, deixando apenas o desejo, a ânsia, o calor a percorrer os corpos, que se abraçavam, sentiam-se, amavam-se.
Nada mais parecia importar quando o peito nu de Remo tocou os seios levemente enrijecidos, quando os lábios tocaram o ombro suave, quando o cheiro doce invadiu-o, impregnando-o, tomando-o por inteiro o desejo. Mãos acariciaram, unhas deslizaram traçando caminhos sobre as costas, sobre os braços, sobre a pele branca e máscula. Arrepios invadiram e suspiros escaparam quando a ponta da língua umedecida tocou o vão entre os seios, o vão entre a luxúria, o pecado e o desejo, o vão que os levariam a um lugar jamais experimentado, o vão que fez o corpo estremecer-se sob o corpo e sobre os lençóis encurvar-se, enquanto os cabelos eram seguros e as sensações invadiam-na, fazendo-a querer apenas uma coisa: ser completamente dele.
***
― Já disse que você ta me deixando maluco?
Pés escorregavam pelo salão, corpos remexiam-se ao ritmo da musica, zabumba, tambor, sanfona, ela não saberia distinguir, nunca sabia ao certo, sabia apenas que o som dos instrumentos guiava seu corpo. Mas não fora o ritmo da musica que a guiara quando o mesmo fora puxado e colado a outro corpo, definitivamente a musica não tinha esse poder.
Quando seus olhos encontraram-se com aqueles olhos azuis acinzentados, ela sentiu um tremor que nada tinha a ver com frio perpassar seu corpo, mas não deixou que isso transparecesse, por isso ela sorriu, sentindo a mão dele firme em seu rosto enquanto a outra apertava com vontade sua cintura, fazendo seu sangue correr mais quente nas veias.
― Às vezes eu causo essa sensação nas pessoas. – Ela riu animadamente, desviando o rosto e fazendo a mão de Sirius deslizar, indo até a sua mão, a qual ele levou ao peito, enquanto ela sentia os lábios de Sirius tocando seu rosto e deslizando até seu pescoço.
― Que engraçadinha, senhorita Andrews. – Lia riu inclinando a cabeça pra trás, sentindo Sirius girando o corpo no ritmo da dança e trazendo-a consigo que continuou a dançar, sentindo as pernas dele entre as suas e seus corpos colados um ao outro.
― Senhorita? – Lia gargalhou. -Ah que droga, eu não queria que chovesse.
― Hahaha – Sirius fingiu uma risada falsa, que fez com que Lia risse ainda mais, sentindo a mão de Sirius afastando o corpo dela do seu, fazendo-a em seguida rodopiar, enquanto Sirius a segurava, girando-a de um lado, para o outro, vendo a saia de Lia erguer-se levemente ao rodar, antes de puxá-la para si, envolvendo a cintura de Lia e colando-se ao corpo dela novamente, sorrindo mais safado ao encará-la novamente.
― Ta engraçadinha e... – sorrateiramente, Sirius deslizou a mão da cintura de Lia, descendo arteiramente pela coxa até se enfiar vagarosamente por baixo da saia, aproximando os lábios do ouvido dela, antes de dizer baixinho. – Gostosa.
Lia sentiu seu corpo estremecer, o toque de Sirius a fazia sentir-se quente e um desejo que só ele a fazia sentir, percorria todas as veias de seu corpo, Sirius era um veneno e a cada instante com ele, fazia Lia perder-se cada vez mais em algo que ela sabia, poderia levá-la a morte.
***
Ele estava sonhando, e era o sonho mais perfeito que já tivera na vida, podia sentir seu corpo quente, e levemente trêmulo, suando frio, e a sensação de ser real era tão intensa, que ele podia sentir em seus dedos a pele macia e quente quando ele a tocara, tão real que pôde sentir em seus lábios o gosto dela quando seus lábios deslizaram do pescoço até os seios, ah, que sensação, que desejo, que sonho. Seu corpo estremeceu ao sentir o corpo dela estremecendo sob o seu, seu coração acelerou-se e suas mãos apertaram-na com tamanha vontade que desejou jamais acordar daquele sonho.
Deixando-se levar pelas sensações que invadiam seu corpo, tirando-lhe o pudor, Remo deslizou os lábios pelos seios de Patsy, sentindo sua língua tocando-lhe o mamilo e em seu paladar o gosto suave de algum hidratante corporal misturado ao cheiro delicioso que emanava do corpo dela, o enlouquecendo. Enlouquecido, ele deixou suas mãos deslizarem pelo corpo de Patsy, já desfeita das roupas, sentindo a pele macia e quente, tremula sob os dedos de Remo quando suas mãos seguraram com ardente desejo as nádegas, puxando-a pra si com o desejo que o queimava por dentro, comprimindo os quadris dela contra sua masculinidade enrijecida. Mesmo tão próximos, ainda estavam longe demais, o desejo de se fundirem em um só, pele contra pele, estavam os levando a loucura.
Remo sentiu-se ser guiado pelo sonho quando seus lábios descendo por sobre a barriga suave, fazendo o corpo de sua amada retrair-se levemente, enquanto ela sentia os lábios, o toque da língua umedecidamente quente dele tocando seu baixo ventre, a fazendo cerrar as pálpebras e suspirar, enquanto seus próprios lábios eram mordidos, numa tentativa em vão de conter os suspiros, gemidos, sussurros desvanecidos que escapavam de seus lábios sem que ela pudesse ter o menor controle sobre tais reações. As mãos de Remo a tocarem-na a fazia sentir um desejo, jamais sentido em sua vida, invadir seu corpo de tal forma que se sentia mais quente do que um vulcão poderia ser. Sabia que aquilo, que jamais experimentara, tornava-se mais próximo, mas incrivelmente ela não temia e não sentia-se envergonhada, ela desejava aquilo, desejava pertencer a ele, sem temor, sem pudor, sem remorsos, apenas ser dele, era tudo que seu corpo, sua alma e seu coração desejavam naquele momento. Pertencerem-se, tornarem-se, serem, amarem-se.
Os lábios de Remo deslizaram por sobre a calcinha de Patsy, enquanto suas mãos deslizavam pelas laterais do corpo dela, levando com elas a pequena peça intima, que ia deslizando por sobre a pele macia, até ser completamente livre do corpo e jogada em algum canto do quarto. Os lábios ligeiramente ousados passou a pousar-se suavemente sobre a coxa feminina, e quando as mãos dele deslizaram até os seios, ela as tomou nas suas, forçando-o a apertar-lhe ainda mais enquanto o prazer, o desejo sobressaltava-se a qualquer pudor ou resistência. Ela não saberia dizer ao certo o que acontecia com ela, mas Patsy sentia-se no epicentro de um terremoto de sensações, onde a única coisa que lhe importava era Remo e a certeza de que, muito em breve, ela alcançaria o céu.
***
♪ Eu vi seus olhos no meu olhar
E imaginei um sonho bom
Me senti flutuar por entre nuvens de algodão
Eu quis pisar e me sentir melhor ♪
O som da musica ecoava até os cantos mais escurecidos do salão, o som dos pés se arrastando eram abafados pelo som dos instrumentos e da voz que agora entoava uma canção mais calma, para aquietar os corpos e corações agitados.
A mão acariciava o rosto enquanto o polegar deslizava pelos lábios, tendo seus movimentos acompanhados pelos olhos que sentiam-se hipnotizados por aqueles lábios entreabertos que pareciam ansiar os seus.
― Ah ruivinha, eu gosto de você muito mais do que deveria. – Como uma melodia, a mais bela que ela já ouvira na vida, aquela frase penetrou por entre os poros de Lilian, fazendo-a encher-se como uma esponja limpa, e a vontade que sentiu foi de voar como um pássaro, feliz, saltitante, por entre as nuvens e alcançar o céu. Mas ela já estava no céu, pisando sobre as nuvens, quando a mão de Thiago deslizou até o pescoço da ruiva e ela viu-se fechando os olhos, enquanto os lábios dele se aproximavam dos dela.
Aquilo era um sonho, só poderia ser, não havia outra explicação, se não fosse um sonho, era uma cena de algum filme de romance, nas cenas favoritas dela, em que o mocinho diz finalmente que a ama e a beija, e eles vivem felizes para sempre.
Felizes para sempre, será que isso existia no mundo real?
Quando os lábios de Thiago selaram-se aos de Lilian, ele sentiu-se em êxtase, amortecido pelas sensações que os lábios causavam nele, como se o resto do mundo transformasse-se em mero nada, absoluto silencio, completamente desnecessário a sua vivencia.
Pisando em nuvens, ela poderia jurar que até o tal som dos sininhos de que tanto falavam, ela ouvira, ou era fruto de sua imaginação feliz demais? Feliz, essa era a palavra, era como ela se sentia ao lado dele, era como ela se sentia ao vê-lo e esquecer qualquer outra coisa que ele já tivesse feito, não era o certo, ela não poderia esquecer, mas sua mente jamais se recordava, a única coisa que sua mente pensava era em Thiago Potter e o quanto ela amava estar com ele, abraçá-lo, beijá-lo, ser dele.
Se aquilo era um sonho, que nada os acordassem.
― Thiago?
E uma voz que não era de Lilian ecoou aos ouvidos dele.
***
― Ta engraçadinha e... Gostosa.
As palavras de Sirius soaram contra a pele de Lia, fazendo-a estremecer. Esse era certamente o maior dom dele, provocá-la, estremecê-la, levá-la a loucura, deixá-la completamente louca por ele, até... Bom, essa parte era melhor nem lembrar pra não atrair novamente os erros típicos de Sirius Black.
Disfarçadamente Lia riu, dando um tabefe no braço do maroto, fazendo-o subir a mão de volta a cintura da loira.
― Sou engraçada e gostosa todos os dias. – Piscou Lia, fazendo o maroto rir, então ainda segurando-a pela mão ele afastou-a de si, girando-a a frente, antes de puxá-la, dessa vez segurando Lia por trás, fazendo seus braços envolver o corpo suave, pousando as mãos a barriga da loira e roçando o nariz ao pescoço, sentindo o delicioso cheiro dela o embriagando.
Descendo os olhos, Sirius observou o corpo de Lia, enquanto ela movimentava o quadril de um lado ao outro ao ritmo da musica, sentindo o corpo dela roçando ao dele e seus olhos fixos nas nádegas da loira, fazendo-o sorrir mais marotamente safado ao sentir o mesmo roçando contra seu corpo e o excitando, fazendo-o deslizar os lábios pela orelha de Lia, sussurrando provocantemente.
― Ah, é, muito gostosa. – Com a mão a barriga de Lia, Sirius pressionou seu corpo ao dela, enquanto seus lábios beijavam o pescoço da loira, provocando um arrepio que percorreu o corpo inteiro, fazendo-a estremecer de leve, afastando, em seguida, seu corpo do dele, dando dois passos à frente, na tentativa de terminar a dança e esquivar-se do maroto, o que ela não conseguiu; Puxando-a pela mão, Sirius a trouxe de volta, fazendo o corpo de Lia colar-se ao seu, encarando aqueles olhos azuis intensamente, deslizando tão suavemente a mão pelas costas de Lia que ela só percebeu que a mão dele parava ao meio de suas costas quando ele a pressionou contra ela, inclinando, em seguida, o corpo dela lateralmente, enquanto ele inclinava-se sobre ela, aproximando o rosto e seus lábios dos dela, sem desviar os olhos daquele oceano azul que refletiam a sua imagem.
Lia sentia seu coração disparado ao peito, enquanto seu próprio corpo, segurado por Sirius, era inclinado para trás, como num filme de romance americano, daqueles que os cavalheiros inclinam a donzela, a beijando em seguida. Mas ele não era um cavalheiro, ela não era uma donzela e aquilo era a vida real e não um filme de romance.
Segurando rapidamente a mão envolta do pescoço de Sirius, Lia segurou-se vendo aquele rosto sedutor cada vez mais próximo e exibindo aquele sorriso perfeitamente maroto nos lábios, então, segundos depois, o nariz de Sirius roçou levemente ao dela, fazendo-a fechar os olhos, entreabrindo os lábios e esperando que os maravilhosos lábios de Sirius possuíssem os seus, mas isso não aconteceu.
Sirius sentia-se completamente fora de controle, e aquilo era o que Lia causava em si, um descontrole total e uma completa falta de sanidade; Ele não conseguia agir com a razão, ele simplesmente era guiado pelo desejo de tê-la consigo que era sempre maior que qualquer autocontrole que tivesse, por isso, naquele momento, ele não pegava varias como era de costume ele fazer em baladinhas como aquela, ele estava ali, com Lia em seus braços, inclinando-a enquanto seus lábios roçavam aos dela, sentindo-se completamente louco por aquela loira.
― Gostosa e linda. – Sussurrou o maroto enquanto seus lábios roçavam aos vermelhos e bem desenhados lábios de Lia, despertando-a do transe que Sirius causava em si.
― Linda, mas não pro seu biquinho. - Desviando o rosto dos lábios de Sirius, Lia virou-o de lado, fazendo os lábios do maroto deslizarem por sua pele até seu rosto, então sem esperar uma resposta ou outro agarro de Sirius, Lia pousou as mãos ao peitoral de Sirius o empurrando, antes de sair andando entre os casais que dançavam na pista de dança, deixando um Sirius pregado ao chão, sentindo-se completamente confuso e sem conseguir entender exatamente o que acontecera.
Mas que droga, essa loira deve ta a fim de me internar no hospício, só pode.
***
Quase não se podia ouvir o som do mar ao longe, mal se podia ouvir o vento que agora soprava pelos vãos das janelas assobiando baixinho e sacudindo-as levemente, enquanto a noite tornava-se mais taciturna e o céu mais escurecido pelas nuvens negras que encobriam as estrelas, impedindo as pessoas à Terra de as admirarem. Mal se podia ouvir o som dos automóveis, as festa, o mundo em algum lugar lá fora onde eles sequer poderiam se lembrar que existia. Apenas a respiração ofegante podia ser ouvida, apenas os sussurros baixos, roucos, sensuais escapando dos lábios entreabertos, entorpecidos, podiam-se ser notados, apenas os toques, a pele, o calor, os arrepios podiam ser sentidos, apenas o desejo gritando loucamente, o corpo, o calor podiam ser lembrados, nada mais, nada mais importava.
O corpo quente estremeceu-se sobre os lençóis enquanto o corpo forte deitava-se sobre ela, uma das mãos apoiava-se sobre a cama, enquanto os seios de Patsy pressionavam-se contra o peitoral de Remo e a mão dele ia deslizando por sobre a perna até puxá-la pra cima, encaixando seu corpo sobre o dela. O perfume de Patsy o embriagou quando ele deslizou os lábios pelo pescoço macio, antes de chegar aos lábios, possuindo-os loucamente, pressionando levemente, a seguir, seu quadril contra o corpo suave e delicado sob o seu. O beijo envolvente a entorpecia, tornando quase imperceptível a aguda dor que se apossou de seu corpo quando o órgão másculo de Remo escorregou-se por entre o seu, possuindo-a como homem algum jamais fizera.
Por entre seus lábios Remo sentiu o gemido de Patsy escapar quando sentiu seu corpo ao dela e seu desejo consumindo-os, os levando a maior loucura que já cometeram em suas vidas: o amor.
Os movimentos cúmplices os levavam a um prazer que os instigavam a tornar aquele ato ainda mais intenso, por isso, movendo-se, Remo envolveu o corpo de Patsy, levando-a consigo em um ritmo frenético, fazendo-a, num impulso natural, envolver as pernas em torno da cintura de Remo, o abraçando com as pernas, favorecendo assim o encaixe perfeito, enquanto àquele plural de prazeres, Remo investia contra ela com mais ímpeto, tornando os gemidos impossíveis de serem controlados. Somente aquela cumplicidade e completude seriam capazes de fazer viver seu coração como jamais vivera.
***
♪ Eu só queria ver de novo
O seu olhar mirando o meu,
E me sentir mais uma estrela
A brilhar no escuro do seu céu ♪
― Thiago?
