O Prendedor!



Tudo aquilo parecia tão irreal, que pensavam ser um sonho mas era muito melhor que isso era a vida, a realidade aquilo não iria acabar como os sonhos que duram uma noite e são esquecidos durante o dia, aquilo iria ficar em suas memórias para sempre mesmo que ocultos pelo tempo estaria sempre ali.
Eles estavam naquele banco, um banco simples mas no entanto, aquele lugar para muitos frio duro, para os dois era melhor que qualquer sofá, aquele banco no canto perto do jardim cheio de flores, dando um aroma doce no ar, embaixo daquele céu estrelado. Fazia daquele lugar o melhor do mundo.
Porem a noite foi passando, e apesar de não terem percebido o tempo se fechara e começou a chover, mas eles não queriam voltar para a festa, não queriam estar com mais ninguém alem deles, então correram para o castelo, ele emprestara o casaco do terno para ela mas não adiantou nada a distancia era grande e quando chegaram lá estavam ensopados, foram para a sala comunal e se sentaram perto do lareira, para se aquecer, já que ir se trocar agora e ter que se separar um do outro era muito indesejado.
Então eles ficaram ali diante da lareira, abraçados olhando um para o outro. Era como quando se viram pela primeira vez só que agora sem ninguém pra interromper já que todos estavam ilhados na festa, e eles eram os únicos da escola, e aquilo fora muito duradouro, apesar de não conversarem eles se olhavam, e se entendiam era como se, aquele abraço aquela respiração e a batida de seus corações dissessem tudo.
*****Neville*****
Ela estava mais linda que antes se é que isso fosse possível, toda molhada, ela estava fria e quente ao mesmo tempo. Os cabelos desmanchados, que ela soltou delicadamente quando entraram no cômodo, agora eles caiam delicadamente em pequenas mechas naquele rosto pequeno, e delicado. Os lápis um pouco borrados por causa da chuva faziam seu olhar mais expressivo. E aquele olhar expressivo estava fixado em mim, eu sentia aquilo, não acreditava, nem pensava só sentia.
Eu queria olhá-la, mas a vontade de beijá-la era mais forte, fazendo o sentir ansioso. Até que ele sentia a respiração dela mais curta que antes e ele a beijou pela terceira vez, mas com a mesma sensação da primeira, aquele era o melhor momento da minha vida, foi algo realmente mágico, então ela parou deitou a cabeça em meu peito, e olhando nos meus olhos me abraçou eu correspondi, eu entendia o que ela sentia, eu estava tão confuso quanto ela.
*****
*****Amy*****
Ele me protegia, eu estava com a cabeça encostada no peito dele olhando nos seu olhos, procurando neles a prova de que aquilo era real. Aquele calor úmido que nos unia diminuía a cada segundo que agente se secava, mas o sentimento explodia cada vez mais dentro de nós, foi ai que eu ouvi o som das pessoas voltando para o castelo, reparei que a chuva havia parado.
Agente nem tinha visto há quanto tempo estávamos ali, então não sei porque fiquei aflita, algo como as outras pessoas, me assustava, nos ali sozinhos seria um prato cheio para nos encherem pro resto da vida, então eu simplesmente corri peguei meus sapatos, olhei para os olhos dele ele entendia, o abracei iria beijá-lo mas não havia mais tempo as vozes chegavam rápido então sem pensar o mordi no pescoço ele se assustou, e o soltei corri para a escada, olhei nos seus olhos antes de fechar a porta do quarto, ele sorrio, ele me entendeu. Fechei a porta no momento em que abriram a passagem secreta para a sala comunal.
Me joguei na cama, lembrei da mordida, comecei a sorrir, um sorriso bobo que não saia do meu rosto, era algo involuntário, então lembrei de quando ele olhou nos meus olhos e sorriu antes de fechar a porta, continuei a sorrir involuntariamente. E então ouvi alguém abrir a porta, virei para a parede e fechei os olhos, ainda bem que a pessoa que tinha entrado não foi ver se eu estava dormindo pois aquele sorriso continuou em meu rosto. Até que adormeci.
*****
*****Neville*****
Pela passagem secreta, passara vários alunos que foram diretamente para seus dormitórios, eu cotinuei ali com a mão no pescoço, sentindo a marca daqueles dentes pequenos, não entendi porque ela fez aquilo, talvez a pressa. Mas não me preocupava com o porque, era como se ela me deixasse algo para eu me lembra aquela noite, aquele relóginho, como é chamado por muitos era a melhor recordação que ela poderia me deixar.
Quando todos passaram pela sala comunal percebi que não fora só o relóginho que ela deixara para trás, mas ela tinha esquecido o prendedor de cabelo. Eu não podia devolvê-lo, então subi para o quarto coloquei o prendedor no criado-mudo e olhei para ele ainda com a mão no pescoço, ainda tateando aquela marca quase sumida de cada dente, que formava aquele sorriso que ela dera para mim, aquele sorriso maravilhoso, enquanto olhava para aquele prendedor de cabelo prateado com alguns desenhos em strass, que prendiam aquele cabelo cheiroso que a algumas horas atrás estavam encostados em meu peito. Até que dormi.
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