Desembarque de problemas.
N/A=Naira: Oieeee...sorry mesmo pela demoraaaa...é que sabe férias eh férias ^^ ! Vih tinha viajado...e eu tava aproveitando pra sair e acabamos deixando a fic se empoeirar um pouquinho...mas tá aew o cap 14 da fic e prometemos que as coisas ainda vão esquentar para os novos marotosss!!! COMENTEM! DIVULGUEM! VOTEM! PLEASEEEE!!! isso é um apelooo!!!!! BjOOs!
- Acho teremos alguns problemas daqui para frente, senhor. – falou Snape removendo um pedaço de cascão de seu cabelo.
- Eu não discordo de você, Severo, eu não discordo.
Não havia outro assunto no colégio inteiro. Não se falava em outra coisa, a não ser o retorno dos novos e misteriosos marotos, e como sua “apresentação” ao público foi, simplesmente, fenomenal.
Encher o Salão Comunal com fogos de artifício, baratas, fantasma de cantores de ópera bruxa, a destruição física e moral de Filch e para fechar com chave de ouro: um bilhete que explodiu na cara dos professores uma grande porção de cascão de pé de Trolls.
Hogwarts estava impolvorosa. Todos queriam saber quem eram os grandes “autores” de tal brincadeira:
- Só quero ver se eles descobrirem quem foi que causou aquele alvoroço inteiro ontem! – falou Matthew andando de um lado para o outro, da sala dos Marotos.
- Relaxa Matty – implicou Harry, que jogava mais um Feijãozinho de Todos os Sabores na boca, e balançava os pés, bem posicionados encima da mesa – ninguém nem se quer desconfia que fomos nós.
- Você que pensa. Muitos professores já vem me olhando de lado, e me olhando de um jeito meio...suspeito.
- Você é muito nervosinho, sabia? Relaxa! – Harry sorriu enquanto Matthew bufava de raiva.
Matthew fitou o relógio de bolso que ganhara de Pettigrew, fato com o qual ele ainda não se acostumara. Viu que já estava atraso e seguiu rapidamente para a aula de História da Magia:
- Vou ter que ir Gina. Depois falo com você, então? – perguntou dando um beijo suave nos lábios fechados da ruiva.
- Claro... – disse ao ver que Harry abaixara o rosto e murmurara uma variedade de xingamentos.
- E quanto você Potter...apenas mantenha-se longe. – ameaçou vendo o moreno sorrir maliciosamente.
- Quanto a mim você não se preocupe vou me manter longe... – lançou um olhar para Gina, que fitava a janela pensativa e completamente alheia a conversa. – mas, não posso garantir que ela fará o mesmo. –sorriu ao ver os olhos de Matthew brilharem com puro ódio.
- Ai de você Potter, ai de você que encoste num fio de cabelo dela. – terminou e saiu da sala, receoso por ter de deixar Gi e Harry sozinhos no mesmo recinto.
Ele queria pedir que ela saísse ou que o acompanhasse até a aula, mas como seus recentes ataques de ciúmes haviam conturbado um pouco a relação com a ruiva, ele preferiu engolir todo o seu medo e ciúme e deixar a confiança tomar conta de seu ser. Apesar de todos os fatos lhe dizerem para não fazê-lo:
- Sabe Ginny, para quem morre de medo de perder a noivinha, seu francesinho esta muito confiante. – sorriu ao vê-la fitá-lo.
Ele esquentou rapidamente. Os olhos de Gina eram como um jato de água quente, que fora jogado em seu rosto e o levava a insanidade. Suas mãos pareciam estar criando vontade própria, pareciam querer agarrar as mãos, braços e tudo mais que tivesse a ver com aquela linda visão de cabelos de fogo. Suas pernas pareciam estar enlaçadas em uma corda que o puxava para perto dela. Tudo o que ele sentia no momento era maior que qualquer medo, que qualquer orgulho, do que tudo, porém, ele era um Potter, e jamais deixava suas fraquezas a mostra:
- E ele não deveria se sentir de outro jeito, afinal, ele não tem nada a temer. – falou friamente.