Com seus pés as nuvens, alguém a segurou e a puxou direto ao chão, não deixando nem que Lilian pousasse com delicadeza, como um beija-flor ao pousar a rosa, ao contrario, era como se seu corpo estivesse estatelando-se ao chão, quando seus lábios tocaram os de Thiago, e uma voz feminina, próxima demais, chamou pelo nome do maroto.
O sonho tornava-se um pesadelo ou o filme não tinha acabado, e a mocinha, ‘nada mocinha’ do filme, aparecia para acabar com o momento perfeito do casal principal do filme. Mas que droga, ela odiava esses filmes de amor.
Lilian separou seus lábios dos de Thiago, desviando os olhos para o lado para ver que a garota, a quem ela nunca vira na vida, olhava para o maroto com um brilho exagerado nos olhos, antes de emendar rapidamente, como se nem se importasse se Lilian estava ali ou não, alias, será que ela estava vendo Lilian?
― Nossa, quanto tempo, Thi. – Thiago não conseguiu nem sequer notar a menina, seus olhos estavam fixos em Lilian, que olhava da menina para o maroto, com uma feição em seu rostinho que o fez perder o chão, mas dessa vez, não de uma maneira boa como a segundos atrás.
― Lilly. – Ele sussurrou baixinho, como que tentando trazer a atenção da ruiva para si e não para aquela garota, que honestamente, ele nem sequer lembrava-se de conhecê-la.
― Você não me ligou mais. – Disse a menina empolgada, pousando a mão sobre o braço de Thiago. Aquilo foi o máximo que Lilian conseguiu ver e ouvir, antes de sentir seus pés afastando-se dele, afastando-se daquela cena ridícula, afastando-se do sonho que virara pesadelo. Porque era sempre assim? Porque tudo que tinha Thiago Potter no meio, sempre virava um pesadelo? Porque sempre, sempre que tudo parecia dar certo, aparecia alguma garota para fazer Lilian voltar à realidade e lembrar-se que Thiago não passava de um garoto riquinho, idiota, galinha, que a única coisa que pensava na vida era ‘pegar as menininhas’ e usá-las como se fossem algo descartável, que só se podia usar uma vez e depois jogá-las no lixo.
Ela não conseguia ver nada a sua frente, seus olhos não se enchiam de lagrimas, mas sua mente estava completamente longe daquele lugar, impedindo-a de prestar atenção a qualquer coisa que estivesse em seu caminho. Seu coração não se partia como sempre acontecia, mas enchia-se de raiva, de revolta, como ele podia ser daquele jeito? Há segundos atrás dissera que gostava dela e agora estava lá, com outras diversas garotas em seu parquinho de diversões.
Lilian bufou de raiva e voltou a si, quando sentiu seus saltos afundando-se nas areias, antes de sentir alguém puxando-a pelo braço e a fazendo dar um passo pra trás, vendo aquele rosto a sua frente.
― Lilly... – Começou Thiago, fazendo a ruiva encará-lo, mas ela não o deixou terminar a frase.
― Acho que você não devia deixar sua amiguinha sozinha. – Ele podia sentir a raiva entranhada em cada uma daquelas palavras e sentiu raiva de si mesmo. Como tudo dava errado pra ele? Porque todo seu passado, que não era algo tão horrível assim, sempre vinha atrapalhar? Será que não era normal um garoto aproveitar a vida e um dia gostar de uma só e querer ficar com ela? Porque todas as outras que ele nem se lembrava quem eram, vinha sempre atrapalhar sua vida?
Mas que droga.
― Eu nem sei quem é aquela garota, Lilly. – Disse Thiago, sentindo a raiva transparecendo em suas palavras, aquilo estava deixando-o furioso. Ele só queria poder ter Lilian, só queria fazê-la acreditar nas palavras e nos sentimentos dele, mas daquele jeito, ela nunca acreditaria.
― Esse é o problema, Potter. – Lilian puxou o braço, fazendo a mão de Thiago solta-la, enquanto ela caminhava em direção a praia, sentindo seus saltos afundando-se mais a cada passo que ela dava.
― Lilly... – Thiago deu passos apressados em direção a ruiva, tentando fazê-la parar e ouvi-lo, mas Lilian não parecia disposta a isso.
― Sempre tem uma garota.
― Lilian, por favor. – Thiago parou a frente de Lilian, impedindo que ela continuasse a afundar seus saltos na areia macia da praia e o encarasse, as feições fechadas, a respiração ofegante de raiva, o sangue correndo mais feroz nas veias e o coração saltitando dentro do peito, levemente dolorido, como ele sempre conseguia deixá-lo.
― Não da Potter. – Lilian disse simplesmente, as palavras dessa vez mais baixas ecoaram pela praia, derrubando tudo dentro de Thiago como se tivesse a força de um temporal.
***
Impossível era agora controlar as reações dos corpos, os gemidos, os sussurros, as unhas que cravavam a pele, as mãos que apertavam, ansiavam, desejavam cada vez mais, os lábios que se comprimiam, beijavam, mordiam-se, sussurravam, inaudíveis eram as palavras que pelos lábios escapavam, imperceptíveis eram os lençóis amarrotados, incontroláveis eram os movimentos, o desejo.
Patsy pensou que tocaria o céu e ao tocá-lo explodiria como uma estrela quando chega a hora de unir-se completamente ao universo, quando sentiu Remo girando seu corpo, fazendo-a deitar-se sobre ele, enquanto as mãos dele apertavam suas pernas e a puxavam cada vez mais, permitindo que ela fizesse coisas que ela jamais imaginara-se ser capaz. Seu corpo, não apenas o dele, movimentava-se, enquanto seus olhos eram fechados, deixando a cabeça tombar levemente pra trás; As mãos de Remo, agora mais ágeis, deslizavam por suas costas, traçando caminhos que arrepiavam ainda mais seu corpo.
Deslizando a ponta dos dedos pelo tórax nu, Patsy seguiu com os dedos a trilha de gotículas de suor, antes de suas mãos se perderem por entre as costas, no instante em que o corpo de Remo erguia-se, tocando com os lábios, novamente, os seios de Patsy, permitindo-o senti-la estremecer.
O calor, o desejo e a ânsia pelo corpo dela cresciam a cada segundo, fazendo-o apertar, puxar, morder, beijar. Loucuras, Remo nunca cometera tantas, nem nunca experimentara nada comparado a aquilo, não, Remo nunca experimentara uma mulher como ela, ao menos uma mulher, nunca experimentara, e agora, tendo-a ali, sobre ele, fundindo-se a ele, tornando-o um homem de uma maneira que ele jamais fora, fazia-o ter a certeza de que não errara em ter esperado.
Patsy repetia seu nome, e sua voz era uma melodia aos ouvidos de Remo, deixando-se tomar por uma crescente excitação que tangia o limite do insuportável, Remo abaixou o rosto, capturando-a em mais um beijo enlouquecedor.
As unhas que se agarravam as costas dele, fazendo-o sentir uma maravilhosa dor, o fazia sentir-se mais vivo do que jamais se sentira na vida, e quando as mãos dela grudaram-se aos cabelos dele, os lábios de Patsy, nos dele, não puderam controlar o agudo som que escapou por entre o beijo, fazendo seu corpo estremecer sobre o dele, enquanto calor, espasmos, estrelas, desejos, prazer espalhavam-se pelos poros, células, centímetros, de seu corpo.
Espasmos a faziam contrair-se, ao mesmo tempo em que pronunciava o nome dele em repetidos sussurros.
Remo sentiu-se colar os lábios ao pescoço de Patsy enquanto seu corpo inteiro contraia-se, sendo sacudido por sensações que o fazia ter certeza de uma coisa, apenas uma, simples e completa: eles eram um só e nada poderia mudar isso.
***
A noite estava agora mais escurecida, a estrada, finalmente livre dos carros, que a espera ficaram por horas, tornava a distancia menor a cada minuto, enquanto o carro deslizava pela pista. Os dedos antes tamborilantes sobre o volante, agora os segurava firmemente, sentindo toda a tensão que a raiva dentro de si permitia.
A distância tornou-se muito menor quando seus olhos avistaram os prédios inclináveis sobre o morro que fora mencionado, ele conhecia bem pouco aquele lugar, mas os encontrariam, nem que tivesse que revirar toda a cidade, ele os encontrariam.
A velocidade no painel do carro diminuiu quase que bruscamente, quando os olhos foram reconhecendo o lugar indicado.
O carro parou. A porta se bateu. Passos ecoaram pela noite e então silenciou-se.
A mão sorrateiramente não bateu, mas empurrou o portão, forçando o mesmo a abrir-se. Passos ecoaram novamente, dessa vez abafados pela grama verde, mãos novamente empurraram, dessa vez a porta.
O breu da casa açoitou-o, fazendo-o piscar diversas vezes até seus olhos acostumarem-se, o silencio predominava, tornando até mesmo sua respiração rápida alta demais, então, parado a porta ele observou o local.
Passos, dessa vez mais cautelosos, ecoaram pelo piso, os degraus da escada rangeram e mãos perigosas pararam a porta, antes de girar a maçaneta.
Os pés congelaram-se, os olhos arregalaram-se, um grito fora ecoado na noite, abafado pela mão, corações disparados, o medo sobressaltando-se, a fúria dilatando-se.
E Thomas Kensit perdeu a razão de tudo, sendo invadido pela fúria cega que o dominava.
***
Quando as mãos empurraram o peitoral, trêmula, os pés seguiram pelo caminho a frente sem conseguir notar exatamente onde eles estavam a levando. Sirius sabia deixá-la daquela maneira, ele sabia o quanto mexia com ela e aproveitava-se disso, mas muito mais do que o desejo de beijá-lo, que a consumia, Lia lembrava-se claramente das ultimas coisas que acontecera entre eles e o medo era ainda maior. Sirius parecia não saber o que queria, quando num minuto ela parecia ter certeza que a queria, em outro toda a certeza ia por ralo abaixo, e essa indecisão só fazia Lia pensar que talvez o melhor fosse afastar-se de Sirius, mas o maior problema no momento era esse: Sirius não deixava Lia esquecê-lo, muito ao contrario.
Quando Lia aproximou-se do bar, sentiu uma mão segurando-a pelo braço, puxando-a para encarar o rosto que surgia a sua frente, não dando tempo, então, de que Lia dissesse coisa alguma, envolvendo-a tão rapidamente que ela mal conseguiu perceber exatamente o que acontecia, até sentir uma parede gélida colar-se as suas costas, enquanto Sirius deslizava a mão por seu rosto, segurando-o e permitindo que ela continuasse a encará-lo.
― Que droga, Lia, porque você faz isso? – A vontade que ele tinha de beijar aqueles lábios era algo que o acendia por dentro. Nunca desejara tanto beijar uma garota quanto ele desejava quando Lia estava por perto, nunca se sentira daquela maneira, como se pudesse conquistar todas as mulheres do mundo, menos Lia, era como se ela fosse sempre inalcançável a ele e isso o deixava ensandecido.
Os lábios de Sirius aproximaram-se dos de Lia dessa vez mais rapidamente do que antes, mas mais uma vez os lábios não se findaram, mais uma vez Lia desviou os lábios, deslizando os próprios pelo rosto do maroto até aproximar-se do lóbulo da orelha dele, onde ela sussurrou roucamente.
― E porque você sempre acha que eu vou ser tão fácil? – As mãos de Sirius apertaram mais a cintura de Lia, pressionando o corpo dele ao dela, enquanto seus lábios espremiam contra a pele do pescoço de Lia, enlouquecendo-o ainda mais o cheiro que emanava do corpo e dos cabelos dela.
― Porque eu sei que você também me quer. – Com a voz rouca, Sirius disse ao ouvido de Lia, fazendo-a fechar os olhos e morder levemente o próprio lábio, enquanto um calor misturado ao desejo por Sirius invadia-a por completo. Mas o orgulho era muito maior que o desejo, Lia não poderia deixar com que Sirius tivesse a certeza sobre o que sentia por ele, por isso, ela riu, com os lábios ainda próximos do ouvido dele, falando com a voz mais sensual em seguida, provocando-o.
― Quem garante? – A mão de Sirius deslizou até o rosto de Lia, puxando-o e fazendo-a encará-lo, enquanto ele encarava aqueles olhos da cor da imensidão do mar.
― Você não quer, Lia? – Encarando aqueles olhos azuis acinzentados no escuro do barzinho, Lia sentiu seu coração palpitar mais forte no peito, enquanto um calafrio percorria seu corpo, aquela mesma sensação que sempre tinha antes de Sirius beijar seus lábios.
― O problema nunca foi o que eu quero, Sirius.
Um calor que nada tinha a ver com o tempo percorreu o corpo de ambos, tornando-se ainda maior quando Sirius apertou a mão à cintura de Lia, colando ainda mais, se isso fosse possível, seu corpo ao de Lia, acariciando-lhe o rosto, enquanto ele aproximava lentamente seus lábios dos dela, fazendo-o sentir o corpo de Lia estremecer-se sobre o seu. Os olhos encaravam, como se estivessem hipnotizados, desviando-se ora ou outra para descer até os lábios, umedecidos pela língua, enquanto o desejo invadia-os completamente e os lábios de Sirius se tornavam cada vez mais próximos dos de Lia, deixando a ambos ofegantes, desejosos e ansiosos um pelo outro.
Fechando os olhos, Sirius sentiu seus lábios roçarem-se aos de Lia e sentiu seu próprio peito encher-se de uma felicidade que ele jamais conseguia entender, era como se ele se completasse todas as vezes que seus lábios tocavam os dela, e ele não precisasse de mais nada na vida. Passando a língua suavemente pelos lábios de Lia, que se entreabriam para receber os lábios dele, Sirius sentiu as palavras saindo de seus próprios lábios, baixas e levemente enrouquecida.
― Eu quero você, Lia. Sempre quis. – E então os lábios colaram-se, beijando-se loucamente; As mãos de Lia subiram pela nuca, deixando com que suas unhas o arranhassem enquanto a mão de Sirius deslizava pelo corpo da loira, apertando-a com vontade, levando, ambos, a loucura.
***
♪ E poder subir mais alto
E criar um mundo meu,
Onde a imaginação me leva
A trilhar um caminho ao lado seu ♪
― Não dá Potter.
As palavras ecoaram pela noite, como se atingisse as ondas e fossem arremessadas no ar, fazendo-as colidirem contra Thiago com tamanho impacto que quase o derrubara ao chão.
Os pés pareciam colados ao chão, quando ele viu Lilian desviar-se e dar passos em direção a praia. Não era possível que aquilo estava acontecendo com ele, não era possível que ia perder Lilian mais uma vez, sem nunca tê-la de verdade. Não era possível, ele não poderia permitir aquilo.
― Lilly você não entende? – Lilian sentia-se como seu salto, afundando a cada passo que dava, sufocada como se não pudesse respirar o ar que seus pulmões exalavam, perdendo o rumo, sem saber sequer pra onde seus pés a levavam.
― Não Potter. – Ela disse simplesmente, com a voz ainda baixa, o nó preso na garganta e um aperto no peito, como se houvesse dentro de si um globo de angustia esmagando tudo dentro de si.
Thiago viu Lilian caminhando por entre a praia deserta e escurecida, como se fosse seu mundo indo embora, sua felicidade indo, abandonando-o e deixando-o completamente sozinho ali. Não podia deixá-la ir assim, não podia deixar Lilian ir embora pensando aquilo que não era verdade, nenhuma outra garota interessa mais a Thiago, ele só queria uma.
― Lilian... Eu não quero elas, eu quero... Você.
***
As respirações ofegantes ressoavam altas pelo quarto, o riso femininamente rouco fazia-o sorrir, a felicidade dominava-os tornando impossível controlá-la.
As mãos dele acariciaram os cabelos de Patsy, que se deitou sobre o peitoral de Remo, deslizando a pontinha do dedo indicador por ele, suavemente. A sensação que a dominava era de alguém que havia ingerido um poderoso elixir e agora experimentava um estado de completo torpor.
― Somos dois loucos. – A voz levemente baixa e rouca de Patsy fez Remo arrepiar-se levemente antes de rir, deslizando a mão pelo rosto da namorada.