Essa era uma de suas novas táticas. Ela o faria acreditar que não queria absolutamente nada com ele, até que conseguisse convencer a si própria do mesmo. Ela seria fria como pedra e não deixaria uma, absolutamente, nenhuma fraqueza aparecer:
- Tem certeza disso, Gi? – se aproximou ainda mais e delicadamente pousou os dedos sobre o liso e branquíssimo rosto de Gina, que pôde sentir o medo acompanhar o êxtase ao redor de seu corpo. – Ginny, eu não vou te deixar em paz, até você entender que eu quero você. Que eu preciso de você. Que eu amo vo...
- Pára! Nem se atreva a falar uma mentira dessas! Você esta se iludindo e me iludindo. Você não me ama Harry, você esta louco é para passar essas suas mãozinhas lindas pelas minhas pernas, é isso sim! – desceu do parapeito e caminhou um pouco, para poder manter o máximo de distancia entre ambos.
Seria mais difícil do que pensara, concluiu Harry. Gina estava mais decidida do que nunca a se casar com Matthew para esquecê-lo de vez. Ele não podia deixar que aquilo acontecesse, simplesmente, não podia. Mas, por outro lado, Gina poderia estar certa em relação aos seus sentimentos. Vai ver ele só queria agarrá-la mesmo, e saciar sua fome. Beijar aqueles lábios que lhe atormentavam dia e noite, escorrer suas mãos pelo corpo dela. Talvez fosse só isso, mas ele estava convencido de que não era, e provaria isso a Gina, de um modo muito agradável para ambos:
- Bom, só temos um jeito de saber se isso é verdade, não é? – Harry se aproximou tão rápido que Gina, não teve tempo nem de piscar, antes de se ver presa entre ele e a parede atrás de si.
- O que você...vai...fa...fazer? – gaguejou ao vê-lo olhá-la de forma exploradora.
Sem tocá-la Harry passava a mão vagarosamente pelo corpo dela, apenas tentando despejar um pouco de seu imenso desejo pela ruiva. Gina respirava profundamente, tentando conter o nervosismo e os próprios extintos:
- Só tem um jeito de você descobrir se o que eu quero realmente é só “passar as minhas lindas mãozinhas pelas suas pernas”. E você sabe, exatamente, como fazê-lo.
- Harry...me deixa sair...ago...agora...- gaguejou novamente enquanto segurava os braços fortes de Harry e tentava empurrá-lo para trás para abrir caminho até a porta.
- Ginny... – o tom de voz dele foi rouco e triste, o que a fez parar e fitá-lo nos olhos. – você não pode dizer que eu não a amo se nem ao menos me deixa prová-la do contrário. Você realmente acha que as minhas intenções são as de apenas tirar suas roupas e fazer o que quiser? E arrancar algo assim tão importante de você? Eu nunca faria isso! A não ser que você quisesse. – brincou sorrindo rapidamente, mas logo voltando a seriedade – Eu amo você, e enquanto você não me deixar provar isso eu vou infernizá-la pro resto da vida.
- Que diabos você quer que eu faça? Ahn? Que eu deixe você me agarrar aqui para você me provar que não era só isso que você queria de mim? É isso? Muito bem Harry vá em frente! Faça o que bem entender nada disso vai me convencer! Nada!
- Ora Gininha, essa é novidade para mim. Você pode prever o futuro? – alfinetou fazendo a ruiva se enfurecer por completo – E o que eu vou fazer agora? – perguntou deslizando as mãos pelos ombros da mesma – Me aproveitar de você? – ele se aproximou dela fazendo com que as pontas de seus narizes se tocassem – Ou respeitar a sua vontade e esperar que você decida o que fazer? Ahn Ginny, me diz...O que eu vou fazer?
- Você é nojento! Me larga! – gritou enquanto se debatia contra o mesmo, e tentava levantar os braços que eram segurados fortemente pelas mãos predadoras de Harry.
Ginny tentou mais uma vez, se debater contra o corpo de Harry, mas foi contida e empurrada na parede, o que a fez parar e encará-lo seriamente:
- Harry... – ela já podia sentir o medo brotar, deixar suas pernas bambas e fazê-la entender de que dali não sairia até provar que suas palavras eram verdadeiras.
- Ginny...deixa eu...
Quando Harry ia mergulhar no adocicado oceano avermelhado que eram os lábios de Gina, a ruiva virou o rosto fazendo com que o mesmo beijasse seu rosto. Ele manteve sua boca colada na maçã do rosto de Gina.
Ela podia sentir a descompassada respiração dele, bater contra o seu rosto. Apertava fortemente os olhos e tentava desesperadamente controlar sua respiração nervosa e ofegante. Pôde sentir o rosto dele se virar vagarosamente, até que seus lábios se desprenderam de seu rosto. Ela começava a sentir variadas lágrimas se esforçando ao máximo para caírem e demonstrar a sua tristeza em rejeitá-lo:
- Você...realmente o quer Ginny? – perguntou fazendo a mesma virar o rosto para fitá-lo.
- O que?
- Se você realmente deseja ficar com o Matthew? – repetiu a pergunta ainda temendo o que iria ouvir em resposta.
- Eu...ah... – gaguejou ao perceber que não tinha uma resposta formada para tal pergunta. – Harry essa não é a questão. Eu gosto dele! E essas suas investidas estão atrapalhando tudo! – falou enquanto andava de um lado para o outro tentando manter a calma e principalmente à distância. – Você sempre atrapalha tudo! – gritou virando-se para o mesmo.
E como atrapalhava. Era sempre a maldita imagem de Harry que invadia sua cabeça quando fazia juras de amor a Matthew, quando as ouvia, quando o beijava e tudo mais que fizesse ao lado de seu “amado” noivo, era nele que ela pensava. Ele era um tormento vivo para si, ela odiava amá-lo, e mais ainda por adorá-lo.
Mas Gina, não era uma mentirosa completa em relação a amar Matt. Ela, de fato, quase chegava a amá-lo, se se esforçasse talvez até chegasse a fazê-lo. Porém, havia um mínimo detalhe. Um pedaço de seu coração, um pedaço bem fundo e importante de seu ser havia colocado Harry em um maldito altar de amor, obsessão e idolatração. Harry estava muito acima nos sentimentos de Gina em relação a qualquer outro que pudesse vir a fazer parte de sua vida:
- Passei dois anos longe de você, para esquecer tudo isso! Tudo! Dois anos! E adiantaram? Para sua total e completa felicidade, não! Não adiantaram de nada! Por que você não some! Não some daqui! – largou-se na poltrona prendendo a cabeça entre as mãos que pareciam querer atravessar a mesma.
Gina desatou a chorar, mas sentia-se incomodada por Harry não dizer simplesmente nada. Ficara em silencio, sem mexer um músculo se quer. Ela fitava os pés imóveis de Harry. Ele não se mexia. Nada. Gina apertou os olhos e virou o rosto, conformando-se com tudo. Com o desinteresse de Harry quanto àquela situação e tudo mais.
Então ela estava certa. Harry se mostrava mais do que insensível com sua situação. Ele só queria mesmo provocá-la apertá-la, arrastar suas mãos por todo seu corpo, depois virar as costas e ignorar tudo o que acabara de acontecer. Todas as juras de amor que ele lhe fizera eram mentiras então. As mais deslavadas mentiras que começavam a se dissolver e revelar a verdade por trás de suas intenções:
- Sabe que...eu quase explodi de ódio quando vi aquela aliança no seu dedo. – sorriu sem graça ao ver Gina levantar o rosto molhado e vermelho para fitá-lo desentendida. – Tive vontade de matar o primeiro que me passasse na frente. De pular encima de você e arrancar aquela aliança, obrigá-la a esquecer quem quer que tivesse te roubado de mim. – coçou a nuca fitando o chão – Pensamento possessivo esse meu, não é? – olhou de relance para Gi e sorriu voltando a fitar o chão – Desde pequena você nunca escondeu o que sentia por mim. E para mim, no começo, aquela situação toda era muito embaraçosa, me sentia incomodado em saber que a irmãzinha do meu melhor amigo babava por mim. – Gina riu de leve quando o viu se ajoelhar na frente dela e fitá-la nos olhos.