― Loucos, apaixonados. Completamente apaixonado. – Patsy ergueu o rosto para admirá-lo, seus olhos se encontraram, trocando um silencio repleto de amor e desejo. Deus, como ela o amava e como sentia-se pisando nas nuvens, se aquilo fosse um sonho, era certamente o melhor de toda sua vida.
Com o coração batendo confortavelmente extasiado, Patsy selou os lábios aos de Remo que acariciou-lhe o rosto, enquanto sorria entre o beijo. Não tinha como sentir-se mais feliz, aquilo era impossível, seu coração batia em seu peito como se houvesse plumas dentro de si, que extasiasse até os batimentos cardíacos, a vontade de sorrir fazia-o sentir-se um bobo e certamente, se seus amigos o vissem sorrindo daquela maneira, o chamariam disso. Uma felicidade completamente plena estacionava-se sobre seu coração, fazendo-o sentir-se completo, como se não houvesse na terra homem mais feliz.
Foi tudo de repente, Remo não soube como, jamais saberia explicar como acontecera, mas o sonho, seu sorriso, sua felicidade, inesperadamente desmancharam-se quando de repente e misteriosamente, a porta do quarto abriu-se e o mundo de Remo desabou sobre eles.
― Eu vou te matar.
― Pai? - O homem adentrou o quarto em passadas rápidas, caminhando em direção a cama, a fúria estampada em seus olhos, em suas faces era tão assustadora, que fez o medo congelar suas veias.
Patsy não teve tempo de nada alem de puxar o lençol, envolvendo-o ao corpo, enquanto Thomas Kensit aproximava-se da cama, dando a Remo um segundo para erguer o corpo, antes de sentir uma dor latejante invadir seu rosto, enquanto a mão de Thomas acertava-o em um murro, fazendo um grito escapar dos lábios de Patsy, levando a mão à boca em seguida e sentindo as lagrimas brotando em seus olhos.
O corpo de Remo bateu contra a cabeceira da cama, quando a força do soco o atingiu, sentindo em seguida o gosto do sangue e o calor do mesmo escorrendo por seus lábios, enquanto recobrava-se do amortecimento que o soco causara em seus sentidos, permitindo-o ouvir os gritos de Patsy que ecoavam pelo quarto, alcançando todos os cantos vazios da casa.
― SUA VAGABUNDA!. – O grito de Thomas enfurecido seria capaz de quebrar os vidros e arrebentar portas, tornando o desespero de Patsy ainda maior, quando viu o pai dando a volta na cama, aproximando-se de onde ela estava, para segundos depois, grudar a mão em seu pulso, tentando puxá-la para fora da cama, enquanto as lagrimas brotavam em seus olhos embaçando sua vista e banhando seu rosto.
― NÃO, PAI, NÃO! – O grito sufocado pelas lagrimas escapavam dos lábios de Patsy, enquanto seu corpo era arrastado da cama pelo pulso, com tamanha força que o corpo de Patsy caiu sobre o chão, causando um baque forte e fazendo-a sentir como se os ossos de seu corpo estivessem partindo-se ao meio.
― EU NÃO CRIEI FILHA MINHA PRA SER UMA VAGABUNDA.
Remo reergueu-se tão rapidamente que jamais poderia dizer de onde saíra tamanha coragem, num pulo, ele postou-se de pé, dando passos largos até Thomas Kensit, puxando-o pelo braço, permitindo que assim, Patsy ficasse livre do pai que a segurava pelo pulso, tentando arrastá-la pelo chão liso e frio do quarto, envolvida pelo lençol que ela segurava contra seu corpo com toda a força que conseguia. Então, sentindo uma força abissal, Remo fechou a mão em punho, acertando o rosto de Thomas, fazendo-o cambalear para os lados, Remo rapidamente, deixando com que o homem caísse por sobre a parede, correu até Patsy, segurando-a delicadamente, apesar da pressa, ajudando-a a se levantar e sentar-se sobre a cama.
― Pega suas cois... – A frase foi interrompida, enquanto outro grito escapava dos lábios de Patsy, quando Remo fora puxado e acertado novamente ao rosto, tombando o corpo para trás, alcançando o chão num baque surdo, fazendo-o tentar apoiar as mãos ao chão, numa tentativa frustrada de amortecer a queda. Sem ter tempo de se recobrar do ataque, Remo sentiu apenas um chute dilacerante invadir-lhe as costelas, quando Thomas desvanecido chutou-o enquanto de suas bocas palavras enfurecidamente loucas tentavam agredir ainda mais Remo, que não conseguia ouvir, apenas sentir as dores que invadiam seu corpo, fazendo ganidos de dor escapar dos seus lábios.
Cego de ódio, Thomas sentiu-se chutar uma segunda vez o corpo de Remo, caído ao chão, enquanto a raiva e o ódio o consumiam, sentindo uma necessidade sobrenatural de atingir Remo com cada vez mais força até que pudesse matá-lo.
―NÃOOOOOO!
Quando Thomas ergueu a mão, inclinando-se sobre Remo para acertar-lhe mais uma vez, Patsy pulou sobre as costas do pai, envolvendo as mãos em volta do pescoço, tentando afastá-lo de Remo; Desvairado, Thomas girou o corpo, fazendo o corpo de Patsy, mal seguro pelas mãos, escorregarem das costas e voar para trás, caindo num baque forte contra a porta quase fechada, tornando o som da mesma se batendo ensurdecedor.
― COMO VOCÊ SE ATREVE, SUA VAGABUNDA. – esquecendo-se de Remo, Thomas caminhou aproximando-se de Patsy, que caída ao chão, apoiava as mãos ao mesmo, sentindo uma dor penetrando cada costela do seu corpo, como se um serrote estivesse cortando-os em pedacinhos.
As lagrimas escorriam incontroláveis dos olhos castanhos, deslizando pelo rosto de pele macia e alcançando o colo semi-nu, descoberto pelo lençol que fora esquecido e ia deslizando pelo corpo da menina, deixando os seios ficarem a mostra, sem que ela sequer conseguisse se importar com aquilo, enquanto o pai com as feições transloucada aproximava-se exalando ódio pelas narinas.
― SUA VAGABUNDA, EU DISSE PRA FICAR LONGE DESSE MOLEQUE DESGRAÇADO, E OLHA O QUE VOCÊ FEZ. – Gritou Thomas parando em frente ao corpo caído de Patsy ao chão, encostado a porta, soluçante. – Olha o que ele fez com você. – A voz, agora um pouco mais baixa, ressoava entre dentes furiosamente. - Tornou você numa vagabunda, Patsy. UMA VAGABUNDA.
A mão de Thomas ergueu-se no ar, descendo violentamente sobre rosto de Patsy.
― NÃOOOOOOOO! – O pescoço de Thomas foi envolvido pelas mãos de Remo, que sentia a raiva percorrendo cada célula de seu corpo ao ver sua amada sendo agredida daquela forma. Furiosamente, sendo enforcado, Thomas deu passos violentos para trás até sentir o corpo, atrás do seu, sendo esmagado contra a parede, tentando forçá-lo a largar seu pescoço.
Remo sentiu mais uma vez uma dor dilacerante invadindo seu corpo, enquanto Thomas batia com as costas contra a parede, fazendo não suas próprias costas baterem a mesma, mas a de Remo, que era esmagada, enquanto seu braço forçava-se cada vez mais em volta do pescoço de Thomas, fazendo-o arquejar e debater-se violentamente.
Sentindo-se completamente dolorida, Patsy sentiu-se ser invadida totalmente pelo desespero ao ver o namorado tentando enforcar o pai dela, enquanto o mesmo batia as costas de Remo contra a parede. Era um pesadelo, um pesadelo depois de um sonho perfeito, o pior pesadelo de sua vida, mas ela tinha que fazer alguma coisa, ela tinha que fazê-los parar.
― PAREM POR FAVOR, PAREM. PELO AMOR DE DEUS, REMO! – Mas Remo não a ouviu, seus sentidos, sua raiva, tudo estava voltado para os braços envolta do pescoço do homem que agredira sua namorada, do homem que ofendera a mulher que ele amava, a sua mulher, ele não podia deixar isso assim.
Arrastando-se pelo chão, sentindo o lençol envolto em seu corpo enroscando-se em alguma coisa, Patsy ergueu as mãos, alcançando a cama, a qual ela se segurou, erguendo-se rapidamente, vendo uma imagem grande de um anjo, feito a gesso, sobre a mesinha de cabeceira ao lado da cama, o qual ela pegou sem pensar, e levantando-se, ela postou-se a frente do pai, o qual ainda tinha os braços de Remo envolta de seu pescoço, agora com o rosto levemente arroxeado enquanto tentava puxar as mãos de Remo e o esmagava cada vez com mais força contra a parede atrás de si.
― PAREM, PELO AMOR DE DEUS, PAREM! – Ela tentou mais uma vez, mas sem sucesso algum, movida pelo desespero, Patsy ergueu o anjo no ar, baixando-o com força em seguida, vendo o mesmo atingir a face de seu pai, espatifando o anjo em pedaços e tornando o corpo de seu pai imediatamente mole sobre os braços de Remo, escorregando contra o mesmo, até Remo soltar os braços completamente de Thomas, que caiu num baque surdo ao chão, desacordado.
As mãos, por segundos desocupadas, de Patsy, ergueram-se a boca, a qual ela tampou-a, abafando o grito que escapara de seus lábios, deixando a vista apenas os olhos arregalados, vendo o pai caído ao chão, desmaiado, uma poça de sangue formando-se ao chão escorrendo da testa atingida, tornando o pânico imensurável tomando conta de Patsy.
Remo engoliu em seco, sentindo-se ofegante, enquanto seu corpo inteiro doía imensamente, vendo então o corpo de Thomas Kensit caído ao chão.
― Re-Remo... Eu ma-matei me-meu pa-pai. – tremula, Patsy escorregava ao chão, as lagrimas encharcando seu rosto, o corpo, agora quase nu, mal envolvido pelo lençol que pousava quase completamente ao chão encurvando-se ao piso gelado, em prantos. Num átimo de desespero, Remo agachou-se ao lado de Patsy, envolvendo-a em seus braços, erguendo-a rapidamente, ajudando-a a sentar-se a cama, antes de puxar o lençol pra cima da mesma, tentando envolver o corpo da namorada.
― Não amor, ele esta vivo. – Segurando o rosto de Patsy, Remo ergueu o mesmo, fazendo-a olhá-lo. – Amor, me escuta.
Ele disse calmamente, tentando acalmar Patsy que tremia sob suas mãos, soluçando quase incontrolavelmente enquanto as lagrimas escorriam de seus olhos de maneira incontrolável.
― A gente precisa sair daqui, a gente precisa sair rápido daqui. – Patsy afirmou quase imperceptivelmente com a cabeça, sentindo Remo envolve-la em torno do lençol, enquanto as mãos, tremulas, de Patsy tateavam a cama, a procura de alguma peça intima que pudesse cobri-la melhor.
Desesperado por sair dali antes que Thomas Kensit recobrasse a consciência, Remo percebeu que estava apenas de cueca, ao encarar o chão, então rapidamente ele pegou sua camisa caída ao mesmo e a calcinha de Patsy, próxima a peça de roupa, e entregou-a a namorada. Eles precisavam sair dali urgentemente, eles precisavam fugir para o mais longe possível, Remo precisava fugir com Patsy, protegê-la, ele faria isso, se pudesse com a própria vida, disso ele tinha certeza.
― Lilian... Eu não quero elas, eu quero... Você.
O salto afundando a areia da praia, parou, o coração sob os músculos do corpo, da carne, do tecido epidérmico, acelerou-se drasticamente, a anfetamina espalhava-se dos nervos ao sangue correndo quente pelas veias, causando uma onda de calor que se espalhava por todo seu corpo, amolecendo levemente seus joelhos, afogueando as faces e umedecendo as mãos de suor. Devia estar delirando, nem bebera e já estava tendo alucinações. Lilian sentiu a mão quente pousando sobre seu braço, fazendo-a lentamente girar para olhá-lo, encarando aqueles olhos castanho-esverdeados e sentir-se como se o ar faltasse em seus pulmões.
A ponta da língua umedeceu levemente os lábios, enquanto, o coração acelerado, fazia-a ficar levemente ofegante; Os lábios de Thiago aproximavam-se dos seus e a outra mão deslizava pelo rosto de Lilian, fazendo seu corpo ficar levemente tremulo, enquanto ela cerrava as pálpebras, sentindo o hálito quente de Thiago em seus lábios.
― Thiago.
O desespero e o pânico invadiam tanto quanto fora nos minutos intermináveis em que Thomas Kensit os atacara, e agora, Remo apenas de bermuda, a qual ele encontrara e vestira o mais rapidamente, e Patsy apenas de calcinha e a camisa de Remo a bater-lhe aos joelhos, corriam pela areia macia da praia, rezando internamente pra que encontrassem os amigos o mais depressa possível.
Segurando a mão de Patsy, que ainda tremia, agora um pouco mais controlada, Remo viu a silhueta de duas pessoas mais a frente e mesmo de longe, ele o reconheceu, respirando aliviado em seguida, sairiam daquele sufoco mais rapidamente com a ajuda de Thiago e Sirius.
Quando os lábios quentes pousaram sobre os lábios de Lilian, algo os despertou, fazendo Lilian afastar-se rapidamente de Thiago antes de virar o rosto para trás, vendo uma imagem muito estranha ir tornando-se mais clara à medida que se aproximavam da claridade vinda do bar.
― O que aconteceu? – Com os olhos arregalados, Lilian viu Remo e Patsy se aproximando, olhando duas vezes para a amiga pra ter certeza de que ela estava mesmo vendo Patsy direito ou se era alguma brincadeira de seu cérebro. – Pat porque você...?
Mas Lilian não continuou, diante da face encharcada de lagrimas de Patsy, ela correu até a amiga, envolvendo-a em seus braços e tentando acalmar a garota, que ainda soluçava levemente.
― Pontas a gente precisa sair daqui. Rápido cara. – Thiago não questionou, apenas assentiu, caminhando apressadamente em direção ao bar, enquanto Remo, ainda próximo a namorada, segurava a mão dela, caminhando rapidamente atrás de Thiago.
Lilian sentia-se confusa sem saber o que acontecia, mas sentiu-se admirada pela amizade e confiança de Thiago com Remo, postando-se a ajudá-lo de imediato, sem sequer questioná-lo.
Quando eles aproximaram-se da porta que dava entrada ao barzinho, Thiago parou.
― Aluado, vai com elas e me espera perto da gárgula, eu vou achar o Sirius e a Lia.
― Perto da onde? – Indagou Lilian rapidamente, antes de Thiago responder.
― Ele sabe. – Thiago virou-se pronto para adentrar o bar, mas Lilian o impediu, segurando-o pela mão.
― Eu vou com você. – Thiago acariciou a mão de Lilian com os dedos.
― Não Lilly, vai com eles, qualquer mínima coisa você me liga. Eu não demoro.
Piscando, Thiago saiu correndo, enquanto Lilian o via perder-se na multidão, antes de voltar os olhos para Remo e Patsy. O melhor era fazer o que Thiago dissera e esperar que ele encontrasse Sirius e a Lia, o mais rápido possível.
Os lábios dele investiam contra os dela loucamente, deixando a língua invadir-lhe e perder-se no gosto delicioso dos lábios de Lia nos dele. O corpo forte pressionava o corpo dela contra a parede, colando os dois corpos, enquanto a mão de Sirius percorria pelo corpo de Lia loucamente, como se ele jamais tivesse tocado uma mulher na vida e ansiasse por fazê-lo. Quando os lábios de Sirius deslizaram pelo pescoço da loira, ela sentiu um gemido fraco escapar-lhe dos lábios, enquanto a mão sorrateira de Sirius deslizava por sob a saia, apalpando-lhe as nádegas e segurando-as com tamanha vontade que fez o corpo de Lia erguer-se levemente pra cima e mais contra o corpo de Sirius, que com uma das pernas entre as de Lia, pressionava-a, sentindo o desejo consumindo-o por dentro de maneira voraz.
O perfume de Lia era inalado febrilmente enquanto os lábios traçavam um caminho que provocava ao corpo dela arrepios constantes, fazendo-a pressionar as unhas contra as costas de Sirius, sentindo o tecido da camisa impedindo-a de sentir a pele quente das costas definidas e bronzeada pelo sol. O lábio inferior fora mordido, reprimindo outro gemido baixo quando os dentes de Sirius roçaram contra o lóbulo da orelha, estremecendo o corpo de Lia e fazendo-a apertar ainda mais a mão contra Sirius, puxando-o para si, desejando-o desta vez como jamais o desejara antes.
Quando a outra mão de Sirius deslizou pela perna de Lia, puxando-a pra cima, ela envolveu as mãos, envolta do pescoço do maroto, impulsionando o corpo e envolvendo a cintura dele com as pernas, enquanto Sirius segurava-a, abaixando levemente o corpo de Lia, permitindo que assim, ele pudesse pressionar seu quadril contra o corpo de Lia, que agora tinha a saia levemente erguida, fazendo-a sentir o volume por sob a calça de Sirius roçando febrilmente contra o tecido de sua calcinha, causando em si uma vontade e um calor imensurável, forçando-a a deslizar uma das mãos pelas costas do maroto, enfiando-a sorrateiramente por baixo da camisa e deixando as unhas arranharem a pele do maroto, fazendo-o arquejar enquanto seus lábios subiam novamente a procura dos lábios fartos da loira.
Quando Sirius cuidadosamente deslizou uma das mãos da perna da loira por entre as coxas, sentindo a ponta de seus dedos deslizando por sobre a lingerie, ele sentiu o corpo de Lia estremecer contra o seu, levando-o a um desejo ainda maior. Sua vontade era de possuí-la ali mesmo, naquele instante, sem se importar com nada mais no mundo, mas quando Sirius deslizou a ponta do dedo pela lateral da peça intima, pronto para puxá-la, ele sentiu uma coisa totalmente indesejável acontecer, quando uma mão pousou sobre seu ombro, fazendo-o afastar, contra toda sua vontade, os lábios dos de Lia e virar o rosto para trás, prestes a xingar o “filho da puta” que atrapalhara o melhor momento de seus últimos dias.
― Mas que porra... – A voz calou-se enquanto a testa era franzida e uma nítida feição de interrogação era refletida nas faces de Sirius ao ver Thiago parado quase atrás de si.
― Foi mal ae, o Aluado precisa da gente. – Rindo nervoso, Sirius voltou os olhos pra Lia, sentindo a respiração ofegante, enquanto fazia uma carinha de sinto muito.
― É loira, marotos são marotos, não da pra abandonar um.
***
O som de musica e pessoas animadas eram ouvidos ao longe, mas eles não pareciam prestar muita atenção ao que o mundo fazia lá longe; Em baixo de algumas arvores, próximos a uma estatua de uma sereia e dois golfinhos, eles observavam atentamente os dois marotos, que sorrateiramente e silenciosamente, caminhavam em passos rápidos, levemente abaixados, em direção ao portão da casa de Thiago, que encontrava-se entreaberto.
Encostando-se a parede ao lado do portão, com Sirius ao seu lado, Thiago espiou para dentro da casa, vendo que o jardim da frente e a garagem estavam vazios e o silencio absoluto indicava que provavelmente não havia pessoas ali.
― Pontas como vamos sair com o carro sem ninguém ver a gente?
― Vamo sair devagarinho, sacou?
Sirius acenou com a cabeça, então espiando a casa, Thiago entreabriu o portão e correu, em seguida, agachado até a traseira do carro, encostando-se a mesma e olhando em direção ao portão, sabendo que Sirius, encostado ao muro ao lado do mesmo, observava o maroto.
Fazendo sinal a Sirius, Thiago, em passadas largas alcançou a porta do lado do motorista, abrindo-a para ele adentrar o carro rapidamente, fechando a porta o mais silenciosamente possível em seguida, vendo que a chave, como Hagrid sempre deixava, estava ali escondidinha no lugar onde Thiago já sabia.
Ligando o carro, Thiago olhou pelo retrovisor, vendo que Sirius já abrira o portão, então o mais silenciosamente possível, Thiago deu a ré no carro e foi saindo lentamente com o mesmo, até passar pelo portão, alcançando a rua.
Silenciosamente, Thiago colocou a primeira marcha no carro e seguiu até onde os amigos estavam, deixando Sirius pra trás, que, também silenciosamente, fechou o portão e correu até os amigos.
Assim que Thiago parou com o carro, Remo correu até o mesmo, segurando Patsy pela cintura, abrindo a porta de trás e entrando com a namorada, ajudando-a a colocar o cinto de segurança, abraçando-a em seguida, após ele apertar o próprio cinto e recostá-la ao peito, enquanto Sirius ajudava Lia a entrar, entrando em seguida e deixando o banco da frente desocupado para Lilian, que abriu a porta, entrando no carro e virando-se para encarar Thiago.
― Potter o que esta acontecendo?
Olhando rapidamente pelo retrovisor, Thiago acelerou, dessa vez saindo rapidamente com o carro e pegando a rodovia, na qual ele passou a marcha, aumentando a velocidade.
― Potter? – Indagou Lilian novamente, diante do silencio do maroto, que sem desviar os olhos da rodovia disse rapidamente.
― O cinto, Lilly. – Revirando os olhos, a ruiva puxou o cinto de segurança, fechando o mesmo e voltando a encarar o maroto. – Pra onde a gente ta indo?
― Não sei, Lilly, a gente só precisa sair daqui.
― Por que? – Desviando rapidamente os olhos da estrada, Thiago olhou pra ruiva, respirando fundo e voltando os olhos pra pista, antes de interrogar, dessa vez com a voz mais alta.
― Aluado, ta tudo bem ai? – Com a pergunta de Thiago, Lilian girou o corpo, olhando pra trás pelo vão entre os bancos, vendo que no banco atrás deles estava Lia e Sirius e no banco atrás, estava Remo e Patsy abraçados, a amiga agora parecendo mais calma.
Lilian viu Remo assentir com a cabeça e não conseguiu refrear-se, antes da pergunta escapar de seus lábios.
― O que aconteceu? – Ela viu Remo e Patsy se entreolharem, aquela era a pergunta que todos se faziam internamente, mas tanto Lilian, quanto Lia, não entendiam porque Sirius ou Thiago não a fizeram ainda, era como se não precisassem saber, mas por mais que confiassem em Remo e soubesse que ele não falaria para saírem daquele jeito dali se não fosse importante, poderiam pelo menos perguntar pra saber exatamente o que estava acontecendo.
Lia, sentada no banco de trás do carro, envolvida pelos braços de Sirius, desviou os olhos de Lilian para encarar o maroto, perguntando silenciosamente a mesma coisa fazendo-o apenas dar de ombros. E antes que Remo ou Patsy respondessem alguma coisa e acabassem com aquele suspense, Thiago os interrompeu.
― Aluado. – Ele disse apenas olhando pelo retrovisor, enquanto Remo erguia os olhos para olhar pra Thiago e depois para trás, vendo um farol alto não muito longe do carro deles, fazendo Patsy arregalar os olhos e olhar pra trás, assustada.
Remo abraçou mais Patsy enquanto Thiago acelerava mais o carro no instante em que gotículas de chuva começavam a cair sobre o vidro do carro.
― Thiago, o que foi? – Lilian indagou dessa vez com a voz mais baixa e rouca.
― Acho que tem alguém seguindo a gente.
― O que? – Lilian girou o corpo novamente, tentando enxergar alguma coisa atrás do carro, mas não conseguiu ver nada alem de um farol distante.
― Ai meu Deus! – A ruiva levou a mão a boca, apavorando-se à medida que a chuva sobre o vidro do carro aumentava, forçando Thiago a ligar o pára-brisa, enquanto a adrenalina correndo por sua veia o fazia acelerar mais o carro, mantendo-se atento a estrada e ao farol do carro atrás deles, não sabia dizer porque, mas tinha a sensação de que aquele carro estava os seguindo.
O som da chuva forte caindo sobre o automóvel aumentava, tornando a tensão dentro do carro ainda maior, mesmo com os vidros fechados eles podiam ouvir o barulho do vento assobiando alto lá fora, enquanto as arvores que beiravam a rodovia chacoalhavam mostrando a força do vento.
Quando o carro fez uma curva, Lilian segurou-se ao banco, sentindo o medo acelerando seus batimentos.
― Potter você tem carteira de motorista né? – Quando o maroto acenou negativamente com a cabeça, Lilian arregalou os olhos, girando o corpo rapidamente.
― Alguém aqui tem carteira de motorista? – O medo percorreu ainda mais intensamente as veias de Lilian, fazendo-a olhar ainda com os olhos arregalados para Thiago.
― Lilian relaxa, a gente sabe dirigir. – Disse Sirius rindo, vendo que imediatamente Lia colocava o cinto de segurança.
― Lilly, eu já passei no exame da auto-escola. Vou pegar minha carteira em março, assim que eu fizer dezoito.
― Mas Potter você não tem carteira ainda-pelo amor de deus diminui esse carro. – Disse desesperadamente Lilian, quando Thiago entrou numa curva em alta velocidade, enquanto a chuva açoitava os vidros do carro e a neblina ia tomando a estrada deixando a visibilidade cada vez menor.
― Caralho, Aluado ele ta na nossa cola, com o farol mó alto, que porra. – Disse Thiago como se nem tivesse ouvido o que Lilian dissera.
― Encosta, Pontas, encosta, vamo ver se ele ultrapassa. – Disse Sirius rapidamente, antes de Thiago seguir o que o amigo dissera, encostando o carro ao acostamento, dando passagem ao carro, mas o carro não passou, fazendo todos tremerem dentro do carro, o automóvel atrás deles alcançou o carro, ficando exatamente ao lado passando a investir contra o carro deles, tentando atingi-los na lateral.
― Ai Meu Deus, Potter! – Disse Lilian desesperada, enquanto Lia gritava, abafando o grito com a mão e Patsy começava a soluçar encostando a cabeça ao peito de Remo.
― Filho da puta! – Disse Thiago quando o carro ao lado do seu bateu a lateral em seu carro, arranhando a lataria; Tirando o pé do acelerador, Thiago pisou no freio, diminuindo a velocidade do carro, fazendo o outro automóvel seguir a frente, enquanto Thiago o via se distanciando, diminuindo a marcha e voltando a acelerar, antes de mudar a marcha do carro novamente, ganhando velocidade e ficando na traseira do carro que os tentara empurrar a lateral da pista.
― Potter o que você ta fazendo? – Lilian segurava-se ao banco do carro, tremula, sentindo seu coração martelando no peito.
A neblina agora cobria toda a estrada, permitindo a Thiago ver apenas o farol do outro carro a sua frente, a chuva açoitava os vidros e o uivo do vento podia ser ouvido de dentro do automóvel, enquanto uma tempestade caia sobre a estrada, tornando-a ainda mais perigosa do que o habitual.
― THIAGO! – Inesperadamente o carro da frente freou, gritos ecoarem enquanto Thiago pisava, instintivamente, no freio, diminuindo bruscamente a velocidade, fazendo o som dos pneus derrapando ecoar alto, enquanto Thiago rapidamente girava o volante, evitando que o carro colidisse com o automóvel a frente.
Desviando do carro, os pneus na pista molhada, derraparam, perdendo a direção e o controle, e então girou, rodopiando na pista. As mãos grudadas ao volante forçaram a controlar o carro, em vão, então inesperadamente uma pancada forte e brusca acertou a lateral do carro, fazendo-os ouvir o som do metal arranhando-se e os pneus derrapando na pista, sendo empurrado pela força e velocidade dos carros. Quando o silencio predominou, segundos mal perceptíveis passaram-se, quebrando então o silencio o uivo dos ventos, a chuva açoitando o carro e os gritos desesperados. O carro rodopiando mais uma vez, deslizou pela pista molhada e lisa, como se estivesse numa pista de patinação, então saindo da mesma, o carro desceu uma inclinação, que com a velocidade do carro, o fez sacudir-se, como se estivesse desequilibrando-se antes de girar no ar, colidindo lateralmente contra o morro íngreme, descendo o mesmo velozmente, enquanto o carro capotando, ia rolando morro abaixo, batendo o teto ao chão num baque surdo, antes de mais uma vez erguer-se no ar, girando, amassando a outra lateral do carro e rodopiando mais uma vez, caindo ao chão sobre as rodas, em outro baque forte, erguendo-se tão rapidamente no ar como se molas o empurrassem, girando-o, fazendo cair de lado, amassando a lateral uma ultima vez, antes de girar e cair, uma ultima vez ao chão.
Então um silêncio mortal predominou a noite.
*N/A: Bom, dessa vez eu não demorei tanto né, uma semana depois ;p
menos mal
Bom gente, capitulo grande e eu acho que bem interessante né, com cenas bem fodas
cena de amor do Remo com a Pat, até da ultima cena Lia e Sirius foi foda, aquele Sirius me tira do serio, ôoo lá em casa (66’ \z
asuhauhsuhauhsasa
E eu nem sei direito o que dizer do capitulo kkkk já viram uma coisa dessas? \z
Bom, os próximos capítulos vão ser bem legais, também com um final de cap desses né \z
e coisas novas e bem fodas vão começar a acontecer, só posso adiantar isso, por enquanto ><
Falando em adiantar, gente, eu to pensando em fazer uma continuação dessa fic, digamos que ela termine de uma maneira que possa ter continuação, mas vai depender de vocês né, se vocês não quiserem eu termino ela de um jeito que não tenha continuação, me dêem a opinião de vocês, que será importantíssima pra eu definir como será o final da Fic.
Quero agradecer imensamente os comentários lindos que me fazem derreter horrores *-* e dizer que tem comentários que são fodas gente, eu rio muito, vocês são demais.
Ah, Obrigado de todo meu coração Marlene Mckinnon por dizer que você acha minha fic a melhor fic dos marotos que você já leu, cara noss, foi foda ouvir isso *-* Obrigado mesmo
e Chris Malfoy, eu sonhei com a sua idéia do Harry carioca kkkkkkkk
Ah, a musica do capitulo se chama "Imaginação de anjos" de uma banda chamada Forrueiros, acho que é isso kkkk mas adoro essa musica, é muito linda.
Obrigada por tudo pessoal, respondo os comentários no próximo capitulo.
Então até o próximo
Beijos
Lanah Black
As mãos envolveram a cintura e o som da escada rangendo de leve fora ouvido, enquanto os pés subiam os degraus alcançando o segundo patamar.
Um frio perpassou pela barriga, aconchegando-se a boca do estomago e tornando as mãos levemente tremulas, assim como o corpo que caminhava, lentamente envolvido, até que não conseguisse mais se mover.
Peles se tocaram, a face acariciada tornou-se levemente rubra, sussurros na noite foram ouvidos, enquanto as palmas das mãos, que soavam levemente, deslizaram pelo corpo adorado.
Ansiosamente, se encontraram os lábios, os corpos, os corações que palpitavam no peito aceleraram-se como carros impacientemente velozes. Delicadamente o corpo fora aconchegado sobre os lençóis macios, delicadamente os lábios traçaram caminhos perturbadoramente apreciados, delicadamente as mãos, suando frio, deslizaram desejando muito mais fazer do que apenas tocar.
Arrepios, delírios, calor, tremor, medo, desejo, suspiros e beijos, um turbilhão de sensações e dois corpos, prestes a se tornarem um só.
***
O silencio era quase absoluto, quebrado apenas pelos grilos alegres que entoavam suas canções em alto som em algum canto da enorme montanha a volta. Os sapos coaxavam e podia-se ouvir ao longe o som de alguma musica soando baixa.
No céu mal se podia ver as estrelas, que aos poucos iam sumindo, dando lugar as nuvens densas que encobriam, não muito lentamente, o céu, trazidas pelo vento norte do mar.
Os faróis baixos dos automóveis, parados, iluminavam a noite, levando embora o breu da estrada, enquanto os motoristas pacientemente esperavam o fluxo seguir seu destino.
Dedos impacientes tamborilavam sobre o volante e os vidros fechados impediam que a neblina da serra tornasse a esperava mais fria. A névoa que embaçava o vidro, lentamente, era a todo custo retirada e os ponteiros do relógio sobre o pulso impaciente, que a cada segundo era consultado, demorava mais do que o normal a passar.