Ele passou os dedos levemente pelo rosto dela levando algumas lágrimas embora, e vendo que o rubor de tristeza sumia e que o novo rubor que aparecia era o de vergonha e calor:
- Depois de um tempo fui pensando melhor naquela situação, fui vendo que não era tão mal ter uma garotinha linda como você presa no meu pé. – riram e ele continuou – Fui passando a mudar o meu modo te ver. Aos poucos você não era Gina, a irmã do meu melhor amigo, e sim Gina, uma garota linda e divertida... – ele a fitou nos olhos e continuou – comecei a pensar em você como minha. Minha mesmo. Algo que eu tinha que aprender a apreciar, mas que tinha que estar ali pra mim. E foi aí que eu errei. Não apreciei você, não dei uma chance a nós dois, e quando vi aquele anel no seu dedo senti como se alguém tivessem me roubado, me roubado alguém importante a qual eu nunca havia dado valor. Gi...eu tive que te perder para te notar. Eu te perdi e você me ganhou. Eu fiquei completamente apaixonado por você Gi.
- Professor Dumbledore! É um prazer conhecê-lo finalmente! – apertou a mão de Dumbledore, que apenas levantara a sobrancelha.
- O mesmo senhor Duvauchelle. – e retribuiu o aperto do belo rapaz a sua frente. – Fez uma boa viagem? – perguntou enquanto indicava com uma das mãos para que o garoto se sentasse na cadeira a sua frente.
- Excelente! Estou muito emocionado por estar aqui em Londres! E em Hogwarts! Uau a famosa Hogwarts. Nunca me imaginei estudando aqui. – falou enquanto rodava os olhos curiosos pela sala do professor.
- Entendo. Mas era exatamente isso que eu queria lhe perguntar senhor Duvauchelle...
- Ah não, não senhor, pode me chamar de Lian. Só Lian. – sorriu encantadoramente.
Claro que seu sorriso era encantador, pensou Dumbledore, ele fora treinado para isso. Aquele sorriso falso e muito bem planejado. Lian apenas parecia simpaticamente ingênuo, mas estava longe de sê-lo. Muito longe. Era esperto até demais, sutil e muito, mais muito, persuasivo. Uma cobra em pele de cordeiro. Lian não estava ali apenas por uma eventual mudança de planos, como alegava estar. Não, definitivamente, não. Ele estava ali com um propósito muito maior. Ou, porque outra razão um jovem francês, jogador Junior da seleção francesa, com um futuro mais do que brilhante, largaria tudo, apenas para se mudar para Londres e matar sua curiosidade de estudar na famosa Hogwarts? Havia mais ali. E logo logo, tais intenções apareceriam:
- Bom, creio então que devamos selecioná-lo para uma de nossas casas. – falou Dumbledore levantando-se vagarosamente e indo até a prateleira atrás de si, em busca do chapéu seletor. – Este chapéu irá colocá-lo em sua nova casa.
- O que? – perguntou assustado. – Casa? Co...como assim?
- Ora caro senhor Duvauchelle, ou Lian, como o senhor já deve saber Hogwarts é uma escola muito respeitada e famosa e por causa disso muitos pais disputam vagas, para seus filhos, aqui. E, é claro, que devido ao grande número de alunos tivemos que dividi-los em quatro diferentes casas, para qual os alunos são selecionados de acordo com o Chapéu Seletor. As casas que poderão vir a ser o seu novo lar são: Grifinória, Sonserina, Lufa-lufa e Corvinal. Clareei um pouco a situação ao senhor, senhor Duvauchelle? – Lian não teve nem fôlego para responder apenas balançou a cabeça e deixou que Dumbledore ajeita-se o chapéu falante em sua cabeça.
Para Lian, aquilo tudo era uma novidade. Na França tudo era dividido devido ao sexo. Se fosse homem iria para Falconiére e as mulheres iriam para Beauxbatons. Pronto! Fim de papo! Não havia seleções, nem casas, nem nada:
- Parece-me um “pouco” absorto dos costumes de Hogwarts senhor... Duvauchelle. – falou o chapéu enquanto mexia-se constantemente na encima da cabeça de Lian.
- Um pouco... – sorriu sem graça enquanto fitava Dumbledore sorrir divertido com a situação.