Enquanto isso ele esperava, impacientemente ele esperava, enquanto não havia outra escolha, nem sequer outra saída, ele esperava, mas ele chegaria, muito em breve, ele chegaria.
E aquele menino infeliz terá o que merece.
***
Ela pensava estar sonhando quando seu corpo deitou-se sobre a cama, envolvida por aqueles braços, aquelas mãos, aqueles lábios, ah, aqueles lábios, eles a fazia perder a noção de tudo, eles a fazia perder o medo, era como se ela pertencesse a aqueles lábios e nem pudesse sequer questionar isso, por isso ela estava ali, por isso seu corpo era aconchegado à cama cuidadosamente, enquanto aqueles lábios a fazia esquecer-se até mesmo quem era.
Impossível era negar o desejo que os dominavam. Bastava estarem frente a frente para que seus corações começassem a pulsar no mesmo compasso.
Era incrível o poder que ele tinha sobre ela, não, na verdade poder não era a palavra certa, talvez ela não soubesse qual fosse a palavra exata, mas ela sabia que estava totalmente interligada a amor. O desejo era uma conseqüência minuciosamente misturada ao amor que ela sentia por ele, a vontade de pertencer a ele e de ser com ele, e pra ele, o que jamais fora para ninguém mais na vida.
Os lábios de Remo deslizaram pelo pescoço de Patsy e ela sentiu-se estremecer, podia sentir seu coração batendo acelerado no peito e seu corpo tremendo levemente sob o corpo dele, que controlando a si próprio, sentia-se perdendo o controle a cada segundo em que seus lábios tocavam aquela pele e seu corpo sentia o corpo delicado dela sob o seu.
Estremecidos tornaram-se os corpos quando as mãos de Patsy deslizaram sobre a pele macia, tocando com as pontas dos dedos as costas de Remo, levando consigo a camisa que fora erguida lentamente até ser completamente retirada. Retirada também foram as peças de roupas, levando consigo o medo, a timidez, a vergonha, deixando apenas o desejo, a ânsia, o calor a percorrer os corpos, que se abraçavam, sentiam-se, amavam-se.
Nada mais parecia importar quando o peito nu de Remo tocou os seios levemente enrijecidos, quando os lábios tocaram o ombro suave, quando o cheiro doce invadiu-o, impregnando-o, tomando-o por inteiro o desejo. Mãos acariciaram, unhas deslizaram traçando caminhos sobre as costas, sobre os braços, sobre a pele branca e máscula. Arrepios invadiram e suspiros escaparam quando a ponta da língua umedecida tocou o vão entre os seios, o vão entre a luxúria, o pecado e o desejo, o vão que os levariam a um lugar jamais experimentado, o vão que fez o corpo estremecer-se sob o corpo e sobre os lençóis encurvar-se, enquanto os cabelos eram seguros e as sensações invadiam-na, fazendo-a querer apenas uma coisa: ser completamente dele.
***
― Já disse que você ta me deixando maluco?
Pés escorregavam pelo salão, corpos remexiam-se ao ritmo da musica, zabumba, tambor, sanfona, ela não saberia distinguir, nunca sabia ao certo, sabia apenas que o som dos instrumentos guiava seu corpo. Mas não fora o ritmo da musica que a guiara quando o mesmo fora puxado e colado a outro corpo, definitivamente a musica não tinha esse poder.
Quando seus olhos encontraram-se com aqueles olhos azuis acinzentados, ela sentiu um tremor que nada tinha a ver com frio perpassar seu corpo, mas não deixou que isso transparecesse, por isso ela sorriu, sentindo a mão dele firme em seu rosto enquanto a outra apertava com vontade sua cintura, fazendo seu sangue correr mais quente nas veias.
― Às vezes eu causo essa sensação nas pessoas. – Ela riu animadamente, desviando o rosto e fazendo a mão de Sirius deslizar, indo até a sua mão, a qual ele levou ao peito, enquanto ela sentia os lábios de Sirius tocando seu rosto e deslizando até seu pescoço.
― Que engraçadinha, senhorita Andrews. – Lia riu inclinando a cabeça pra trás, sentindo Sirius girando o corpo no ritmo da dança e trazendo-a consigo que continuou a dançar, sentindo as pernas dele entre as suas e seus corpos colados um ao outro.
― Senhorita? – Lia gargalhou. -Ah que droga, eu não queria que chovesse.
― Hahaha – Sirius fingiu uma risada falsa, que fez com que Lia risse ainda mais, sentindo a mão de Sirius afastando o corpo dela do seu, fazendo-a em seguida rodopiar, enquanto Sirius a segurava, girando-a de um lado, para o outro, vendo a saia de Lia erguer-se levemente ao rodar, antes de puxá-la para si, envolvendo a cintura de Lia e colando-se ao corpo dela novamente, sorrindo mais safado ao encará-la novamente.
― Ta engraçadinha e... – sorrateiramente, Sirius deslizou a mão da cintura de Lia, descendo arteiramente pela coxa até se enfiar vagarosamente por baixo da saia, aproximando os lábios do ouvido dela, antes de dizer baixinho. – Gostosa.
Lia sentiu seu corpo estremecer, o toque de Sirius a fazia sentir-se quente e um desejo que só ele a fazia sentir, percorria todas as veias de seu corpo, Sirius era um veneno e a cada instante com ele, fazia Lia perder-se cada vez mais em algo que ela sabia, poderia levá-la a morte.
***
Ele estava sonhando, e era o sonho mais perfeito que já tivera na vida, podia sentir seu corpo quente, e levemente trêmulo, suando frio, e a sensação de ser real era tão intensa, que ele podia sentir em seus dedos a pele macia e quente quando ele a tocara, tão real que pôde sentir em seus lábios o gosto dela quando seus lábios deslizaram do pescoço até os seios, ah, que sensação, que desejo, que sonho. Seu corpo estremeceu ao sentir o corpo dela estremecendo sob o seu, seu coração acelerou-se e suas mãos apertaram-na com tamanha vontade que desejou jamais acordar daquele sonho.
Deixando-se levar pelas sensações que invadiam seu corpo, tirando-lhe o pudor, Remo deslizou os lábios pelos seios de Patsy, sentindo sua língua tocando-lhe o mamilo e em seu paladar o gosto suave de algum hidratante corporal misturado ao cheiro delicioso que emanava do corpo dela, o enlouquecendo. Enlouquecido, ele deixou suas mãos deslizarem pelo corpo de Patsy, já desfeita das roupas, sentindo a pele macia e quente, tremula sob os dedos de Remo quando suas mãos seguraram com ardente desejo as nádegas, puxando-a pra si com o desejo que o queimava por dentro, comprimindo os quadris dela contra sua masculinidade enrijecida. Mesmo tão próximos, ainda estavam longe demais, o desejo de se fundirem em um só, pele contra pele, estavam os levando a loucura.
Remo sentiu-se ser guiado pelo sonho quando seus lábios descendo por sobre a barriga suave, fazendo o corpo de sua amada retrair-se levemente, enquanto ela sentia os lábios, o toque da língua umedecidamente quente dele tocando seu baixo ventre, a fazendo cerrar as pálpebras e suspirar, enquanto seus próprios lábios eram mordidos, numa tentativa em vão de conter os suspiros, gemidos, sussurros desvanecidos que escapavam de seus lábios sem que ela pudesse ter o menor controle sobre tais reações. As mãos de Remo a tocarem-na a fazia sentir um desejo, jamais sentido em sua vida, invadir seu corpo de tal forma que se sentia mais quente do que um vulcão poderia ser. Sabia que aquilo, que jamais experimentara, tornava-se mais próximo, mas incrivelmente ela não temia e não sentia-se envergonhada, ela desejava aquilo, desejava pertencer a ele, sem temor, sem pudor, sem remorsos, apenas ser dele, era tudo que seu corpo, sua alma e seu coração desejavam naquele momento. Pertencerem-se, tornarem-se, serem, amarem-se.
Os lábios de Remo deslizaram por sobre a calcinha de Patsy, enquanto suas mãos deslizavam pelas laterais do corpo dela, levando com elas a pequena peça intima, que ia deslizando por sobre a pele macia, até ser completamente livre do corpo e jogada em algum canto do quarto. Os lábios ligeiramente ousados passou a pousar-se suavemente sobre a coxa feminina, e quando as mãos dele deslizaram até os seios, ela as tomou nas suas, forçando-o a apertar-lhe ainda mais enquanto o prazer, o desejo sobressaltava-se a qualquer pudor ou resistência. Ela não saberia dizer ao certo o que acontecia com ela, mas Patsy sentia-se no epicentro de um terremoto de sensações, onde a única coisa que lhe importava era Remo e a certeza de que, muito em breve, ela alcançaria o céu.
***
♪ Eu vi seus olhos no meu olhar
E imaginei um sonho bom
Me senti flutuar por entre nuvens de algodão
Eu quis pisar e me sentir melhor ♪
O som da musica ecoava até os cantos mais escurecidos do salão, o som dos pés se arrastando eram abafados pelo som dos instrumentos e da voz que agora entoava uma canção mais calma, para aquietar os corpos e corações agitados.
A mão acariciava o rosto enquanto o polegar deslizava pelos lábios, tendo seus movimentos acompanhados pelos olhos que sentiam-se hipnotizados por aqueles lábios entreabertos que pareciam ansiar os seus.
― Ah ruivinha, eu gosto de você muito mais do que deveria. – Como uma melodia, a mais bela que ela já ouvira na vida, aquela frase penetrou por entre os poros de Lilian, fazendo-a encher-se como uma esponja limpa, e a vontade que sentiu foi de voar como um pássaro, feliz, saltitante, por entre as nuvens e alcançar o céu. Mas ela já estava no céu, pisando sobre as nuvens, quando a mão de Thiago deslizou até o pescoço da ruiva e ela viu-se fechando os olhos, enquanto os lábios dele se aproximavam dos dela.
Aquilo era um sonho, só poderia ser, não havia outra explicação, se não fosse um sonho, era uma cena de algum filme de romance, nas cenas favoritas dela, em que o mocinho diz finalmente que a ama e a beija, e eles vivem felizes para sempre.
Felizes para sempre, será que isso existia no mundo real?
Quando os lábios de Thiago selaram-se aos de Lilian, ele sentiu-se em êxtase, amortecido pelas sensações que os lábios causavam nele, como se o resto do mundo transformasse-se em mero nada, absoluto silencio, completamente desnecessário a sua vivencia.
Pisando em nuvens, ela poderia jurar que até o tal som dos sininhos de que tanto falavam, ela ouvira, ou era fruto de sua imaginação feliz demais? Feliz, essa era a palavra, era como ela se sentia ao lado dele, era como ela se sentia ao vê-lo e esquecer qualquer outra coisa que ele já tivesse feito, não era o certo, ela não poderia esquecer, mas sua mente jamais se recordava, a única coisa que sua mente pensava era em Thiago Potter e o quanto ela amava estar com ele, abraçá-lo, beijá-lo, ser dele.
Se aquilo era um sonho, que nada os acordassem.
― Thiago?
E uma voz que não era de Lilian ecoou aos ouvidos dele.
***
― Ta engraçadinha e... Gostosa.
As palavras de Sirius soaram contra a pele de Lia, fazendo-a estremecer. Esse era certamente o maior dom dele, provocá-la, estremecê-la, levá-la a loucura, deixá-la completamente louca por ele, até... Bom, essa parte era melhor nem lembrar pra não atrair novamente os erros típicos de Sirius Black.
Disfarçadamente Lia riu, dando um tabefe no braço do maroto, fazendo-o subir a mão de volta a cintura da loira.
― Sou engraçada e gostosa todos os dias. – Piscou Lia, fazendo o maroto rir, então ainda segurando-a pela mão ele afastou-a de si, girando-a a frente, antes de puxá-la, dessa vez segurando Lia por trás, fazendo seus braços envolver o corpo suave, pousando as mãos a barriga da loira e roçando o nariz ao pescoço, sentindo o delicioso cheiro dela o embriagando.
Descendo os olhos, Sirius observou o corpo de Lia, enquanto ela movimentava o quadril de um lado ao outro ao ritmo da musica, sentindo o corpo dela roçando ao dele e seus olhos fixos nas nádegas da loira, fazendo-o sorrir mais marotamente safado ao sentir o mesmo roçando contra seu corpo e o excitando, fazendo-o deslizar os lábios pela orelha de Lia, sussurrando provocantemente.
― Ah, é, muito gostosa. – Com a mão a barriga de Lia, Sirius pressionou seu corpo ao dela, enquanto seus lábios beijavam o pescoço da loira, provocando um arrepio que percorreu o corpo inteiro, fazendo-a estremecer de leve, afastando, em seguida, seu corpo do dele, dando dois passos à frente, na tentativa de terminar a dança e esquivar-se do maroto, o que ela não conseguiu; Puxando-a pela mão, Sirius a trouxe de volta, fazendo o corpo de Lia colar-se ao seu, encarando aqueles olhos azuis intensamente, deslizando tão suavemente a mão pelas costas de Lia que ela só percebeu que a mão dele parava ao meio de suas costas quando ele a pressionou contra ela, inclinando, em seguida, o corpo dela lateralmente, enquanto ele inclinava-se sobre ela, aproximando o rosto e seus lábios dos dela, sem desviar os olhos daquele oceano azul que refletiam a sua imagem.
Lia sentia seu coração disparado ao peito, enquanto seu próprio corpo, segurado por Sirius, era inclinado para trás, como num filme de romance americano, daqueles que os cavalheiros inclinam a donzela, a beijando em seguida. Mas ele não era um cavalheiro, ela não era uma donzela e aquilo era a vida real e não um filme de romance.
Segurando rapidamente a mão envolta do pescoço de Sirius, Lia segurou-se vendo aquele rosto sedutor cada vez mais próximo e exibindo aquele sorriso perfeitamente maroto nos lábios, então, segundos depois, o nariz de Sirius roçou levemente ao dela, fazendo-a fechar os olhos, entreabrindo os lábios e esperando que os maravilhosos lábios de Sirius possuíssem os seus, mas isso não aconteceu.
Sirius sentia-se completamente fora de controle, e aquilo era o que Lia causava em si, um descontrole total e uma completa falta de sanidade; Ele não conseguia agir com a razão, ele simplesmente era guiado pelo desejo de tê-la consigo que era sempre maior que qualquer autocontrole que tivesse, por isso, naquele momento, ele não pegava varias como era de costume ele fazer em baladinhas como aquela, ele estava ali, com Lia em seus braços, inclinando-a enquanto seus lábios roçavam aos dela, sentindo-se completamente louco por aquela loira.
― Gostosa e linda. – Sussurrou o maroto enquanto seus lábios roçavam aos vermelhos e bem desenhados lábios de Lia, despertando-a do transe que Sirius causava em si.
― Linda, mas não pro seu biquinho. - Desviando o rosto dos lábios de Sirius, Lia virou-o de lado, fazendo os lábios do maroto deslizarem por sua pele até seu rosto, então sem esperar uma resposta ou outro agarro de Sirius, Lia pousou as mãos ao peitoral de Sirius o empurrando, antes de sair andando entre os casais que dançavam na pista de dança, deixando um Sirius pregado ao chão, sentindo-se completamente confuso e sem conseguir entender exatamente o que acontecera.
Mas que droga, essa loira deve ta a fim de me internar no hospício, só pode.
***
Quase não se podia ouvir o som do mar ao longe, mal se podia ouvir o vento que agora soprava pelos vãos das janelas assobiando baixinho e sacudindo-as levemente, enquanto a noite tornava-se mais taciturna e o céu mais escurecido pelas nuvens negras que encobriam as estrelas, impedindo as pessoas à Terra de as admirarem. Mal se podia ouvir o som dos automóveis, as festa, o mundo em algum lugar lá fora onde eles sequer poderiam se lembrar que existia. Apenas a respiração ofegante podia ser ouvida, apenas os sussurros baixos, roucos, sensuais escapando dos lábios entreabertos, entorpecidos, podiam-se ser notados, apenas os toques, a pele, o calor, os arrepios podiam ser sentidos, apenas o desejo gritando loucamente, o corpo, o calor podiam ser lembrados, nada mais, nada mais importava.
O corpo quente estremeceu-se sobre os lençóis enquanto o corpo forte deitava-se sobre ela, uma das mãos apoiava-se sobre a cama, enquanto os seios de Patsy pressionavam-se contra o peitoral de Remo e a mão dele ia deslizando por sobre a perna até puxá-la pra cima, encaixando seu corpo sobre o dela. O perfume de Patsy o embriagou quando ele deslizou os lábios pelo pescoço macio, antes de chegar aos lábios, possuindo-os loucamente, pressionando levemente, a seguir, seu quadril contra o corpo suave e delicado sob o seu. O beijo envolvente a entorpecia, tornando quase imperceptível a aguda dor que se apossou de seu corpo quando o órgão másculo de Remo escorregou-se por entre o seu, possuindo-a como homem algum jamais fizera.
Por entre seus lábios Remo sentiu o gemido de Patsy escapar quando sentiu seu corpo ao dela e seu desejo consumindo-os, os levando a maior loucura que já cometeram em suas vidas: o amor.
Os movimentos cúmplices os levavam a um prazer que os instigavam a tornar aquele ato ainda mais intenso, por isso, movendo-se, Remo envolveu o corpo de Patsy, levando-a consigo em um ritmo frenético, fazendo-a, num impulso natural, envolver as pernas em torno da cintura de Remo, o abraçando com as pernas, favorecendo assim o encaixe perfeito, enquanto àquele plural de prazeres, Remo investia contra ela com mais ímpeto, tornando os gemidos impossíveis de serem controlados. Somente aquela cumplicidade e completude seriam capazes de fazer viver seu coração como jamais vivera.
***
♪ Eu só queria ver de novo
O seu olhar mirando o meu,
E me sentir mais uma estrela
A brilhar no escuro do seu céu ♪
― Thiago?
Com seus pés as nuvens, alguém a segurou e a puxou direto ao chão, não deixando nem que Lilian pousasse com delicadeza, como um beija-flor ao pousar a rosa, ao contrario, era como se seu corpo estivesse estatelando-se ao chão, quando seus lábios tocaram os de Thiago, e uma voz feminina, próxima demais, chamou pelo nome do maroto.
O sonho tornava-se um pesadelo ou o filme não tinha acabado, e a mocinha, ‘nada mocinha’ do filme, aparecia para acabar com o momento perfeito do casal principal do filme. Mas que droga, ela odiava esses filmes de amor.
Lilian separou seus lábios dos de Thiago, desviando os olhos para o lado para ver que a garota, a quem ela nunca vira na vida, olhava para o maroto com um brilho exagerado nos olhos, antes de emendar rapidamente, como se nem se importasse se Lilian estava ali ou não, alias, será que ela estava vendo Lilian?
― Nossa, quanto tempo, Thi. – Thiago não conseguiu nem sequer notar a menina, seus olhos estavam fixos em Lilian, que olhava da menina para o maroto, com uma feição em seu rostinho que o fez perder o chão, mas dessa vez, não de uma maneira boa como a segundos atrás.
― Lilly. – Ele sussurrou baixinho, como que tentando trazer a atenção da ruiva para si e não para aquela garota, que honestamente, ele nem sequer lembrava-se de conhecê-la.
― Você não me ligou mais. – Disse a menina empolgada, pousando a mão sobre o braço de Thiago. Aquilo foi o máximo que Lilian conseguiu ver e ouvir, antes de sentir seus pés afastando-se dele, afastando-se daquela cena ridícula, afastando-se do sonho que virara pesadelo. Porque era sempre assim? Porque tudo que tinha Thiago Potter no meio, sempre virava um pesadelo? Porque sempre, sempre que tudo parecia dar certo, aparecia alguma garota para fazer Lilian voltar à realidade e lembrar-se que Thiago não passava de um garoto riquinho, idiota, galinha, que a única coisa que pensava na vida era ‘pegar as menininhas’ e usá-las como se fossem algo descartável, que só se podia usar uma vez e depois jogá-las no lixo.
Ela não conseguia ver nada a sua frente, seus olhos não se enchiam de lagrimas, mas sua mente estava completamente longe daquele lugar, impedindo-a de prestar atenção a qualquer coisa que estivesse em seu caminho. Seu coração não se partia como sempre acontecia, mas enchia-se de raiva, de revolta, como ele podia ser daquele jeito? Há segundos atrás dissera que gostava dela e agora estava lá, com outras diversas garotas em seu parquinho de diversões.
Lilian bufou de raiva e voltou a si, quando sentiu seus saltos afundando-se nas areias, antes de sentir alguém puxando-a pelo braço e a fazendo dar um passo pra trás, vendo aquele rosto a sua frente.
― Lilly... – Começou Thiago, fazendo a ruiva encará-lo, mas ela não o deixou terminar a frase.
― Acho que você não devia deixar sua amiguinha sozinha. – Ele podia sentir a raiva entranhada em cada uma daquelas palavras e sentiu raiva de si mesmo. Como tudo dava errado pra ele? Porque todo seu passado, que não era algo tão horrível assim, sempre vinha atrapalhar? Será que não era normal um garoto aproveitar a vida e um dia gostar de uma só e querer ficar com ela? Porque todas as outras que ele nem se lembrava quem eram, vinha sempre atrapalhar sua vida?
Mas que droga.
― Eu nem sei quem é aquela garota, Lilly. – Disse Thiago, sentindo a raiva transparecendo em suas palavras, aquilo estava deixando-o furioso. Ele só queria poder ter Lilian, só queria fazê-la acreditar nas palavras e nos sentimentos dele, mas daquele jeito, ela nunca acreditaria.
― Esse é o problema, Potter. – Lilian puxou o braço, fazendo a mão de Thiago solta-la, enquanto ela caminhava em direção a praia, sentindo seus saltos afundando-se mais a cada passo que ela dava.
― Lilly... – Thiago deu passos apressados em direção a ruiva, tentando fazê-la parar e ouvi-lo, mas Lilian não parecia disposta a isso.
― Sempre tem uma garota.
― Lilian, por favor. – Thiago parou a frente de Lilian, impedindo que ela continuasse a afundar seus saltos na areia macia da praia e o encarasse, as feições fechadas, a respiração ofegante de raiva, o sangue correndo mais feroz nas veias e o coração saltitando dentro do peito, levemente dolorido, como ele sempre conseguia deixá-lo.
― Não da Potter. – Lilian disse simplesmente, as palavras dessa vez mais baixas ecoaram pela praia, derrubando tudo dentro de Thiago como se tivesse a força de um temporal.
***
Impossível era agora controlar as reações dos corpos, os gemidos, os sussurros, as unhas que cravavam a pele, as mãos que apertavam, ansiavam, desejavam cada vez mais, os lábios que se comprimiam, beijavam, mordiam-se, sussurravam, inaudíveis eram as palavras que pelos lábios escapavam, imperceptíveis eram os lençóis amarrotados, incontroláveis eram os movimentos, o desejo.
Patsy pensou que tocaria o céu e ao tocá-lo explodiria como uma estrela quando chega a hora de unir-se completamente ao universo, quando sentiu Remo girando seu corpo, fazendo-a deitar-se sobre ele, enquanto as mãos dele apertavam suas pernas e a puxavam cada vez mais, permitindo que ela fizesse coisas que ela jamais imaginara-se ser capaz. Seu corpo, não apenas o dele, movimentava-se, enquanto seus olhos eram fechados, deixando a cabeça tombar levemente pra trás; As mãos de Remo, agora mais ágeis, deslizavam por suas costas, traçando caminhos que arrepiavam ainda mais seu corpo.
Deslizando a ponta dos dedos pelo tórax nu, Patsy seguiu com os dedos a trilha de gotículas de suor, antes de suas mãos se perderem por entre as costas, no instante em que o corpo de Remo erguia-se, tocando com os lábios, novamente, os seios de Patsy, permitindo-o senti-la estremecer.
O calor, o desejo e a ânsia pelo corpo dela cresciam a cada segundo, fazendo-o apertar, puxar, morder, beijar. Loucuras, Remo nunca cometera tantas, nem nunca experimentara nada comparado a aquilo, não, Remo nunca experimentara uma mulher como ela, ao menos uma mulher, nunca experimentara, e agora, tendo-a ali, sobre ele, fundindo-se a ele, tornando-o um homem de uma maneira que ele jamais fora, fazia-o ter a certeza de que não errara em ter esperado.
Patsy repetia seu nome, e sua voz era uma melodia aos ouvidos de Remo, deixando-se tomar por uma crescente excitação que tangia o limite do insuportável, Remo abaixou o rosto, capturando-a em mais um beijo enlouquecedor.
As unhas que se agarravam as costas dele, fazendo-o sentir uma maravilhosa dor, o fazia sentir-se mais vivo do que jamais se sentira na vida, e quando as mãos dela grudaram-se aos cabelos dele, os lábios de Patsy, nos dele, não puderam controlar o agudo som que escapou por entre o beijo, fazendo seu corpo estremecer sobre o dele, enquanto calor, espasmos, estrelas, desejos, prazer espalhavam-se pelos poros, células, centímetros, de seu corpo.
Espasmos a faziam contrair-se, ao mesmo tempo em que pronunciava o nome dele em repetidos sussurros.
Remo sentiu-se colar os lábios ao pescoço de Patsy enquanto seu corpo inteiro contraia-se, sendo sacudido por sensações que o fazia ter certeza de uma coisa, apenas uma, simples e completa: eles eram um só e nada poderia mudar isso.
***
A noite estava agora mais escurecida, a estrada, finalmente livre dos carros, que a espera ficaram por horas, tornava a distancia menor a cada minuto, enquanto o carro deslizava pela pista. Os dedos antes tamborilantes sobre o volante, agora os segurava firmemente, sentindo toda a tensão que a raiva dentro de si permitia.
A distância tornou-se muito menor quando seus olhos avistaram os prédios inclináveis sobre o morro que fora mencionado, ele conhecia bem pouco aquele lugar, mas os encontrariam, nem que tivesse que revirar toda a cidade, ele os encontrariam.
A velocidade no painel do carro diminuiu quase que bruscamente, quando os olhos foram reconhecendo o lugar indicado.
O carro parou. A porta se bateu. Passos ecoaram pela noite e então silenciou-se.
A mão sorrateiramente não bateu, mas empurrou o portão, forçando o mesmo a abrir-se. Passos ecoaram novamente, dessa vez abafados pela grama verde, mãos novamente empurraram, dessa vez a porta.
O breu da casa açoitou-o, fazendo-o piscar diversas vezes até seus olhos acostumarem-se, o silencio predominava, tornando até mesmo sua respiração rápida alta demais, então, parado a porta ele observou o local.
Passos, dessa vez mais cautelosos, ecoaram pelo piso, os degraus da escada rangeram e mãos perigosas pararam a porta, antes de girar a maçaneta.
Os pés congelaram-se, os olhos arregalaram-se, um grito fora ecoado na noite, abafado pela mão, corações disparados, o medo sobressaltando-se, a fúria dilatando-se.
E Thomas Kensit perdeu a razão de tudo, sendo invadido pela fúria cega que o dominava.
***
Quando as mãos empurraram o peitoral, trêmula, os pés seguiram pelo caminho a frente sem conseguir notar exatamente onde eles estavam a levando. Sirius sabia deixá-la daquela maneira, ele sabia o quanto mexia com ela e aproveitava-se disso, mas muito mais do que o desejo de beijá-lo, que a consumia, Lia lembrava-se claramente das ultimas coisas que acontecera entre eles e o medo era ainda maior. Sirius parecia não saber o que queria, quando num minuto ela parecia ter certeza que a queria, em outro toda a certeza ia por ralo abaixo, e essa indecisão só fazia Lia pensar que talvez o melhor fosse afastar-se de Sirius, mas o maior problema no momento era esse: Sirius não deixava Lia esquecê-lo, muito ao contrario.
Quando Lia aproximou-se do bar, sentiu uma mão segurando-a pelo braço, puxando-a para encarar o rosto que surgia a sua frente, não dando tempo, então, de que Lia dissesse coisa alguma, envolvendo-a tão rapidamente que ela mal conseguiu perceber exatamente o que acontecia, até sentir uma parede gélida colar-se as suas costas, enquanto Sirius deslizava a mão por seu rosto, segurando-o e permitindo que ela continuasse a encará-lo.
― Que droga, Lia, porque você faz isso? – A vontade que ele tinha de beijar aqueles lábios era algo que o acendia por dentro. Nunca desejara tanto beijar uma garota quanto ele desejava quando Lia estava por perto, nunca se sentira daquela maneira, como se pudesse conquistar todas as mulheres do mundo, menos Lia, era como se ela fosse sempre inalcançável a ele e isso o deixava ensandecido.
Os lábios de Sirius aproximaram-se dos de Lia dessa vez mais rapidamente do que antes, mas mais uma vez os lábios não se findaram, mais uma vez Lia desviou os lábios, deslizando os próprios pelo rosto do maroto até aproximar-se do lóbulo da orelha dele, onde ela sussurrou roucamente.
― E porque você sempre acha que eu vou ser tão fácil? – As mãos de Sirius apertaram mais a cintura de Lia, pressionando o corpo dele ao dela, enquanto seus lábios espremiam contra a pele do pescoço de Lia, enlouquecendo-o ainda mais o cheiro que emanava do corpo e dos cabelos dela.
― Porque eu sei que você também me quer. – Com a voz rouca, Sirius disse ao ouvido de Lia, fazendo-a fechar os olhos e morder levemente o próprio lábio, enquanto um calor misturado ao desejo por Sirius invadia-a por completo. Mas o orgulho era muito maior que o desejo, Lia não poderia deixar com que Sirius tivesse a certeza sobre o que sentia por ele, por isso, ela riu, com os lábios ainda próximos do ouvido dele, falando com a voz mais sensual em seguida, provocando-o.
― Quem garante? – A mão de Sirius deslizou até o rosto de Lia, puxando-o e fazendo-a encará-lo, enquanto ele encarava aqueles olhos da cor da imensidão do mar.
― Você não quer, Lia? – Encarando aqueles olhos azuis acinzentados no escuro do barzinho, Lia sentiu seu coração palpitar mais forte no peito, enquanto um calafrio percorria seu corpo, aquela mesma sensação que sempre tinha antes de Sirius beijar seus lábios.
― O problema nunca foi o que eu quero, Sirius.
Um calor que nada tinha a ver com o tempo percorreu o corpo de ambos, tornando-se ainda maior quando Sirius apertou a mão à cintura de Lia, colando ainda mais, se isso fosse possível, seu corpo ao de Lia, acariciando-lhe o rosto, enquanto ele aproximava lentamente seus lábios dos dela, fazendo-o sentir o corpo de Lia estremecer-se sobre o seu. Os olhos encaravam, como se estivessem hipnotizados, desviando-se ora ou outra para descer até os lábios, umedecidos pela língua, enquanto o desejo invadia-os completamente e os lábios de Sirius se tornavam cada vez mais próximos dos de Lia, deixando a ambos ofegantes, desejosos e ansiosos um pelo outro.
Fechando os olhos, Sirius sentiu seus lábios roçarem-se aos de Lia e sentiu seu próprio peito encher-se de uma felicidade que ele jamais conseguia entender, era como se ele se completasse todas as vezes que seus lábios tocavam os dela, e ele não precisasse de mais nada na vida. Passando a língua suavemente pelos lábios de Lia, que se entreabriam para receber os lábios dele, Sirius sentiu as palavras saindo de seus próprios lábios, baixas e levemente enrouquecida.
― Eu quero você, Lia. Sempre quis. – E então os lábios colaram-se, beijando-se loucamente; As mãos de Lia subiram pela nuca, deixando com que suas unhas o arranhassem enquanto a mão de Sirius deslizava pelo corpo da loira, apertando-a com vontade, levando, ambos, a loucura.
***
♪ E poder subir mais alto
E criar um mundo meu,
Onde a imaginação me leva
A trilhar um caminho ao lado seu ♪
― Não dá Potter.