- Acho que sei aonde vou colocá-lo. Onde você poderá explorar mais a sua personalidade e descobrir se deve mais...lealdade – Lian deu um leve salto na cadeira porém se conteve – aos seus amigos ou a suas aspirações. Vou colocá-lo na...Grifinória! – falou finalmente, fazendo com que o rapaz apertasse as sobrancelhas.
- Isso é bom?
- Harry...porque diabos você tinha que ser cego? Porque você só foi enxergar tudo isso agora? Por que?
- Você fala como se já fosse casada com ele! – levantou-se e começou a andar pela pequena sala, sendo sempre seguido pelo olhar triste de Gina. – Você ainda não casou com ele! E nem vai! Se depender de mim a única pessoa para quem você vai dizer sim serei eu! E pro diabo com Matthew e qualquer outro que tente te tomar de mim de novo! – gritou enquanto avançava encima de Gina e agarrava com força os ombros da mesma. – Gi...por favor...esquece essa idéia, esquece isso tudo! Você não o ama...e sabe disso.
- Convencido você. Não é? – brincou fazendo ambos rirem.
- Só um pouquinho... – aproximou-se do rosto da mesma, mas ao invés de beijá-la ele virou o rosto e beijou o pescoço dela, fazendo-a morder os próprios lábios para conter o leve gemido que ecoara pela sua garganta.
Ele roçou seu rosto no dela e ficaram assim por um tempo. Apenas ouvindo a respiração um do outro, sentindo os rostos colados um no outro. Era um dos raros momentos em que não se sentiam pressionados, nem nervosos ou até mesmo tristes, devido ao rumo das coisas. Estavam calmos, relaxados e mais apaixonados do que nunca:
- Gi... – falou enquanto ficava frente a frente com a ruiva, e emoldurava seu rosto entre suas mãos.
Muito perto, pensou Gina, muito perto para escapar. Podia sentir a respiração dele cair sobre seus lábios e aquecê-los vagarosa e prazerosamente. Ela não queria escapar, não queria que ele parasse. Queria o beijo dele, queria ele. Aqueles lindos olhos verdes encarando-a sem parar, aquele rosto perfeito perto do seu, tudo estava tão perto e irresistível. Ah, como era possível negar aquela perfeição na sua frente?
Finalmente Harry encostou os lábios sobre os de Gina. Apenas por cima, nada muito profundo nada realmente quente como o calor que subia por suas pernas. Brincava com os lábios de Gina sob os seus, passeando sobre eles e umedecendo-os. Mordeu de leve a parte inferior dos lábios de Gi e a viu fechar os olhos, finalmente entendendo que poderia ir mais fundo. Sorriu e aprofundou o beijo. Suas línguas se tocaram, como a tanto desejavam.
Tudo começou a ficar mais quente e mais forte, não só o beijo como também ambos os toques. Ele apertava-lhe a nuca para trazê-la sempre para mais perto de si, enquanto ela enroscara as mãos ao redor da nuca dele. Era uma linda e perfeita cena de amor e romance, se não fosse pelo fato de estar completamente proibida e errada.
Gina, sempre sonhou em ter um lindo e apaixonante beijo com Harry, mas a verdade era que nada ali era de fato romântico ou apaixonante. Era apenas um beijo proibido em uma sala secreta e escura. Triste e desapontador para uma garota que sonhara com aquele momento desde que era uma criança:
- Harry...pára. – afastou-o empurrando delicadamente seu peito – não pode ser assim. Não...não vai ser assim.
- Como assim, “não vai ser assim?”.
- Porque não pode! Harry eu sou uma merda de uma noiva e por mais que eu não o ame do jeito que eu amo vo...ahn...do jeito que eu gostaria eu não posso fazer isso com ele. Ele sempre foi tão cuidadoso comigo, sempre ali pra quando eu precisasse.
- Ah, então é isso? Você não o deixa porque quer um maldito de um estepe, não é? Tem medo porque comigo as coisas não são tão certas e previsíveis, né? Já com o carinhoso “Matthewzinho” as coisas mudam de figura! Tudo é certo, tudo é previsível! É isso que você quer? Um futuro completamente previsível e chato? Sem nenhuma surpresa ou emoções reais? É isso, Virginia?