As palavras ecoaram pela noite, como se atingisse as ondas e fossem arremessadas no ar, fazendo-as colidirem contra Thiago com tamanho impacto que quase o derrubara ao chão.
Os pés pareciam colados ao chão, quando ele viu Lilian desviar-se e dar passos em direção a praia. Não era possível que aquilo estava acontecendo com ele, não era possível que ia perder Lilian mais uma vez, sem nunca tê-la de verdade. Não era possível, ele não poderia permitir aquilo.
― Lilly você não entende? – Lilian sentia-se como seu salto, afundando a cada passo que dava, sufocada como se não pudesse respirar o ar que seus pulmões exalavam, perdendo o rumo, sem saber sequer pra onde seus pés a levavam.
― Não Potter. – Ela disse simplesmente, com a voz ainda baixa, o nó preso na garganta e um aperto no peito, como se houvesse dentro de si um globo de angustia esmagando tudo dentro de si.
Thiago viu Lilian caminhando por entre a praia deserta e escurecida, como se fosse seu mundo indo embora, sua felicidade indo, abandonando-o e deixando-o completamente sozinho ali. Não podia deixá-la ir assim, não podia deixar Lilian ir embora pensando aquilo que não era verdade, nenhuma outra garota interessa mais a Thiago, ele só queria uma.
― Lilian... Eu não quero elas, eu quero... Você.
***
As respirações ofegantes ressoavam altas pelo quarto, o riso femininamente rouco fazia-o sorrir, a felicidade dominava-os tornando impossível controlá-la.
As mãos dele acariciaram os cabelos de Patsy, que se deitou sobre o peitoral de Remo, deslizando a pontinha do dedo indicador por ele, suavemente. A sensação que a dominava era de alguém que havia ingerido um poderoso elixir e agora experimentava um estado de completo torpor.
― Somos dois loucos. – A voz levemente baixa e rouca de Patsy fez Remo arrepiar-se levemente antes de rir, deslizando a mão pelo rosto da namorada.
― Loucos, apaixonados. Completamente apaixonado. – Patsy ergueu o rosto para admirá-lo, seus olhos se encontraram, trocando um silencio repleto de amor e desejo. Deus, como ela o amava e como sentia-se pisando nas nuvens, se aquilo fosse um sonho, era certamente o melhor de toda sua vida.
Com o coração batendo confortavelmente extasiado, Patsy selou os lábios aos de Remo que acariciou-lhe o rosto, enquanto sorria entre o beijo. Não tinha como sentir-se mais feliz, aquilo era impossível, seu coração batia em seu peito como se houvesse plumas dentro de si, que extasiasse até os batimentos cardíacos, a vontade de sorrir fazia-o sentir-se um bobo e certamente, se seus amigos o vissem sorrindo daquela maneira, o chamariam disso. Uma felicidade completamente plena estacionava-se sobre seu coração, fazendo-o sentir-se completo, como se não houvesse na terra homem mais feliz.
Foi tudo de repente, Remo não soube como, jamais saberia explicar como acontecera, mas o sonho, seu sorriso, sua felicidade, inesperadamente desmancharam-se quando de repente e misteriosamente, a porta do quarto abriu-se e o mundo de Remo desabou sobre eles.
― Eu vou te matar.
― Pai? - O homem adentrou o quarto em passadas rápidas, caminhando em direção a cama, a fúria estampada em seus olhos, em suas faces era tão assustadora, que fez o medo congelar suas veias.
Patsy não teve tempo de nada alem de puxar o lençol, envolvendo-o ao corpo, enquanto Thomas Kensit aproximava-se da cama, dando a Remo um segundo para erguer o corpo, antes de sentir uma dor latejante invadir seu rosto, enquanto a mão de Thomas acertava-o em um murro, fazendo um grito escapar dos lábios de Patsy, levando a mão à boca em seguida e sentindo as lagrimas brotando em seus olhos.
O corpo de Remo bateu contra a cabeceira da cama, quando a força do soco o atingiu, sentindo em seguida o gosto do sangue e o calor do mesmo escorrendo por seus lábios, enquanto recobrava-se do amortecimento que o soco causara em seus sentidos, permitindo-o ouvir os gritos de Patsy que ecoavam pelo quarto, alcançando todos os cantos vazios da casa.
― SUA VAGABUNDA!. – O grito de Thomas enfurecido seria capaz de quebrar os vidros e arrebentar portas, tornando o desespero de Patsy ainda maior, quando viu o pai dando a volta na cama, aproximando-se de onde ela estava, para segundos depois, grudar a mão em seu pulso, tentando puxá-la para fora da cama, enquanto as lagrimas brotavam em seus olhos embaçando sua vista e banhando seu rosto.
― NÃO, PAI, NÃO! – O grito sufocado pelas lagrimas escapavam dos lábios de Patsy, enquanto seu corpo era arrastado da cama pelo pulso, com tamanha força que o corpo de Patsy caiu sobre o chão, causando um baque forte e fazendo-a sentir como se os ossos de seu corpo estivessem partindo-se ao meio.
― EU NÃO CRIEI FILHA MINHA PRA SER UMA VAGABUNDA.
Remo reergueu-se tão rapidamente que jamais poderia dizer de onde saíra tamanha coragem, num pulo, ele postou-se de pé, dando passos largos até Thomas Kensit, puxando-o pelo braço, permitindo que assim, Patsy ficasse livre do pai que a segurava pelo pulso, tentando arrastá-la pelo chão liso e frio do quarto, envolvida pelo lençol que ela segurava contra seu corpo com toda a força que conseguia. Então, sentindo uma força abissal, Remo fechou a mão em punho, acertando o rosto de Thomas, fazendo-o cambalear para os lados, Remo rapidamente, deixando com que o homem caísse por sobre a parede, correu até Patsy, segurando-a delicadamente, apesar da pressa, ajudando-a a se levantar e sentar-se sobre a cama.
― Pega suas cois... – A frase foi interrompida, enquanto outro grito escapava dos lábios de Patsy, quando Remo fora puxado e acertado novamente ao rosto, tombando o corpo para trás, alcançando o chão num baque surdo, fazendo-o tentar apoiar as mãos ao chão, numa tentativa frustrada de amortecer a queda. Sem ter tempo de se recobrar do ataque, Remo sentiu apenas um chute dilacerante invadir-lhe as costelas, quando Thomas desvanecido chutou-o enquanto de suas bocas palavras enfurecidamente loucas tentavam agredir ainda mais Remo, que não conseguia ouvir, apenas sentir as dores que invadiam seu corpo, fazendo ganidos de dor escapar dos seus lábios.
Cego de ódio, Thomas sentiu-se chutar uma segunda vez o corpo de Remo, caído ao chão, enquanto a raiva e o ódio o consumiam, sentindo uma necessidade sobrenatural de atingir Remo com cada vez mais força até que pudesse matá-lo.
―NÃOOOOOO!
Quando Thomas ergueu a mão, inclinando-se sobre Remo para acertar-lhe mais uma vez, Patsy pulou sobre as costas do pai, envolvendo as mãos em volta do pescoço, tentando afastá-lo de Remo; Desvairado, Thomas girou o corpo, fazendo o corpo de Patsy, mal seguro pelas mãos, escorregarem das costas e voar para trás, caindo num baque forte contra a porta quase fechada, tornando o som da mesma se batendo ensurdecedor.
― COMO VOCÊ SE ATREVE, SUA VAGABUNDA. – esquecendo-se de Remo, Thomas caminhou aproximando-se de Patsy, que caída ao chão, apoiava as mãos ao mesmo, sentindo uma dor penetrando cada costela do seu corpo, como se um serrote estivesse cortando-os em pedacinhos.
As lagrimas escorriam incontroláveis dos olhos castanhos, deslizando pelo rosto de pele macia e alcançando o colo semi-nu, descoberto pelo lençol que fora esquecido e ia deslizando pelo corpo da menina, deixando os seios ficarem a mostra, sem que ela sequer conseguisse se importar com aquilo, enquanto o pai com as feições transloucada aproximava-se exalando ódio pelas narinas.
― SUA VAGABUNDA, EU DISSE PRA FICAR LONGE DESSE MOLEQUE DESGRAÇADO, E OLHA O QUE VOCÊ FEZ. – Gritou Thomas parando em frente ao corpo caído de Patsy ao chão, encostado a porta, soluçante. – Olha o que ele fez com você. – A voz, agora um pouco mais baixa, ressoava entre dentes furiosamente. - Tornou você numa vagabunda, Patsy. UMA VAGABUNDA.
A mão de Thomas ergueu-se no ar, descendo violentamente sobre rosto de Patsy.
― NÃOOOOOOOO! – O pescoço de Thomas foi envolvido pelas mãos de Remo, que sentia a raiva percorrendo cada célula de seu corpo ao ver sua amada sendo agredida daquela forma. Furiosamente, sendo enforcado, Thomas deu passos violentos para trás até sentir o corpo, atrás do seu, sendo esmagado contra a parede, tentando forçá-lo a largar seu pescoço.
Remo sentiu mais uma vez uma dor dilacerante invadindo seu corpo, enquanto Thomas batia com as costas contra a parede, fazendo não suas próprias costas baterem a mesma, mas a de Remo, que era esmagada, enquanto seu braço forçava-se cada vez mais em volta do pescoço de Thomas, fazendo-o arquejar e debater-se violentamente.
Sentindo-se completamente dolorida, Patsy sentiu-se ser invadida totalmente pelo desespero ao ver o namorado tentando enforcar o pai dela, enquanto o mesmo batia as costas de Remo contra a parede. Era um pesadelo, um pesadelo depois de um sonho perfeito, o pior pesadelo de sua vida, mas ela tinha que fazer alguma coisa, ela tinha que fazê-los parar.
― PAREM POR FAVOR, PAREM. PELO AMOR DE DEUS, REMO! – Mas Remo não a ouviu, seus sentidos, sua raiva, tudo estava voltado para os braços envolta do pescoço do homem que agredira sua namorada, do homem que ofendera a mulher que ele amava, a sua mulher, ele não podia deixar isso assim.
Arrastando-se pelo chão, sentindo o lençol envolto em seu corpo enroscando-se em alguma coisa, Patsy ergueu as mãos, alcançando a cama, a qual ela se segurou, erguendo-se rapidamente, vendo uma imagem grande de um anjo, feito a gesso, sobre a mesinha de cabeceira ao lado da cama, o qual ela pegou sem pensar, e levantando-se, ela postou-se a frente do pai, o qual ainda tinha os braços de Remo envolta de seu pescoço, agora com o rosto levemente arroxeado enquanto tentava puxar as mãos de Remo e o esmagava cada vez com mais força contra a parede atrás de si.
― PAREM, PELO AMOR DE DEUS, PAREM! – Ela tentou mais uma vez, mas sem sucesso algum, movida pelo desespero, Patsy ergueu o anjo no ar, baixando-o com força em seguida, vendo o mesmo atingir a face de seu pai, espatifando o anjo em pedaços e tornando o corpo de seu pai imediatamente mole sobre os braços de Remo, escorregando contra o mesmo, até Remo soltar os braços completamente de Thomas, que caiu num baque surdo ao chão, desacordado.
As mãos, por segundos desocupadas, de Patsy, ergueram-se a boca, a qual ela tampou-a, abafando o grito que escapara de seus lábios, deixando a vista apenas os olhos arregalados, vendo o pai caído ao chão, desmaiado, uma poça de sangue formando-se ao chão escorrendo da testa atingida, tornando o pânico imensurável tomando conta de Patsy.
Remo engoliu em seco, sentindo-se ofegante, enquanto seu corpo inteiro doía imensamente, vendo então o corpo de Thomas Kensit caído ao chão.
― Re-Remo... Eu ma-matei me-meu pa-pai. – tremula, Patsy escorregava ao chão, as lagrimas encharcando seu rosto, o corpo, agora quase nu, mal envolvido pelo lençol que pousava quase completamente ao chão encurvando-se ao piso gelado, em prantos. Num átimo de desespero, Remo agachou-se ao lado de Patsy, envolvendo-a em seus braços, erguendo-a rapidamente, ajudando-a a sentar-se a cama, antes de puxar o lençol pra cima da mesma, tentando envolver o corpo da namorada.
― Não amor, ele esta vivo. – Segurando o rosto de Patsy, Remo ergueu o mesmo, fazendo-a olhá-lo. – Amor, me escuta.
Ele disse calmamente, tentando acalmar Patsy que tremia sob suas mãos, soluçando quase incontrolavelmente enquanto as lagrimas escorriam de seus olhos de maneira incontrolável.
― A gente precisa sair daqui, a gente precisa sair rápido daqui. – Patsy afirmou quase imperceptivelmente com a cabeça, sentindo Remo envolve-la em torno do lençol, enquanto as mãos, tremulas, de Patsy tateavam a cama, a procura de alguma peça intima que pudesse cobri-la melhor.
Desesperado por sair dali antes que Thomas Kensit recobrasse a consciência, Remo percebeu que estava apenas de cueca, ao encarar o chão, então rapidamente ele pegou sua camisa caída ao mesmo e a calcinha de Patsy, próxima a peça de roupa, e entregou-a a namorada. Eles precisavam sair dali urgentemente, eles precisavam fugir para o mais longe possível, Remo precisava fugir com Patsy, protegê-la, ele faria isso, se pudesse com a própria vida, disso ele tinha certeza.
― Lilian... Eu não quero elas, eu quero... Você.
O salto afundando a areia da praia, parou, o coração sob os músculos do corpo, da carne, do tecido epidérmico, acelerou-se drasticamente, a anfetamina espalhava-se dos nervos ao sangue correndo quente pelas veias, causando uma onda de calor que se espalhava por todo seu corpo, amolecendo levemente seus joelhos, afogueando as faces e umedecendo as mãos de suor. Devia estar delirando, nem bebera e já estava tendo alucinações. Lilian sentiu a mão quente pousando sobre seu braço, fazendo-a lentamente girar para olhá-lo, encarando aqueles olhos castanho-esverdeados e sentir-se como se o ar faltasse em seus pulmões.
A ponta da língua umedeceu levemente os lábios, enquanto, o coração acelerado, fazia-a ficar levemente ofegante; Os lábios de Thiago aproximavam-se dos seus e a outra mão deslizava pelo rosto de Lilian, fazendo seu corpo ficar levemente tremulo, enquanto ela cerrava as pálpebras, sentindo o hálito quente de Thiago em seus lábios.
― Thiago.
O desespero e o pânico invadiam tanto quanto fora nos minutos intermináveis em que Thomas Kensit os atacara, e agora, Remo apenas de bermuda, a qual ele encontrara e vestira o mais rapidamente, e Patsy apenas de calcinha e a camisa de Remo a bater-lhe aos joelhos, corriam pela areia macia da praia, rezando internamente pra que encontrassem os amigos o mais depressa possível.
Segurando a mão de Patsy, que ainda tremia, agora um pouco mais controlada, Remo viu a silhueta de duas pessoas mais a frente e mesmo de longe, ele o reconheceu, respirando aliviado em seguida, sairiam daquele sufoco mais rapidamente com a ajuda de Thiago e Sirius.
Quando os lábios quentes pousaram sobre os lábios de Lilian, algo os despertou, fazendo Lilian afastar-se rapidamente de Thiago antes de virar o rosto para trás, vendo uma imagem muito estranha ir tornando-se mais clara à medida que se aproximavam da claridade vinda do bar.
― O que aconteceu? – Com os olhos arregalados, Lilian viu Remo e Patsy se aproximando, olhando duas vezes para a amiga pra ter certeza de que ela estava mesmo vendo Patsy direito ou se era alguma brincadeira de seu cérebro. – Pat porque você...?
Mas Lilian não continuou, diante da face encharcada de lagrimas de Patsy, ela correu até a amiga, envolvendo-a em seus braços e tentando acalmar a garota, que ainda soluçava levemente.
― Pontas a gente precisa sair daqui. Rápido cara. – Thiago não questionou, apenas assentiu, caminhando apressadamente em direção ao bar, enquanto Remo, ainda próximo a namorada, segurava a mão dela, caminhando rapidamente atrás de Thiago.