- Pelo menos com ele eu tenho a certeza de futuro! – gritou sem medir as palavras – Harry...desculpa eu não quis dizer...
- Quis sim! Mas você ta certa Gi. Comigo, ninguém tem a certeza de um futuro. Afinal eu sou o maldito bebe que escapou do Lorde psicopata das Trevas, não foi? Que resolveu voltar e se vingar de mim. Realmente, com um histórico como o meu, quem poderia se certificar que viveria mais um dia se ficasse ao meu lado.
- Não foi isso que eu quis dizer! Não me importo se aquele maníaco te persegue! Ficaria com você de qualquer jeito! – gritou enquanto puxava o braço de Harry para que ele a fitasse. – Juro que ficaria. Que iria ao inferno para ficar com você. Juro!
- Iria? Não, Gi você não iria. – sorriu surpreendendo a garota – Mas não se preocupe... – aproximou-se e sussurrou em seu ouvido – você é bem vinda ao meu inferno à hora que quiser! – retornou ficando frente a frente com a mesma – Apesar, de eu saber, que não sou bem vindo ao seu lindo paraíso. – sorriu mais uma vez enquanto dava um leve beijo nos lábios de Gina e saia da sala – Só pra constar, você ainda faz parte do mercado das solteiras, e eu ainda posso te levar para mim. – piscou enquanto abria a passagem – Se é que me entende.
- Mas a senhora não sabe mesmo o que ele quer comigo? – perguntou enquanto subia as escadas para a sala de Dumbledore, acompanhado por McGonagall, a sua frente.
- Já lhe disse que não senhor Gautier, agora poderia, por favor, mudar o disco? – falou enquanto parava em frente à porta do escritório.
Matthew estranhava muito a chamada “urgente” de Dumbledore, e estranhava mais ainda a demora de McGonagall para bater na maldita porta. Um pouco irritado, resolvera ele mesmo bater na porta:
- Senhor Gautier, por favor, não bata. – falou fazendo o garoto conter a mão e fitar a professora com uma cara de indagação.
- Mas...senhora como ele vai saber que estamos aqui fora?
- Acredite em mim, ele sabe. – logo em seguida ouvi-se a calma voz de Dumbledore do outro lado da porta permitindo a entrada de ambos – Aqui está o senhor Gautier, professor. E agora se me dá licença já vou indo. – falou enquanto acenava para Matthew entrar e fechava a porta atrás do rapaz.
- O senhor queria falar comigo? – perguntou aproximando-se timidamente.
Se tinha alguém que Matthew tivesse 100% de admiração, esse alguém era Dumbledore. Calmo e sempre sábio, com as respostas na ponta da língua. De fato, uma pessoa para se admirar, e Matthew sabia disso:
- Sim é claro! – sorriu indicando com uma das mãos para que o garoto se aproximasse. – Sinto por chamá-lo assim tão de repente mas é precisava muito de sua ajuda para uma determinada tarefa senhor Gautier.
- Tarefa? Que tarefa?
- Bom, gostaria que o senhor fosse o guia de um aluno novo que nós acabamos de receber!
- Ma...mas senhor eu mal conheço este colégio. Cheguei a algumas semanas, ainda estou meio perdido por aqui.
- Ora Matthew que isso? Sempre achei que tivesse um senso de direção mais do que bom! – falou Duvauchelle fazendo com que Matthew se virasse para fitá-lo e Dumbledore sorrisse com a cara de surpresa e felicidade que se formara em Matt.
- Li...Lian? Eu não acredito! – e pulou para um forte abraço no amigo. – O que...o que diabos faz aqui?
- Ora, você foge de nós sem dar um mínimo “adeus”, “tchau” ou “galera to indo embora para outro país, por favor, não pensem que eu morri”. – Matthew sorriu.
- Você quer dizer que veio me visitar, é isso?
- Claro que não! – Matthew fez uma cara de desentendimento enquanto Lian sorria – Vim para ficar meu amigo. Você não vai se livrar de mim assim tão fácil! – sorriu enquanto Matthew sem palavras abraçava o amigo mais uma vez - Não vai mesmo... - pensou enquanto sorria maliciosamente, pelas costas do amigo, que mal sabia o que estava por vir, com a chegada de Lian.
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