Lilian sentia-se confusa sem saber o que acontecia, mas sentiu-se admirada pela amizade e confiança de Thiago com Remo, postando-se a ajudá-lo de imediato, sem sequer questioná-lo.
Quando eles aproximaram-se da porta que dava entrada ao barzinho, Thiago parou.
― Aluado, vai com elas e me espera perto da gárgula, eu vou achar o Sirius e a Lia.
― Perto da onde? – Indagou Lilian rapidamente, antes de Thiago responder.
― Ele sabe. – Thiago virou-se pronto para adentrar o bar, mas Lilian o impediu, segurando-o pela mão.
― Eu vou com você. – Thiago acariciou a mão de Lilian com os dedos.
― Não Lilly, vai com eles, qualquer mínima coisa você me liga. Eu não demoro.
Piscando, Thiago saiu correndo, enquanto Lilian o via perder-se na multidão, antes de voltar os olhos para Remo e Patsy. O melhor era fazer o que Thiago dissera e esperar que ele encontrasse Sirius e a Lia, o mais rápido possível.
Os lábios dele investiam contra os dela loucamente, deixando a língua invadir-lhe e perder-se no gosto delicioso dos lábios de Lia nos dele. O corpo forte pressionava o corpo dela contra a parede, colando os dois corpos, enquanto a mão de Sirius percorria pelo corpo de Lia loucamente, como se ele jamais tivesse tocado uma mulher na vida e ansiasse por fazê-lo. Quando os lábios de Sirius deslizaram pelo pescoço da loira, ela sentiu um gemido fraco escapar-lhe dos lábios, enquanto a mão sorrateira de Sirius deslizava por sob a saia, apalpando-lhe as nádegas e segurando-as com tamanha vontade que fez o corpo de Lia erguer-se levemente pra cima e mais contra o corpo de Sirius, que com uma das pernas entre as de Lia, pressionava-a, sentindo o desejo consumindo-o por dentro de maneira voraz.
O perfume de Lia era inalado febrilmente enquanto os lábios traçavam um caminho que provocava ao corpo dela arrepios constantes, fazendo-a pressionar as unhas contra as costas de Sirius, sentindo o tecido da camisa impedindo-a de sentir a pele quente das costas definidas e bronzeada pelo sol. O lábio inferior fora mordido, reprimindo outro gemido baixo quando os dentes de Sirius roçaram contra o lóbulo da orelha, estremecendo o corpo de Lia e fazendo-a apertar ainda mais a mão contra Sirius, puxando-o para si, desejando-o desta vez como jamais o desejara antes.
Quando a outra mão de Sirius deslizou pela perna de Lia, puxando-a pra cima, ela envolveu as mãos, envolta do pescoço do maroto, impulsionando o corpo e envolvendo a cintura dele com as pernas, enquanto Sirius segurava-a, abaixando levemente o corpo de Lia, permitindo que assim, ele pudesse pressionar seu quadril contra o corpo de Lia, que agora tinha a saia levemente erguida, fazendo-a sentir o volume por sob a calça de Sirius roçando febrilmente contra o tecido de sua calcinha, causando em si uma vontade e um calor imensurável, forçando-a a deslizar uma das mãos pelas costas do maroto, enfiando-a sorrateiramente por baixo da camisa e deixando as unhas arranharem a pele do maroto, fazendo-o arquejar enquanto seus lábios subiam novamente a procura dos lábios fartos da loira.
Quando Sirius cuidadosamente deslizou uma das mãos da perna da loira por entre as coxas, sentindo a ponta de seus dedos deslizando por sobre a lingerie, ele sentiu o corpo de Lia estremecer contra o seu, levando-o a um desejo ainda maior. Sua vontade era de possuí-la ali mesmo, naquele instante, sem se importar com nada mais no mundo, mas quando Sirius deslizou a ponta do dedo pela lateral da peça intima, pronto para puxá-la, ele sentiu uma coisa totalmente indesejável acontecer, quando uma mão pousou sobre seu ombro, fazendo-o afastar, contra toda sua vontade, os lábios dos de Lia e virar o rosto para trás, prestes a xingar o “filho da puta” que atrapalhara o melhor momento de seus últimos dias.
― Mas que porra... – A voz calou-se enquanto a testa era franzida e uma nítida feição de interrogação era refletida nas faces de Sirius ao ver Thiago parado quase atrás de si.
― Foi mal ae, o Aluado precisa da gente. – Rindo nervoso, Sirius voltou os olhos pra Lia, sentindo a respiração ofegante, enquanto fazia uma carinha de sinto muito.
― É loira, marotos são marotos, não da pra abandonar um.
***
O som de musica e pessoas animadas eram ouvidos ao longe, mas eles não pareciam prestar muita atenção ao que o mundo fazia lá longe; Em baixo de algumas arvores, próximos a uma estatua de uma sereia e dois golfinhos, eles observavam atentamente os dois marotos, que sorrateiramente e silenciosamente, caminhavam em passos rápidos, levemente abaixados, em direção ao portão da casa de Thiago, que encontrava-se entreaberto.
Encostando-se a parede ao lado do portão, com Sirius ao seu lado, Thiago espiou para dentro da casa, vendo que o jardim da frente e a garagem estavam vazios e o silencio absoluto indicava que provavelmente não havia pessoas ali.
― Pontas como vamos sair com o carro sem ninguém ver a gente?
― Vamo sair devagarinho, sacou?
Sirius acenou com a cabeça, então espiando a casa, Thiago entreabriu o portão e correu, em seguida, agachado até a traseira do carro, encostando-se a mesma e olhando em direção ao portão, sabendo que Sirius, encostado ao muro ao lado do mesmo, observava o maroto.
Fazendo sinal a Sirius, Thiago, em passadas largas alcançou a porta do lado do motorista, abrindo-a para ele adentrar o carro rapidamente, fechando a porta o mais silenciosamente possível em seguida, vendo que a chave, como Hagrid sempre deixava, estava ali escondidinha no lugar onde Thiago já sabia.
Ligando o carro, Thiago olhou pelo retrovisor, vendo que Sirius já abrira o portão, então o mais silenciosamente possível, Thiago deu a ré no carro e foi saindo lentamente com o mesmo, até passar pelo portão, alcançando a rua.
Silenciosamente, Thiago colocou a primeira marcha no carro e seguiu até onde os amigos estavam, deixando Sirius pra trás, que, também silenciosamente, fechou o portão e correu até os amigos.
Assim que Thiago parou com o carro, Remo correu até o mesmo, segurando Patsy pela cintura, abrindo a porta de trás e entrando com a namorada, ajudando-a a colocar o cinto de segurança, abraçando-a em seguida, após ele apertar o próprio cinto e recostá-la ao peito, enquanto Sirius ajudava Lia a entrar, entrando em seguida e deixando o banco da frente desocupado para Lilian, que abriu a porta, entrando no carro e virando-se para encarar Thiago.
― Potter o que esta acontecendo?
Olhando rapidamente pelo retrovisor, Thiago acelerou, dessa vez saindo rapidamente com o carro e pegando a rodovia, na qual ele passou a marcha, aumentando a velocidade.
― Potter? – Indagou Lilian novamente, diante do silencio do maroto, que sem desviar os olhos da rodovia disse rapidamente.
― O cinto, Lilly. – Revirando os olhos, a ruiva puxou o cinto de segurança, fechando o mesmo e voltando a encarar o maroto. – Pra onde a gente ta indo?
― Não sei, Lilly, a gente só precisa sair daqui.
― Por que? – Desviando rapidamente os olhos da estrada, Thiago olhou pra ruiva, respirando fundo e voltando os olhos pra pista, antes de interrogar, dessa vez com a voz mais alta.
― Aluado, ta tudo bem ai? – Com a pergunta de Thiago, Lilian girou o corpo, olhando pra trás pelo vão entre os bancos, vendo que no banco atrás deles estava Lia e Sirius e no banco atrás, estava Remo e Patsy abraçados, a amiga agora parecendo mais calma.
Lilian viu Remo assentir com a cabeça e não conseguiu refrear-se, antes da pergunta escapar de seus lábios.
― O que aconteceu? – Ela viu Remo e Patsy se entreolharem, aquela era a pergunta que todos se faziam internamente, mas tanto Lilian, quanto Lia, não entendiam porque Sirius ou Thiago não a fizeram ainda, era como se não precisassem saber, mas por mais que confiassem em Remo e soubesse que ele não falaria para saírem daquele jeito dali se não fosse importante, poderiam pelo menos perguntar pra saber exatamente o que estava acontecendo.
Lia, sentada no banco de trás do carro, envolvida pelos braços de Sirius, desviou os olhos de Lilian para encarar o maroto, perguntando silenciosamente a mesma coisa fazendo-o apenas dar de ombros. E antes que Remo ou Patsy respondessem alguma coisa e acabassem com aquele suspense, Thiago os interrompeu.
― Aluado. – Ele disse apenas olhando pelo retrovisor, enquanto Remo erguia os olhos para olhar pra Thiago e depois para trás, vendo um farol alto não muito longe do carro deles, fazendo Patsy arregalar os olhos e olhar pra trás, assustada.
Remo abraçou mais Patsy enquanto Thiago acelerava mais o carro no instante em que gotículas de chuva começavam a cair sobre o vidro do carro.
― Thiago, o que foi? – Lilian indagou dessa vez com a voz mais baixa e rouca.
― Acho que tem alguém seguindo a gente.
― O que? – Lilian girou o corpo novamente, tentando enxergar alguma coisa atrás do carro, mas não conseguiu ver nada alem de um farol distante.
― Ai meu Deus! – A ruiva levou a mão a boca, apavorando-se à medida que a chuva sobre o vidro do carro aumentava, forçando Thiago a ligar o pára-brisa, enquanto a adrenalina correndo por sua veia o fazia acelerar mais o carro, mantendo-se atento a estrada e ao farol do carro atrás deles, não sabia dizer porque, mas tinha a sensação de que aquele carro estava os seguindo.
O som da chuva forte caindo sobre o automóvel aumentava, tornando a tensão dentro do carro ainda maior, mesmo com os vidros fechados eles podiam ouvir o barulho do vento assobiando alto lá fora, enquanto as arvores que beiravam a rodovia chacoalhavam mostrando a força do vento.
Quando o carro fez uma curva, Lilian segurou-se ao banco, sentindo o medo acelerando seus batimentos.
― Potter você tem carteira de motorista né? – Quando o maroto acenou negativamente com a cabeça, Lilian arregalou os olhos, girando o corpo rapidamente.
― Alguém aqui tem carteira de motorista? – O medo percorreu ainda mais intensamente as veias de Lilian, fazendo-a olhar ainda com os olhos arregalados para Thiago.
― Lilian relaxa, a gente sabe dirigir. – Disse Sirius rindo, vendo que imediatamente Lia colocava o cinto de segurança.
― Lilly, eu já passei no exame da auto-escola. Vou pegar minha carteira em março, assim que eu fizer dezoito.
― Mas Potter você não tem carteira ainda-pelo amor de deus diminui esse carro. – Disse desesperadamente Lilian, quando Thiago entrou numa curva em alta velocidade, enquanto a chuva açoitava os vidros do carro e a neblina ia tomando a estrada deixando a visibilidade cada vez menor.
― Caralho, Aluado ele ta na nossa cola, com o farol mó alto, que porra. – Disse Thiago como se nem tivesse ouvido o que Lilian dissera.
― Encosta, Pontas, encosta, vamo ver se ele ultrapassa. – Disse Sirius rapidamente, antes de Thiago seguir o que o amigo dissera, encostando o carro ao acostamento, dando passagem ao carro, mas o carro não passou, fazendo todos tremerem dentro do carro, o automóvel atrás deles alcançou o carro, ficando exatamente ao lado passando a investir contra o carro deles, tentando atingi-los na lateral.
― Ai Meu Deus, Potter! – Disse Lilian desesperada, enquanto Lia gritava, abafando o grito com a mão e Patsy começava a soluçar encostando a cabeça ao peito de Remo.
― Filho da puta! – Disse Thiago quando o carro ao lado do seu bateu a lateral em seu carro, arranhando a lataria; Tirando o pé do acelerador, Thiago pisou no freio, diminuindo a velocidade do carro, fazendo o outro automóvel seguir a frente, enquanto Thiago o via se distanciando, diminuindo a marcha e voltando a acelerar, antes de mudar a marcha do carro novamente, ganhando velocidade e ficando na traseira do carro que os tentara empurrar a lateral da pista.
― Potter o que você ta fazendo? – Lilian segurava-se ao banco do carro, tremula, sentindo seu coração martelando no peito.
A neblina agora cobria toda a estrada, permitindo a Thiago ver apenas o farol do outro carro a sua frente, a chuva açoitava os vidros e o uivo do vento podia ser ouvido de dentro do automóvel, enquanto uma tempestade caia sobre a estrada, tornando-a ainda mais perigosa do que o habitual.
― THIAGO! – Inesperadamente o carro da frente freou, gritos ecoarem enquanto Thiago pisava, instintivamente, no freio, diminuindo bruscamente a velocidade, fazendo o som dos pneus derrapando ecoar alto, enquanto Thiago rapidamente girava o volante, evitando que o carro colidisse com o automóvel a frente.
Desviando do carro, os pneus na pista molhada, derraparam, perdendo a direção e o controle, e então girou, rodopiando na pista. As mãos grudadas ao volante forçaram a controlar o carro, em vão, então inesperadamente uma pancada forte e brusca acertou a lateral do carro, fazendo-os ouvir o som do metal arranhando-se e os pneus derrapando na pista, sendo empurrado pela força e velocidade dos carros. Quando o silencio predominou, segundos mal perceptíveis passaram-se, quebrando então o silencio o uivo dos ventos, a chuva açoitando o carro e os gritos desesperados. O carro rodopiando mais uma vez, deslizou pela pista molhada e lisa, como se estivesse numa pista de patinação, então saindo da mesma, o carro desceu uma inclinação, que com a velocidade do carro, o fez sacudir-se, como se estivesse desequilibrando-se antes de girar no ar, colidindo lateralmente contra o morro íngreme, descendo o mesmo velozmente, enquanto o carro capotando, ia rolando morro abaixo, batendo o teto ao chão num baque surdo, antes de mais uma vez erguer-se no ar, girando, amassando a outra lateral do carro e rodopiando mais uma vez, caindo ao chão sobre as rodas, em outro baque forte, erguendo-se tão rapidamente no ar como se molas o empurrassem, girando-o, fazendo cair de lado, amassando a lateral uma ultima vez, antes de girar e cair, uma ultima vez ao chão.
Então um silêncio mortal predominou a noite.
*N/A: Bom, dessa vez eu não demorei tanto né, uma semana depois ;p
menos mal
Bom gente, capitulo grande e eu acho que bem interessante né, com cenas bem fodas
cena de amor do Remo com a Pat, até da ultima cena Lia e Sirius foi foda, aquele Sirius me tira do serio, ôoo lá em casa (66’ \z
asuhauhsuhauhsasa
E eu nem sei direito o que dizer do capitulo kkkk já viram uma coisa dessas? \z
Bom, os próximos capítulos vão ser bem legais, também com um final de cap desses né \z
e coisas novas e bem fodas vão começar a acontecer, só posso adiantar isso, por enquanto ><
Falando em adiantar, gente, eu to pensando em fazer uma continuação dessa fic, digamos que ela termine de uma maneira que possa ter continuação, mas vai depender de vocês né, se vocês não quiserem eu termino ela de um jeito que não tenha continuação, me dêem a opinião de vocês, que será importantíssima pra eu definir como será o final da Fic.
Quero agradecer imensamente os comentários lindos que me fazem derreter horrores *-* e dizer que tem comentários que são fodas gente, eu rio muito, vocês são demais.
Ah, Obrigado de todo meu coração Marlene Mckinnon por dizer que você acha minha fic a melhor fic dos marotos que você já leu, cara noss, foi foda ouvir isso *-* Obrigado mesmo
e Chris Malfoy, eu sonhei com a sua idéia do Harry carioca kkkkkkkk
Obrigada por tudo pessoal, respondo os comentários no próximo capitulo.
Ah, vou deixar meu forms pra quem quiser: www.formspring.me/lanafreak
Então até o próximo
Beijos
Lanah Black
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